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domingo, 6 de setembro de 2026

Antes e depois: gato devolvido para abrigo por ser ‘dependente demais’ viraliza com cara ‘triste’ e reaparece ‘feliz’ com novo tutor no RS

 


 Foto: ONG Gatinhos de Atlântida e Arquivo pessoal

O gato Leer ganhou um novo lar depois que uma publicação sobre a devolução dele mobilizou interessados nas redes sociais. Segundo a ONG “Gatinhos de Atlântida”, responsável pelo resgate, a primeira tutora informou que não permaneceria com o animal porque ele seria “dependente demais”.

Três dias após da devolução, o projeto publicou a história do gato. De acordo com a ONG, mais de 100 pedidos de adoção foram recebidos após publicações com a foto viralizarem no X (antigo Twitter). Uma nova foto de Leer, dessa vez com uma expressão feliz, viralizou.

O estudante de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Carlos Eduardo Oliveira foi selecionado para receber Leer em Porto Alegre. O gato havia sido encontrado em uma colônia felina atendida pelo projeto, que tinha em torno de 50 animais.

Segundo a ONG, Leer era carinhoso, enquanto os outros animais da colônia eram ariscos. Durante a captura, as voluntárias também notaram que ele tinha dificuldade para enxergar, aparentemente em razão do estrabismo.

No dia seguinte, o gato foi levado a um veterinário. Conforme o projeto, ele foi diagnosticado com calicivirose, uma infecção viral altamente contagiosa em gatos que afeta o sistema respiratório e causa feridas na boca, gengivas e língua e que exige que o gato não tenha contato com outros animais.

Leer já era castrado quando foi encontrado. Por isso, a ONG acredita que ele tenha vivido anteriormente com um tutor e sido abandonado na colônia.

O animal começou a receber tratamento no gatil mantido pela ONG. Segundo o projeto, ele apresentou melhora significativa. Depois de dois meses no gatil, Leer foi anunciado para adoção. O projeto considerava que a convivência com uma família poderia favorecer a recuperação, com atenção e cuidados individuais.

O projeto afirma que já havia recebido outros animais devolvidos, principalmente por dificuldades de adaptação. No caso de Leer, a justificativa foi divulgada nas redes sociais três dias depois do retorno dele ao gatil.

“A história dele me partiu o coração no meio. Me senti muito mau, triste e inconformado pela situação em que ele estava passando”, afirmou Carlos Eduardo, que adotou o gato.

Carlos disse que decidiu se candidatar porque poderia oferecer atenção, espaço e tempo para cuidar do animal. Nos primeiros dias, segundo ele, o gato permaneceu apenas no quarto. Depois, passou a explorar os demais cômodos do apartamento.

Uma nova foto de Leer, dessa vez com uma expressão feliz, viralizou. Hoje, o gato procura carinho, permanece perto do tutor e até dorme na cama com ele.

“O fato de todas as noites quando eu deito ele pular na cama e em segundos vir pra próximo de mim pra dormir junto ajuda a perceber que ele se sente acolhido'”, afirmou Carlos.

Por Duda Romagna

Fonte: g1

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Foto: arquivo pessoal

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Ansiedade de separação transforma a solidão em sofrimento para cães e gatos

Foto: arquivo pessoal - Gabriela Galindo
 Para cães e gatos com ansiedade de separação, a saída da família pode desencadear uma reação de pânico que ultrapassa a simples dificuldade de permanecer sozinho. O animal pode latir sem parar, destruir portas e móveis, urinar em locais incomuns, recusar alimento e até se ferir na tentativa de escapar. O comportamento não é vingança ou desobediência. É uma manifestação de sofrimento.

Segundo o veterinário Adalberto Von Ancken, a condição pode estar associada ao hiperapego, à ausência de um treinamento gradual para a independência, a mudanças repentinas na rotina doméstica e a experiências traumáticas, como o abandono. Quando o animal permanece sozinho, uma descarga de hormônios relacionados ao estresse, entre eles cortisol e adrenalina, pode deixá-lo fisicamente vulnerável.

A exposição frequente a esse estado de tensão também pode afetar o organismo. Infecções de pele, gastrite crônica, vômitos e diarreias estão entre os problemas que podem aparecer ou se agravar em animais submetidos a níveis elevados de estresse.

Os sinais variam conforme a espécie. Cães podem latir ou uivar continuamente, salivar em excesso, arranhar portas e janelas e tentar fugir. Gatos também sofrem com a ausência das pessoas com quem mantêm vínculos, embora expressem a angústia de outras maneiras. Miados constantes, eliminação de urina em camas e lambedura compulsiva, capaz de provocar falhas na pelagem, estão entre os comportamentos possíveis.

Urinar no tapete ou destruir um sofá também não deve ser interpretado como uma tentativa de punir a família. “A destruição de objetos e a eliminação inadequada são mecanismos de extravasamento do pânico e uma tentativa de se autorregularem”, explica Von Ancken.

A prevenção depende de uma construção gradual da autonomia. O treinamento pode começar nos primeiros dias do animal na casa, com períodos curtos de separação em outros cômodos. A duração deve ser ampliada progressivamente, respeitando os limites de cada indivíduo.

Também é possível reproduzir sinais associados à saída sem deixar a residência. Pegar as chaves, vestir um casaco ou preparar uma bolsa e permanecer em casa ajuda a reduzir a associação automática entre esses estímulos e a solidão.

A rotina de despedidas e reencontros merece atenção. Sair de maneira excessivamente emotiva ou transformar a volta para casa em uma grande celebração pode aumentar a importância emocional desses momentos. A recomendação é agir com naturalidade antes de sair e ao retornar. Repreender o animal pela destruição de objetos ou pela eliminação inadequada também deve ser evitado, já que a punição pode aumentar o medo e a tensão.

Durante os períodos de ausência, sons familiares, como a televisão em volume baixo, podem ajudar a reduzir o impacto dos ruídos externos. Brinquedos recheados com alimentos de alto valor e congelados também podem manter o animal ocupado por mais tempo. Atividades de lamber e roer podem contribuir para um estado de maior tranquilidade.

O tratamento, porém, não deve ser reduzido a estratégias domésticas quando o sofrimento é intenso. Animais que tentam escapar de forma persistente, se automutilam, deixam de beber ou comer ou não apresentam melhora com o treinamento precisam de avaliação veterinária, preferencialmente com um profissional especializado em comportamento.

Em alguns casos, medicamentos podem integrar o tratamento. “Em muitos casos, o uso temporário de ansiolíticos prescritos é fundamental para rebaixar o limiar de estresse e permitir que o animal consiga aprender com o treino comportamental”, afirma Von Ancken, professor da Universidade Cruzeiro do Sul.

Reconhecer a ansiedade de separação como um problema de saúde e bem-estar é essencial para interromper um ciclo de medo que pode comprometer tanto a vida cotidiana quanto a saúde física do animal. Cães e gatos não precisam aprender a suportar o pânico sozinhos. Precisam de cuidado, acompanhamento e de uma rotina construída para respeitar seus limites.

Fonte: anda.jor.br

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AMEAÇA :Trump orienta as autoridades a considerarem a retirada das proteções aos lobos-cinzentos


 Foto: Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na sexta-feira uma ordem executiva que determina ao Departamento do Interior a avaliação da retirada dos lobos-cinzentos e dos lobos-cinzentos-mexicanos da lista federal de espécies ameaçadas de extinção. A medida também orienta o governo a analisar formas de facilitar autorizações para matar os animais.

O secretário do Interior, Doug Burgum, terá três meses para determinar se as populações atingiram um nível de recuperação que justificaria a retirada das proteções previstas pela Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção (ESA). A iniciativa, porém, ocorre enquanto a própria situação jurídica da proteção dos lobos-cinzentos permanece em disputa.

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos (USFWS), órgão ligado ao Departamento do Interior, já havia tentado retirar a espécie da lista. A decisão foi contestada judicialmente e, em 2022, uma corte federal determinou a manutenção da proteção dos lobos na maior parte de sua distribuição nos 48 estados contíguos do país.

Montana, Idaho e Wyoming são exceções. Nesses estados do norte das Montanhas Rochosas, a gestão das populações foi transferida aos governos estaduais. Em Minnesota, os lobos permanecem classificados como ameaçados.

A nova ofensiva também alcança o lobo-cinzento-mexicano, uma das populações mais raras de lobos da América do Norte. A subespécie voltou a ocupar áreas do Arizona e do Novo México após sua reintrodução em 1998, mas ainda enfrenta obstáculos que tornam uma retirada precipitada da proteção especialmente arriscada.

O plano federal de recuperação estabelece uma média superior a 320 animais durante quatro anos consecutivos como um dos critérios para que seja considerada a retirada da subespécie da lista. No fim de 2025, Arizona e Novo México contabilizaram 319 lobos. O número permite o início da contagem do primeiro período de quatro anos, mas ainda não representa o cumprimento da exigência estabelecida no plano.

Há outra ameaça menos visível, mas igualmente grave. A população apresenta baixa diversidade genética, segundo Michael Robinson, defensor do Centro para a Diversidade Biológica. A fragilidade genética reduz a capacidade de uma população pequena de responder a doenças, alterações ambientais e outros fatores de pressão.

Para Robinson, retirar os lobos da proteção antes que a recuperação esteja efetivamente consolidada abriria uma nova frente de disputa judicial. O ambientalista afirmou que grupos de conservação irão contestar a medida e defendeu que decisões sobre o futuro dos animais sejam baseadas em ciência.

A ordem presidencial também determina que autoridades federais incentivem os estados a retirar proteções próprias concedidas aos lobos e a flexibilizar restrições à matança dos animais. Para organizações ambientalistas, a orientação representa uma tentativa de contornar os mecanismos estabelecidos pelo Congresso para impedir que decisões sobre espécies ameaçadas sejam submetidas a interesses políticos ou econômicos.

Leia Barnett, líder de conservação do Novo México da WildEarth Guardians, criticou a iniciativa e afirmou que pressionar os estados a abandonar suas próprias salvaguardas para a fauna representa uma ameaça à estrutura criada para proteger espécies em recuperação.

A história dos lobos nos Estados Unidos ajuda a dimensionar o risco de repetir velhos padrões. Entre o fim do século XIX e o início do século XX, o governo federal promoveu uma campanha sistemática de captura e extermínio desses animais. Milhares foram mortos, sobretudo sob o argumento de proteger rebanhos, e os lobos chegaram à beira da extinção em grande parte dos 48 estados contíguos.

A perseguição não desapareceu. Lobos ainda são tratados por setores da pecuária como uma ameaça econômica, enquanto políticas públicas voltadas à produção de carne bovina continuam exercendo influência sobre as decisões relacionadas à fauna.

Durante a cerimônia de assinatura da ordem, o próprio Trump deixou explícita a intenção de ampliar a possibilidade de matar os animais. Ao ser questionado sobre os lobos-cinzentos-mexicanos, perguntou se já seria possível atirar neles. A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, respondeu que Burgum ainda precisaria tomar medidas para isso.

Em outro momento, um fazendeiro relatou ao presidente supostos problemas provocados por lobos no estado de Washington e mencionou uma situação em que uma menina teria subido em uma árvore para se proteger de uma matilha. Trump respondeu que o homem teria autorização para “cuidar disso”.

A fala, ainda que não altere por si só a legislação federal, revela a disposição política por trás da ordem executiva. Os lobos continuam protegidos pela ESA na maior parte de sua área de distribuição, e matar um animal protegido permanece crime federal nas circunstâncias abrangidas pela lei.

A recuperação de uma espécie não pode ser medida apenas pela existência de indivíduos vivos. Para animais que foram perseguidos durante décadas e ainda enfrentam perda de habitat, conflitos com atividades humanas e baixa diversidade genética em populações particularmente vulneráveis, a proteção legal constitui uma barreira contra o retorno de políticas que quase os eliminaram.

Retirar essa barreira antes que a recuperação esteja assegurada significa devolver aos lobos uma ameaça que a própria história americana já demonstrou ser capaz de levá-los à beira da extinção. A sobrevivência desses animais não deveria depender da conveniência política de um governo ou dos interesses econômicos de quem deseja eliminá-los.

Fonte: anda.jor.br

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Touro foge desesperado de rodeio e é morto a tiros no Paraná


 Foto: COLUNANEWS

Um touro fugiu de um rodeio na noite de sexta feira (04/09), em Barbosa Ferraz, no centro-oeste do Paraná, e correu pelas ruas da cidade em busca de liberdade.

O touro estava sendo explorado na festa que comemorava os 66 anos do município, onde eram realizadas provas de rodeio. Em algum momento, conseguiu escapar do local e deixou para trás o espaço em que era mantido para as montarias. Sem compreender que as ruas poderiam representar outro perigo, correu pela cidade tentando se afastar da situação à qual havia sido submetido. Durante a corrida, uma mulher de 78 anos acabou sendo atingida não intencionalmente.

Algumas pessoas tentaram contê-lo com laços, mas não conseguiram. Em vez de buscar alternativas para proteger a vida do touro, policiais militares efetuaram disparos e o mataram.

A decisão de atirar mostra a falta de preparo e de sensibilidade das autoridades para lidar com uma situação que envolvia um animal assustado, em fuga e submetido a uma circunstância criada pela própria exploração humana. O touro não foi morto porque representava uma ameaça inevitável, mas porque os agentes escolheram a solução mais rápida e violenta diante de um problema que exigia contenção responsável, distância e estratégias não letais.

A execução do touro revela o desprezo pela vida e a incapacidade do poder público de agir de forma compatível com os princípios de proteção e bem-estar animal. Em vez de reconhecer que ele era vítima de um sistema que o colocou em um rodeio e depois permitiu sua fuga, os policiais transformaram o medo do animal em justificativa para matá-lo.

A morte do touro encerrou uma fuga que começou em um ambiente de exploração.

Não é possível saber exatamente o que aconteceu nos instantes que antecederam a fuga. A Polícia Militar não divulgou como o touro conseguiu sair do espaço do rodeio nem quais medidas de segurança haviam sido adotadas para impedir que ele alcançasse as ruas.

A Prefeitura de Barbosa Ferraz anunciou a suspensão imediata das provas de rodeio após a morte da mulher. As demais atividades da festa, prevista para terminar neste domingo (06/09), foram mantidas. O prefeito Carlos Rosa Alves também determinou a abertura de um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias do ocorrido e identificar eventuais responsáveis.

A tragédia expõe o risco criado quando animais são levados a participar de eventos que os submetem a situações de medo e estresse. O touro tentou escapar de um lugar onde não deveria estar e acabou morto por causa da própria fuga.

A mulher perdeu a vida e sua família merece respeito e acolhimento. O touro também perdeu a vida. Sua morte, porém, não pode ser tratada como consequência de uma suposta maldade ou de uma escolha deliberada de ferir alguém.

Ele estava fugindo.

Se pudesse escolher, provavelmente teria escolhido apenas continuar correndo até encontrar um lugar onde estivesse seguro. Como fazem tantos animais quando tentam escapar da violência humana.

Fonte: anda.jor.br

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