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terça-feira, 23 de junho de 2026

Sobrevivência costurada à mão: projeto transforma lixo em abrigo para cães e gatos enfrentarem o frio em Mauá (SP)


 Foto: Instagram/@casinhassolidarias

Uma iniciativa tocante na cidade de Mauá, ABC Paulista, vem reescrevendo o destino de cães e gatos em situação de abandono. Idealizado pela protetora Talita Aquino, o projeto Casinhas Solidárias une o amor pela causa animal à sustentabilidade, transformando o que seria lixo em abrigos estruturados contra o frio, a chuva e o descaso urbano.

A ideia nasceu há cerca de um ano e meio, quando Talita começou a recolher caixas de leite vazias. Sob o seu olhar, as embalagens longa vida ganharam uma nova função, diminuindo o impacto ambiental do descarte incorreto e devolvendo um pouco de dignidade aos animais em situação de vulnerabilidade.

Espalhadas estrategicamente pela cidade, as estruturas servem como um porto seguro essencial, principalmente nas noites rigorosas de inverno. O impacto da ação ultrapassou as barreiras físicas dos abrigos de rua. Cada casinha representa uma oportunidade de descanso, proteção e dignidade para animais abandonados pela sociedade.

Com o passar do tempo, o trabalho foi muito além da construção dos abrigos. Animais passaram a receber acolhimento temporário, incluindo gestantes que precisavam de um local seguro para dar à luz e cuidar de seus filhotes. “Acolhi muitos animais ao longo desse período, entre cães, gatos e mamães grávidas que não tinham para onde ir. Minha casa virou o lar temporário deles. Esse movimento só se mantém vivo porque existem pessoas solidárias que doam os materiais e acreditam que toda vida tem valor”, relata Talita.

Por ser uma ação totalmente independente, o Casinhas Solidárias depende do apoio da comunidade para expandir seus atendimentos. O projeto precisa de caixas de leite limpas e desinfetadas, fitas adesivas grossas, sacos de lixo resistentes, além de ração de boa qualidade para cães e gatos, medicamentos veterinários e produtos de limpeza.

No fim das contas, a engenharia improvisada com caixas de leite é apenas o pretexto físico. O coração do trabalho de Talita está na costura de uma rede de consciência e ação. Mudar o destino de animais não demanda grandes orçamentos, apenas a decisão de dar o primeiro passo.

Fonte: anda.jor.br

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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Vegano reage a receita com cabeça de porco

 


O chamado “queijo de porco”, também conhecido em algumas regiões como geleia de porco, foi tema de um vídeo comentado por Fabio Chaves. A receita tradicional utiliza partes da cabeça do animal cozidas por horas até que a carne e outros tecidos possam ser moldados em um bloco firme, posteriormente fatiado e consumido frio.

Fabio afirmou que desconhecia o prato até recentemente e disse ter ficado impressionado com o processo de preparo. Embora reconheça que se trata de uma tradição cultural presente em algumas regiões do país, ele argumenta que a receita evidencia de forma muito explícita a origem animal de alimentos que muitas vezes chegam ao consumidor já processados e distantes de sua aparência original.

Ao longo do vídeo, Fabio também relaciona o prato ao debate sobre consumo de carne e bem-estar animal. Para ele, receitas como essa ajudam a lembrar que produtos de origem animal dependem do abate de animais, algo que frequentemente passa despercebido quando se consomem alimentos industrializados. O influenciador aproveitou a discussão para defender que uma alimentação baseada em vegetais é plenamente possível e pode atender às necessidades nutricionais quando bem planejada.


Fonte: vista-se.com.br

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Deputado Bruno Lima manda R$ 12 milhões a entidade suspeita de castrar cães fantasmas


 Foto: Ilustração Metrópoles

O deputado federal Bruno Lima (Podemos-SP) enviou quase R$ 12 milhões em emenda parlamentar para uma entidade investigada em Santa Catarina e suspeita de fazer castração de “cães fantasmas” em São Paulo.

Por meio de convênio com o Ministério do Meio Ambiente, a Associação Catarinense de Gestão Hospitalar, Conhecimento e Assistência Social (CHC) executa o programa Castra+ em 17 cidades paulistas, com os recursos enviados por Lima, que foi secretário municipal de Inovação e Tecnologia da capital. Dos R$ 11,7 milhões previstos em contrato, R$ 5,6 milhões já foram pagos.

O Metrópoles analisou os microchips de 500 animais atendidos pelo Castra + em quatro municípios (Ribeirão Preto, Santana do Parnaíba, Pilar do Sul e Pardinho). Em apenas 61 registros, constam o nome do tutor. Outros 346 não estão registrados no cadastro nacional de animais domésticos (Sinpatinhas) e 93 estão registrados em nome da Clinicão, empresa contratada para os procedimentos.

Entre os casos de cães e gatos que constam como microchipados, mas que não são rastreáveis porque não possuem cadastrados no registro nacional de animais domésticos, está o de um tutor de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, registrado na ficha da castração como Samsung A14.

O alegado humano com nome de modelo de celular seria tutor dos cachorros Negão e Fred, mas o número atribuídos aos pets constam como “microchip não registrado” no cadastro do Ministério do Meio Ambiente.

Já em Pardinho, no interior paulista, a cachorra Quiara foi registrada, conforme a ficha escrita à mão, pelo tutor Leonardo, sem sobrenome. O microchip da cadela, porém, está vinculado ao suposto cão Bolsonaro 17, registrado em nome da Clinicão, clínica contratada com recurso de emenda parlamentar.

Há vários cães e gatos registrados em nome da Clinicão que receberam nomes genéricos com números e que estão registrados com o telefone e celular do dono da empresa, Matheus Fraitg. Ao Metrópoles ele disse que desconhecia que tinha animais registrados com seus dados no Castra+ São Paulo.

Segundo o dono da clínica, alguns cadastros poderiam estar com nomes genéricos para “não perder a castração” de pessoas que haviam percorrido longas distâncias para que seus pets recebessem o procedimento. Fraitg também disse que alguns tutores apagam o registro após o atendimento para não ficarem vinculados ao governo.

No Instagram (veja abaixo), o programa Castra+ de São Paulo segue quatro contas. A do deputado federal Bruno Lima, do irmão dele, o vereador paulistano Murillo Lima (PP), e páginas da “Cadeia Para Maus Tratos”, movimento criado por Bruno em prol da Causa Animal.

Murillo Lima também enviou uma emenda, no caso ao Orçamento da Prefeituta de São Paulo, para contratar a mesma entidade CHC para aplicar vacinas contra a raiva em cães e gatos na capital paulista. No caso, o valor foi de R$ 4,8 milhões.

O vereador diz que indicou a emenda “em favor da causa animal” e que a Prefeitura é a responsável pela contratação e fiscalização dos serviços. A administração municipal alega que o contrato “ocorreu por meio de credenciamento público, obedecendo a todos os princípios da legalidade, transparência e isonomia”.

Além da prefeitura paulistana e do Ministério do Meio Ambiente, a CHC tem contratos com governos estaduais e municipais. Em Itapema (SC), cidade ao lado de Itajaí, onde a organização é sediada, os repasses à entidade foram suspensos pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC).

A denúncia diz que a organização usou o contrato com o município para contratar a empresa de consultoria de João Paulo Silva, irmão de Guto Silva, ex-secretário do governador paranaense Ratinho Jr (PSD).

A organização também contratou o escritório de advocacia de Olimpierri Mallmann, que foi até 2025, presidente do PSD de Balneário Camboriú (SC), cidade vizinha à sede da organização social.

A CHC disse que nada foi constatado no processo e que a denúncia não tem provas concretas. “CHC não pode ser punida simplesmente por ser investigada”, afirma.

Além disso, das duas clínicas contratadas pela CHC para o Castra+, uma é investigada pela Polícia Civil do Paraná por ter soltado cães recém-operados em via pública, e a outra foi alvo de busca e apreensão em operação da Polícia Federal (PF), em maio, contra desvio de emendas para castração no Rio de Janeiro.

Ao Metrópoles o ex-secretário e deputado Bruno Lima (Podemos) disse que a CHC já era cadastrada no MMA antes dele enviar emenda para a castração de cães.

“Não tenho conhecimento de irregularidades ou investigações envolvendo as empresas mencionadas. A habilitação da entidade, a execução do convênio e sua fiscalização são atribuições do MMA”, disse Bruno Lima.

A CHC, que contratou a Clinicão, também diz que os problemas constatados são culpa do sistema do MMA.

“Quanto às inconsistências apontadas nos cadastros, elas aconteceram porque o sistema Sinpatinhas apresentou instabilidades operacionais ao longo da execução, ficando fora do ar em determinadas ocasiões”, diz a organização.

Por meio de nota, o Ministério do Meio Ambiente afirmou que no caso relatado pela reportagem “atua como concedente de recursos de emenda parlamentar impositiva destinados a ações de castração e microchipagem, repassados mediante termo de colaboração e condicionados à apresentação e análise das prestações de contas pela entidade executora”.

“A execução desses termos de colaboração observa procedimentos regulares de acompanhamento e controle, que incluem a análise da habilitação e da capacidade técnica da entidade, a aprovação do plano de trabalho e o monitoramento físico e financeiro do objeto pactuado — apoiado no registro individualizado de cada animal atendido no Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas), cruzado com a execução financeira, sem prejuízo do controle exercido pela Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas da União e órgãos estaduais de controle”, afirma a pasta.

Ainda segundo o ministério, “sempre que chegam ao conhecimento dos gestores informações sobre possíveis irregularidades na execução de parcerias, é dever institucional promover a devida apuração”.

“Em razão das informações recentemente apresentadas, o MMA notificará a entidade executora para que preste esclarecimentos. Somente após a manifestação da entidade e a análise técnica das informações será possível chegar a conclusões sobre os fatos”, conclui.

Por Ramiro Brites

Fonte: Metrópoles

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Abrigo São Cão : Um gesto de amor pode mudar uma vida

 


Todos os dias , o abrigo São Cão luta para garantir alimento, cuidados veterinários, medicamentos e um lugar seguro para centenas de animais que já conheceram o abandono, a fome e o sofrimento. 

Por trás de cada focinho resgatado existe uma história de superação. E por trás de cada recuperação existe a solidariedade de pessoas que acreditam que toda vida merece uma segunda chance. 

Neste momento, o abrigo precisa da sua ajuda. Sua contribuição, por menor que seja, faz uma enorme diferença: ajuda a encher potes de ração, tratar feridas, comprar medicamentos e oferecer dignidade a quem só conhece o amor incondicional. 




Doe pelo PIX alternativo: 35.418.242\\0001 - 84  

Quando você doa, não está apenas ajudando o abrigo. Está oferecendo esperanças, cuidado e oportunidade de um futuro melhor para muitos animais. 

Se não poder contribuir financeiramente, compartilhe esta publicação. As vezes , a pessoa pode ajudar entre os seus amigos. 

#abrigosaocao

#ajude os animais

#solidariedade

#proteção animal

#adotenãocompre

#façaadiferença

#amor que transforma

#sãocao#doe pelo pix

Fonte: Deist Nascimento ( jornalista e ativista da causa animal )

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Cachorros vão para ‘psicólogo’ enquanto aguardam adoção em Florianópolis (SC)


 Foto: Prefeitura de Florianópolis/ Divulgação

A Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea) de Florianópolis (SC) encaminhou 50 cães à espera de uma família para uma escola de adestramento e psicologia canina, segundo o município. O objetivo é ressocializar animais estressados, reativos ou muito agitados.

O processo deve facilitar o recomeço para animais que aguardam adoção – alguns há vários anos -, mas têm o comportamento como um empecilho. Cachorros dóceis, mas com dificuldade de lidar com outros animais ou novos ambientes, também foram levados.

O processo de ressocialização começou neste mês e tem duração de dois anos. Os cães ficarão na escola em tempo integral.

Detalhes sobre o método de ensino não foram divulgados, mas, segundo a Dibea, o foco é “reorganizar o emocional deles e trabalhar a ressocialização”.

Eles poderão ser adotados mesmo durante o treinamento, que poderá ser finalizado após a adoção, sem custo adicional para as famílias, informou a prefeitura.

Entre os animais disponíveis para adoção que foram ‘matriculados’ na escolinha, estão:

Draco

Draco é um pit bull reativo e espera pela adoção desde 2022, quando foi resgatado. Segundo a Dibea, suas chances de ser adotado são menores por causa do comportamento.

Salvatore

Salvatore é um pastor alemão conhecido por frequentadores da Dibea. O cão foi resgatado há quatro anos, encontrado com uma corrente presa ao pescoço desde filhote até a idade adulta, o que causou um ferimento grave. A recuperação física aconteceu, mas o medo permanece.

Até hoje, Salvatore não aceita coleiras no pescoço e isso reflete em estresse e reação.

“É necessário um manuseio diário de carinho e comandos com o Salvatore. Esse cão tem um trauma forte, e o trauma se tira com paciência e técnica”, explica o especialista em comportamento canino Gustavo Fleury.

Limão

Limão é um chow-chow que também espera por adoção há alguns anos. Apesar do temperamento ‘azedo’, como brinca a equipe da Dibea, ele também sonha em encontrar um lar que adoce a sua vida.

Fonte: G1

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