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domingo, 9 de agosto de 2026

Cão morre após resgate em Teresina, PI; tutor é autuado por maus-tratos após falta de assistência veterinária


 Foto: Reprodução

Um cão morreu após ser resgatado de uma situação de maus-tratos no sábado (1º), em Teresina. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), o animal foi encontrado em estado de sofrimento após uma denúncia. O tutor foi autuado por maus-tratos na Central de Flagrantes.

Segundo o delegado Matheus Zanatta, superintendente de operações integradas da SSP-PI, policiais do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), da Polícia Militar do Piauí (PMPI), foram acionados para verificar a denúncia e constataram que o animal vivia em situação de negligência.

Após o resgate, o cão Aurélio foi acolhido pelo protetor de animais Fernando Machado e encaminhado para atendimento veterinário, mas não resistiu. Segundo o protetor, o animal tinha um tumor em crescimento e não recebia acompanhamento veterinário.

Segundo Fernando, o problema de saúde deixou o cão debilitado. Ele também afirmou que o animal permanecia na rua e era alimentado por moradores da região.

“O animal estava na rua, mantido na rua pelo fato do tumor sangrar e devia estar sujando a casa. Então ele foi colocado para fora e nisso vivia na calçada. A pessoa não tinha nem levado o animal ao veterinário para tentar pelo menos ver qual a situação do animal e tentar cuidar”, contou o protetor.

O tutor pode responder pelo crime de maus-tratos a animais com resultado morte. Nesse caso, a pena pode ultrapassar seis anos de prisão, além de multa.

Por Lucas Marreiros

Fonte: G1

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Aumento do turismo de observação coloca baleias-jubarte sob pressão no litoral de São Paulo

 


Baleia-jubarte saltando no mar de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. Foto: Rafaela Araújo/Folhapress

Uma baleia-jubarte jovem cercada por barcos de turismo, embarcações de recreio e jet skis no litoral norte de São Paulo levou a bióloga Mia Morete, 56, a divulgar um vídeo registrado em junho a partir do observatório do VIVA Instituto Verde Azul, do qual é sócia-fundadora. A cena provocou mobilização dos órgãos de fiscalização e reacendeu o debate sobre os limites do turismo de observação de cetáceos.

“Fiquei revoltada. Tinha barco de turismo, barco de recreio, jet ski”, conta Mia. Na semana seguinte, equipes do Ibama, ICMBio, Polícia Ambiental e Prefeitura passaram a fiscalizar a região.

A observação de baleias é regulamentada pelo Ibama desde 1996. As normas determinam distância mínima de cem metros dos animais, limite de 30 minutos junto ao mesmo indivíduo ou grupo e proíbem perseguição, molestamento e bloqueio do deslocamento. Também não é permitido que mais de duas embarcações se aproximem simultaneamente da mesma baleia. O descumprimento pode resultar em multas de R$ 2.500 a R$ 5 mil por animal, apreensão da embarcação e pena de até cinco anos de prisão.

O aumento da atividade, porém, amplia o desafio para a fiscalização. Segundo a Prefeitura de Ilhabela, 17 mil embarcações estão cadastradas na região que inclui São Sebastião, Caraguatatuba e Ubatuba, a maioria destinada ao esporte e recreio. Em Ilhabela, o número de empresas credenciadas para observação de baleias passou de 29, em 2025, para 48 neste ano.

Foram registrados 836 avistamentos em toda a região no ano passado. Até 30 de junho de 2026, já eram 371.

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo manifestou preocupação com a possibilidade de avanço de um turismo predatório. Para a entidade, embora a atividade possa contribuir para a educação ambiental, aproximações inadequadas podem provocar estresse nos animais.

José Truda Palazzo Júnior, diretor do Instituto Baleia Jubarte, afirma que não há consenso científico sobre impactos significativos do turismo de observação sobre as espécies após cinco décadas de pesquisas. Ele defende, contudo, maior fiscalização em áreas com concentração de embarcações.

Anna Lobo, do WWF-Brasil, aponta a falta de recursos como um dos principais obstáculos. O monitoramento no mar exige equipes e embarcações, tornando a fiscalização mais cara e complexa.

A Prefeitura de Ilhabela informou que recebeu quatro denúncias neste ano, mas nenhuma resultou em autuação por falta de materialidade. O município afirma utilizar monitoramento embarcado, drones, biólogos e fiscalização terrestre.

A baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) pode alcançar 16 metros e 40 toneladas. A espécie foi duramente explorada pela caça. Até 1986, sua população no Brasil havia caído para pouco mais de 1.500 indivíduos. A proibição da caça, em 1987, abriu caminho para a recuperação. Hoje, estimativas apontam até 25 mil animais.

Para Mia, o turismo pode contribuir para a conservação quando respeita a liberdade dos animais. O episódio de junho, segundo ela, ajudou a ampliar a fiscalização e os canais de denúncia.

Observar uma baleia não deveria significar cercá-la. A presença humana só pode ser compatível com a conservação quando o animal mantém espaço para seguir seu próprio caminho, sem perseguição, bloqueio ou pressão das embarcações.

Fonte: anda.jor.br

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Goleiro Vozinha, destaque da Copa do Mundo, adia ida para novo clube de futebol para garantir cuidados à cachorrinha que o acompanha há dez anos


 Foto: Reprodução

O goleiro cabo-verdiano Josimar José Évora Dias, conhecido mundialmente como Vozinha, adiou por alguns dias a viagem para o Chile para resolver questões pessoais em Portugal. Entre elas estava garantir que Akyra, a cadelinha que vive com ele há cerca de dez anos, permanecesse sob os cuidados de uma pessoa de confiança.

Aos 40 anos, Vozinha acaba de iniciar uma nova etapa da carreira no Colo-Colo, um dos clubes mais tradicionais e vitoriosos do futebol chileno. A transferência ocorreu depois de o jogador conquistar projeção internacional durante a Copa do Mundo de 2026, na qual defendeu a seleção de Cabo Verde e se tornou um dos nomes mais celebrados do torneio.

A chegada a Santiago demorou alguns dias além do previsto. O motivo, segundo o próprio atleta, não estava relacionado ao futebol. Antes de deixar Portugal, ele precisou organizar a vida que havia construído em Chaves, onde morava e atuava pelo Desportivo de Chaves, incluindo a situação de Akyra.

“Vivíamos em Chaves. Tinha lá uma casa, os contratos da água e da eletricidade e a minha cadelinha, Akyra, que estava sendo cuidada por outra pessoa. Por isso pedi ao presidente mais alguns dias. Tinha de resolver as minhas situações pessoais”, contou durante a apresentação ao novo clube.

Akyra já estava aos cuidados de uma amiga enquanto Vozinha disputava compromissos internacionais. Ainda assim, o goleiro não quis simplesmente partir para uma nova vida em outro continente sem antes se certificar de que ela permaneceria amparada.

A relação entre os dois atravessa diferentes momentos da carreira do jogador. Vozinha passou por clubes de Cabo Verde, Angola, Moldávia, Chipre e Eslováquia antes de chegar ao futebol português. Em cada mudança, Akyra permaneceu como parte de sua vida.

Durante a Copa do Mundo, disputada na América do Norte, a cachorrinha ficou em Chaves sob os cuidados de Anabela Vassal, amiga do goleiro. Segundo ela, Vozinha acompanha diariamente a rotina de Akyra mesmo quando está longe.

“Tem um amor à Akyra como se fosse uma filha. Antes de sair de Chaves para se juntar à seleção fez questão de a levar ao veterinário para garantir que estava tudo bem. Todos os dias lhe envio fotografias e vídeos”, relatou ao jornal Record.

A distância não interrompeu a preocupação do jogador. Mesmo concentrado para partidas e treinamentos, ele perguntava por notícias da cachorrinha e mantinha contato com a pessoa responsável por seus cuidados.

Foi essa responsabilidade que o levou a pedir mais tempo antes de deixar Portugal. Em vez de tratar a mudança internacional apenas como uma decisão profissional, Vozinha precisou organizar também a vida de uma companheira que depende dele para ter segurança, cuidados e estabilidade.

Para Vozinha, começar uma nova vida não significava deixar para trás quem esteve ao seu lado durante quase dez anos. Antes de atravessar o Atlântico, ele fez questão de saber que sua companheira estaria segura.

Fonte: anda.jor.br

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Incêndios florestais na Europa ameaçam animais e destroem habitats inteiros


 Foto: AFP

Os grandes incêndios que atingem países europeus durante este verão não deixam apenas cidades evacuadas e áreas naturais destruídas. Para os animais, o impacto pode permanecer por meses ou anos, com a perda de abrigo, alimento, áreas de reprodução e corredores usados para deslocamento.

A capacidade de fugir das chamas varia entre as espécies. Aves e grandes herbívoros conseguem percorrer distâncias maiores, enquanto répteis, anfíbios e pequenos mamíferos dependem de tocas, pedras e outros refúgios. Mesmo dentro de uma mesma área atingida, a intensidade do fogo pode variar e criar pequenos espaços onde alguns animais conseguem sobreviver.

Entre as espécies vulneráveis está o sapo-de-esporão-ocidental, encontrado na França, Espanha e Portugal. O anfíbio já sofria com perda de habitat, expansão urbana, agricultura, espécies invasoras e atropelamentos. Sua população caiu mais de um terço nas últimas duas décadas. Por se deslocar lentamente, enfrenta dificuldades para escapar do calor e da fumaça, embora suas tocas, que podem alcançar quase um metro de profundidade, ofereçam alguma proteção.

Sobreviver ao incêndio também não significa estar a salvo. A destruição da vegetação reduz a oferta de alimento e abrigo e deixa os animais mais expostos a predadores. Muitos acabam se aproximando de áreas urbanas, onde enfrentam riscos como atropelamentos. Cinzas e substâncias utilizadas no combate ao fogo também podem contaminar água e solo e provocar efeitos prolongados sobre a saúde e a reprodução.

Na Espanha, equipes precisaram retirar animais de áreas ameaçadas pelos incêndios na região de Madri. No Safari Madrid, funcionários transferiram animais para recintos protegidos e receberam indivíduos de outro centro de fauna. Em San Martín de Valdeiglesias, uma praça de touros foi transformada em abrigo temporário para cavalos, pôneis, burros, cabras, gatos e cachorros.

Na Grécia, mais de 280 animais foram resgatados por voluntários durante um incêndio próximo a Atenas. A maioria era formada por cães. Depois da retirada, equipes ainda precisaram localizar responsáveis e encontrar abrigos temporários.

A dimensão dos incêndios mostra a falta de uma estrutura capaz de atender os animais em situações de emergência. Organizações de proteção aos animais defendem a criação de um serviço específico de resgate na União Europeia e a implantação de refúgios que ofereçam proteção aos animais silvestres durante a passagem das chamas.

A situação se agrava com as mudanças climáticas. Secas e temperaturas mais altas favorecem a perda de umidade do solo e da vegetação e contribuem para incêndios mais frequentes e intensos. Para espécies raras, endêmicas ou restritas a pequenas áreas, a destruição de um único território pode comprometer uma população inteira.

Fonte: anda.jor.br

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Hipopótamo reage à presença de embarcação com turistas em seu habitat durante safári em Botsuana


 Foto: Oznur Bell/Storyful

Um hipopótamo macho reagiu à presença de uma embarcação que atravessava seu habitat em Botsuana, em mais um caso que mostra a violência dos safáris contra animais que têm seus territórios transformados em atrações turísticas. O barco transportava visitantes entre acampamentos quando entrou no espaço ocupado por ele, que passou a acompanhar a embarcação pela água.

O hipopótamo estava em seu ambiente natural quando o barco se aproximou. Diante da presença humana dentro de seu território, ele reagiu para afastar aquilo que sentiu ser uma ameaça. A embarcação acelerou e deixou a área enquanto ele avançava pela água.

O momento foi registrado pela turista Oznur Bell. Nas imagens, o hipopótamo emerge repetidamente e segue a embarcação por alguns segundos antes de mergulhar e interromper a aproximação.

Não havia qualquer necessidade de o hipopótamo aceitar a presença daquela embarcação em seu território. O canal fazia parte de seu habitat, e a aproximação humana alterou uma situação que deveria permanecer sob seu controle. A reação foi uma resposta à presença de um elemento estranho em seu espaço.

Hipopótamos são animais territoriais e utilizam ambientes aquáticos para diversas atividades essenciais à sua vida. Quando embarcações entram nesses locais, eles perdem parte da distância que teriam naturalmente para se manter afastados de uma possível ameaça. O problema, portanto, começa com a ocupação humana de seu espaço.

Os safáris transformam habitats em áreas de visitação e os animais que vivem nesses lugares em atrações. Barcos percorrem rios e canais, veículos atravessam áreas de alimentação e descanso e grupos de pessoas se aproximam de indivíduos que não escolheram participar dessas experiências.

Safáris costumam vender a proximidade com animais livres como uma experiência de contato com a natureza. Para os animais, porém, essa proximidade significa ter seus espaços ocupados por veículos e embarcações, enquanto sua liberdade de evitar a presença humana é progressivamente reduzida.

Fonte: anda.jor.br

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