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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Suspeito de envenenar gatos é preso em Campina Grande (PB) após denúncia de moradores


  Foto: Divulgação/Polícia Civil da Paraíba

Um homem foi preso na quinta-feira (13) em Campina Grande, Agreste da Paraíba, suspeito de envenenar gatos no bairro da Ramadinha. Segundo a Polícia Civil, o homem é motorista por aplicativo e foi identificado após denúncias de moradores da região.

De acordo com a polícia, a denúncia formalizada em um boletim de ocorrência relata sintomas graves de intoxicação por veneno em diversos gatos da região.

Após as denúncias, equipes da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA/CG) identificaram recipientes com alimentos misturados a substâncias tóxicas. As comidas envenenadas estavam no telhado e nos muros da casa do investigado.

Uma perícia foi realizada no local junto com o Instituto de Polícia Científica (IPC) e médicos veterinários. Foram confirmadas a presença de recipientes contendo alimento com substâncias semelhantes à veneno.

O material encontrado foi apreendido e o homem foi preso e autuado em flagrante pelos crimes de maus-tratos a animais domésticos e por armazenar e utilizar substâncias tóxicas.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o preso segue na Central de Polícia Civil de Campina Grande, onde deve passar por audiência de custódia ainda nesta sexta-feira (14).

Fonte: g1

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Foto: arquivo pessoal

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Cão sobrevive a incêndio de grandes proporções em empresa de reciclagem no interior de São Paulo

 


Foto: Reprodução/EPTV

Diego, o cão dos funcionários de uma empresa de reciclagem de óleo vegetal em Cordeirópolis, no interior de São Paulo, saiu ileso de um incêndio de grandes proporções que atingiu o local no domingo (16/08). Encontrado pelos bombeiros no interior do barracão em meio à fumaça, o cão não apresentava queimaduras, mas precisou de atendimento veterinário após ser retirado da área atingida.

As equipes do Corpo de Bombeiros identificaram a casinha de Diego durante o combate às chamas. No local, havia ração e um recipiente para água, mas o animal não estava por perto. A princípio, os agentes acreditaram que ele havia conseguido escapar.

A busca terminou de forma inesperada. Quando grande parte do fogo já havia sido controlada, os bombeiros viram Diego correndo para fora do barracão, atravessando a fumaça que ainda tomava o ambiente.

“Viram que tinha ração, potinho, e acharam que o animal, por conta da fumaça do incêndio, tinha fugido. Só que no meio do combate, quando já estava no meio do barracão e já tinha extinguido grande parte do incêndio, viram que o animal saiu correndo do meio da fumaça”, contou Thainara Massano, da Guarda Civil de Cordeirópolis.

O Pelotão Ambiental acionou o Departamento de Bem-Estar Animal, que encaminhou o cão a uma clínica veterinária. Apesar de não ter sofrido queimaduras, Diego foi avaliado devido à exposição à fumaça.

O incêndio começou por volta das 10h e mobilizou cerca de 20 bombeiros de Piracicaba, Limeira, Iracemápolis e Cordeirópolis. Por volta das 14h, as chamas haviam sido controladas, mas as equipes permaneceram no local para realizar procedimentos de segurança e contenção.

A empresa fica na Estrada Municipal Jayme Alberto Bergstron, no bairro Perobas, e trabalha com reciclagem de óleo vegetal. Cerca de 30 mil litros do produto estavam armazenados em dois tanques. Parte do material vazou durante o incêndio, o que exigiu medidas para impedir a dispersão do óleo.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) foi acionada para acompanhar a contenção do vazamento. Peritos e agentes da Defesa Civil também estiveram no endereço para avaliar as causas do incêndio e os danos provocados à estrutura.

Fonte: anda.jor.br

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“Estamos diante de um ponto de não retorno”: juíza alerta Lula sobre risco de extinção dos jumentos brasileiros


 Foto: Ericatarina/AdobeStock

Durante séculos, o jumento esteve presente na história brasileira, sobretudo no sertão nordestino. Foi submetido ao transporte de pessoas e cargas, à exploração do trabalho e a condições impostas pelas necessidades humanas, enquanto sua própria existência era desconsiderada para além da utilidade que dela se extraía. Tornou-se símbolo da cultura nordestina, mas essa mesma história mostra uma relação marcada pela exploração de um animal senciente tratado como instrumento.

Agora, o jumento brasileiro pode estar diante de um dos capítulos mais trágicos dessa história. Depois de séculos de utilização pelo ser humano, sua vida passou a ser disputada como matéria-prima e seu corpo transformado em mercadoria.

O alerta chegou formalmente à Presidência da República. A juíza de Direito Rosana Navega Chagas, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, encaminhou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um pedido de providências diante do que considera uma situação de emergência para os jumentos brasileiros. No documento, datado de 7 de agosto, ela defende a criação de uma lista oficial de animais domésticos ameaçados de extinção e a inclusão imediata dos jumentos nessa relação.

A manifestação ocorre meses depois do Workshop Internacional dos Jumentos, realizado em maio deste ano, em Salvador, que reuniu alguns dos maiores especialistas do país dedicados ao tema. Durante o encontro, diante da gravidade da situação enfrentada pelos animais, foi declarado estado de emergência para os jumentos.

A manifestação é contundente. Para a magistrada, o país corre o risco de assistir à extinção de uma espécie sem sequer possuir, no âmbito federal, um mecanismo específico para reconhecê-la oficialmente como ameaçada.

“Já se faz notório o fato de que os jumentos estão em risco iminente de extinção”, escreveu.

Rosana não fala apenas como magistrada. No ofício, lembra sua trajetória de atuação na causa animal, com palestras, pareceres e trabalhos publicados, além dos cerca de 23 anos em que atuou no 1º Juizado Especial Criminal, com competência para delitos ambientais.

Foi também a partir de informações recebidas de ativistas e de especialistas que decidiu levar a questão diretamente ao presidente.

Uma população que despencou

Os números reunidos pela juíza são o retrato mais grave do alerta. O ofício cita dados atribuídos à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e ao Agrostat segundo os quais a população brasileira de jumentos teria caído de aproximadamente 1,37 milhão de animais, em 1999, para pouco mais de 78 mil em 2025.

É uma redução de dimensão extraordinária.

O documento também reproduz dados de um parecer técnico da especialista em agronegócio Patrícia Tatemoto. Segundo as informações apresentadas pela magistrada, o país tinha 974.688 jumentos em 2011. Em 2017, eram 376.874. Entre 2018 e 2023, outros 231.934 animais teriam sido abatidos.

A conclusão citada no ofício é igualmente grave. Segundo a especialista, a população está em declínio e a perda de biodiversidade já teria chegado a um “delicado ponto de não retorno”.

A expressão é importante. Não se trata, na argumentação apresentada pela juíza, de uma ameaça hipotética ou distante, mas da possibilidade de que a redução populacional alcance um estágio em que a recuperação da espécie se torne inviável.

O preço do couro e a vida sem valor

O documento encaminhado à Presidência recupera o crescimento, a partir da década de 2010, do interesse pela aquisição de jumentos brasileiros para exportação. Segundo as fontes citadas pela juíza, o principal interesse estaria no couro dos animais, utilizado para a produção do ejiao, produto obtido a partir da pele de jumentos.

O ofício descreve um cenário particularmente perverso. Animais que durante décadas foram vistos como parte da vida cotidiana de comunidades rurais passaram a ser disputados como matéria-prima.

A magistrada cita relatos segundo os quais os animais são submetidos a condições de transporte e manejo que provocam sofrimento, além do abate destinado ao aproveitamento de suas peles.

A transformação do jumento em mercadoria acrescentou uma nova dimensão à exploração histórica desses animais. O problema deixou de ser apenas a utilização de sua força de trabalho e passou a envolver também a retirada de suas vidas para atender a uma cadeia comercial.

Uma lacuna na proteção oficial

Um dos pontos centrais do ofício é a ausência de uma lista federal específica de animais domésticos ameaçados de extinção.

A juíza sustenta que essa lacuna precisa ser enfrentada pelo poder público. Para ela, não basta reconhecer a importância cultural e histórica dos jumentos. É necessário estabelecer mecanismos oficiais de proteção capazes de responder ao risco de desaparecimento desses animais.

A questão ganha relevância justamente porque os jumentos ocupam uma posição peculiar na legislação e nas políticas de conservação. Embora sejam animais domesticados há milhares de anos e profundamente integrados à história das sociedades humanas, sua condição não os torna menos sencientes nem elimina a necessidade de políticas públicas voltadas à preservação de suas populações.

A proteção desses animais também exige que o poder público considere não apenas sua importância cultural, mas a dimensão ética, ambiental e de bem-estar animal envolvida em seu desaparecimento.

O alerta chega ao governo

Após o encaminhamento do documento à Presidência da República, o gabinete da Presidência respondeu informando que o ofício foi encaminhado aos ministérios responsáveis pela análise da questão, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

A resposta indica que a manifestação da magistrada deixou a esfera exclusivamente presidencial e foi direcionada aos órgãos do governo federal que poderão avaliar as medidas cabíveis.

Para os jumentos brasileiros, entretanto, o tempo é um fator decisivo. Os números apresentados no ofício apontam para uma redução populacional de proporções alarmantes, enquanto especialistas vêm alertando para a possibilidade de um colapso irreversível.

Do sertão à agenda nacional

Poucos animais estão tão associados à formação social e cultural do Nordeste quanto o jumento. Presente nas paisagens do sertão, no trabalho rural, nas pequenas propriedades e na memória de gerações, o animal foi fundamental para a sobrevivência de inúmeras comunidades.

Essa importância histórica, entretanto, não pode servir para perpetuar uma relação baseada exclusivamente em sua utilidade.

O que está em discussão agora é a própria sobrevivência de populações de jumentos no país.

O alerta apresentado no ofício coloca o governo diante de uma questão que ultrapassa interesses econômicos ou setoriais.

Se os números apresentados no documento estiverem corretos, o Brasil não estaria diante de uma simples redução populacional, mas de um processo de desaparecimento que exige investigação, monitoramento e medidas de proteção.

O jumento, depois de séculos servindo ao ser humano, pode estar agora diante de uma situação em que sua própria sobrevivência depende da capacidade humana de interromper esse ciclo de exploração.

A pergunta que se impõe é simples e incômoda: quanto tempo ainda resta para impedir que o jumento brasileiro desapareça?

O alerta foi formalizado. O documento chegou à Presidência da República e, conforme informou o gabinete presidencial, foi encaminhado ao MMA e ao MAPA.

Agora, cabe ao poder público responder.

Porque, diante de um possível “ponto de não retorno”, esperar pode significar perder para sempre um dos animais mais profundamente ligados à história do Brasil.

Fonte: anda.jor.br

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Excesso de fofura pode esconder um problema sério: obesidade também afeta cães e gatos

 

Foto: TNH1
Aquele pet rechonchudo, com dobrinhas e aparência “fofinha”, pode estar precisando de muito mais do que carinho e atenção. A obesidade é uma doença que também acomete cães e gatos e pode trazer consequências sérias para a saúde e a qualidade de vida dos animais.


De acordo com Larissa Mirela, zootecnista especializada em nutrição pet (CRMV 304/ZP-AL), é comum que os tutores associem o excesso de peso à fofura, mas é importante entender que o problema precisa ser tratado com seriedade.

“Costumamos achar fofinho quando vemos um pet rechonchudo, mas vai muito além daquilo. É uma doença e precisa ser tratada com seriedade. Ela pode causar problemas articulares, problemas respiratórios e cardíacos”, explica a especialista.

Como identificar a obesidade no pet?

Alguns sinais podem ajudar o tutor a perceber que o animal está acima do peso. Entre eles estão a ausência de cintura, dificuldade para sentir as costelas ao tocar o corpo, cansaço excessivo durante passeios ou brincadeiras e menor disposição para atividades que antes eram realizadas normalmente.

“Quando você observar que o animal está sem cintura, não consegue sentir suas costelinhas ou percebe muito cansaço ao passear ou brincar, esse animal precisa de atenção”, alerta Larissa.

A obesidade não deve ser encarada apenas como uma questão estética. O excesso de peso pode sobrecarregar as articulações e dificultar a respiração, além de aumentar os riscos de problemas cardiovasculares e comprometer a mobilidade e o bem-estar do animal.

Dieta precisa ser individualizada

Ao perceber que o pet está acima do peso, o tutor deve procurar orientação profissional. O acompanhamento de um zootecnista ou médico veterinário é fundamental para avaliar as necessidades do animal e estabelecer uma estratégia segura de perda de peso.

Segundo Larissa, a alimentação não deve ser modificada de maneira aleatória pelo tutor.

“Não tente fazer uma alimentação por conta própria em casa, pois seu pet precisa de uma dieta bem formulada para que não haja perda nutricional e nem de massa muscular”, orienta.

A redução de peso precisa acontecer de maneira gradual e acompanhada, levando em consideração fatores como espécie, idade, porte, rotina, nível de atividade física e condições de saúde.

Por isso, antes de reduzir a quantidade de comida ou retirar determinados alimentos da rotina do cão ou gato, é importante buscar orientação especializada.

Fique atento

Se o seu pet está acima do peso, não espere que o problema se agrave. Observe regularmente a condição corporal do animal e procure ajuda profissional ao identificar sinais de obesidade.

Mais do que deixar o pet com uma aparência considerada “fofinha”, manter o peso adequado significa proporcionar mais saúde, disposição, mobilidade e qualidade de vida ao longo dos anos.

Afinal, cuidar também é saber reconhecer quando aquele excesso de fofura pode estar escondendo um problema de saúde.

Foto: TNH1
Fonte: Deisy Nascimento ( blog meu bichinho do TNH1 )

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