Em agosto de 2026, o New York Times publicou uma investigação sobre a venda de cavalos selvagens pelo Bureau of Land Management (Agência de Gerenciamento de Terras de Utah, em tradução livre), intitulada “Sob Trump, Cavalos Selvagens Protegidos estão indo para o Abate”.
Resumos das descobertas do Times circularam amplamente online. Por exemplo, uma página do Facebook escreveu(arquivada):
Uma investigação desoladora revelou que o Bureau of Land Management de Trump está sistematicamente reunindo milhares de cavalos selvagens dos Estados Unidos e, em seguida, vendendo-os secretamente a compradores, que os estão enviando para matadouros no exterior. Antes, o governo dos EUA raramente vendia cavalos selvagens. Mas desde que Trump assumiu o cargo, as vendas do governo mais do que dobraram.
Versões da reclamação também circularam no Threads (arquivada), Instagram (arquivada), X (arquivada), Bluesky (arquivada) e Reddit (arquivada). Os leitores do Snopes (um site de checagem de fatos) nos contataram para saber mais sobre isso. Um leitor escreveu: “Trump está realmente reunindo cavalos para vender a matadouros?”
O artigo do Times relatou como o governo dos EUA, diante dos custos crescentes de cuidar de mais de 50.000 cavalos selvagens reuniu os animais para controlar o tamanho dos rebanhos, e vendia milhares todos os anos a compradores que pagavam apenas $ 25 (R$127,50) por cabeça, para leiloá-los a outros compradores, que, por sua vez, os enviavam a matadouros. Isso foi permitido, informou o Times, porque vender um cavalo selvagem remove sua proteção legal contra “captura, marca, assédio ou morte”.
Embora o Times tenha fornecido evidências circunstanciais muito fortes sugerindo que alguns compradores de cavalos selvagens vendidos por meio da BLM’s Wild Horse and Burro Sale (Programa de Venda de Cavalos Selvagens e Burros da BLM, em tradução livre) estavam transportando os animais para o abate no exterior, o artigo não incluiu evidências primárias, como documentos de propriedade, fotos ou vídeos, das supostas transferências acontecendo durante os governos Trump.
As investigações do governo em 2008 e 2015 documentaram casos de cavalos selvagens e burros vendidos pela BLM que acabaram em matadouros depois de serem vendidos a compradores privados antes do início das administrações Trump.
O site Snopes entrou em contato com a Skydog Ranch and Sanctuary, uma organização de resgate de animais. Essa organização sem fins lucrativos passou por uma investigação sobre o programa de vendas da BLM, que formou a base do artigo do Times.
A Skydog compartilhou publicamente cópias das reclamações que enviou à BLM sobre os compradores da agência que supostamente compravam cavalos selvagens e os levavam para “baias temporárias”, conforme descrito no artigo do Times. A organização de resgate de animais acusou a BLM de não ter impedido as compras, apesar das reclamações.
Também entramos em contato com Dave Phillips, que escreveu o artigo do Times, para perguntar quais evidências primárias ele usou para suas reportagens. Ainda aguardamos resposta às nossas dúvidas.
Enquanto isso, deixamos esta reivindicação sem classificação.
Um porta-voz da BLM disse em um comunicado enviado por e-mail em 24 de agosto de 2026:
“O Bureau of Land Management não vende ou envia cavalos selvagens ou burros para abate, e as alegações de que indivíduos estão violando a lei federal ou os termos que regem a venda desses animais são levadas a sério.”
O Times rastreou cavalos vendidos a um comprador de Ohio para leilões de abate.
O artigo do Times sugeria que a BLM havia encontrado uma maneira de descarregar sua grande população de cavalos selvagens e burros: enviar os animais para o abate sem incriminar o departamento.
O Wild Horse and Burro Program (Programa Cavalo Selvagem e Burro, em tradução livre) permite que a BLM venda animais com mais de 10 anos ou que tenha ficado na lista para adoção, sem sucesso, pelo menos três vezes. No entanto, o Times informou: “Os registros de inspeção de gado mostram que os mustangs vendidos pelo governo logo acabaram em caminhões com destino a matadouros no Canadá”.
O artigo se concentrou em um suposto comprador de Ohio, que o Times disse ter comprado 500 cavalos da BLM em questão de anos. Alguns desses cavalos, segundo o artigo, apareceram mais tarde à venda em “um leilão no Tennessee frequentado por compradores de matadouros”.
O artigo também alegou que uma semana depois que o comprador de Ohio recebeu um carregamento de 97 éguas anteriormente selvagens, um exportador de animais para abate de Ohio transportou dois caminhões de cavalos através da fronteira canadense. O Times disse que, de acordo com uma imagem que seu repórter havia visto, pelo menos um desses cavalos tinha uma marca de “congelamento” da BLM.
O comprador de Ohio teria conversado com o repórter do Times por duas horas, mas “se recusou a dizer especificamente o que havia acontecido com os cavalos que ele comprou do governo, além de insistir que nenhum deles havia ido para o abate”. Ele negou ter trabalhado com o exportador de Ohio que transportou os dois caminhões pela fronteira canadense. O exportador não quis comentar com o Times se havia comprado cavalos do comprador.
Sem evidências primárias — ou seja, documentos de vendas que rastreiam animais individuais da BLM para o comprador de Ohio para o leilão no Tennessee ou da BLM para o comprador de Ohio para o exportador do mesmo estado para um matadouro — não foi possível para Snopes verificar de forma independente as reivindicações do artigo do Times.
Custos internos vinculam o orçamento do programa BLM
O artigo do Times destacou uma questão que a BLM enfrenta há anos: como controlar legal, eficaz e elegantemente as populações de cavalos selvagens. De acordo com os dados da agência, as populações de cavalos selvagens e burros excedem o Nível de Manejo Apropriado da BLM, ou seja, o número de animais que podem prosperar em equilíbrio com outros recursos e usos públicos da terra, em quase todos os estados onde a agência rastreia populações.
A lei ‘The Wild Free-Roaming Horses and Burros Act’ (Lei dos Cavalos e Burros Selvagens e Livres, em tradução livre) de 1971 — exige da BLM o mesmo ato que protege cavalos selvagens e burros de “captura, marca, assédio ou morte” — para defender a AML (Agência de Minas Abandonadas, em tradução livre) para as populações que rastreia (Sec. 1333b1). De acordo com a Lei, a BLM pode sacrificar animais em excesso “da maneira mais humana e econômica possível” (Seção 1333b2C). No entanto, um relatório de 2008 do governo sobre a gestão da BLM de cavalos “não-adotáveis” descobriu que o departamento hesitou em fazer isso porque foi considerado “inaceitável para o público” (Página 56).
A BLM estimou que as populações de cavalos selvagens e burros, se não regulamentadas, dobrariam a cada quatro anos. Portanto, o departamento reúne e remove milhares de animais da natureza para controlar as populações. Esses animais acabam nos currais e pastagens fora do alcance do programa da BLM. Em maio de 2026, o programa informou que detinha 58.025 cavalos e burros selvagens e que sua capacidade total de manutenção, contando os não detidos, era de 78.751 animais. De acordo com os números do programa, foram gastos US$ 101 milhões (R$515 milhões) — 66% do seu orçamento — em custos de detenção fora dos limites, no ano fiscal de 2024.
Um problema de longa data
De acordo com o relatório do GAO de 2008, o Programa de Cavalos Selvagens e Burros da BLM enfrentou os mesmos desafios que o artigo do Times destacou 18 anos depois. O relatório disse que o custo de cuidar de animais fora do territórios delimitados pela BLM já estava sobrecarregando o programa em 2008, e que o programa tinha opções “limitadas” para “lidar” com animais que não podia adotar, porque temia que o público não apoiasse a eutanásia humana de animais saudáveis (Página 9).
O programa supostamente vendia animais desde 2005, embora naquele momento também enfrentasse problemas com animais que acabavam em matadouros após a venda (Página 43). Como resultado, a agência implementou uma “declaração de intenção” obrigatória na compra, que exigia que o comprador dissesse que não pretendia vender os animais que comprou para abate. As notas fiscais de venda da BLM para cavalos selvagens e burros ainda incluíam tal cláusula em 2026.
A eficácia da cláusula não estava clara porque a BLM também disse em seu site sobre seu programa de vendas que não rastreou os animais depois de vendê-los. O relatório de 2008 observou que a introdução de uma “declaração de intenções” foi parte da razão pela qual a BLM vendeu menos cavalos do que antes.
A existência da “declaração de intenção” não dissuadiu um comprador, que admitiu em uma investigação de 2015 realizada pelo gabinete do Inspetor-Geral que “a maioria” dos 1.700 cavalos selvagens que ele comprou através da BLM entre 2008 e 2012 havia sido abatida.
Os relatórios do governo e do Departamento de Interior sugerem que a questão dos cavalos selvagens e burros que acabam em matadouros após as vendas da BLM é documentada e antecede o governo Trump.
Além da adoção, venda ou eutanásia, a BLM vem buscando tratamento de fertilidade como forma de controlar as populações desde 1992 (Página 69). No entanto, a própria BLM e a pesquisa revisada por pares descobriram que ele vem com seus próprios desafios em encontrar e acessar animais e acompanhar o tratamento. De acordo com a BLM, a agência entregou 921 tratamentos de fertilidade a cavalos selvagens e burros no ano fiscal de 2025. Nesse mesmo ano, removeu 7.853 cavalos e burros da natureza.
O relatório do Times disse que, embora os especialistas do governo recomendassem o uso mais amplo de tratamento de fertilidade para controlar as populações, a recomendação era difícil para a BLM implementar porque seus fundos estavam em grande parte vinculados à remoção, detenção e cuidado de animais em excesso.
Em suma, embora não tenha sido possível verificar os elementos exatos da reportagem do Times, o artigo trouxe à tona uma questão complicada para a BLM, que antecedeu os dois governos Trump, mas, no entanto, teve consequências letais para os cavalos e burros, que o governo dos EUA é obrigado a proteger.
Tradução de Sônia Zainko
Fonte: Snopes
GRATIDÃO POR ESTAR CONOSCO....... VOCÊ ACABOU DE LER UMA MATÉRIA EM DEFESA DOS ANIMAIS.
COLABORADORES(AS) DO BLOG:
Foto: arquivo pessoal AOBAL
CONSULTÓRIO VETERINÁRIO DR MACELO LINS EM MACEIÓ ( 82 99981 5415 ) & PET SHOOP KÃES & KÃES
Foto: arquivo pessoal ( Gabriela Galdino )
MUNDO ANIMAL ANO XXVI na Mares do Sul FM 87,9 de Marechal Deodoro Alagoas aos sábados das 08:00h às 09:00h. E todos os dias às 10:00h. e às 16:00h., um boletim do Mundo Pet no www.gentedagente.maceio.br
Foto: assessoria
TECA NELMA CANDIDATA A DEP. ESTADUAL 13444 : DEFENSORA DA CAUSA ANIMAL & VEGETARIANA
Foto: arquivo pessoal
www.estudarparaoab.com.br ( VILAÇA CURSOS )
Foto: arquivo pessoal AOBAL
Clinica veterinária Clinshop Maceió ANO VI (82) 99675 8715- CASTRAÇÃO DE FELINOS DE 01 a 30 DE SETEMBRO & internamento 24 horas )
Foto: assessoria
OLIVIA TENÓRIO CANDIDATA A DEP. FEDERAL 1133
Foto: arquivo pessoal
TUBARÃO BEBIDAS E GALETERIA NA RUA VICENTE CELESTINO 628 NA SANTA LUCIA EM MACEIO ALAGOAS ( @tubaraofrangonabrasaoficial )