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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Mais de 25 animais são resgatados em imóvel com indícios de maus-tratos na Zona Leste de São Paulo


 Foto: Divulgação/PM

Mais de 25 animais foram resgatados na manhã de sábado (11/07) em um imóvel localizado em Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo, após uma operação conjunta identificar indícios de abandono e maus-tratos. Segundo informações preliminares da Polícia Militar (PM), o responsável pelo local teria viajado há mais de uma semana, deixando os animais sem ração e sem água potável.

A ação foi desencadeada após uma denúncia envolvendo animais. Participaram da força-tarefa equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Prefeitura de São Paulo e da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), que realizaram a vistoria no imóvel.

Imagens divulgadas pela Polícia Militar mostram um ambiente tomado por fezes, evidenciando condições sanitárias precárias. Alguns cães também foram encontrados amarrados, o que pode ter agravado ainda mais a situação dos animais durante o período em que permaneceram sem os cuidados necessários.

De acordo com a Covisa, órgão vinculado à Secretaria Municipal da Saúde, o imóvel não possui alvará de funcionamento para qualquer tipo de atividade comercial. A informação poderá contribuir para a apuração das circunstâncias em que os animais eram mantidos.

Após o resgate, todos os animais foram encaminhados para organizações não governamentais de proteção animal, onde receberão atendimento veterinário, alimentação e os cuidados necessários para recuperação física e comportamental. Conforme informado pelas autoridades, eles deverão ser disponibilizados para adoção responsável após avaliação das equipes responsáveis.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo reforçou que casos de suspeita de maus-tratos contra animais constituem crime e devem ser investigados pelos órgãos competentes. O município orienta que denúncias sejam registradas junto ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), por meio da Divisão de Investigação sobre Infrações e Maus-Tratos a Animais, ou pela Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (DEPA).

No Brasil, os maus-tratos contra cães e gatos são tipificados pela Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais). Desde a entrada em vigor da Lei nº 14.064/2020, a pena para quem praticar atos de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar esses animais passou a ser de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda, quando houver condenação.

O caso foi registrado no 62º Distrito Policial de Ermelino Matarazzo e será investigado pela Polícia Civil. As diligências deverão esclarecer as condições em que os animais eram mantidos, o período em que permaneceram sem assistência e a eventual responsabilidade do proprietário do imóvel, respeitando-se o devido processo legal e a presunção de inocência até a conclusão das investigações.

Fonte: anda.jor.br

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Mais de 50 bezerros morrem carbonizados após carreta pegar fogo em rodovia de Goiás; motorista é preso por suspeita de embriaguez


 Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Na noite de sábado (11/07), 53 bezerros morreram carbonizados após uma carreta que os transportava pegar fogo na GO-112, na zona rural de Nova Roma, no nordeste de Goiás. Segundo o Corpo de Bombeiros, o motorista perdeu o controle da direção, atingiu o meio-fio da rodovia e, em razão do atrito, o veículo incendiou-se. A Polícia Civil informou que o condutor foi preso em flagrante por dirigir sob efeito de álcool e instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.

De acordo com os bombeiros, todos os animais morreram dentro da carroceria, sem possibilidade de fuga. Imagens registradas no local mostram a carreta completamente destruída pelas chamas após o incêndio. Quando as equipes de resgate chegaram, o fogo já era combatido por integrantes da Operação Cerrado Vivo, com apoio de caminhões-pipa da região.

Após controlar o incêndio no veículo, os bombeiros concentraram esforços para impedir que as chamas atingissem a vegetação às margens da rodovia, reduzindo o risco de propagação do fogo para áreas do Cerrado.

A identidade do motorista não foi divulgada pelas autoridades. Por esse motivo, não foi possível localizar sua defesa para manifestação. A investigação deverá esclarecer a dinâmica do acidente e verificar eventual responsabilidade criminal além da prisão em flagrante por suspeita de condução sob efeito de álcool.

Confinados em compartimentos fechados e sem qualquer possibilidade de escapar em situações de emergência, os animais ficam inteiramente dependentes das condições do veículo, da condução e das medidas de segurança adotadas ao longo do percurso.

No Brasil, o transporte de animais destinados à produção é regulamentado por normas do Ministério da Agricultura que estabelecem requisitos relacionados ao manejo, às condições dos veículos e ao bem-estar durante as viagens. Ainda assim, incêndios, colisões, tombamentos e longos deslocamentos continuam expondo milhões de animais a riscos que, em acidentes como o ocorrido em Goiás, podem resultar em mortes coletivas.

A tragédia na GO-112 mostra a necessidade do fim do transporte animais vivos, que é completamente intrínseca a indústria da carne, bem como da efetiva responsabilização quando houver violações da legislação. Também amplia o debate sobre um modelo produtivo que submete seres sencientes a longos deslocamentos em condições das quais não podem escapar, tornando-os as principais vítimas quando falhas humanas ou acidentes interrompem o trajeto.

Fonte: anda.jor.br

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Protetor de animais acusa major da PM de mandar prendê-lo por alimentar gatos de rua em Boa Vista, RR

 


Foto: Reprodução/Redes sociais e arquivo pessoal

O protetor dos animais Társis Araújo Magalhães Ramos, de 43 anos, acusa a major da Polícia Militar Dyanna Vieira de Oliveira, de 41, de ameaçá-lo e de mandar prendê-lo por alimentar gatos em situação de rua no bairro Cinturão Verde, zona oeste de Boa Vista. A oficial afirma que deve apresentar a própria versão “tão logo seja possível”.

Társis, que também é professor do curso superior de Letras no Instituto Federal de Roraima (IFRR), foi preso na noite dessa quinta-feira (9) após colocar comida para os animais e a major acionar a PM. Na delegacia ele deu depoimento na condição de infrator e foi liberado. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Társis relatou parte do que, segundo ele, ocorreu durante a abordagem e a atuação da major.

No registro da ocorrência que resultou na prisão de Társis, o sargento que comandava a equipe da PM apontou a major como vítima e Társis como infrator. O caso foi registrado pelos crimes de ameaça, desobediência e pela contravenção penal de perturbação do sossego. A major não estava de serviço.

De acordo com ele, a major o persegue desde o ano passado. “Mas, ontem [9 de julho], ela passou dos limites. Deu a famosa carteirada. Ela começou a me ameaçar e a dizer que era major. Falei pra ela que não me importava se ela era major, se ela era da Polícia Militar, que eu ia continuar dando comida pros animais porque a rua era pública”, afirmou.

Na delegacia, segundo Társis, a major deu ordem para que o sargento da ocorrência o colocasse no camburão da viatura. O vídeo gravado por ele foi de dentro do camburão.

“Quando cheguei na delegacia, escoltado no carro da polícia, o sargento foi chamado por ela, pela major Dyanna. Ela não estava de farda e vi ela dizendo que era para ele me colocar no camburão”, disse, acrescentando que “ele [sargento] obedeceu ela porque a patente era menor. Ele foi bastante ríspido comigo. Disse que ele que não podia fazer isso, que não havia necessidade, mas como eles queriam me intimidar, ele obedeceu”, detalhou.

Procurada, Dyanna disse ao g1 que “no momento oportuno, e tão logo seja possível, apresentarei minha versão completa dos acontecimentos, com a serenidade e os esclarecimentos necessários, permitindo que a população tenha acesso aos fatos de forma íntegra e contextualizada. Reafirmo minha confiança de que a verdade será devidamente esclarecida pelas vias legais”.

Em nota, a PM informou que “as circunstâncias dos fatos estão sendo levantadas para a devida análise”. Destacou ainda que “a policial militar mencionada não se encontrava em serviço no momento dos fatos, razão pela qual o episódio não decorreu, em princípio, de atuação institucional da Corporação.”

Em um trecho do vídeo divulgado nas redes sociais, Társis registra uma discussão com a major. Durante a gravação, ele diz: “Ela se acha autoridade”, e Dyanna rebate: “Eu acho não, eu sou”.

Társis é vizinho de bairro da major. Ele afirma que alimenta os gatos da rua há cerca de 15 anos, desde que também morava nessa rua. Segundo o protetor de animais, a ração costuma ser colocada na calçada da casa de uma vizinha da major, que teria autorizado.

Ele registrou um boletim de ocorrência por ameaça contra a major e filho dela neste sábado (11). Procurada, a Polícia Civil não enviou resposta até a última atualização da reportagem.

Ofensas

O protetor relata ter sido alvo de agressões verbais durante a discussão. Segundo Tarsis, ele e o companheiro foram chamados de “filho da puta” e “marginal”.

Além disso, o protetor de animais acusou a major de fazer falsas acusações contra ele. Segundo Társis, a policial afirmou que ele circulava pela região para praticar furtos e assaltos. Ele nega a acusação e diz que estava no local apenas para alimentar os animais.

Társis também afirma que o companheiro dele foi intimidado pelo marido da major. Segundo o relato, ele teria ameaçado apreender o veículo sob a alegação de que havia drogas no carro.

“Alterada”

Társis alega ainda que os conflitos com a major não são recentes. Segundo ele, os episódios de intimidação começaram há cerca de um ano. Em algumas ocasiões, ela afirma que ela passou de carro acelerando, buzinando e fazendo manobras com o objetivo de intimidá-lo.

“Essa mulher já me perseguia, já cantava pneu passando por mim e abrindo a porta da garagem e buzinando, sabe? Me ameaçando mesmo de forma subjetiva. Ela dizia: ‘eu não quero que você ponha aí porra de ração nenhuma’. Extremamente raivosa, muito alterada”, afirmou.

De acordo com ele, a major também tentava impedir a alimentação dos animais, mesmo quando a atividade era realizada em via pública ou na calçada da casa de uma vizinha que autorizou a prática.

Társis afirma ainda que a major e o filho dela tentam impedir o trabalho que desenvolve com animais em situação de rua. Segundo o protetor, eles retiram ou descartam a ração deixada para os gatos e dificultam as ações de cuidado com os animais.

“Eu falei: ‘nem se a senhora for o Papa, eu vou continuar colocando ração. Porque a senhora não manda na rua, a senhora não manda na calçada e a senhora não manda na calçada da vizinha'”, disse.

No registro da ocorrência sobre a prisão de Társis, o sargento registrou que a major relatou que a iniciativa dele de alimentar os gatos tem causado diversos transtornos, como acúmulo de sujeira, mau cheiro, presença de fezes no terreno, animais no forro da residência e até o aparecimento de filhotes em locais inadequados, como a caixa d’água do imóvel.

Ele explica que o trabalho inclui a alimentação dos animais, a castração e o incentivo à adoção dos gatos resgatados.

“Eu já alimento os animais de rua há alguns anos. Sou protetor independente, consigo castração para animais e o meu método é me aproximar dos gatos em especial”, disse.

Ainda conforme o relatório, ela tentou resolver a situação diversas vezes de forma amigável, sugerindo que Társis encaminhasse os animais para adoção ou buscasse auxílio de organizações de proteção animal.

Por Tiago Côrtes

Fonte: g1

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Atriz Bella Camero é ex-vegana, mas parece arrependida

 


A atriz Bella Camero revelou que deixou de ser vegana durante participação em um podcast. Segundo ela, sua decisão anterior estava relacionada a questões ambientais, de saúde e ao consumo consciente, mas atualmente voltou a consumir produtos de origem animal, embora afirme não fazer questão de comer carne.

Ao comentar o caso, Fabio Chaves destacou que muitas pessoas confundem veganismo com alimentação. O veganismo é uma posição ética que vai além da dieta e envolve evitar, sempre que possível, a exploração de animais em diferentes aspectos da vida. Fabio também respondeu ao argumento sobre a vitamina B12, lembrando que a suplementação é simples e amplamente utilizada por pessoas veganas. Segundo ele, a fala da atriz demonstrou que ela continua preocupada com questões éticas e ambientais, o que o levou a dizer que ela ainda parece aberta à possibilidade de voltar ao veganismo.
Fonte: vista-se.com.br

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Competição de caça termina com cerca de 440 gatos selvagens mortos na Nova Zelândia

 


Foto: Andrew James/Department of Conservation

Cerca de 440 gatos selvagens foram mortos durante a edição deste fim de semana da Competição de Caça de North Canterbury, na Nova Zelândia, um evento anual que normaliza a matança de animais sob a justificativa de controle populacional. Realizada na região de Canterbury, a competição ganhou repercussão internacional em 2023 ao anunciar uma categoria destinada à caça de gatos selvagens por crianças, posteriormente cancelada após forte reação pública. Mesmo sem essa modalidade, a presença de menores na atividade ainda acontece e continua a ser criticada por organizações de proteção animal, que veem na iniciativa um mecanismo de dessensibilização à violência.

Entre as vozes que condenam a competição está Anne Batley-Burton, representante da NZ Cat Foundation. Em entrevista ao programa Breakfast, ela afirmou ter ficado “absolutamente horrorizada” com o resultado do evento e defendeu que crianças não devem ser expostas à violência contra animais, sobretudo em uma fase da vida em que a formação da empatia ainda está em desenvolvimento.

Segundo Batley-Burton, pesquisas em psicologia do desenvolvimento indicam que a exposição precoce à violência pode reduzir a empatia e naturalizar comportamentos agressivos. Para ela, envolver crianças em atividades de caça afeta a forma como elas aprendem a se relacionar com outros seres vivos.

A ativista também contestou a forma como os gatos selvagens são tratados no debate público. Ela argumentou que esses animais pertencem à mesma espécie dos gatos que vivem como animais doméstico e que a condição de vida nas ruas ou em estado feral decorre, em grande parte, da irresponsabilidade humana.

“São os mesmos gatos. O problema é que, por falta de responsabilidade dos tutores, muitos acabam abandonados ou vivendo sem controle reprodutivo. Com o tempo, tornam-se animais selvagens tentando sobreviver por conta própria”, afirmou.

Batley-Burton acrescentou que existe uma deficiência de educação pública sobre as diferenças entre gatos domiciliados, gatos em situação de rua e gatos selvagens. Na avaliação dela, essa falta de compreensão favorece episódios de violência contra felinos, incluindo o assassinato de animais pertencentes a vizinhos, abandono, armadilhas e outras formas de crueldade.

Ao ser questionado sobre como diferenciar um gato doméstico de um gato selvagem, Mat Bailey, organizador da Competição de Caça de North Canterbury, descreveu os gatos selvagens como “o próprio diabo sob efeito de metanfetamina”, uma formulação que reforça a demonização desses animais em vez de esclarecer critérios objetivos de manejo. Também rejeitou as críticas sobre o envolvimento de crianças na caça, alegando que famílias da zona rural neozelandesa tradicionalmente ensinam caça, pesca e atividades agropecuárias desde a infância.

O enfrentamento do crescimento populacional dos gatos selvagens deve priorizar medidas preventivas, como esterilização em larga escala, identificação obrigatória, guarda responsável, combate ao abandono e programas de manejo ético das populações de gatos.

Fonte: anda.jor.br

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