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quinta-feira, 26 de março de 2026

Campinas (SP) endurece penas para maus-tratos a animais; multas podem ultrapassar R$ 29 mil


 Multas variam entre 750 e 1.900 UFICs por animal, o que representa valores entre aproximadamente R$ 3,8 mil e R$ 9,6 mil. Foto: Firmino Piton

Campinas sancionou uma lei que endurece as penalidades para casos de maus-tratos a animais e altera o Estatuto de Proteção, Defesa e Controle das Populações de Animais Domésticos do município. Com a mudança, as multas podem ultrapassar R$ 29 mil por animal maltratado.

A alteração foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (24), e foi sancionada pelo prefeito Dário Saadi (Republicanos), com autoria do vereador Hebert Ganem (Podemos). A nova lei entrou em vigor hoje.

As multas variam entre 750 e 1.900 UFICs por animal, o que representa valores entre aproximadamente R$ 3,8 mil e R$ 9,6 mil, podendo ser dobrados ou triplicados em alguns casos. Atualmente, a Unidade Fiscal de Campinas está em R$ 5,0996.

Multas ficaram maiores para maus-tratos

A principal mudança da lei é a criação de um artigo específico para punir maus-tratos contra animais. A multa será aplicada por animal vítima, e os valores podem aumentar conforme a gravidade do caso.

A multa será aplicada em dobro quando o infrator for o tutor, guardião ou responsável pelo animal, ou quando os maus-tratos resultarem na morte, doença ou lesão permanente do animal.

Em casos de reincidência em um período inferior a cinco anos, a multa será aplicada em triplo – podendo chegar a R$ 29,067,72.

Responsabilidade sobre dejetos

A nova legislação também reforça a obrigação de tutores e responsáveis recolherem imediatamente os dejetos deixados pelos animais em vias públicas. A regra agora também se aplica a cuidadores de animais comunitários.

Penalidades para empresas

A lei também prevê multas para estabelecimentos e empresas privadas que descumprirem o estatuto animal do município. Os valores também variam entre 750 e 1.900 UFICs (R$ (R$ 3.824,70 / R$ 9.689,24), definidos conforme a gravidade da infração e o porte econômico da empresa.

Outras penalidades e fiscalização

A legislação atualizou valores de multas para outras infrações previstas no estatuto, incluindo normas sanitárias e de controle animal. Em casos de reincidência, os valores podem ser dobrados e, a partir da segunda reincidência, triplicados e inscritos na Dívida Ativa do município.

Além disso, a desobediência a restrições legais pode resultar no cancelamento imediato de licenças concedidas pelo município, além da aplicação de multa.

Com a nova lei, o município amplia as punições e a fiscalização para casos de maus-tratos e descumprimento das regras de proteção animal.

Por Vitória Amorim

Fonte: acidade on Campinas

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Vizinha diz que teve medo de reagir ao ver cachorro ser assassinado com 14 tiros em MG: ‘Nem vendo eu acreditava’


  Foto: Reprodução/Redes Sociais

Uma vizinha, que preferiu não se identificar, registrou em vídeo o momento em que Rodrigo Luiz dos Santos, de 58 anos, matou o cachorro da família com 14 tiros na região central de Pará de Minas, no Centro-Oeste do estado, no último sábado (21). A moradora descreveu o susto, o medo e a forma como ficou incrédula diante da cena.

O homem foi preso em flagrante, mas foi liberado após pagar fiança de R$ 20 mil, durante a audiência de custódia na noite de domingo (22). Ele vai responder ao processo em liberdade. Segundo o advogado Gismael Almendro, o cliente passa a cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça. Veja mais abaixo o que diz a defesa.

Segundo a vizinha, tudo começou enquanto ela assistia a um filme com o marido em casa.

“Ouvi um barulho e achei que pudesse ser uma bomba. Na hora, não percebi que era um tiro. Mas, imediatamente, o cachorro começou a chorar”, contou.

Ainda conforme ela, a cadela dela também se assustou e correu por causa do barulho. Ao se aproximar da janela, a mulher percebeu que o homem estava com algo nas mãos, mas não identificou de imediato que se tratava de uma arma de fogo.

“Foi quando meu marido chegou e percebeu que era uma arma, porque começou a sair sangue do cachorro. Peguei o celular e pedi para que ele gravasse”, afirmou.

A vizinha disse que ficou com medo de reagir.

“Fiquei acuada. Mesmo que eu gritasse para ele parar, na adrenalina em que ele estava, poderia continuar e até tentar me atingir. Por isso, não esbocei nenhuma reação, a não ser ficar chocada com o que estava vendo. Nem vendo eu acreditava”, completou.

De acordo com ela, familiares do suspeito estavam em casa durante o ocorrido, mas não fizeram nada.

“Não vi se os filhos falaram algo com o pai, mas não fizeram nada para impedir os 14 disparos contra o animal. Depois do ocorrido, ficaram olhando para o prédio para ver se alguém tinha visto. Nesse momento, me esquivei”, relatou.

Após os disparos, a vizinha e outros moradores acionaram a polícia. “Liguei na hora, e outras pessoas do prédio também chamaram”.

De acordo com a testemunha, o filho do suspeito comentou à polícia que o homem teria consumido bebida alcoólica e remédio controlado. “Escutei ele falando isso. Mas, se estivesse tão alterado assim, não teria acertado 12 tiros no cachorro e nem teria errado todos os disparos na fachada de vidro da própria casa”, finalizou.

O caso gerou revolta entre os moradores da região e é investigado pela Polícia Civil.

O que diz a defesa?

Segundo o advogado Gismael Almendro, o cliente pagou a fiança e agora cumprirá medidas cautelares determinadas pela Justiça. A suspensão dos registros das 10 armas de fogo que ele mantinha em casa também foi decretada. Todo o armamento já havia sido apreendido pela Polícia Militar durante a ocorrência.

O homem pode responder por maus-tratos a animais com resultado morte, além de crimes previstos no Estatuto do Desarmamento, como posse irregular e disparo de arma de fogo.

Filho também foi detido

O filho do suspeito, de 20 anos, também foi detido por fraude processual e liberado após prestar depoimento. Ele foi flagrado ao sair do imóvel em uma caminhonete com o corpo do cachorro.

Questionado, o rapaz disse que o pai havia chegado em casa com sinais de embriaguez e que, pouco depois, ouviu barulhos semelhantes a disparos na garagem. Ao verificar a situação, encontrou o animal já morto.

O jovem afirmou ainda que não presenciou o momento dos tiros, contudo limpou o local e colocou o corpo do cachorro no automóvel com a intenção de enterrá-lo.

Caso é investigado


Foto: Reprodução/Redes Sociais

Conforme o delegado César Augusto Faria Freitas, o caso segue em investigação e deve incluir ainda infrações previstas no Estatuto do Desarmamento.

“O andamento investigatório vai analisar os maus-tratos contra animais, além das infrações relacionadas à posse e ao disparo de arma de fogo”, explicou.

O delegado destacou que a morte do animal agrava a situação do suspeito. Pela legislação brasileira, houve aumento de pena para casos de maus-tratos contra cães e gatos, com previsão de punições mais severas.

Protesto em frente à delegacia

Ainda na noite de sábado, a prisão do homem provocou comoção e revolta em Pará de Minas. A repercussão do caso mobilizou moradores, que se reuniram em frente à delegacia onde o suspeito estava detido.

Durante o protesto, os manifestantes gritaram palavras de indignação, como ‘assassino’, ‘bandido’ e ‘covarde’. A manifestação foi registrada em vídeo. Veja acima.

Por Anna Lúcia Silva

Fonte: g1

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Secretário da Proteção Animal de Iguatu (CE) é condenado por maus-tratos a animais


 Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Justiça condenou o ex-vereador e atual secretário da Proteção Animal de Iguatu, Mário Rodrigues, a seis anos de prisão por maus-tratos a animais. A pena será cumprida, inicialmente, em regime semiaberto. Além dele, foram condenados a ex-coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses do município, Maria Lizania da Silva, e o médico veterinário Artur Guedes.

A decisão, proferida pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Iguatu, Daniel de Meneses Figueiredo, assinada em 12 de março, diz respeito a casos envolvendo o ano de 2022, quando Mário era o então secretário de Meio Ambiente de Iguatu — a atual pasta sob seu comando foi desmembrada dela.

Na época, o secretário e Maria Lizania da Silva, foram acusados por atuarem com omissão para evitar atos de abuso e maus-tratos de animais domésticos acolhidos no Centro de Zoonoses.

As situações relatadas pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) dão contra de que os animais se encontravam magros, com muito carrapato, além de não haver água em bom estado para consumo e ração para eles. Essas condições foram constadas em janeiro, abril e setembro daquele ano.  

O secretário defendeu-se, afirmando que fazia o acompanhamento, mas não tinha gerência no dia a dia do Centro de Zoonoses. “A gente autorizava comprar, todas essas coisas: ração, medicamentos que precisava, insumos para castração. Eu jamais iria permitir, tendo conhecimento, que qualquer animal fosse maltratado”, afirmou no seu depoimento.

Já o veterinário Artur Guedes foi denunciado por prática de maus-tratos por conta de um procedimento de eutanásia feito em um cachorro chamado “Foguinho”, mesmo que o animal não apresentasse as condições para isso, além de não ter sido elaborado laudo técnico, nem precedido de exame laboratorial.

As penas

Mário Rodrigues teve pena fixada em seis anos de reclusão, a ser cumprida em regime inicial semiaberto, e 30 dias-multa, fixado cada dia-multa no valor de 1/30 do maior salário-mínimo mensal vigente.

Já Maria Lizania foi condenada a quatro anos de reclusão, em regime inicial aberto, e 20 dias-multa. Artur Guedes, por fim, recebeu a pena de dois anos e quatro meses de reclusão, também em regime inicialmente aberto, e 12 dias-multa. As defesas ainda podem recorrer da decisão.

Fonte: OpiniãoCE

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Vereadores participam do lançamento do Plenarinho com presença de 150 estudantes


 Foto: Pedro Sant / Dicom CMM

Estudantes de escolas públicas e particulares, professores e diretores lotaram a sala de cinema onde ocorreu o lançamento oficial do Plenarinho, na manhã desta quarta-feira (25). A sessão especial contou com a presença de cerca de 150 pessoas e 12 vereadores, que reforçaram o convite aos adolescentes para que participem do concurso.

O Plenarinho é uma ação da Câmara Municipal de Maceió, iniciada no ano passado, quando 27 estudantes se tornaram vereadores por um dia após vencerem um concurso de redações. Este ano, a Escola do Legislativo ampliou o número de vagas para 30, e incluiu um tablet na premiação.

Para o presidente da Câmara, vereador Chico Filho, o programa atende a no mínimo dois dos objetivos da Mesa Diretora, que são aumentar a transparência das ações do Legislativo e aproximar a população da Casa. Além disso, ele reforça a importância de estimular a participação da juventude na política.

“A gente escuta nas campanhas políticas e nos discursos de posse que um dos objetivos da classe política é aproximar a população e agir de forma transparente. E, às vezes, isso fica só no discurso. O Plenarinho é essa tentativa de aproximar de fato a sociedade da Câmara, para que participe das discussões. É despertar nos jovens a curiosidade do que é o vereador, o que ele faz, e desmistificar muito do que se fala sobre a política”, afirmou.

Estiveram presentes os vereadores Thiago Prado, Neto Andrade, Cal Moreira, Caio Bebeto, Marcelo Palmeira, Silvania Barbosa, Charles Herbert, Teca Nelma, Allan Pierre, Siderlane Mendonça e Jônatas Omena.

O coordenador da Escola do Legislativo, Rodolfo Barros, apresentou as regras e prazos do concurso, que começam dia 6 de abril, com as oficinas nas escolas credenciadas, encerrando no dia 24 do mesmo mês. As redações serão aplicadas de 27 a 30 de abril e a divulgação dos selecionados está marcada para 15 de maio.

Durante a sessão, o público assistiu a um vídeo explicativo produzido pela Diretoria de Comunicação, que reproduziu uma sala de aula, com alunos e a professora, e respondeu algumas das principais dúvidas dos adolescentes sobre como participar do programa.

O diretor de Comunicação, Alexandre Lino, ressaltou a importância da aproximação e do diálogo da Câmara de Maceió com os jovens. "O Plenarinho é um programa que comunica sobre a Câmara e sobre os vereadores para um público que está hiperconectado, por isso precisamos falar a linguagem deles e trazê-los para a política, mostrando que eles também precisam estar inseridos na política, por meio do voto", defendeu.

Para a diretora Maria Walkíria, da Escola Municipal Jaime Miranda, a oportunidade dada aos estudantes é inovadora e estimulante. “Os estudantes poderão conhecer a importância da política nas suas vidas, de forma mais próxima, não distante. Poderão conhecer a Câmara, a importância do voto e vão saber que colocam aquelas pessoas ali para decidir o futuro deles. Eles estão muito animados e motivados a ganhar. É um momento ímpar”, destacou.

Ruan Henrique, aluno da Escola João Sampaio, disse que se vencer o concurso já tem sua pauta prioritária: educação. “Uma das partes mais importantes é elevar a qualidade das escolas públicas, dar mais atenção a algumas áreas e mais oportunidades. É um programa muito promissor, uma experiência muito legal e está sendo um dia maravilhoso”, elogiou.

Fonte: tribuna hoje com assessoria

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quarta-feira, 25 de março de 2026

Abandonados após prisão ou deportação de tutores, animais domésticos são vítimas indiretas do cerco à imigração nos EUA


 Foto: Kathleen Flynn / NYT

O anúncio de adoção descrevia Heinz, um cão da raça Shih Tzu misturado com Poodle, como doce, feliz e enérgico. “Mas ele também tem uma história triste”, diz a biografia no site da Rolling River Rescue, uma organização sem fins lucrativos de Nova Orleans. O filhote cor de caramelo não havia fugido, nem fora abandonado por tutores que não o queriam mais. Ele havia “perdido sua família”, dizia o anúncio, como resultado de “eventos recentes em Nova Orleans”, uma referência à fiscalização da imigração que prendeu pessoas no âmbito da campanha de deportação em massa do presidente Donald Trump.

Agentes federais realizaram operações de grande escala em Nova Orleans, Chicago, Los Angeles e Minneapolis, além de prisões em menor escala do Havaí ao Maine. Centenas de milhares de imigrantes foram presos. A maioria permanece detida e muitos foram deportados. Segundo grupos de resgate de animais e agências de controle de animais, seus cães e gatos foram abandonados, incluindo cães, gatos e coelhos, e até mesmo galinhas.

“O que muitos americanos não percebem é que existem animais domésticos abandonados por famílias que desapareceram da noite para o dia”, disse Maria Thomas, presidente da Rolling River, organização que tem se mobilizado para encontrar famílias de acolhimento e adoção para cães e gatos em Nova Orleans. “Já estávamos trabalhando com um déficit considerável porque há muitos animais domésticos precisando de ajuda o tempo todo. Agora temos o desafio adicional de animais que precisam ser realocados quando seus tutores são deportados ou se deportam por conta própria.”

Nova Orleans é um lugar muito familiarizado com o deslocamento. Em 2005, o furacão Katrina forçou muitas pessoas a deixarem suas casas e, em alguns casos, a cidade inteira. Animais abandonados vagando pelas ruas tornaram-se parte do cenário pós-Katrina. O desastre também levou as pessoas a criarem novas maneiras de se ajudarem mutuamente.

Mais recentemente, com a repressão federal à imigração transformando vidas, esse mesmo espírito impulsionou os grupos de ajuda mútua a intensificarem seus esforços. Com muitos imigrantes com medo de sair de casa, voluntários têm entregado alimentos e outros suprimentos para famílias e, frequentemente, para animais domésticos, incluindo aqueles acolhidos por vizinhos ou que vagavam pelas ruas após o desaparecimento de seus tutores.

É impossível quantificar exatamente quantos animais domésticos desabrigados existem. O problema não é monitorado pela complexa rede de agências governamentais responsáveis ​​pelos animais, nem pelas organizações sem fins lucrativos locais e nacionais que suprem as lacunas nos cuidados.

O que agências e organizações afirmam é que houve um aumento inegável no número de animais domésticos abandonados ou perdidos após as medidas repressivas contra a imigração.

Em Minnesota, o Serviço de Controle Animal de St. Paul, uma agência governamental, registrou um aumento de 38% no número de cães e gatos abandonados, apreendidos e entregues por seus tutores em janeiro de 2026, em comparação com janeiro de 2025, coincidindo com a Operação Metro Surge na região das Cidades Gêmeas.

Um grupo de resgate da região, chamado The Bond Between Us, afirmou ter recebido quase o dobro de animais entregues para adoção no início deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em Los Angeles, onde milhares de pessoas foram presas em operações policiais no ano passado, o Departamento de Controle e Cuidado Animal do Condado adicionou um plano para animais domésticos ao seu site para pessoas que “enfrentam desafios relacionados à imigração”.

Mas Marcia Mayeda, diretora do departamento, afirmou que o fardo em todo o país recaiu principalmente sobre os grupos de resgate, porque os imigrantes têm medo de interagir com o controle de animais.

“Nós somos o governo, nossos agentes têm a aparência de policiais e praticamos eutanásia”, disse ela. “O que vemos é apenas a ponta do iceberg.”

Na Flórida, onde o governador Ron DeSantis defende a deportação, o Mercy Full Project, em Tampa, está cuidando de três vezes mais animais domésticos do que no ano passado.

“São cães grandes, cães pequenos, buldogues franceses bem cuidados”, disse Heydi Acuna, cofundadora da organização sem fins lucrativos. “Estamos enfrentando uma grande crise.”

Durante uma entrevista ao The New York Times, ela recebeu uma mensagem de uma mulher que acabara de resgatar um filhote de cão de caça chamado Damian, que precisava de um lar. “Infelizmente, seus tutores foram deportados”, escreveu ela.

Apesar de os americanos demonstrarem grande apreço pelos animais domésticos, os abrigos têm enfrentado dificuldades para acomodar todos os animais necessitados, e as operações de imigração agravaram ainda mais a situação. Com espaço limitado, os abrigos frequentemente sacrificam animais que não foram adotados.

Na Animal Rescue of New Orleans, as ligações não param de chegar.

“As pessoas nos procuram implorando para que acolhamos animais”, disse Ginnie Baumann Robilotta, vice-presidente da organização sem fins lucrativos. “O pior é que estamos lotados, com lista de espera. Tudo o que podemos fazer é oferecer comida e suprimentos gratuitos.”

Becky Warpinski, uma técnica veterinária aposentada, disse que Nova Orleans tem enfrentado o problema com um zelo que vem da experiência em lidar com grandes desastres.

“Estamos encarando essa crise com os protocolos de emergência de um furacão”, disse ela. “Se tivermos deportações em massa, vamos entrar lá e salvar esses bichinhos.”

Segundo grupos de proteção animal, New Orleans East está entre os bairros que mais sofrem as consequências. Isolada e pantanosa, a área há muito tempo serve como depósito para cães indesejados. Agora, a situação piorou, afirmam os grupos.

No final de fevereiro, Cristiane Rosales-Fajardo, que dirige o grupo de ajuda mútua NOLA Village, colocou ração doada para animais domésticos do lado de fora de casas vazias onde cães permaneciam, talvez à espera de tutores que provavelmente não voltariam.

Heinz, o cachorrinho cor de caramelo com uma mancha branca na barriga, foi visto perto de casas onde havia ocorrido fiscalização de imigração. Depois que sua foto foi publicada em bancos de dados de animais domésticos e ninguém o reclamou, a Rolling River Rescue acionou sua lista de lares temporários.

Shannon Dugan, uma professora, concordou em recebê-lo no dia 24 de fevereiro. Naquela noite, ele chegou já castrado e com a pelagem brilhante, além de já ter sido treinado para fazer as necessidades no lugar certo.

“Ele obviamente vinha de uma família que o amava”, disse Dugan.

No dia seguinte, Dugan publicou uma breve biografia de Heinz no site do abrigo. Em uma semana, ele já tinha um novo lar.

Fonte: O Globo  ( Miriam Jordan )

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