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sábado, 29 de agosto de 2026

Cadelinha vítima de maus-tratos ganha novo lar após jornalista viajar mais de 300 quilômetros para adotá-la


 Foto: Arquivo pessoal/Reprodução

Esperança foi encontrada gravemente ferida em Tubarão (SC), com queimaduras, infecção, tecido necrosado e larvas. Após mais de 30 dias internada e duas cirurgias, ela conquistou uma nova vida ao lado de uma família em Jaraguá do Sul.

Foram cerca de cinco horas de estrada até que Esperança pudesse deixar para trás o lugar onde foi encontrada e chegar ao novo lar. No caminho entre Tubarão e Jaraguá do Sul, a cadelinha ainda passou mal e vomitou. Assustada pelos traumas que carrega, ela começou a compreender que estava segura quando finalmente chegou ao destino.

A responsável por proporcionar esse recomeço foi a jornalista Yonne Igrejas, que conheceu a história da cadela por meio de uma publicação no Instagram. Durante quase dois meses, acompanhou à distância a recuperação do animal e conversava com o voluntário Marcos Roberto Melo, responsável pelo resgate, para saber sobre o tratamento e as cirurgias.

A princípio, Yonne não pensava em adotá-la. Seu desejo era apenas que a cadelinha sobrevivesse.

“Aos poucos, fui percebendo que ela iria se curar. E qual seria o destino dela? Provavelmente o abrigo. Depois de tudo o que passou, ela merecia um lar sereno e com muito amor”, contou.

Em 15 de agosto, a jornalista percorreu aproximadamente 308 quilômetros até Tubarão para conhecer Esperança. Foram cerca de quatro horas de viagem. O encontro mudou o rumo da história.

“Eu me apaixonei, mas tive medo, pois tenho outro cachorro adotado e ele é bem grande. Só que não tinha mais o que fazer. Ela já tinha ganhado meu coração”, relembrou.

Oito dias depois, Yonne voltou à estrada. Desta vez, acompanhada do primo e decidida a levar Esperança para casa. Somando os deslocamentos de ida e volta, foram mais de 600 quilômetros percorridos para que a cadelinha pudesse começar uma nova etapa da vida.

Hoje, ela vive ao lado de humanos, cães e gatos adotados. A adaptação foi rápida.

“Ela se adaptou muito bem com todos da casa, humanos, felinos e caninos. Hoje está muito bem”, afirmou Yonne.

Queimaduras, infecção e larvas

Esperança foi localizada em um lixão situado atrás de uma residência em Tubarão, depois de ser vítima de maus-tratos. Segundo Marcos, uma denúncia apontou que água quente teria sido jogada sobre a cadela.

Ferida, ela se escondeu em uma área de mata e permaneceu ali por alguns dias. Quando voltou a aparecer em busca de alimento, apresentava uma extensa lesão, com tecido necrosado, infecção e presença de larvas.

“No primeiro momento, a gente achou que ela não sobreviveria. Quando eu a resgatei, ela não conseguia levantar”, relatou Marcos, que há 14 anos atua voluntariamente no resgate de animais vítimas de maus-tratos.

A cadela permaneceu internada por mais de 30 dias e precisou passar por duas cirurgias. O tratamento foi financiado por doações. Ainda são necessários cerca de R$ 6 mil para quitar as despesas veterinárias.

O nome Esperança foi escolhido no próprio momento do resgate, quando as chances de sobrevivência pareciam pequenas.

“Ela lutou pela vida e a gente lutou por ela”, resumiu Marcos.

Marcas que permanecem

A recuperação física não apagou completamente as consequências do sofrimento vivido por Esperança. Segundo Yonne, a cadelinha ainda demonstra medo do escuro e permanece constantemente em busca de comida.

Esses comportamentos são tratados com paciência, cuidado e segurança. No novo lar, ela convive com outros animais que também foram adotados e, pouco a pouco, aprende que não precisa mais lutar pela própria sobrevivência.

“Esperança sofreu demais nas mãos de seres desumanos, mas nunca perdeu a ternura. Ela é um anjinho”, disse a tutora.

Fonte: anda.jor.br

COLABORADORES(AS) DO BLOG:


Foto: arquivo pessoal

    CONSULTÓRIO VETERINÁRIO  DR MACELO LINS  EM MACEIÓ ( 82 99981 5415 ) & PET SHOOP KÃES & KÃES 


    Foto: arquivo pessoal ( Gabriela Galdino )

    MUNDO ANIMAL ANO  XXVI na  Mares do Sul FM 87,9 de Marechal Deodoro Alagoas aos sábados das 08:00h às 09:00h. E todos os dias às 10:00h. e às 16:00h., um boletim do Mundo Pet no www.gentedagente.maceio.br  


    Foto: assessoria

     TECA NELMA CANDIDATA A DEP. ESTADUAL 13444  : DEFENSORA DA CAUSA ANIMAL & VEGETARIANA 


    Foto: arquivo pessoal

    www.estudarparaoab.com.br ( VILAÇA CURSOS )  


    Foto: arquivo pessoal

    Clinica veterinária Clinshop Maceió ANO VI (82) 99675 8715 ( castração de   felinos de 17 a 31 de agosto  & internamento 24 horas )  


    Foto: assessoria

    OLIVIA TENÓRIO CANDIDATA A DEP. FEDERAL 1133 


    Foto: arquivo pessoal

    TUBARÃO BEBIDAS E GALETERIA NA RUA VICENTE CELESTINO 628 NA SANTA LUCIA EM MACEIO ALAGOAS ( @tubaraofrangonabrasaoficial )


Cachorro tenta escapar de enchente e é rejeitado por moradores em barco


 Foto: Redes Sociais

Um cão ficou à própria sorte durante uma forte enchente no estado de Uttar Pradesh, na Índia, depois de tentar alcançar um barco em busca de um lugar seguro. Um vídeo que circula nas redes sociais registra o momento em que o cachorro, cercado pelas águas turvas, se aproxima da embarcação e tenta subir para escapar do risco de afogamento.

Nas imagens, o cão preto com manchas brancas nada até o barco de madeira e apoia as patas na borda. Sem encontrar outro ponto onde pudesse se abrigar, ele tenta entrar na embarcação, movido pelo instinto de sobrevivência.

A reação dos ocupantes, porém, é de rejeição. Em vez de puxarem o cãozinho para dentro, alguns fazem movimentos para afastá-lo e chegam a simular chutes para impedir que consiga embarcar. O barco segue adiante, deixando o cão novamente exposto à correnteza.

Por alguns instantes, o cachorro permanece imóvel na água, olhando para a embarcação que se distancia. A cena provocou indignação entre pessoas que assistiram ao vídeo e passaram a questionar a ausência de solidariedade diante de um ser vivo em situação extrema.

Quando comunidades são atingidas por grandes volumes de água, animais podem ser separados de suas famílias, abandonados ou simplesmente não ter para onde fugir. Muitos acabam nas ruas, presos em construções ou submetidos ao risco de morrer afogados.

Em situações de emergência, medidas de proteção precisam incluir os animais. Resgates, abrigos temporários e rotas de evacuação devem considerar suas necessidades, sobretudo porque eles dependem frequentemente da ação humana para escapar de ambientes perigosos.

Até o momento, não foi informado se o cão conseguiu ser resgatado ou se recebeu acolhimento depois que o barco deixou o local.

Fonte: anda.jor.br

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Bairro do Poço recebe feira de adoção de animais neste sábado

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Foto: Divulgação

Neste sábado (29), o canal Focinho Responsável realiza mais uma edição da feira de adoção de animais em Maceió. O evento acontece no Parque Linear, localizado na Avenida Deputado Humberto Mendes, bairro do Poço, das 14h às 18h. O objetivo é incentivar a guarda responsável e aproximar a comunidade de cães e gatos que precisam de um lar.

Todos os pets são castrados, vacinados, vermifugados e recebem acompanhamento veterinário antes de serem adotados. O programa também oferece, de forma gratuita, transporte do animal até a casa do novo tutor e suporte clínico durante os três primeiros meses após a adoção, para auxiliar na fase de adaptação.

Candidatos à adoção também podem optar por um período de até três dias de adaptação, tempo para que a família e o pet se conheçam antes da decisão definitiva. Caso a adoção não seja confirmada, o animal retorna ao programa de forma segura.

Perfis na rede social

Além das feiras, o programa mantém o perfil @focinho_responsavel, no Instagram, para quem tem interesse em adotar e deseja conhecer os animais disponíveis. A divulgação dos perfis dos cães e gatos é feita de forma contínua, com informações de cada pet e orientações sobre o processo de guarda responsável.

Vantagens de adotar no Focinho Responsável

1. Suporte clínico gratuito pelos três primeiros meses;
2. Transporte gratuito do animal até o novo lar;
3. Período de adaptação de até 3 dias, permitindo que família e pet se conheçam antes da decisão final;
4. Retorno seguro ao Programa, caso a adoção não seja confirmada.

Fonte: tribuna hoje com assessoria

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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Cães da Brigada K9 completam 30 dias confinados e são privados de liberdade, exercício e bem-estar em Salvador (BA)

 


Foto: Divulgação

Os cães da Brigada K9, em Salvador (BA), completaram 30 dias confinados na Corema na segunda feira  (24/08), após serem retirados da antiga base da equipe, no bairro da Calçada. A permanência prolongada em um espaço de confinamento é denunciada por integrantes e apoiadores da brigada como uma situação de privação de liberdade e de necessidades básicas dos animais.

A denúncia afirma que, antes da retirada, os cães tinham uma rotina estruturada de exercícios, descanso e atividades compatíveis com suas características. O Border Collie, por exemplo, realizava pelo menos quatro horas diárias de atividades intensas. Os cães da raça Malinois tinham ao menos duas horas de passeio e gasto de energia. Pitbulls e outros animais permaneciam soltos por uma a duas horas, em turnos. Após as refeições, havia períodos de repouso de 45 a 50 minutos.

Durante a noite, os cães também eram soltos em uma área ampla para exercício e guarda, retornando voluntariamente ou mediante comandos. A mudança para um regime de confinamento prolongado representa, segundo a denúncia, uma ruptura brusca com essa rotina.

O problema não pode ser reduzido à troca de endereço. Cães são animais sencientes, com necessidades físicas, cognitivas e sociais que não desaparecem porque estão sob tutela de uma instituição. Privá-los de movimento, estímulos e possibilidade de expressar comportamentos naturais pode provocar estresse, frustração e alterações comportamentais. Para animais selecionados e treinados justamente por sua disposição para atividade, a restrição pode ser ainda mais severa.

A situação também expõe uma contradição difícil de ignorar. Durante anos, esses cães foram utilizados em atividades da Brigada K9 e apresentados como instrumentos de trabalho e de serviço à comunidade. Agora, segundo a denúncia, permanecem confinados sem que exista uma estrutura pública capaz de assegurar adequadamente suas necessidades.

É justamente aí que a exploração dos animais precisa ser encarada de frente. Cães não nasceram para servir ao Estado, à segurança pública ou a qualquer instituição. Não são equipamentos, ferramentas de trabalho nem patrimônio descartável. Foram submetidos durante anos a treinamento e utilização para cumprir funções determinadas por humanos e, quando essa relação institucional entra em conflito, são eles que acabam pagando o preço.

A história de Aiva, citada pela equipe, ilustra essa relação. O cão, descrito como um animal de alto drive, teria sido resgatado e posteriormente treinado pelo comandante França após enfrentar uma situação de risco. A trajetória é apresentada como exemplo do vínculo construído entre os animais e os responsáveis por seu manejo.

O discurso de proteção, contudo, perde qualquer sentido quando a liberdade dos cães é reduzida sem que suas necessidades sejam preservadas. Retirar animais de uma estrutura e colocá-los em outra não significa, por si só, protegê-los. Se o novo ambiente não oferece espaço, exercício, estímulos, manejo adequado e condições para uma vida digna, a transferência apenas muda a forma do confinamento.

A denúncia também questiona a omissão histórica do poder público. Segundo a equipe, Estado e Município jamais mantiveram uma estrutura pública adequada para abrigar os cães, enquanto a manutenção da atividade teria sido sustentada durante cerca de 25 anos pela sociedade civil e pela própria equipe K9.

A alegação de maus-tratos por privação de necessidades básicas foi encaminhada para verificação, com solicitação de vistoria urgente e elaboração de laudo veterinário comportamental. Também foi solicitado que os animais retornem à base de origem ou sejam encaminhados a um espaço capaz de garantir condições adequadas de bem-estar.

A denúncia cita o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais e a Resolução CFMV nº 1.236/2018 como referências para a apuração. A caracterização jurídica de eventual crime ou infração, porém, depende de investigação e avaliação técnica das condições concretas às quais os animais estão submetidos.

O que não depende de interpretação jurídica é a necessidade de reconhecer esses cães como indivíduos. Eles não deixam de sentir porque foram treinados para trabalhar. Não deixam de precisar correr porque passaram anos cumprindo comandos. Não deixam de ter direito a uma vida digna porque foram utilizados em operações humanas.

Transformar animais em instrumentos de serviço já é uma forma de exploração. Mantê-los confinados quando suas necessidades físicas e comportamentais não são atendidas agrava uma relação que nunca deveria tratá-los como máquinas.

Os cães da Brigada K9 não são objetos. Não são patrimônio, ferramentas ou peças de uma estrutura institucional. São vidas sencientes que não podem ser condenadas ao cárcere por decisões tomadas por humanos.

A liberdade e o bem-estar desses animais precisam ser tratados como prioridade.

Fonte: anda.jor.br

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