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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Border collies resgatados de suposto canil clandestino em Cuiabá estavam sem água e alimento


 Foto: Reprodução

Os oito cães da raça border collie resgatados de um imóvel em Cuiabá (MT) estavam sem água e alimento e foram encontrados sozinhos durante a fiscalização realizada na sexta-feira (04/09). Dois apresentavam estado de saúde emergencial e precisaram de atendimento veterinário. Um deles morreu após ser levado a uma clínica. A Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) investiga se houve crime de maus-tratos.

Imagens registradas durante a ocorrência mostram os cães deitados, com a língua para fora, enquanto enfrentavam uma tarde de calor intenso. Na semana anterior, Cuiabá havia registrado temperaturas de até 39°C. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o município chegou a 41,3°C e apareceu entre as dez cidades com maiores temperaturas do país.

A secretária adjunta interina de Bem-Estar Animal, Milena Cavaliere, afirmou que os animais estavam em um espaço inadequado para aquele horário, por volta das 13h. Para ela, a combinação entre as condições encontradas e as altas temperaturas pode ter contribuído para a morte de um dos cães.

As equipes encontraram os animais em estruturas semelhantes a canis, mas ainda não há confirmação de que o imóvel funcionasse como um canil clandestino. A investigação deverá esclarecer se o espaço era utilizado comercialmente para criação de cães ou se os animais eram mantidos ali como parte de uma residência.

Nenhum responsável estava no local no momento da fiscalização. A ação contou com a participação da Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal, da Dema, da Polícia Ambiental, da Polícia Militar e de duas protetoras de animais.

Os seis cães que sobreviveram também passaram por atendimento veterinário. Eles aguardam uma nova avaliação, que deverá determinar com maior precisão as condições de saúde e as necessidades de cada animal.

A Dema deve ouvir nos próximos dias os responsáveis pelos cães e apurar se as condições em que foram mantidos configuram maus-tratos. A eventual responsabilização dependerá da conclusão da investigação.

Se a ocorrência for caracterizada como maus-tratos, os animais poderão ser encaminhados para adoção responsável após a recuperação e a avaliação veterinária que determine se estão aptos para encontrar um novo lar.

Fonte: anda.jor.br

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Foto: arquivo pessoal

    CONSULTÓRIO VETERINÁRIO  DR MACELO LINS  EM MACEIÓ ( 82 99981 5415 ) & PET SHOOP KÃES & KÃES 


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    Foto: assessoria

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    TUBARÃO BEBIDAS E GALETERIA NA RUA VICENTE CELESTINO 628 NA SANTA LUCIA EM MACEIO ALAGOAS ( @tubaraofrangonabrasaoficial )

Cachorrinha surda é adotada por médicos especialistas em audição e aprende comandos em sinais


 Foto: Dr. Michael Squires and Dr. Carlee Squires

A pequena Pips, uma cadelinha da raça Australian Cattle Dog, nasceu como a menor de sua ninhada, na Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos. Quando foi adotada por uma família de especialistas em audição, ninguém sabia que ela não conseguia ouvir. A descoberta levou os tutores a adaptar a comunicação e a ensinar à cachorrinha comandos por meio de sinais.

Pips e a irmã, Ruth, foram adotadas pelo casal de audiologistas Michael e Carlee Squires, que administra um centro especializado em audição e equilíbrio em Parkersburg. Por ser muito pequena, Pips conquistou rapidamente a família, especialmente as filhas do casal.

Os primeiros indícios de que havia algo diferente apareceram no comportamento da cadelinha. Pips era menos vocal do que Ruth e raramente latia. Quando emitia sons, seu latido também apresentava características distintas.

A confirmação veio em uma noite em que Michael chamou os cães para dentro da casa. Todos atenderam, menos Pips, que dormia na entrada da garagem. O audiologista gritou, bateu palmas e assobiou, mas a cachorrinha permaneceu imóvel.

A experiência fez o casal pesquisar maneiras de cuidar e se comunicar com um cão surdo. Michael já havia convivido com a comunidade surda durante a infância, experiência que influenciou sua trajetória profissional. Para ele, a adaptação de Pips guardava semelhanças com o processo de comunicação utilizado com pessoas que não ouvem.

Segundo o casal, Pips depende principalmente da visão para receber informações sobre o ambiente. Por isso, a família passou a utilizar sinais com as mãos e outros estímulos visuais para chamar sua atenção. Quando ela está em outro cômodo, as luzes podem ser acesas e apagadas para indicar que alguém quer sua atenção. Quando está concentrada em alguma atividade, um toque cuidadoso também pode servir como sinal.

O contato físico exige atenção especial. Quando Pips dorme, os tutores evitam surpreendê-la e preferem tocar delicadamente uma das patas traseiras ou movimentar a cadeira onde ela está. Ao despertar, a cachorrinha precisa de alguns instantes para compreender o que acontece ao redor.

Pips e Ruth também passaram por treinamento de obediência com um profissional amigo da família. Para a cadelinha surda, os comandos falados foram substituídos por sinais visuais. Ela utiliza ainda uma coleira que produz vibração, usada para indicar que deve voltar a atenção para os tutores. Depois de estabelecer contato visual, Pips consegue responder a comandos como sentar, vir e permanecer em determinado local.

A família também descobriu que a surdez pode ocorrer com relativa frequência na raça. Michael encontrou estimativas de que cerca de 10% dos cães Australian Cattle Dog apresentam algum grau de perda auditiva.

Carlee explica que alterações renais e auditivas podem aparecer associadas nesses cães porque os sistemas renal e auditivo se desenvolvem simultaneamente durante a gestação. A condição, porém, não impediu Pips de levar uma vida ativa.

A cachorra continua brincando, correndo e explorando a propriedade de quase 32 hectares onde vive com a família e outros cães. Uma de suas atividades preferidas é buscar bolas, brincadeira que pode durar horas e que também se tornou um momento de convivência com as crianças da casa.

Para Michael, a experiência modificou a percepção da família sobre as possibilidades de cães com deficiência. Ele pretende continuar defendendo a adoção de animais surdos, cegos ou com outras necessidades específicas, que muitas vezes encontram mais dificuldades para conseguir um lar.

A história de Pips também expõe uma questão importante sobre a adoção. Uma deficiência não reduz a capacidade de um animal de estabelecer vínculos, brincar, explorar, aprender e participar da vida familiar. O que muda é a forma de comunicação e, em alguns casos, a quantidade de cuidados necessários.

Ao adaptar a rotina às necessidades da cadelinha, a família não precisou limitar a vida de Pips. Precisou aprender a se comunicar com ela de outra maneira.

Fonte: anda.jor.br

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Grama pode ser utilizada para enriquecimento ambiental para os gatos

Foto: arquivo pessoal Garbiela Galindo
 A grama cultivada em casa pode se tornar um recurso simples de enriquecimento ambiental para gatos, especialmente por oferecer uma alternativa segura para um comportamento instintivo que muitos gatinhos apresentam. Produzida a partir de sementes de trigo, aveia ou milho de pipoca, a vegetação pode ser cultivada com baixo custo, desde que alguns cuidados sejam observados.

Segundo a veterinária Kássia Vieira, o principal papel da grama está relacionado à necessidade de mastigar. Não existe uma explicação única e comprovada para esse comportamento, mas ele pode estar ligado à herança ancestral dos gato. Disponibilizar a vegetação em um vaso próprio ajuda a direcionar a curiosidade do animal para uma opção adequada e reduz o interesse por plantas que podem oferecer riscos.

Isso não significa, porém, que qualquer folhagem seja segura. Plantas potencialmente tóxicas devem permanecer fora do alcance dos gatos, mesmo quando há grama disponível no ambiente.

A vegetação também não substitui a alimentação dos gatos. Embora forneça algumas fibras, ela não oferece os nutrientes necessários à espécie. Gatos são carnívoros e dependem de nutrientes de origem animal para manter suas funções fisiológicas.

Como cultivar grama para gatos

O milho de pipoca cru está entre as opções mais fáceis para o cultivo doméstico. Os grãos devem ser usados sem sal, óleo, manteiga, açúcar ou qualquer outro tempero. Trigo e aveia também podem ser utilizados, desde que as sementes sejam apropriadas e não tenham recebido tratamentos químicos inadequados para animais.

O plantio deve ser feito em recipientes limpos, com boa drenagem e substrato adequado, sem fertilizantes. A veterinária também recomenda não utilizar terra retirada de áreas externas.

O solo coletado de jardins, terrenos ou outros espaços ao ar livre pode conter fezes de animais, ovos ou larvas de parasitas e diferentes tipos de contaminantes. Para um recurso destinado à ingestão, ainda que parcial, pelo animal, o cuidado com a origem do substrato é fundamental.

Grama não trata bolas de pelo

A ideia de que a grama elimina bolas de pelo também precisa ser abandonada. O acúmulo de pelos no trato gastrointestinal está relacionado principalmente à quantidade de fios ingeridos durante a autolimpeza e à capacidade do organismo de eliminá-los.

A ingestão de vegetação pode produzir estímulo mecânico no sistema digestivo, mas não constitui tratamento para as chamadas bolas de pelo e não deve ser apresentada como solução terapêutica.

A escovação regular, especialmente em gatos que ingerem grande quantidade de pelos durante a higiene, pode ajudar a reduzir a quantidade de fios que chegam ao sistema digestivo. Quando episódios relacionados às bolas de pelo são frequentes, a investigação veterinária é mais adequada do que recorrer à grama como tentativa de tratamento.

Quando o consumo exige atenção

A quantidade de grama ingerida varia entre os indivíduos. O consumo ocasional pode fazer parte do comportamento do animal, mas alterações gastrointestinais frequentes merecem atenção.

Diarreia após ingestão excessiva, salivação intensa, perda de apetite e apatia são sinais que justificam avaliação veterinária. A presença recorrente desses sintomas não deve ser atribuída simplesmente ao consumo da planta.

Gatos com doença renal crônica ou alterações gástricas também precisam de cuidados específicos com a alimentação. Nesses casos, a grama não deve ser oferecida como suplemento terapêutico por iniciativa do responsável. Qualquer mudança na dieta ou inclusão de vegetais deve ser previamente discutida com o veterinário que acompanha o animal.

Mais do que uma forma de alimentar o gato, a grama pode ocupar um lugar no ambiente como estímulo comportamental. Quando cultivada de maneira segura e oferecida sem substituir a alimentação adequada, permite que o gato explore, cheire e mastigue uma vegetação destinada a ele, ampliando as possibilidades de expressão de comportamentos próprios da espécie.

Fonte: anda.jor.br

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Identificada idosa que morreu após ser atacada por touro durante rodeio em Barbosa Ferraz, SP


 Foto: Arquivo familiar

Foi identificada como Juraci Francisco, de 78 anos, conhecida como Neidinha, a mulher morta após ser atacada por um touro que escapou do confinamento durante as festividades de aniversário de 66 anos de Barbosa Ferraz, na noite de sexta-feira (4/9). Moradora de Maringá, Juraci estava na cidade para visitar familiares. Ela deixa dois filhos e duas netas.

Animal fugiu e percorreu ruas

O touro, que faria parte do rodeio, saiu da área da Associação Mista Agropecuária de Barbosa Ferraz (Amiagro) e percorreu diversas ruas, passando próximo ao Ginásio de Esportes e ao Hospital Municipal. Na região da Vila Mineira, atingiu a idosa que estava perto do portão de uma residência.

Equipes do Samu prestaram socorro, mas a vítima não resistiu. O animal foi cercado por moradores e forças de segurança na Vila do Roque e acabou morto. O corpo de Juraci foi encaminhado à Polícia Científica de Campo Mourão para necropsia. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso.

Repercussão e investigação

O Ministério Público já havia se posicionado contra rodeios na cidade em anos anteriores, alegando maus-tratos aos animais. Em 2012, a Justiça chegou a suspender o evento durante as festividades.Comprar Atlas Geográficos

Após a tragédia, o prefeito Carlos Caxão (PSD) divulgou nota de pesar e anunciou a abertura de procedimento administrativo para apurar responsabilidades. A programação da festa segue até domingo (6/9).

MPPR questiona rodeios

No Paraná, rodeios já foram alvo de diversas ações judiciais movidas pelo Ministério Público e pela Justiça, principalmente por denúncias de maus-tratos a animais e irregularidades administrativas. Em alguns casos, os eventos chegaram a ser suspensos por decisão judicial.

Histórico de ações contra rodeios no Paraná

Cancelamentos por maus-tratos

Em 2012, a Justiça determinou o cancelamento de rodeios em Barbosa Ferraz, após denúncia do Ministério Público sobre situações de crueldade contra animais. O MP argumentou que os eventos expunham os animais a sofrimento desnecessário, o que levou à suspensão da programação durante as festividades municipais.

Suspensão por irregularidades em licitação

Em junho de 2024, o Judiciário atendeu pedido cautelar do Ministério Público do Paraná (MPPR) e suspendeu o Rodeio Country em Marquinho, no Centro-Sul do estado. A Promotoria identificou indícios de direcionamento na licitação, violação de prazos recursais e impossibilidade de execução dos serviços no tempo previsto. A decisão incluiu multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

Argumentos recorrentes

  • As ações judiciais contra rodeios no Paraná costumam se basear em dois pontos principais:Instalar Alarmes Segurança
  • Proteção animal: denúncias de maus-tratos e exposição dos animais a situações de sofrimento.
  • Legalidade administrativa: irregularidades em contratos e licitações para realização dos eventos.

Impacto das decisões

Essas medidas refletem uma postura cada vez mais rigorosa do Ministério Público e da Justiça em relação a eventos que envolvem animais. Além de suspender rodeios, as decisões têm servido como alerta para municípios sobre a necessidade de cumprir a legislação e garantir condições adequadas tanto para os animais quanto para a organização dos eventos.

Fonte: CRN1

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