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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Dia das Crianças também deve lembrar os filhotes explorados pela indústria de alimentos


 Foto: Pixabay

Enquanto o Dia das Crianças é marcado por homenagens à infância, milhões de animais têm seus primeiros meses de vida atravessados pelo confinamento, pela exploração e pela morte. Leitões, bezerros, frangos e outros filhotes são submetidos a práticas que atendem à demanda por carne e derivados, em um sistema que transforma indivíduos sencientes em mercadorias.

A distância entre os animais vivos e os produtos expostos nas prateleiras dos supermercados contribui para ocultar essa realidade. Separados de seus corpos, rostos e histórias, os alimentos de origem animal são comercializados sem que o sofrimento envolvido em sua produção faça parte da experiência cotidiana de consumo.

Uma pesquisa Datafolha encomendada pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal identificou que 88% dos brasileiros se importam com o sofrimento de animais criados em fazendas, enquanto 64% afirmam se importar muito. Os dados apontam para uma contradição entre a preocupação manifestada pela população e um sistema de consumo que mantém a exploração animal em larga escala.

Filhotes são submetidos à exploração desde os primeiros meses de vida

Na suinocultura, leitões podem ser submetidos a procedimentos dolorosos ainda muito jovens, incluindo castração, corte de caudas e desgaste ou corte de dentes. Essas intervenções estão associadas às práticas de produção e manejo adotadas pela indústria.

Os filhotes machos também podem ser mortos nas primeiras semanas de vida ou encaminhados ao confinamento para engorda. Seus corpos são destinados à produção de alimentos, como carne suína, presunto e bacon.

A exploração começa antes mesmo do nascimento. Porcas são submetidas a ciclos reprodutivos controlados para gerar sucessivas ninhadas. Em sistemas que utilizam gaiolas de gestação ou maternidade, esses animais podem ter severamente restringidos seus movimentos e a possibilidade de expressar comportamentos naturais.

Na indústria de frangos, aves são criadas em larga escala para atender à demanda por carne, enquanto a produção de leite depende da reprodução contínua de vacas. Bezerros podem ser separados de suas mães, e os indivíduos destinados à produção de carne são submetidos a sistemas de criação voltados ao crescimento e à comercialização.

Essas práticas revelam como a exploração acompanha diferentes etapas da vida dos animais. O vínculo entre mães e filhotes, a necessidade de movimento, as interações sociais e a capacidade de sentir dor e medo ficam subordinados aos interesses econômicos da produção.

Consumo financia um sistema que transforma vidas em mercadorias

Os animais explorados pela indústria alimentícia são seres sencientes, capazes de experimentar sensações, emoções e sofrimento. Porcos, por exemplo, apresentam habilidades cognitivas complexas, aprendem tarefas, exploram o ambiente e estabelecem relações sociais.

Essas capacidades não são exclusivas dos porcos. Diferentes espécies exploradas pela indústria demonstram formas próprias de inteligência, comunicação, aprendizagem e interação. Nenhuma delas precisa apresentar habilidades semelhantes às humanas para ter seus interesses considerados moralmente relevantes.

Segundo dados atribuídos ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na matéria original, mais de 60 milhões de porcos são mortos anualmente no Brasil. O número dimensiona a escala da exploração desses animais no país.

A transformação de seres vivos em produtos contribui para normalizar práticas que seriam vistas de outra maneira se fossem aplicadas a cães, gatos ou seres humanos. A espécie, porém, não determina a capacidade de sofrer nem elimina o interesse de um indivíduo em continuar vivendo.

O Dia das Crianças pode ser também uma oportunidade para refletir sobre os filhotes de outras espécies, que nascem, crescem e estabelecem vínculos, mas têm suas vidas determinadas por um mercado que lucra com seus corpos.

Reconhecer esses indivíduos como sujeitos de consideração moral exige ir além da compaixão ocasional. Também implica questionar hábitos alimentares e práticas de consumo que sustentam a exploração animal.

Uma alimentação baseada em vegetais é uma alternativa para quem deseja deixar de financiar a exploração de animais para a produção de alimentos. A mudança permite alinhar escolhas cotidianas ao reconhecimento de que os animais não são objetos, ingredientes ou mercadorias, mas indivíduos cujas vidas importam por si mesmas.

Fonte: anda.jor.br


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Estudo com adolescentes mostra como aumentar neles a vontade de escolher comida vegetariana


 Mensagens curtas com informações científicas sobre a pecuária e o consumo de carne podem incentivar adolescentes a escolher refeições vegetarianas, segundo um estudo realizado no Reino Unido apresentado pelo infoativista vegano Fabio Chaves. A pesquisa envolveu 586 adolescentes de 11 a 16 anos, nenhum deles vegetariano. “Então realmente é possível influenciar com informação”, afirmou ao comentar os resultados.

Os participantes foram divididos em dois grupos. Um deles recebeu, nas manhãs dos dias úteis, mensagens de uma influenciadora fictícia chamada Sasha, com fatos sobre o consumo de carne e seus impactos, incluindo argumentos ambientais. O outro não recebeu mensagens. Conforme relatado no vídeo, cerca de 45% dos almoços escolhidos pelo grupo sem mensagens eram sem carne. No grupo que recebeu as informações, a proporção de refeições vegetarianas ou veganas chegou a 59% após duas semanas. O estudo também testou a personalização das mensagens com inteligência artificial, adaptando parte dos textos ao modo de escrever dos adolescentes, inclusive com emojis usados por eles. Segundo o relato, essa estratégia não trouxe ganhos que justificassem sua adoção: mensagens curtas e factuais já foram consideradas eficazes para estimular escolhas de almoços sem carne. Outro aspecto destacado foi a ausência de acusações ou tentativas de culpabilizar os participantes pelo consumo de animais. “Outro ponto importante desse estudo é que nenhuma das mensagens trazia culpa”, ressaltou ele. Conforme apresentado no vídeo, a comunicação se apoiava em informações científicas, com base e fonte, em vez de julgamentos pessoais. Link do estudo: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0195666326003351

Fonte: vista-se.com.br

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Will Smith diz que se tivesse que matar animais, comeria só vegetais


 O infoativista vegano Fabio Chaves usou uma cena da série “De Polo a Polo”, protagonizada por Will Smith e disponível no Disney Plus, para propor uma reflexão sobre o consumo de animais. Segundo ele relata no vídeo, o ator afirma, durante uma experiência de caça no Kalahari, no sul da África, que comeria apenas legumes se precisasse matar para se alimentar. O comentário serve de ponto de partida para discutir a relação entre escolhas alimentares e a disposição de tirar a vida de um animal.

Produzida pela National Geographic, a série estreou em janeiro de 2026, conforme apresentado no vídeo, e acompanha uma jornada de 100 dias de Will Smith entre os polos, passando por diferentes povos, culturas e paisagens. O infoativista elogia a fotografia, os ensinamentos e as reflexões filosóficas da produção, que recomenda como alternativa a conteúdos marcados por violência e tensão. “É uma aventura cheia de ensinamentos”, afirma. Ao abordar o veganismo, ele distingue situações extremas de sobrevivência das decisões cotidianas de quem tem alternativas alimentares. Em sua avaliação, a caça poderia ser justificável em uma circunstância de vida ou morte, mas esse cenário não equivale às escolhas feitas ao pedir comida por aplicativo, por exemplo. “Não é que você vai comer só salada. Eu não como só salada”, diz, ao citar pizza, coxinha e feijoada como possibilidades de uma alimentação vegana. Para quem sente desconforto com a ideia de matar um animal para comer, ele sugere aprofundar a reflexão por meio de documentários como “Terráqueos”, narrado por Joaquin Phoenix. Segundo o relato, o filme está disponível gratuitamente em https://www.terraqueos.org, site que ele afirma ter criado, sem publicidade. A indicação encerra o convite para conhecer as motivações do veganismo e reconsiderar hábitos de consumo.

Fonte: vista-se.com.br


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Ordem executiva de Trump sacrifica lobos em favor de pecuaristas e agricultores


 Shutterstock

No início de setembro, o governo Trump desferiu um duro golpe contra os lobos. Em uma ordem executiva, Trump incumbiu o Secretário do Interior, Doug Burgum, de determinar, em 90 dias, se duas espécies de lobos que habitam os Estados Unidos — o lobo cinzento e o lobo mexicano — atendem aos critérios para a remoção da proteção da Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção.

O presidente também instruiu Burgum a preparar recomendações legislativas para retirar o lobo cinzento da lista de espécies ameaçadas e a incentivar os estados a removerem suas próprias proteções. Entretanto, já existem iniciativas legislativas nesse sentido: em dezembro passado, a Câmara dos Representantes aprovou a chamada Lei de Proteção de Animais de Estimação e Gado (Pet and Livestock Protection Act), cujo nome é considerado enganador. O projeto agora aguarda votação no Senado.

O momento e o contexto dessas ordens, anunciadas em um evento público na Casa Branca, não enganaram ninguém. É importante contextualizar a ordem executiva contra lobos com as demais ordens emitidas na semana passada.

A culpabilização dos lobos integra um pacote de concessões à indústria agrícola dos EUA

Essas medidas são uma resposta performática às pressões de agricultores e pecuaristas, descontentes com a decisão presidencial de reduzir tarifas sobre 300 mil toneladas de carne bovina importada e com a alta dos preços da carne e de outros produtos.

Mas não se engane: menos de 1% das vacas e ovelhas são mortas por carnívoros selvagens, incluindo lobos, de acordo com os próprios dados do Departamento de Agricultura dos EUA. Retirar a proteção dessa espécie inteligente e social resultará em inúmeras mortes e crueldade.

Na assinatura da ordem, Trump e a secretária de Agricultura, Brooke Rollins, alegaram falsamente que os lobos representam uma ameaça significativa à segurança pública. No entanto, houve apenas um único ataque registrado nos 48 estados contíguos na história moderna — cometido por um lobo com deformidades físicas (que dificultavam a captura de presas). Em geral, os lobos evitam contato humano. É mais provável ser atingido por um raio do que atacado por um lobo. Além disso, já é permitido matar lobos em defesa da vida humana, independentemente de seu status legal.

Na primeira ordem executiva assinada pelo presidente Trump, também foi incluída a determinação de que as agências federais avaliassem oportunidades para fortalecer as perspectivas dos pecuaristas e agricultores americanos, estudando se os produtos cárneos deveriam ser obrigados a exibir rótulos de origem e explorando medidas adicionais para reduzir o preço da carne para os consumidores. Além disso, em uma ordem adicional relacionada a um subconjunto de processadores de carne, o presidente Trump cedeu ainda mais aos interesses dos agricultores e pecuaristas.

A guerra contra os lobos precisa acabar, não se intensificar

Os lobos-cinzentos não deveriam ser responsabilizados por políticas tarifárias que tornaram a vida mais difícil para os pecuaristas americanos.

Estes animais continuam ausentes de grande parte de sua área histórica e vulneráveis à caça de troféus, armadilhas para recreação, recompensas e outras formas implacáveis de matança que quase os dizimaram na maior parte dos EUA. Os lobos mexicanos, uma subespécie menor do lobo-cinzento que costumava vagar pelo sudoeste americano e criticamente ameaçados, só recentemente atingiram pouco mais de 300 indivíduos na natureza após décadas de esforços de recuperação. Revogar as proteções agora — ou iniciar esse processo — colocaria em risco esse avanço e abriria caminho para a matança indiscriminada.

O puro desprezo pelos lobos demonstrado tanto pelo presidente quanto pela secretária de Agricultura, Brooke Rollins, no Salão Oval, ressaltou uma triste verdade: que eles estão dispostos a exagerar o impacto dos lobos na pecuária e na agricultura e a sugerir que uma política de “atirar para matar” para lobos em terras de pastagem seja uma solução.

Mas os pecuaristas e agricultores já contam com um pacote completo de indenização por quaisquer perdas que possam sofrer devido à predação, e existem muitas opções viáveis para mitigar a ameaça de predação por lobos e outras espécies da vida selvagem.

Os lobos cinzentos são essenciais para ecossistemas saudáveis. Decisões sobre sua sobrevivência devem se basear em ciência, não em favores políticos. O abate indiscriminado não protegerá o gado nem reduzirá preços — apenas matará lobos.

Por Kitty Block e Sara Amundson / Tradução de Shirlei Cioruci (com IA)

Fonte: Humane World for Animals


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