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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

5 sinais de alerta para a saúde do seu pet

 

Foto: TNH1 
Cães e gatos nem sempre demonstram quando sentem dor ou desconforto. Por isso, observar mudanças na alimentação, no comportamento e na disposição dos animais é fundamental para identificar possíveis problemas de saúde e buscar atendimento veterinário no momento certo. No Meu Bichinho, do TNH1, reunimos cinco sinais que merecem a atenção dos tutores no dia a dia.

1. Falta de apetite e menor consumo de água

Se o cão ou o gato perde o interesse pela comida ou passa a beber menos água do que o habitual, é importante investigar. Essas alterações podem estar relacionadas a diferentes problemas de saúde, desde desconfortos até doenças que exigem tratamento. Se a falta de apetite persistir ou vier acompanhada de outros sintomas, procure um médico-veterinário.

2. Mudanças repentinas de comportamento

Um animal que costumava brincar e interagir com a família, mas passa a ficar isolado, quieto ou irritado, pode estar sentindo dor ou algum tipo de desconforto. Alterações repentinas no comportamento não devem ser ignoradas, especialmente quando acompanhadas de mudanças na alimentação ou na rotina.

3. Vômitos e diarreia

Episódios de vômito e diarreia podem ter diferentes causas e precisam ser avaliados de acordo com a frequência e a intensidade. Quando são repetidos ou acompanhados de fraqueza, sangue, dor ou outros sinais de mal-estar, a procura por atendimento veterinário deve ser imediata. Filhotes e animais idosos exigem atenção especial devido ao risco de desidratação.

4. Cansaço excessivo e falta de disposição

Dormir mais do que o habitual, demonstrar fraqueza ou perder o interesse por passeios e brincadeiras também pode indicar que algo não vai bem. Embora o ritmo dos animais varie conforme a idade e as características individuais, mudanças significativas na disposição merecem investigação.

5. Alterações na respiração

Respiração difícil, muito acelerada durante o repouso ou acompanhada de esforço é um sinal de alerta importante. Nesses casos, o tutor deve procurar atendimento veterinário de emergência, sem esperar que o quadro melhore sozinho. Em gatos, respirar de boca aberta também é um sinal de urgência.

Quando procurar um médico-veterinário?

Observar o comportamento do pet é uma das formas de cuidado e prevenção. Ao perceber mudanças persistentes ou sintomas incomuns, o tutor deve buscar orientação profissional, evitando oferecer medicamentos por conta própria.

Em situações como dificuldade para respirar, desmaio, fraqueza intensa ou vômitos repetidos com sinais de agravamento, não espere os sintomas piorarem para procurar atendimento.

Cuidar também é observar! Cães e gatos dependem dos tutores para que sinais de dor e desconforto sejam percebidos. Atenção à rotina, consultas veterinárias regulares e cuidados preventivos contribuem para mais saúde e qualidade de vida para os nossos bichinhos.

Foto: TNH1 
Fonte: Deisy Nascimento do blog meu bichinho do TNH1


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Atriz Amanda Seyfried transforma fazenda em abrigo para mais de 50 de animais resgatados


 Foto: Reprodução/Instagram

Longe dos estúdios de Hollywood, dezenas de animais resgatados encontraram abrigo na fazenda da atriz norte-americana Amanda Seyfried, de 40 anos, na região montanhosa de Catskills, no estado de Nova York, nos Estados Unidos. Em janeiro de 2026, cerca de 52 animais viviam na propriedade, que reúne diferentes espécies e acolhe indivíduos que precisam de cuidados especiais.

Entre os moradores estão seis cavalos, um pônei, um burro, cabras, galinhas, patos e gatos. Parte dos animais chegou por meio de doações e iniciativas de proteção animal. A propriedade também recebe animais idosos ou com problemas de saúde, cujas necessidades exigem atenção contínua.

A rotina inclui alimentação, acompanhamento da saúde e manutenção dos espaços destinados aos animais. O trabalho transforma a fazenda em um local de acolhimento que vai além da residência da atriz, conhecida por filmes como “Meninas Malvadas” e “Mamma Mia!”.

Seyfried adquiriu a propriedade em 2013, depois de passar períodos em grandes centros urbanos, como Los Angeles e Nova York. Criada em uma região suburbana de Allentown, na Pensilvânia, ela desejava viver em um lugar com mais espaço para conviver com animais e manter contato com a natureza.

A fazenda, que também abriga o marido da atriz, Thomas Sadoski, e os dois filhos do casal, passou por adaptações para receber os animais. O terreno conta com celeiros e áreas destinadas aos cuidados diários, além da residência principal, construída na década de 1930.

O vínculo da atriz com os animais começou antes da mudança para o campo. Seu cachorro Finn, um pastor-australiano que a acompanhou durante parte da carreira, já fazia parte de sua vida quando ela adquiriu a propriedade. No local, Seyfried também encontrou cavalos que já viviam na fazenda e, com o passar dos anos, ampliou o acolhimento para outras espécies.

Em entrevista à revista Forbes, a atriz relatou que morar no interior contribuiu para equilibrar os compromissos profissionais e a vida pessoal. A propriedade passou a ser o lugar para onde retorna depois de gravações e viagens, enquanto os cuidados com os animais integram sua rotina.

A fazenda funciona como uma organização sem fins lucrativos dedicada ao acolhimento de animais resgatados. A presença de indivíduos idosos ou com problemas de saúde torna especialmente importante a continuidade dos cuidados, que não se encerram com a chegada ao local.

Para os animais acolhidos, o acesso a abrigo, alimentação e acompanhamento de saúde é fundamental. A história da propriedade também coloca em evidência uma responsabilidade que acompanha qualquer iniciativa de resgate. Oferecer proteção exige compromisso permanente com as necessidades de cada indivíduo, independentemente de sua espécie ou idade.

Fonte: anda.jor.br

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terça-feira, 20 de outubro de 2026

Perus destinados à alimentação


 Os perus são animais inteligentes, gostam de ter suas penas acariciadas e de ouvir música, acompanhando muitas vezes com cantos altos. Na natureza, podem voar a 88 km/h, correr a 56 km/h e viver até 10 anos.

Mas a realidade é bem diferente para os perus criados em granjas industriais: eles são abatidos com apenas 3 a 5 meses de idade e, durante suas curtas vidas, são privados até mesmo dos prazeres mais simples, como correr, construir ninhos e criar seus filhotes.

Assim como as galinhas, os cerca de 245 milhões de perus criados e abatidos para consumo de carne todos os anos nos EUA não possuem proteção legal federal. Mais de 46 milhões deles são mortos anualmente apenas no Dia de Ação de Graças, e mais de 22 milhões no Natal.

Antes de se tornarem enfeites de Natal, essas aves dóceis e inteligentes passam suas curtas vidas em granjas industriais, onde milhares delas são amontoadas em galpões escuros com não mais do que 32 centímetros quadrados de espaço por ave. Elas são geneticamente modificadas para crescer rapidamente e frequentemente ficam aleijadas devido ao próprio peso.

Para evitar que, amontoadas, se arranhem e biquem até a morte, funcionários cortam partes dos dedos e da parte superior do bico com lâminas aquecidas e removem a carúncula (aba de pele que vai do bico até o peito) dos machos — tudo sem anestesia ou analgésico.

Investigações documentaram que funcionários socavam e pisoteavam perus vivos e os jogavam contra paredes. Em uma das instalações, um gerente espancava aves jovens com o que chamava de seu “bastão de matar”.

Os perus não têm a oportunidade de respirar ar fresco ou sentir o sol nas costas até serem colocados à força em caminhões rumo ao abate. São transportados durante horas sem comida ou água, enfrentando condições climáticas extremas — e muitos morrem nessa jornada.

No matadouro, os sobreviventes são pendurados de cabeça para baixo pelas pernas fracas antes de suas cabeças serem arrastadas por um tanque de atordoamento eletrificado, que os imobiliza, mas não os mata. Muitos escapam do tanque e permanecem conscientes quando suas gargantas são cortadas. Se a lâmina falha, acabam escaldados vivos no tanque de água fervente usado para remover as penas.

Como ajudar os perus destinados ao consumo humano

Você pode fazer a diferença para esses animais. Peça o kit vegano gratuito da PETA e receba dicas e receitas para eliminar a carne de peru e outros produtos de origem animal da sua dieta.

Tradução de Shirlei Cioruci (com IA)

Fonte: PETA.org


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Miimuu: condensado vegano para brigadeiros, coberturas, recheios e muito mais!


 Super Vegan lança o Miimuu, um leite condensado vegetal em pó que basta misturar com água para preparar o equivalente a aproximadamente 395 gramas de leite condensado. O produto também tem uma versão com cacau, ideal para brigadeiros e outras sobremesas.

Fabio Chaves testou o lançamento e, após uma primeira tentativa que virou bala de caramelo por erro dele, conseguiu preparar brigadeiros de enrolar. O Miimuu é feito com ingredientes vegetais e oferece uma alternativa prática para preparar doces veganos em casa.

Fonte: vista-se.com.br

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Remédio chinês coloca jumentos em risco no Brasil

 


Crédito: Patrícia Tatemoto/Divulgação

A redução drástica dos rebanhos de jumentos no Brasil, com a intensificação do abate a partir da década de 1990, tem provocado a mobilização de cientistas, veterinários, advogados e especialistas.

Pesquisadores estimam que, entre 1996 e 2024, essa população caiu 94% no país, número obtido a partir de dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Agrostat, sistema de estatísticas de comércio exterior do agronegócio brasileiro do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A bióloga Patrícia Tatemoto, com doutorado e pós-doutorado em veterinária, se dedica ao assunto há oito anos, sendo consultora do The Donkey Sanctuary, organização beneficente britânica dedicada ao bem-estar desses animais. Ela afirma que o censo para animais é um desafio global. Mas, conforme os dados disponíveis, o efetivo de jumentos no Brasil na década de 1990 era de 1,37 milhão, número que caiu para 900 mil em 2011, 371 mil em 2017, até chegar à última estimativa de 70 mil indivíduos.

Para além do sentido pejorativo atribuído à espécie e suas variações – como mulas e burros, que são o cruzamento entre um jumento e uma égua que forma indivíduos estéreis – jumento (também chamado de jegue ou asno) chegou ao país por meio dos colonizadores, sendo utilizados para o transporte de cargas, movimentar máquinas e mesmo para montaria. No entanto, com a mecanização de transportes e máquinas, esses animais foram substituídos e até abandonados.

Após 500 anos no Brasil, o jumento originado da África desenvolveu um genoma único. “O jumento nordestino já é considerado um recurso genético que não tem em nenhum outro lugar do mundo. Uma informação genética especialmente relevante em uma época de crise climática, porque eles sobreviveram, se adaptaram e se reproduziram em áreas desertificadas, com muitos desafios climáticos. E agora eles vão desaparecer assim? É um patrimônio nosso que precisa ser cuidado”, defende a PhD.

De acordo com Patrícia, o motivo pelo qual a espécie vem sendo reduzida é a produção do ejiao pela China, uma espécie de remédio derivado do colágeno presente na pele do animal. “Para a medicina tradicional chinesa, só vale quando é a pele e o colágeno do jumento”, disse a bióloga, acrescentando que naquele país a população do asinino caiu de 11 milhões, em 1990, para menos de 2 milhões, em 2021.

Jornada de sofrimento

Esta demanda não se mostra sustentável, já que não existe uma cadeia formada para a produção. Patrícia afirma que a criação do jumento é economicamente inviável, visto que apenas a gestação do animal dura um ano, que se soma a mais quatro anos até o ponto de abate. A taxa de reprodução também é baixa. O resultado disso é o simples extrativismo. Segundo ela, o efetivo populacional de jumentos no Brasil está no nordeste, onde atravessadores coletam e acumulam esses animais em fazendas de espera. Quando o número acumulado compensa fazer o transporte, eles transportam para a Bahia, que concentra metade dos seis abatedouros de equídeos certificados pelo Mapa.

No entanto, ao longo dessa jornada, os jumentos sofrem maus-tratos, sendo frequentemente encontrados em apreensões com problemas de hidratação, nutrição e sem os cuidados de médicos veterinários. “Já cheguei a escutar de um atravessador que a pele do animal desidratado é mais fácil de ser retirada”, disse a PhD. Além da pele, a carne do jumento também é exportada como subproduto para países como o Vietnã.

O transporte desses animais é irregular e muitas vezes clandestino, sem a documentação necessária. Para que entrem no abatedouro é preciso ter uma Guia de Trânsito Animal (GTA), emitida pelos órgãos de defesa agropecuária do estado, documento que traz várias informações, entre elas os protocolos sanitários a que foram submetidos. Essa guia é um instrumento de rastreabilidade.

Mas, na prática, afirmou Patrícia, apenas a última fazenda em que os asininos passam emite a GTA. “Este não é um documento verossímil quanto à origem desses animais. Sabemos que ele vem de vários lugares do Nordeste. Já participei de apreensões contendo 3 mil jumentos, nenhum animal tinha a GTA. E isso implica que não havia rastreabilidade para nenhum, o que é necessário para cumprir as diretrizes de exportação”, esclareceu.

A falta de rastreabilidade também gera risco à saúde pública, de acordo com a especialista. “Nós já demonstramos doenças infectocontagiosas que foram negligenciadas. Já identificamos casos de uma doença chamada mormo, que é causada por uma bactéria e pode ser transmitida aos seres humanos. Parece uma pneumonia e por isso é subnotificada, o que é preocupante porque se você não trata como mormo, a pessoa tem até 96% de chance de morrer”, relatou.

Papéis positivos

São vários os “formatos” de preservação pensados para o jumento no Brasil a partir do fim do abate. Esses animais são encontrados em ecossistemas nativos não só no Brasil, mas em outras partes do mundo. “É preciso estudar o papel do jumento nos ecossistemas nativos do Brasil, entender melhor onde eles estão, a taxa de reposição, quais são os papéis ecológicos e se de fato causam impacto”, explicou Patrícia, citando casos em que eles desempenham papéis ecológicos positivos, como o consumo de plantas invasoras, aumento da biodiversidade e dispersão de sementes.

Outra ideia é a continuação do papel do jumento na agricultura familiar, por exemplo, na produção do sisal, como animal de tração, já que não se consegue mecanizar o processo, assim como aplicações na produção de cacau sustentável e no babaçu. O terceiro ponto é popularizar a possibilidade de ser um animal de companhia, devido à sua natureza dócil e capacidade de integração.

Lobby trava preservação

A África, onde o jumento se originou e ainda há cerca de dois terços do contingente mundial da espécie, também tem visto a população do animal reduzir significativamente. Por isso, em 2024, a União Africana criou uma moratória para proibir o abate da espécie em 55 países do continente.

Patrícia contou que no Brasil existem diversas ações nos três Poderes para proibir o abate de jumentos baseadas em evidências científicas, questões econômicas, sanitárias, de saúde pública e de bem-estar animal. Ainda que o lobby não deixe os projetos avançarem, a especialista garante que a própria Constituição Federal veda os maus-tratos aos animais, assim como atividades que levem à sua extinção.

Federal do Paraná testa alternativa

Uma alternativa para a produção do colágeno e do ejiao sem o abate de jumentos pode estar numa pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Paraná. O projeto, que está em fase de prova de conceito, quer produzir o material a partir da reprodução por micro-organismos da porção genômica do jumento que contém a receita do colágeno. “O produto final é biologicamente idêntico ao colágeno retirado do jumento e poderia substituir todo esse abate dos animais. Isso é uma solução ética, sustentável e segura”, garante a bióloga.

Por Pedro Cerqueira

Fonte: Estado de Minas

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