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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Cachorro vive lambendo o chão? Descubra o que esse comportamento pode revelar sobre a saúde do seu pet

 

Foto: TNH1
Você já flagrou seu cachorro lambendo o chão da casa sem motivo aparente? Embora esse comportamento possa parecer apenas uma mania curiosa, ele pode indicar desde uma simples exploração do ambiente até problemas de saúde que merecem atenção.

Os cães possuem um olfato extremamente desenvolvido e utilizam a língua como uma forma de investigar cheiros, sabores e resíduos que passam despercebidos pelos humanos. Por isso, encontrar um cachorro lambendo o piso ocasionalmente é algo relativamente comum. No entanto, quando esse hábito se torna frequente ou compulsivo, é importante investigar a causa.

De acordo com a médica veterinária CRMV-AL 01462, Dilane Costa, embora, na maioria das vezes, lamber o chão seja um comportamento exploratório normal dos cães, quando esse hábito se torna frequente ou compulsivo, pode indicar alterações de saúde, como doenças gastrointestinais, problemas neurológicos ou até ansiedade. “O mais importante é que o responsável pelo animal observe a frequência desse comportamento e procure avaliação veterinária sempre que houver mudanças persistentes ou outros sinais clínicos associados”, explicou.

Por que os cães lambem o chão?

  1. Restos de alimentos e odores

Mesmo após a limpeza, pequenas partículas de comida, gordura ou líquidos podem permanecer no chão. O olfato aguçado dos cães é capaz de detectar esses resíduos, despertando seu interesse.

  1. Curiosidade e exploração

Os cães conhecem o mundo por meio do nariz e da boca. Lamber superfícies faz parte da forma como eles exploram novos ambientes e identificam diferentes odores.

  1. Ansiedade, estresse ou tédio

Assim como algumas pessoas roem as unhas em momentos de tensão, alguns cães desenvolvem o hábito de lamber o chão como uma forma de aliviar o estresse ou combater o tédio. A falta de estímulos físicos e mentais pode favorecer esse comportamento.

  1. Problemas gastrointestinais

Em alguns casos, a lambedura excessiva pode estar relacionada a náuseas, refluxo, gastrite ou outras doenças do sistema digestivo. Muitos cães apresentam esse comportamento antes de episódios de vômito.

  1. Deficiências nutricionais ou alterações metabólicas

Embora seja menos frequente, alterações nutricionais e algumas doenças podem provocar mudanças no comportamento do animal, incluindo a lambedura constante de superfícies.

Quando esse comportamento merece atenção?

Lamber o chão ocasionalmente não costuma ser motivo de preocupação. Porém, é recomendado procurar um médico-veterinário quando o comportamento:

  • acontece várias vezes ao dia;
  • dura muitos minutos seguidos;
  • surge de forma repentina;
  • vem acompanhado de vômitos, diarreia ou perda de apetite;
  • é associado à ingestão de objetos ou substâncias não alimentares.

Esses sinais podem indicar problemas digestivos, alterações comportamentais ou outras condições que precisam ser avaliadas por um profissional.

O que fazer para ajudar seu cachorro?

Algumas medidas simples podem reduzir esse comportamento

  • mantenha o ambiente limpo e sem restos de alimentos;
  • ofereça brinquedos interativos e atividades que estimulem o pet;
  • mantenha uma rotina de passeios e exercícios;
  • evite punições, pois elas podem aumentar a ansiedade do animal;
  • caso o comportamento persista, procure orientação veterinária.

A observação faz toda a diferença

Na maioria das situações, um cachorro lambendo o chão está apenas explorando o ambiente. Entretanto, quando o hábito se torna excessivo ou aparece acompanhado de outros sintomas, ele pode ser um importante sinal de alerta

Observar as mudanças de comportamento do seu pet e buscar atendimento veterinário sempre que necessário é a melhor forma de garantir uma vida longa, saudável e cheia de bem-estar para o seu melhor amigo.

Foto: TNH1
Fonte: Deisy Nascimento ( blog meu bichinho do TNH1 )

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Conheça as brasileiras que estão na Venezuela ajudando a resgatar animais dos terremotos

 


Um grupo brasileiro especializado em resgate de animais está atuando na Venezuela após os terremotos que devastaram o país. Formado principalmente por médicas-veterinárias, o GRAD trabalha na busca e no atendimento de animais feridos, mas também auxilia equipes de emergência quando encontra vítimas humanas durante as operações.



Segundo Fabio Chaves, o GRAD é uma organização independente que já participou de grandes tragédias no Brasil e depende de doações para manter suas atividades. Ele destacou a complexidade da operação, que envolve transporte de suprimentos, logística internacional e atuação em áreas de risco, convidando o público a conhecer o trabalho do grupo e apoiá-lo.

Instagram do GRAD: https://www.instagram.com/gradbrasil

Fonte: vista-se.com.br

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Jovem suspeito de matar e queimar gato em churrasqueira de condomínio é preso em Marília, SP

  


Foto: Reprodução

O jovem de 21 anos suspeito de matar e, depois, queimar um gato em uma churrasqueira de um condomínio de Garça (SP) foi preso preventivamente na sexta-feira (26).

Caê Bellini Saldanha foi localizado em um apartamento no bairro Alto Cafezal, em Marília (SP).

O crime aconteceu no dia 15 de maio. À época, o jovem chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado após audiência de custódia. Uma câmera de segurança registrou o momento em que o jovem agride o animal antes de ele ser encontrado morto.

Segundo a Polícia Civil, o mandado de prisão preventiva foi expedido na última quarta-feira (24) pela 2ª Vara da Comarca de Garça. Inicialmente, a defesa informou à polícia que Caê se apresentaria voluntariamente à delegacia.

A entrega, no entanto, foi adiada sob a alegação de que o investigado havia sofrido uma crise de ansiedade. De acordo com a polícia, nenhum laudo ou atestado médico foi apresentado para comprovar a condição.

Diante disso, os policiais deram continuidade às buscas e localizaram o suspeito no aparatmento em Marília. Segundo o boletim de ocorrência, ele se recusou a abrir a porta do imóvel, o que levou os agentes a arrombarem o local.

Caê foi algemado, teve um telefone celular apreendido e foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília.

Em nota, a defesa informou ao g1 que irá analisar integralmente o processo antes de adotar qualquer medida judicial. Os advogados afirmaram ainda que o caso deve ser avaliado considerando possíveis questões de saúde do investigado, que, segundo eles, pode necessitar de acompanhamento e tratamento adequados.


Foto: Polícia Civil/Divulgação

Câmera registrou agressões

Uma câmera de segurança registrou o momento em que o jovem maltrata o gato, encontrado morto e queimado em uma churrasqueira de um condomínio em Garça. O crime ocorreu no dia 15 de maio.

Nas imagens obtidas pelo g1, é possível ver o suspeito sacudindo o animal e o arremessando diversas vezes contra uma parede.

Segundo a Polícia Civil, após as agressões, o jovem colocou o gato dentro de uma caixa e seguiu para os fundos do prédio, retornando pouco depois com óleo e papéis.

De acordo com o boletim de ocorrência, o corpo do animal foi encontrado pelo porteiro dentro de uma churrasqueira, na área de lazer do préido. Próximo ao local, a polícia encontrou uma garrafa com óleo de cozinha e um galão com vestígios de combustível.

Caê chegou a ser preso em flagrante no próprio apartamento no dia seguinte ao crime, mas foi liberado após audiência de custódia e passou a responder ao processo em liberdade, mediante cumprimento de medidas cautelares.

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou o tutor do gato. Segundo a corporação, o animal havia sido furtado de um estabelecimento comercial no dia 11 de maio, quatro dias antes de ser morto.

Caê responde pelos crimes de furto e maus-tratos a animais com resultado morte. Pela legislação brasileira, a pena para maus-tratos contra cães e gatos varia de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais.


 Foto: Reprodução

Fonte: g1

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Deputado defende ‘exterminar’ tubarões após incidentes em PE; medida causaria desequilíbrio ambiental, alertam especialistas

 


Foto: Reprodução

O deputado federal Luciano Bivar (MDB) causou polêmica após uma fala em que defende exterminar parte dos tubarões em Pernambuco, após os incidentes em que uma jovem de 19 anos e um menino de 11 anos foram mordidos nas praias de Boa Viagem e de Piedade, respectivamente. Os incidentes aconteceram em dois dias seguidos, no domingo (31) e na segunda-feira (1º).

Especialistas no assunto classificaram a fala como “absurda” e disseram que o extermínio da população de tubarões seria, além de ineficiente, uma medida “ecologicamente deturpada”, que causaria mais desequilíbrio ambiental (entenda mais abaixo).

Somente neste ano, Pernambuco já contabiliza quatro pessoas mordidas por tubarões. Em janeiro, uma delas, um adolescente de 13 anos morreu após ser mordido na Praia Del Chifre, em Olinda. Nos casos mais recentes, as vítimas perderam uma das pernas.

O comentário de Luciano Bivar foi publicado num artigo de opinião no Blog do Magno. No texto, o deputado afirma que não sou biólogo nem ambientalista, mas que cresceu na Praia de Piedade, e que sempre houve “botos, cardumes infindáveis de sardinhas e peixes mil. Agora, nada disso”.

Ele acredita que o bioma das praias foi alterado pela “cadeia alimentar dos tubarões, em crescente proliferação”.

“Ou exterminamos um pouco desses tubarões, ou nossa fauna marinha de Piedade e Boa Viagem desaparecerá. No Quênia, em outras épocas, deram licenças para caçar elefantes que estavam causando impactos às florestas e savanas”, diz o texto.

Bivar também lamentou os incidentes e lembrou que, na juventude, nadava nas praias e sequer pensava em ser atacado. “Hoje, basta fazer uma vez. Ou nós controlamos essa proliferação ou adeus banhos de mar”, afirmou.


Foto: Reprodução/Redes sociais

Em entrevista ao g1, Bivar reiterou a hipótese, e lembrou que, no Pantanal, a Justiça Federal autorizou o abate experimental de búfalos em áreas protegidas de Rondônia. Lá, no entanto, trata-se de uma espécie invasora, importada da Ásia como parte de um projeto fracassado do governo estadual.

“Você não vê mais tinteiro, não vê mais caravelas, não vê mais ouriços. Mas o que eu quero dizer é o seguinte, não era infectado dessas coisas. E a gente continua esperando, porque a gente está no habitat do tubarão, mas o habitat do tubarão também era das sardinhas, também eram dos xareus, dos camurins. Também era o habitat deles, e foram exterminados. […] Você tem que controlar, não pode deixar quem está no topo da cadeia alimentar não ter controle”, afirmou.


Questionado sobre discussões no Congresso Nacional sobre os incidentes com tubarão ou emendas parlamentares destinadas à questão, Bivar disse que pretende consultar ambientalistas sobre a possibilidade de abate dos tubarões e, possivelmente, dar andamento a projetos.

“Há um escritório de um ambientalista muito famoso, que é o Sérgio Buarque, pretendo falar com ele sobre esse assunto, se ele concorda. Se ele concordar, vou pedir a ele subsídios para a gente ver o que pode fazer para dar sustentabilidade ao governo e tomar medidas mais objetivas com relação ao controle dessa cadeia do ecossistema. Senão a fauna daqui de Piedade e Boa Viagem vai se acabar. […] E eu vou me consultar com o ambientalista para ver se tem algum projeto lá pronto para eu fazer a minha parte política e dar prosseguimento para a gente controlar isso”, disse.

Especialistas rejeitam alternativa


Segundo Danise Alves, secretária executiva do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), o extermínio da população de tubarões é uma ideia “absurda”. “Isso não é alternativa que exista. Alguns países tentaram, mas é ineficiente e ecologicamente deturpada”, explicou.

No Grande Recife, há seis espécies de tubarão, mas somente o tubarão-tigre e o tubarão-cabeça-chata estão relacionadas a incidentes — o primeiro mordeu a jovem de 19 anos na segunda-feira e o segundo, o menino de 11 anos, no domingo.

“O tubarão-tigre é migratório, frequenta áreas continentais e oceânicas. Se exterminar aqui, a população vai se manter e aumentar em outras áreas, porque eles migram constantemente. Já o cabeça-chata é mais residente, fica em águas rasas. Mas são predadores de topo. Se você os elimina, acaba eliminando as presas, porque elas vão se proliferar tanto que não vai ter alimento para se manterem. Isso vai prejudicar a pesca, o turismo e o equilíbrio marinho”, explicou.

Ainda segundo Danise Alves, a alternativa mais plausível para a ciência é a educação ambiental, a pesquisa e o monitoramento — que foi interrompido em 2015 e que deve ser retomado em junho pelo governo do estado, que lançou um edital no começo do ano para investimento nos estudos.

“Os pesquisadores vão começar a capturar os animais, inserir chips e soltar. No mar, vão implantar redes acústicas em locais onde há incidentes. Quando os tubarões passam perto, o chip se conecta ao dispositivo e armazena a posição geográfica daquele tubarão. Os pesquisadores vão entender melhor a dinâmica, se ficam aqui, se migram”, explicou.

Um dos responsáveis pelo monitoramento é o professor Paulo Oliveira, do departamento de Engenharia de Pesca da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Ele também conversou com o g1 e reiterou que monitoramento e educação ambiental são o melhor caminho.

“Exterminar uma determinada espécie nunca foi solução para nada. O tubarão ele não é um inseto, como o mosquito da dengue, e não é um animal exótico que está alterando o meio ambiente. Muito pelo contrário. Essa questão dos incidentes pode inclusive estar relacionada à alteração do meio que ele vive e a maneira como ele está respondendo”, disse.

Fonte: G1

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