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domingo, 2 de agosto de 2026

Pit bull é resgatada após viver em meio a fezes e sinais graves de maus-tratos na cidade de Queimadas, PB


 Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar (PM) a resgatar uma cadela da raça pit bull que, segundo as autoridades, vinha sofrendo maus-tratos há pelo menos três meses.

O caso foi registrado nesta terça-feira (28) e resultou na condução do tutor à Delegacia de Polícia Civil (DPC) de Queimadas, onde foram adotadas as medidas cabíveis.

De acordo com a ocorrência, a guarnição comandada pelo cabo Andrade, foi acionada por um denunciante, que informou a situação do animal.

Os policiais se deslocaram até o endereço indicado e orientaram o solicitante a formalizar a denúncia por meio do telefone 190.

Ao chegarem ao imóvel, os militares constataram que a cadela vivia em um ambiente considerado totalmente insalubre.


O local estava tomado por fezes, enquanto a alimentação oferecida ao animal consistia em restos de macarrão e arroz colocados diretamente no chão, em meio a sujeira.

Ainda conforme o relato policial, a pit bull apresentava os olhos com secreção, unhas excessivamente grandes e estado de extrema magreza.

Diante da situação, a PM acionou a equipe da Gerência da Causa Animal do Governo do Estado da Paraíba, órgão responsável pela proteção e atendimento de animais em situação de risco.

A equipe, coordenada pela gerente operacional Fernanda Aparecida da Silva Lira e pelo médico-veterinário Rodrigo Silva Moura, esteve no local, realizou os primeiros atendimentos veterinários e submeteu a cadela a exames, incluindo teste rápido para leishmaniose canina, que apresentou resultado negativo.

Apesar da ausência da doença, a equipe técnica confirmou a ocorrência de maus-tratos em razão das condições de vida às quais o animal estava sendo submetido.

Após o resgate, a cadela ficou sob os cuidados provisórios de uma vizinha, Ana Paula Mendes da Silva, que foi nomeada responsável temporária pelo animal até que seja encontrada uma adoção responsável.

A medida contará com o acompanhamento da Gerência da Causa Animal do Governo do Estado da Paraíba.

O tutor do animal foi encaminhado à DPC, onde o caso será investigado e as providências legais serão adotadas pelas autoridades competentes.

Por Heleno Lima

Fonte e fotos: HELENOLIMA.COM

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“Eu não tenho paz”: dona de abrigo em Maceió (AL) com 200 cães faz apelo para manter animais


 Foto: Reprodução/Fique Alerta

Há mais de três décadas, Dona Ivone dedica a vida ao resgate de animais abandonados em Maceió. A história da idosa foi exibida na quarta-feira (29), no programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, e mostrou as dificuldades de quem mantém, praticamente sozinha, um abrigo com cerca de 200 cães no bairro do Riacho Doce. Sem recursos suficientes, ela faz um apelo por doações para conseguir alimentar, cuidar e manter os animais em segurança.

Segundo Dona Ivone, o abrigo depende quase exclusivamente da solidariedade para continuar funcionando. Nos últimos meses, no entanto, a queda nas doações tem dificultado a compra de itens básicos para a rotina dos animais, como ração, medicamentos e materiais de limpeza.

“Eu preciso de ração, de remédio. Toda doação aqui é bem-vinda porque são 200 animais. Eles vivem de doação e, ultimamente, não está entrando doação nenhuma”, contou.

Além da preocupação com os custos diários, a isoda também busca um novo espaço para abrigar os cães. Segundo ela, o local onde o abrigo funciona atualmente já não oferece tranquilidade: pessoas chegam a arremessar bombas para dentro da propriedade, assustando os animais.”Quem tiver um terreno, uma chácara, eu preciso urgentemente sair daqui. Os animais não têm paz. Eu não tenho paz”, afirmou.

Fonte: TNH1

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História em quadrinhos apresenta conceitos de bem-estar animal ao público infantil


 Cenas do quadrinho sobre bem-estar animal. Foto: Portal de Livros Abertos da USP

Conceitos científicos e éticos sobre bem-estar animal e produção de alimentos ganharam uma linguagem voltada ao público infantil na história em quadrinhos João & Mariana em: bem-estar animal contado para crianças, lançada por pesquisadores da USP e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Publicada originalmente como o volume nº 72 da tradicional Série Produtor Rural da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, a cartilha com 26 páginas está disponível para download gratuito no Portal de Livros Abertos da USP.

A narrativa acompanha o cotidiano e a curiosidade de João e Mariana, duas crianças que visitam a fazenda do Tio José. Através de um diálogo dinâmico, lúdico e educativo, a história destrincha tópicos complexos do meio acadêmico e técnico, tais como a senciência animal (a capacidade dos animais de sentir e vivenciar emoções) e as Cinco Liberdades do Bem-estar Animal (diretrizes internacionais que asseguram que os animais vivam livres de fome, sede, desconforto, dor, doenças e medo, e com liberdade para expressar seu comportamento natural).

O grande diferencial do roteiro é o cuidado com a representatividade e a neutralidade. O diálogo entre as duas crianças foi milimetricamente desenhado para representar de forma respeitosa tanto os consumidores de proteína animal (carne, ovos e leite) quanto os não consumidores. O objetivo central é fomentar o consumo consciente e o entendimento sobre as cadeias produtivas de alimentos sem adotar um tom impositivo, gerando empatia e consciência ética desde a infância.

A cartilha dá continuidade à Série Produtor Rural, uma iniciativa editada de forma ininterrupta desde 1997 pela Divisão de Biblioteca da Esalq. O projeto historicamente publica textos práticos e acessíveis voltados à Extensão Rural e, com este novo lançamento, busca educar as futuras gerações de consumidores e produtores rurais.

A cartilha tem autoria de João Vitor Gonçalves Moreira (Esalq), Sérgio Luís de Castro Júnior (Esalq), Felipe Gomes Romão (UFPR) e Iran José Oliveira da Silva (Esalq).

Para fazer o download gratuito clique aqui.

Fonte: Jornal da USP  ( Izabel Leão )


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Nova Zelândia põe fim às corridas de galgos e reconhece que entretenimento não pode justificar sofrimento animal


 Imagem: Eric Reynolds por Pixabay

Para milhares de galgos explorados pela indústria das corridas na Nova Zelândia, a liberdade chegou tarde. Para Tiger Jane, chegou tarde demais. A cadela de cinco anos morreu após sofrer uma fratura grave durante uma corrida realizada em Christchurch, apenas três dias antes de entrar em vigor a lei que extinguiu definitivamente uma atividade há muito denunciada por organizações de defesa animal por submeter cães a riscos permanentes de lesões, sofrimento e morte.

A partir desta sexta-feira (1º), as corridas de galgos deixaram de existir em Aotearoa, nome maori da Nova Zelândia. A decisão representa uma das mais importantes vitórias recentes para os direitos animais e encerra décadas de exploração comercial de cães transformados em instrumentos de apostas e entretenimento.

O fim da atividade não foi resultado de uma mudança repentina. Ao longo de mais de nove anos, três revisões independentes concluíram que a indústria fracassou repetidamente em proteger os animais utilizados nas competições. Apesar das promessas de reformas feitas pelo setor, os índices de acidentes graves e mortes permaneceram elevados, levando o governo neozelandês a concluir que a continuidade das corridas era incompatível com padrões mínimos de bem-estar animal.

A morte de Tiger Jane evidencia essa realidade. Durante uma prova disputada no hipódromo de Addington, em Christchurch, a galga sofreu uma fratura catastrófica na perna esquerda e foi submetida à eutanásia em razão da gravidade dos ferimentos. Sua história tornou-se um retrato doloroso das consequências de uma atividade que expõe animais a velocidades extremas, curvas fechadas e colisões frequentes, colocando suas vidas a serviço de uma indústria multimilionária de apostas.


A legislação aprovada pelo Parlamento neozelandês não apenas proibiu as corridas, como também estabeleceu mecanismos para garantir a transição dos animais explorados pela indústria. O texto prevê a criação de uma estrutura responsável por acompanhar o futuro dos galgos e criminaliza o abate de cães registrados por razões econômicas durante esse processo, buscando impedir que animais considerados “sem utilidade” sejam descartados após o encerramento da atividade.

A exploração de galgos em competições é alvo de críticas em diversos países. Além dos acidentes nas pistas, organizações de proteção animal denunciam a reprodução intensiva dos cães, o confinamento, o descarte de indivíduos considerados improdutivos e o abandono de animais ao término de suas carreiras esportivas. Sob a perspectiva dos direitos animais, o problema não se resume ao número de mortes ou ferimentos, mas ao princípio ético de utilizar seres sencientes como mercadorias destinadas ao lucro e ao entretenimento.

Entidades como a SAFE e a Greyhound Protection League of New Zealand tiveram papel decisivo na mobilização que levou ao fim das corridas. Durante anos, essas organizações documentaram violações, pressionaram autoridades e demonstraram que ajustes pontuais jamais seriam suficientes para eliminar os riscos inerentes a uma atividade construída sobre a exploração de cães.

A decisão da Nova Zelândia também amplia a pressão sobre países que ainda permitem corridas de galgos, como a Austrália, onde organizações de proteção animal intensificam campanhas pelo encerramento da modalidade. A experiência neozelandesa reforça uma constatação que vem ganhando espaço no debate internacional. Quando uma atividade depende da exposição deliberada de animais ao sofrimento e ao risco de morte, medidas paliativas não resolvem o problema. A única resposta compatível com o reconhecimento dos animais como seres sencientes é o fim da exploração.

O encerramento das corridas de galgos em Aotearoa representa mais do que a proibição de um esporte. É o reconhecimento de que nenhuma tradição, interesse econômico ou forma de entretenimento pode prevalecer sobre o direito de um animal de viver sem ser tratado como um instrumento descartável. Para Tiger Jane, essa mudança chegou alguns dias tarde demais. Para milhares de outros galgos, ela significa a possibilidade de um futuro que, pela primeira vez, não será decidido pelo desempenho em uma pista.

Fonte: anda.jor.br

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Capivaras que entraram na Assembleia Legislativa de Mato Grosso lembram que a expansão urbana avança sobre o habitat da fauna silvestre


 Os animais foram flagrados passeando pela recepção da ALMT — Foto: Reprodução

Duas capivaras foram flagradas caminhando tranquilamente pela recepção da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em Cuiabá, na manhã de quinta-feira (31/08). As imagens mostram os animais explorando o interior do prédio antes de deixarem o local sem provocar incidentes. O episódio rapidamente repercutiu nas redes sociais, onde foi tratado por muitos como uma cena curiosa e inusitada.

Embora o vídeo desperte simpatia, ele revela uma realidade que se repete em diversas cidades brasileiras. As capivaras não “invadiram” um espaço humano. Foram os empreendimentos urbanos que, ao longo das últimas décadas, ocuparam áreas antes pertencentes à fauna silvestre. Quando esses animais aparecem em edifícios públicos, condomínios ou vias urbanas, o que se vê é o resultado da fragmentação de seus habitats naturais.

As capivaras são os maiores roedores do mundo e vivem próximas a rios, lagos, brejos e outras áreas alagadas. Cuiabá reúne características que favorecem sua presença, especialmente em regiões cortadas por cursos d’água e áreas verdes. A expansão urbana, entretanto, reduziu e fragmentou esses ambientes, aumentando os encontros entre seres humanos e animais silvestres.


Episódios como esse exigem uma mudança de olhar. Em vez de tratar esses indivíduos como visitantes inesperados ou como um problema a ser removido, é preciso reconhecer que eles continuam ocupando territórios dos quais jamais abriram mão voluntariamente. A ocupação humana alterou profundamente a paisagem, restringindo os espaços disponíveis para inúmeras espécies.

Casos envolvendo capivaras costumam gerar preocupação devido à associação desses animais com o carrapato-estrela, vetor da bactéria causadora da febre maculosa. Especialistas, no entanto, esclarecem que as capivaras não transmitem a doença diretamente às pessoas. A infecção depende da picada de carrapatos contaminados, cuja dinâmica envolve diferentes espécies silvestres e fatores ambientais. Reduzir o problema à presença das capivaras ignora a complexidade ecológica da enfermidade e frequentemente alimenta propostas de manejo incompatíveis com a conservação da fauna.

A convivência com a fauna silvestre deve ser baseada em medidas preventivas, como a preservação de áreas naturais, a implantação de corredores ecológicos, o monitoramento das populações e a educação ambiental. Soluções baseadas na perseguição, remoção indiscriminada ou eliminação de animais não enfrentam as causas do problema e podem provocar novos desequilíbrios ecológicos.

O registro feito na Assembleia Legislativa de Mato Grosso chama atenção justamente porque rompe a rotina de um edifício público. No entanto, para as capivaras, não havia qualquer significado institucional naquele espaço. Havia apenas um ambiente inserido em uma paisagem que, até pouco tempo atrás, era compartilhada com a fauna nativa.

A presença desses animais em centros urbanos deve servir como um alerta sobre a forma como as cidades continuam avançando sobre ecossistemas naturais. Cada encontro entre seres humanos e animais silvestres evidencia que a conservação da biodiversidade depende menos de afastar a fauna e mais de garantir que ela continue tendo um lugar seguro para viver.

Fonte: anda.jor.br

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