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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Você viu o que aconteceu com o Vegano Periférico?


 O caso de Eduardo, um dos criadores da página Vegano Periférico, ganhou destaque nacional após ele ter a bolsa do Prouni negada porque movimentações financeiras da mãe, decorrentes de apostas online, foram consideradas como renda familiar. Segundo o infoativista vegano Fabio Chaves, a decisão ignora o contexto de uma família afetada pelo vício em jogos de azar. "No final das contas ela perdeu muito dinheiro, então não poderia entrar como renda", afirmou, defendendo que a situação seja reavaliada pelas instituições responsáveis.

Ao comentar o caso, Fabio Chaves destacou que a mãe de Eduardo enfrenta ludopatia, transtorno relacionado ao vício em apostas, e já iniciou tratamento. Para ele, tanto o estudante quanto a mãe são vítimas da situação. "Ela é uma vítima também desses jogos", disse, ao pedir que as pessoas evitem ataques à família e compreendam a gravidade do problema. O apresentador também manifestou apoio para que o estudante consiga ingressar na universidade, ressaltando que "ele merece entrar na faculdade" e que não pode ser responsabilizado pelas consequências do vício de outra pessoa. Além da repercussão sobre o acesso ao ensino superior, Fabio Chaves chamou atenção para o crescimento das casas de apostas no Brasil e seus impactos sociais. Ele defendeu um olhar mais criterioso sobre casos semelhantes no Prouni e destacou a importância do trabalho desenvolvido pelos irmãos do Vegano Periférico na divulgação do veganismo, lembrando que, apesar da relevância da página, eles não vivem financeiramente do projeto e dependem de seus próprios empregos para se manter.
Fonte: vista-se.com.br

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Mesmo proibidas por lei, charretes puxadas por cavalos seguem circulando em Paraty (RJ)


 Foto: Sônia Paes/CSF

Quem chegou para acompanhar a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), realizada entre 23 e 26 de julho, no Rio de Janeiro, encontrou uma cena que deveria pertencer ao passado. Nas proximidades da região praiana e em outros pontos da cidade, charretes puxadas por cavalos continuavam sendo utilizadas como atração turística.

Para alguns visitantes, o passeio pode parecer uma experiência pitoresca. Para os cavalos, trata-se de trabalho imposto para transportar pessoas em uma atividade que o próprio município decidiu proibir.

A Lei Municipal nº 2.520, de 12 de dezembro de 2024, determinou a proibição da circulação de charretes, carroças e outros veículos movidos por tração animal para atividades turísticas em Paraty a partir de 1º de janeiro de 2025.

A permanência dos passeios expõe uma contradição difícil de justificar. Enquanto a legislação reconhece que animais não devem continuar sendo usados como força motriz para o entretenimento turístico, cavalos ainda são colocados nas ruas para transportar visitantes.

A advogada especializada em Direito Animal Giovana Poker acompanha a situação e afirma que a prática continua ocorrendo apesar da proibição. Segundo ela, o problema não se limita aos passeios turísticos.

Os cavalos também são empregados no transporte de materiais de construção, entulho, lenha, móveis e outras cargas destinadas a hotéis e restaurantes. Há denúncias de animais submetidos a excesso de peso, feridos ou debilitados obrigados a continuar trabalhando, jornadas prolongadas sob calor intenso, falta de água e hidratação adequada, castigos físicos e abandono de animais idosos ou sem condições de seguir puxando veículos.

“Além de transportar turistas pelo Centro Histórico da cidade, os cavalos continuam sendo empregados para puxar materiais de construção, retirar entulhos, transportar lenha, móveis e outras cargas pesadas para grandes hotéis e restaurantes”, afirmou Giovana.

Relatos reunidos por protetoras independentes da região também apontam que denúncias de maus-tratos foram encaminhadas à Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal, à Promotoria de Justiça e à Guarda Ambiental. A situação chegou ao Poder Judiciário em 2021 e ainda não recebeu uma solução definitiva.

A demora é especialmente grave porque, enquanto processos avançam lentamente, os animais continuam sendo submetidos diariamente à atividade.

Em 2025, a própria Câmara Municipal de Paraty registrou a necessidade de cobrar informações do poder público sobre o plano de ação para implementar a Lei nº 2.520/2024. O requerimento solicitou esclarecimentos sobre as medidas destinadas a colocar em prática a proibição da tração animal no turismo.

A situação também envolve a segurança dos próprios turistas. De acordo com Giovana, pessoas que questionam condições aparentemente incompatíveis com o bem-estar dos cavalos relatam ter sido hostilizadas ou ameaçadas por charreteiros.

Fonte: anda.jor.br

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Câmara Municipal proíbe a venda de animais no Mercado Central de Belo Horizonte (MG) e em outros estabelecimentos comerciais da cidade


 Foto: Douglas Magno

A venda de animais vivos no Mercado Central de Belo Horizonte pode estar mais perto do fim. A Câmara Municipal aprovou, na tarde de segunda feira  (10/08), em segundo turno, o Projeto de Lei 179/2025, que proíbe a comercialização de animais domésticos em vias públicas, logradouros, espaços abertos, locais de grande fluxo turístico e ambientes tradicionalmente destinados à exposição cultural e gastronômica. A regra alcança diretamente o Mercado Central, um dos principais pontos turísticos da capital mineira.

A aprovação representa uma vitória para os animais e para quem há anos questiona a transformação de seres sencientes em mercadorias expostas à venda em ambientes movimentados. O texto ainda precisa ser sancionado pelo prefeito Álvaro Damião (União) para entrar em vigor, mas a votação abre caminho para uma mudança aguardada há anos por defensores dos direitos animais.

A discussão sobre o comércio de animais no Mercado Central não começou agora. Durante a tramitação do projeto, o próprio autor, vereador Osvaldo Lopes, lembrou que uma proibição semelhante já havia sido aprovada anteriormente pela Câmara, mas acabou vetada pelo então prefeito. Em fevereiro deste ano, ao defender o PL no primeiro turno, Lopes classificou a retirada dos animais daquele ambiente como uma luta antiga da proteção animal.

O problema ultrapassa a comercialização de cães e gatos. O projeto considera como animais domésticos também coelhos, roedores, psitacídeos, passeriformes e outros animais exóticos abrangidos pelas normas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). São, portanto, animais de diferentes espécies que podem ser afetados pela mudança.

Para os defensores dos animais, impedir que eles sejam expostos como produtos em um espaço de intenso movimento representa uma ruptura importante com uma lógica comercial que desconsidera suas necessidades físicas e comportamentais. Ruído, calor, manipulação constante, circulação intensa de pessoas e condições inadequadas de permanência podem submeter os animais a estresse e privação incompatíveis com uma vida digna. A própria Câmara citou essas condições ao apresentar a tramitação da proposta.

A coordenadora do Movimento Mineiro pelos Direitos Animais (MMDA), Adriana Araújo, comemorou a aprovação e classificou a decisão como um avanço na proteção dos animais.

“Foi um passo expressivo, evolutivo, civilizatório que Belo Horizonte acabou de dar. A gente espera que o prefeito cumpra a parte dele”, afirmou.

A ativista defende uma transformação ainda mais ampla e considera que animais não devem ser tratados como produtos. Para ela, porém, a aprovação alcançada agora abre uma frente importante para mudanças futuras.

“Eu sou abolicionista. Sou totalmente contra qualquer tipo de exploração dos animais, porque eles não são produtos. Mas a gente sabe que a consciência humana não dá saltos”, declarou.

Mercado Central no centro da mudança

A inclusão de espaços tradicionalmente associados à cultura, ao turismo e à gastronomia é um dos pontos mais relevantes da nova redação. O Mercado Central, que reúne intenso fluxo de visitantes, está entre os locais alcançados pela proibição.

A administração do centro comercial informou que aguardará a conclusão do processo legislativo para analisar os possíveis desdobramentos da medida.

A redação aprovada, contudo, não estabelece o fim de toda comercialização de animais vivos em Belo Horizonte. Pet shops, mercados e outros estabelecimentos comerciais poderão continuar realizando a atividade quando estiverem autorizados e cumprirem as normas sanitárias, ambientais e de bem-estar animal estabelecidas pelo município.

O projeto também determina que a reprodução e a comercialização sejam vinculadas a canis, gatis e criadouros licenciados pelo poder público municipal. Os animais deverão ser identificados por microchip ou outro sistema reconhecido pela autoridade sanitária.

A proposta passou por mudanças importantes desde sua apresentação. A versão original previa uma restrição mais ampla, que alcançava pet shops, mercados municipais, shopping centers, feiras e clínicas veterinárias. Durante a tramitação, um substitutivo retirou a proibição geral nesses estabelecimentos. A redação aprovada concentrou a vedação nos espaços públicos e em locais de grande fluxo turístico ou tradicionalmente destinados a atividades culturais e gastronômicas.

Ainda assim, a medida aprovada representa um avanço concreto. Ao retirar a venda de animais de um dos ambientes mais movimentados e emblemáticos de Belo Horizonte, a cidade se aproxima de uma concepção na qual animais deixam de ser vistos como objetos de exposição e comércio em locais incompatíveis com suas necessidades.

O texto também impõe responsabilidades a quem comercializa ou doa animais. Os estabelecimentos deverão fornecer as doses necessárias da vacinação polivalente, entregar certificado de identificação e disponibilizar informações sobre adoção e guarda responsável, incluindo orientações básicas de alimentação, higiene e cuidados veterinários.

A votação desta segunda-feira não encerra a luta. O projeto agora segue para sanção ou veto do prefeito. Se sancionada, a nova regra poderá representar uma mudança histórica para os animais comercializados no Mercado Central e em outros espaços abrangidos pela lei.

Depois de anos de debate, a capital mineira está diante da possibilidade de deixar de tratar a presença de animais em determinados espaços de comércio como uma atividade comum. Para os defensores dos direitos animais, essa mudança começa por reconhecer algo elementar: animais não são produtos.

Fonte: anda.jor.br

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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

O gato que sonhava em ser poeta


 Eu queria ser poeta para cantar em verso e prosa o amor que sinto por você. 


Mas, 

eu sou apenas um gato que  fala com o olhar, o miado e a cauda. 

Eu sou apenas um gato que acorda você as quatro da madrugada e fico correndo pela casa enquanto  você  ainda com sono, vai limpar minha caixa de areia, colocar ração no meu potinho predileto e mudar a água. 

Madrugada, você querendo dormir e eu querendo brincar. 

Quando olho e  vejo os raios do sol pela janela aberta, é hora de você se preparar para um novo dia de trabalho e sem ligar para o seu ar cansado, corro pra sua cama e vou dormir. 

Você ainda fica uns segundo ao meu lado, mas o relógio diz que está na hora de ir trabalhar.

Você vai embora e eu fico dormindo para acordar na hora do almoço. 

Então fico olhando para televisão, procuro um lugarzinho na sua estante e as vezes quebro algo precioso. 

Quando você chega em casa a noite meu miado é de felicidade porque você vai ficar ao meu lado. 

Quero ficar no seu colo, lamber seu rosto, arranhar seu sofá preferido  e ficar correndo pela casa .

A noite torna-se longa porque você quer dormir e eu quero brincar. 

A noite passa calma e fria. 

Vou dormir um pouco pra novamente te acordar  as quatro da manhã.

O que me deixa feliz é ouvir você dizer que me ama e eu sou a sua companhia preferida. 

Te amo também. 

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Grupo de resgate denuncia eutanásia desnecessária de pinguim resgatada


 Foto: Penguin Rehab & Release

A morte de uma pequena pinguim na Tasmânia, na Austrália, provocou questionamentos sobre a forma como autoridades vêm lidando com animais silvestres diante da ameaça da gripe aviária H5N1 no país. Chamada de Iphigenia pelo grupo que a resgatou, a ave foi morta por determinação do Departamento de Recursos Naturais e Meio Ambiente da Tasmânia (NRE Tas). Um exame realizado após sua morte, porém, não encontrou o vírus H5N1.

Iphigenia havia sido encontrada na região de Godfrey’s Beach, em Stanley, e entregue ao grupo Burnie’s Penguin Rehab and Rescue. Segundo a presidente da organização, Kathy Grieveson, a equipe suspeitou inicialmente que a pinguim tivesse sofrido um traumatismo craniano, possivelmente após ser atingida por um veículo.

A ave apresentava inchaço na região da cabeça, olhos projetados e alterações nas penas compatíveis com um impacto. Fora esses sinais, estava em boas condições físicas, com peso considerado saudável e plumagem preservada. A equipe pretendia realizar exames de imagem para verificar a existência de uma fratura no crânio.

A situação mudou depois que um veterinário local entrou em contato com o órgão ambiental devido à possibilidade de a alteração neurológica estar associada à gripe aviária. Um veterinário do departamento avaliou fotografias dela e determinou que deveria ser morta por eutanásia.

Segundo Grieveson, as justificativas apresentadas pelas autoridades mudaram durante o processo. Primeiro, teria sido mencionada a possibilidade de H5N1. Depois, a suspeita de clamidiose e, posteriormente, a cegueira. A equipe de resgate afirma que nenhuma dessas hipóteses justificava a morte da ave.

O teste realizado após a eutanásia confirmou que Iphigenia não estava infectada pelo H5N1. A própria Tasmânia continua sem registros confirmados da doença em seu território. O governo estadual mantém, contudo, uma estrutura de vigilância diante da chegada do vírus à Austrália, onde casos já foram identificados em aves silvestres de outros estados.

A preocupação com o H5N1 não é infundada. A cepa de alta patogenicidade se espalhou pelo mundo desde 2021 e provocou mortes em grande escala entre aves silvestres e outros animais, incluindo mamíferos marinhos. Na Austrália, pesquisadores alertam para o risco especialmente grave para espécies com populações pequenas, entre elas os pinguins-pequenos.

O problema está na distância entre reconhecer uma ameaça sanitária e transformar a suspeita em justificativa para matar um animal que ainda poderia ser tratado.

O Burnie’s Penguin Rehab and Rescue afirma ter atendido 24 pinguins com traumatismos cranianos acompanhados de problemas de visão. De acordo com Grieveson, 19 deles se recuperaram completamente e puderam retornar à natureza. A organização sustenta que Iphigenia também deveria ter recebido a oportunidade de tratamento e recuperação.

O grupo afirma ainda que possuía protocolos próprios de biossegurança e poderia manter a ave isolada durante a investigação. Também teria se disposto a arrecadar recursos para custear exames em uma unidade especializada.

Fonte: anda.jor.br

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