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terça-feira, 2 de junho de 2026

ICMBio, ligado ao governo, está matando animais com helicópteros e rifles

 


Uma operação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade em Rondônia tem gerado debate ao utilizar helicópteros, barcos e rifles para reduzir uma população de búfalos considerada invasora em uma área de preservação ambiental. Segundo o órgão, os animais causam impactos sobre o solo, a vegetação e espécies nativas da região.

Fabio Chaves reconheceu a existência do problema ambiental, mas questionou se o abate seria realmente a única alternativa. “É difícil admitir que a única solução seja matar esses animais com um rifle”, afirmou. Para ele, métodos não letais, como programas de esterilização, deveriam ao menos ser mais profundamente considerados antes da eliminação dos búfalos.

Fonte: vista-se.com.br

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Enterrado vivo e abandonado no lixo: cães resgatados superam traumas e ganham novos lares no interior de SP

 


Foto: Arquivo pessoal

Um recomeço cercado de amor, cuidados veterinários e acolhimento pode transformar a vida de animais vítimas de violência e abandono. Mas será que essa combinação é suficiente para ajudá-los a superar os traumas dos maus-tratos?

O g1 conversou com dois tutores de cães resgatados em situações de maus-tratos na região de Itapetininga (SP). Após um período de recuperação, adaptação e muitos cuidados, eles relatam como os pets vivem hoje e as mudanças conquistadas desde o resgate.

Patrizia Azevedo Dias, moradora de São Paulo, adotou o cão que foi enterrado vivo em setembro de 2021 às margens da Rodovia Antônio Romano Schincariol (SP-127), km 28, entre Tatuí (SP) e Boituva (SP). O animal da raça dachshund recebeu o nome de Menino Bento e uma “nova vida”.

“Relembrar a história do Bentinho é sempre alegre e triste ao mesmo tempo. Uma história triste que teve um final feliz. Um dia, uma funcionária estava vendo o jornal e passou uma reportagem sobre um cachorro que tinha sido enterrado vivo no interior de São Paulo.”

Na época, a União Protetora dos Animais (Uipa) de Itapetininga, organização responsável pelo resgate, compartilhou uma foto alertando sobre o caso: o animal estava coberto por terra e foi enterrado entre entulhos na SP-127.


Foto: União Protetora dos Animais (Uipa)/Divulgação

“Era um caso bem grave e a imagem da foto me chocou bastante. Aquele ser inocente, inofensivo, tentando sobreviver só com o focinho para o lado de fora, no buraco que ele cavou para poder respirar. Imagina o medo. Eu não gosto de pensar sobre e até me emociono”, relata Patrizia.

O sofrimento vivivo por Bento ficou no passado. Atualmente, ele vive rodeado de conforto e amor, tem a companhia de Pitoco, outro cão adotado por Patrizia. Segundo ela, os dois animais possuem uma relação de “amor e ódio”, pois são grudados, mas vivem se estranhando.

“O Bentinho é uma alegria na nossa vida. É super carinhoso. Por onde passa, ele vai até as pessoas e cumprimenta. É um cachorro realmente especial. Ele tem uma mancha nas costas e eu falo que é como uma ‘pincelada’ de Deus. Ele é o amor da minha vida.”

Assim que se interessou em adotar o animal na época, Patrizia foi orientada pela Uipa de que o cão precisaria de cuidados especiais, devido aos problemas de saúde causados pelo abandono. Ele passou por um longo processo de recuperação, que fez com que a tutora precisasse até ficar sem trabalhar.

“Eu passei um mês sem trabalhar para tomar conta dele. Tudo o que ele comia caía pelo buraco que ficou no pescoço dele. Ele estava muito machucado. Comecei a alimentá-lo com comida pastosa, banana amassada, água de coco, e assim fui indo. Depois, teve que fazer regime para emagrecer de tão gordinho que ficou”, relembra a tutora.


 Foto: Patrizia Azevedo Dias/Arquivo pessoal

Uma das memórias preferidas de Patrizia, daquelas que são criadas no dia a dia com o animalzinho, é o momento em que Bento deita junto dela na cama, amontoando a coberta e se escondendo dentro do buraco criado.

“Uma vez, eu procurei ele pela casa toda e fiquei desesperada. Ele tinha entrado entre a parte de cima e de baixo do sofá, e eu não achava ele pela casa e tinha ficado quietinho. Até que eu me sentei e senti ele. Dei até uma bronca”, compartilha.


Foto: Patrizia Azevedo Dias/Arquivo pessoal

Relembre o caso

Na época, a Uipa apontou que o animal tinha aproximadamente seis anos. Ele foi encontrado por um casal de Itapetininga que passava pelo local e viu a cabeça do cão para fora do buraco.

Os moradores disseram que o animal agonizava e, durante o resgate, perceberam os ferimentos no pescoço do cão. Ele foi desenterrado pelo casal e encaminhado ao Ambulatório Municipal, onde recebeu os primeiros socorros e passou por exames.

Segundo o boletim de ocorrência registrado, os moradores que encontraram o cachorro viram uma pessoa com uma enxada nas mãos e pararam para verificar a situação. Eles fizeram perguntas ao homem, mas ele colocou a enxada no porta-malas do carro e saiu do local. Logo depois, os moradores encontraram um monte de terra com uma pequena parte da cabeça do cachorro.

Três dias depois do registro do boletim de ocorrência, a polícia localizou os suspeitos. Ao g1, o delegado responsável pelo caso, José Luiz Silveira Teixeira, contou que a mulher disse que o marido dela enterrou o cachorro pensando que o animal já estivesse morto.

Segundo o relato da mulher à polícia, o animal ficou ferido em uma briga com um pit bull e, por isso, tinha um corte profundo no pescoço.

Aos policiais, ela ainda informou que, depois da briga com o pit bull, o casal levou o cachorro ao veterinário, mas, por conta do preço estabelecido para o tratamento, retornou para casa e decidiu enterrar o animal.

A organização também informou que o cão passou por uma bateria de exames, que constatou um quadro gravíssimo de desnutrição e que ele havia sido ferido com objetos cortantes.

Após o resgate, Bento passou por vários procedimentos em uma clínica de Botucatu (SP). Em um deles, foi usada parte da pele da pata para enxertar os ferimentos no pescoço, mas o cachorro contraiu uma bactéria e os enxertos não se adaptaram ao corpo do animal. Por isso, foi necessário fazer uma nova cirurgia.


Em 2022, o acusado de enterrar o animal vivo passou por audiência e, em 2024, a Justiça manteve a condenação dele e reduziu a pena, a ser paga em prestação devido à condição financeira do acusado.

Adotado há dois meses, o filhote de pinscher que foi abandonado doente dentro de uma lixeira em Boituva (SP) ganhou um lar. O caso ocorreu em 12 de março deste ano. Na mesma semana, a zootecnista e veterinária Cláudia Montalvão Cacau decidiu adotá-lo.

O pequeno pinscher recebeu o nome de Rodolfinho e, hoje, vive ao lado de outros seis animais na casa da tutora.

“Após os dois meses, a gente praticamente não sentiu a adaptação. Ele chegou, foi tão bem acolhido que todo aquele sofrimento ficou para trás. Acho que a gente tem o poder de fazer isso desaparecer da memória deles”, comenta a tutora.

Apesar de pequeno, Rodolfinho é um cachorro corajoso. A tutora conta que ele não tem medo de nada, brinca com todos os objetos da casa, escorrega com pano e pula em cima dos outros cachorros.

“A recuperação dele foi total, consegui resolver todos os problemas de saúde dele, está totalmente saudável. Desde o início, a relação dele com os outros animais foi a melhor possível. Eles têm esse sentimento de acolher todos, não teve nenhum problema na adaptação”, disse Claudia.

Para Cláudia, Rodolfinho representa sentimentos de paz, alegria e companheirismo.

“Eu falo que o Rodolfinho foi um exemplo para muitas pessoas da cidade. As pessoas adoram a história dele, é o animal mais lindo, perfeito e saudável que existe. Eu brinco que ele tem aquela história ‘do lixo para o luxo’, pode ter certeza”, concluiu.

O animal foi resgatado pelo ativista Iran Francisco Bispo, que registrou um boletim de ocorrência em 7 de maio. Segundo Iran, após ser retirado do lixo e levado ao veterinário, o cão passou a expelir vermes, pedaços de esponja de aço e até parafusos.

No boletim de ocorrência, Iran afirmou que a mulher suspeita de abandonar o animal comercializava cães da mesma raça sem autorização e em condições inadequadas. Ao g1, ele relembrou o momento em que encontrou o filhote, extremamente pequeno e debilitado, dentro da lixeira.

“Confesso que a minha reação ao vir aquele cachorrinho abandonado no lixo foi devastadora. Foi uma sensação muito difícil de explicar: misto de tristeza, revolta e indignação. Naquele momento, a única pergunta que vinha na minha cabeça era: como um ser humano consegue chegar a esse ponto?”, questiona.

Segundo o protetor, o Pinscher estava com a saúde debilitada, muito magro, chorando e precisando de atendimento veterinário com urgência.

Por Pâmela Beker e Larissa Pandori

Fonte: g1

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Morre Hope, cachorra explorada em resgates que atuou em tragédias no Brasil e na Turquia


 Foto: arquivo pessoal

A cachorra Hope, que era explorada em buscas e resgates e participou de algumas das maiores operações de resposta a desastres dos últimos anos no Brasil e no exterior, morreu na segunda-feira (1º/06), aos 9 anos. Diagnosticada com câncer de pulmão, ela passou seus últimos momentos em casa, ao lado de seu condutor, o 1º Sargento Clóvis, do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo.

Hope ficou conhecida nacionalmente por sua atuação em tragédias como o rompimento da barragem em Brumadinho (MG), em 2019, os desastres de Petrópolis (RJ), as enchentes no Rio Grande do Sul e a missão humanitária brasileira enviada à Turquia após o terremoto de 2023. Sua trajetória, no entanto, é marcada pela exposição de animais a cenários de extremo risco para desempenhar funções que poderiam ser substituídas por tecnologias como drones com câmeras térmicas, sensores de movimento e robôs projetados para atuar em áreas instáveis.

Na Turquia, em meio aos escombros deixados pelo terremoto que matou milhares de pessoas, a cachorra integrou a força-tarefa coordenada pelo Governo Federal, atuando ao lado de bombeiros e agentes da Defesa Civil na localização de vítimas. O reconhecimento conquistado por cães como Hope costuma vir acompanhado de homenagens e admiração pública, mas também levanta questionamentos sobre a exploração de animais em atividades que envolvem desabamentos, incêndios, enchentes e outros cenários capazes de causar ferimentos, adoecimento e até a morte deles.

Após anos de serviço, a cachorra estava aposentada e vivia com Clóvis, que a acompanhou até o fim da vida. Em depoimento divulgado após sua morte, o bombeiro lamentou a perda da companheira com quem dividiu momentos marcantes.

Além dos resultados alcançados nas missões, Hope conquistou a admiração de pessoas dentro e fora do Brasil. Segundo seu condutor, mensagens de condolências chegaram de diferentes regiões do país e também da Turquia, onde sua atuação ficou conhecida durante as operações de resgate.

Sua morte encerra a trajetória de uma cachorra que dedicou a vida ao salvamento de pessoas. Ao mesmo tempo, sua história mostra a necessidade de refletir sobre um modelo atrasado de resposta a emergências que ainda depende da exploração de animais para executar tarefas perigosas, mesmo diante do avanço de tecnologias capazes de assumir parte dessas funções. A homenagem a Hope reconhece sua dedicação, mas a sociedade precisa se comprometer a construir um futuro em que nenhum animal arrisque a própria vida para garantir sobrevivência de humanos.

Fonte: anda.jor.br

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136 animais mortos em Ibaté (SP): caseiro tem prisão mantida e polícia investiga maus-tratos em 2 inquéritos


 Foto: Leandro Vicari/EPTV

O caseiro de 26 anos suspeito de maus-tratos após a morte de 136 animais em uma chácara, em Ibaté (SP), teve a prisão temporária convertida em preventiva (sem data para terminar) após audiência de custódia.

O homem, que não teve a identidade divulgada, segue detido enquanto o delegado responsável, Ramon Alves Silva, investiga o caso em dois inquéritos. O primeiro apura a conduta do caseiro e deve ser concluído em até 10 dias. Uma multa de mais de R$ 1 milhão foi aplicada.

O segundo inquérito foi aberto para apurar todas as circunstâncias do caso e deve levar mais tempo para conclusão.

O delegado afirmou que, por enquanto, não pode dar mais detalhes para não comprometer as investigações.

No sábado (30/05), as equipes de resgate dos 140 animais sobreviventes identificaram indícios de que a cena do crime foi modificada após a primeira fiscalização, com a remoção de corpos de animais e a colocação de ração e água nos viveiros. Além disso, algumas aves foram soltas.

Quem são os investigados

Além do caseiro preso, o boletim de ocorrência cita como investigados o proprietário da chácara, Cláudio José Lopes, que está nos Estados Unidos desde o início do ano.

Cláudio afirma que desconhecia a situação e que contratou o funcionário para cuidar dos animais. Ele declarou que apresentará comprovantes de pagamento e registros para colaborar com a investigação.

No passado, a propriedade abrigava a Fundação Nacional do Meio Ambiente (Funama) Dr. Ernesto Pereira Lopes, entidade voltada para a educação e preservação ambiental, onde se realizavam pesquisas com ovos de aves (incubadoras desativadas ainda permanecem no local). Cláudio José Lopes reiterou que atualmente se trata de uma propriedade estritamente particular.

Contudo, as autoridades tiveram acesso a uma nota fiscal emitida no último dia 5 de maio no valor de R$ 3,7 mil em nome da Funama para a compra de insumos animais. No Boletim de Ocorrência, além do caseiro e de Cláudio, consta também o nome de Emílio Pereira Lopes como investigado. O g1 não conseguiu localizar Emílio até a última atualização desta reportagem.

Como o caso foi descoberto

A situação foi identificada por acaso. Um oficial de Justiça esteve na propriedade para cumprir uma citação de penhora e estranhou a presença de um cachorro imóvel. Ao notar o estado de abandono, ele acionou as autoridades.

Na vistoria, foram encontrados 136 animais mortos em um levantamento inicial, incluindo aves e cães em estado avançado de decomposição.

Na parte traseira, dezenas de viveiros abrigavam aves mortas e agonizando. No quintal e dentro da residência, cães debilitados também foram localizados, incluindo uma fêmea da raça shih-tzu em estado de agonia extrema, o que configurou o flagrante técnico.

O caso está sendo tratado sob duas esferas jurídicas:

  • Administrativa: A Polícia Ambiental informou que, devido à elevada quantidade de animais vitimados, a multa administrativa a ser aplicada ultrapassa o valor de R$ 1 milhão.
  • Penal: Os envolvidos responderão pelo Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) por praticar ato de abuso e maus-tratos a animais.

Situação dos sobreviventes

Os animais resgatados foram encaminhados ao Centro de Controle de Zoonoses de Ibaté, onde cumprem quarentena de 45 dias para monitoramento de possíveis doenças infecciosas.

Entre eles estão aves debilitadas, como galinhas sem penas devido ao estresse e canibalismo, além de pavoas com problemas graves nos olhos. Uma cadela da raça rottweiler, apelidada de “Gorda”, também foi acolhida. Apesar de ter vivido confinada em condições precárias, apresenta comportamento dócil e está em recuperação.

Parte dos animais sobreviventes será encaminhada ao Parque Ecológico de São Carlos, onde passarão por triagem técnica. Outros poderão ser destinados a santuários ou zoológicos.

Fonte: G1

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