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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Mulher é presa por maus-tratos após cachorro ser resgatado em estado grave no PI

 


Foto: Reprodução / Polícia Civil

Uma mulher foi presa em flagrante por suspeita de maus-tratos a um cachorro resgatado em estado de extrema magreza, em Parnaíba, no litoral do Piauí. O animal foi encontrado debilitado após uma denúncia anônima e precisou ser internado para receber atendimento veterinário.

Segundo o delegado Renato Pinheiro, responsável pelo caso, a equipe recebeu informações sobre a situação do cachorro e decidiu realizar o resgate imediatamente.

“Foi uma denúncia anônima. Quando vimos as fotos e os vídeos, nem programamos a operação. Reunimos a equipe e fomos. Nem sabíamos se iríamos encontrá-lo vivo”, relatou o delegado.

Ao chegar ao local, os policiais utilizaram um drone para localizar o animal e constataram a gravidade da situação.

De acordo com a Polícia Civil, o cão estava há dias sem se alimentar e sem ingerir água. Após o resgate, exames apontaram que o cachorro também estava com cinomose e leishmaniose, doenças que agravaram ainda mais seu estado de saúde.

Diante da situação, a tutora foi presa em flagrante pelo crime de maus-tratos a animais.

Animal recebeu alta

Por causa da extrema debilidade, o cachorro foi internado logo após o resgate. Segundo o delegado Renato Pinheiro, o animal apresentou melhora clínica, recebeu alta e foi encaminhado para um fiel depositário, onde permanecerá durante o andamento do processo.

Campanha para custear tratamento

Apesar da alta, o cão, que recebeu o nome de Pretinho, continuará recebendo acompanhamento veterinário e tratamento para as doenças diagnosticadas. Integrantes do núcleo de proteção animal e protetores independentes iniciaram uma campanha para arrecadar recursos destinados às despesas com exames, medicamentos e cuidados contínuos.

A mobilização ocorre por meio de doações via Pix e busca garantir a recuperação do cachorro, que segue sob acompanhamento veterinário.

O Pix para ajudar no tratamento do Pretinho é:

  • Chave Pix: 013.331.883-40 (CPF)
  • Nome: Patrícia Letícia F. Farias
  • Contato para comprovantes: (86) 99842-9600 (WhatsApp)

Por Izabella Lima

Fonte: cidadeverde.com

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    Foto: arquivo pessoal Gabriela Galdino
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    Foto: arquivo pessoal Gabriela Galdino
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    VEREADORA  POR MACEIÓ OLIVIA TENÓRIO ( foto: assessoria )


    TUBARÃO BEBIDAS E GALETERIA NA RUA VICENTE CELESTINO 628 NA SANTA LUCIA EM MACEIO ALAGOAS ( @tubaraofrangonabrasaoficial )

Após onça ser importunada por embarcações em Porto Jofre (MT), pesquisadores e guias cobram regras para turismo de observação de animais silvestres no Pantanal


 Foto: Reprodução

A repercussão do vídeo feito pelo guia Redouane Lachgar e compartilhado na ANDA, que mostra dezenas de embarcações cercando uma onça-pintada em Porto Jofre, no Pantanal mato-grossense, criou um debate sobre os limites éticos do turismo de observação de fauna e a necessidade urgente de regulamentação da atividade para proteger os animais silvestres.

O vídeo, que expôs uma frota de barcos disputando proximidade com uma única onça às margens do rio, gerou indignação nas redes sociais e levantou questionamentos sobre o impacto da pressão turística sobre indivíduos que deveriam viver livres de perturbações humanas.

Em meio à repercussão, o coordenador do Programa de Conservação da Panthera Brasil, Fernando Tortato, afirmou que o registro foi feito em um dos pontos mais procurados para observação de onças no Parque Estadual Encontro das Águas.

De acordo com Tortato, não existem estudos suficientes para afirmar como a concentração de barcos, os ruídos dos motores, das câmeras e a intensa movimentação afetam o comportamento, a caça ou outros aspectos da vida desses animais. Para ele, esse impacto só pode ser determinado por avaliações científicas específicas.

A adaptação de animais silvestres à presença humana não deve ser interpretada como ausência de sofrimento ou como autorização para submetê-los a situações de estresse recorrentes. A habituação, provocada pela exposição constante às atividades humanas, pode alterar comportamentos naturais e aumentar a vulnerabilidade da espécie.

O guia de turismo e empresário Ailton Lara também classificou como inadequada a quantidade de embarcações registrada nas imagens. Segundo ele, durante cerca de duas décadas a própria comunidade manteve um sistema informal de autorregulação, mas o crescimento acelerado da atividade levou à perda desse controle, tornando necessária uma intervenção para limitar o número de barcos e visitantes.

Após a repercussão do caso, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) informou que já publicou o Plano de Manejo do Parque Estadual Encontro das Águas e contratou a empresa responsável pela elaboração do Plano de Uso Público da unidade. O documento deverá estabelecer critérios para disciplinar a visitação e evitar que episódios como o registrado voltem a ocorrer.

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Reino Unido realizou mais de 2,5 milhões de procedimentos em animais em 2025; aumento de testes com cães e primatas preocupa ONGs


 Foto: kanpisut/Adobe Stock

Mais de 2,5 milhões de procedimentos científicos envolvendo animais foram realizados na Grã-Bretanha em 2025, segundo estatísticas divulgadas pelo governo britânico. Embora o total represente uma redução de 3,8% em relação ao ano anterior, organizações de defesa dos animais afirmam que a queda é insuficiente diante do compromisso assumido pelo Reino Unido de substituir gradualmente a experimentação animal. As ONGs também chamam atenção para o aumento de testes envolvendo cães e primatas, espécies cuja utilização desperta intenso debate ético devido à elevada capacidade cognitiva, social e emocional desses animais.

Os dados oficiais mostram que, apesar da leve diminuição no número total de procedimentos, os experimentos continuam ocorrendo em larga escala. O crescimento de 15% nos testes com primatas e de 9% nos realizados com cães é apontado por organizações de proteção animal como um sinal de que a dependência de modelos animais permanece significativa em determinadas áreas da pesquisa biomédica.

Camundongos e ratos continuam sendo, de longe, os animais mais utilizados em laboratórios britânicos, principalmente em pesquisas biomédicas, estudos de toxicidade e testes de segurança. As estatísticas também registram 17.593 procedimentos classificados oficialmente como de “sofrimento severo”, categoria reservada a experimentos que podem provocar dor intensa, sofrimento prolongado ou grave comprometimento do bem-estar dos animais.

Outro dado que desperta preocupação é o uso crescente de animais geneticamente modificados. Aproximadamente metade de todos os procedimentos registrados esteve relacionada à criação ou reprodução desses animais, muitos desenvolvidos para apresentar doenças ou alterações biológicas específicas destinadas à pesquisa científica. Organizações de defesa dos direitos dos animais argumentam que essa prática amplia o número de indivíduos submetidos a condições que podem comprometer sua qualidade de vida desde o nascimento.

As ONGs ressaltam ainda que as estatísticas oficiais não refletem toda a dimensão da utilização de animais em laboratórios. Segundo elas, um contingente expressivo de animais é criado para abastecer pesquisas, mas acaba sendo morto antes mesmo de participar de qualquer procedimento experimental. Isso ocorre, por exemplo, quando os indivíduos possuem sexo ou características genéticas diferentes das exigidas pelos protocolos científicos. Como esses animais não chegam a integrar experimentos formalmente registrados, eles não aparecem nos principais indicadores oficiais.

Para grupos de proteção animal, essa exclusão significa que o número real de vidas afetadas pelo sistema de pesquisa é superior ao apresentado nas estatísticas anuais.

Pressão por métodos sem animais

Os novos dados reforçaram os pedidos para que o governo britânico acelere a implementação de sua estratégia de substituição da experimentação animal. O Reino Unido já publicou uma estratégia nacional voltada à adoção de métodos científicos que dispensem o uso de animais, mas organizações afirmam que os avanços permanecem aquém do necessário.

Ao comentar os números, a diretora de Ciência e Assuntos Regulatórios da Cruelty Free International, Dra. Emma Grange, afirmou que o ritmo de redução continua “dolorosamente lento”. Segundo ela, a mudança recente na liderança política do país representa uma oportunidade para transformar os compromissos assumidos em medidas concretas.

A organização defende que o governo estabeleça ações capazes de acelerar a substituição dos testes em animais por tecnologias mais modernas e diretamente relacionadas à biologia humana.

Tecnologias substitutivas avançam

Nos últimos anos, o desenvolvimento de métodos alternativos ganhou impulso em diversos centros de pesquisa ao redor do mundo. Entre as tecnologias consideradas promissoras estão os chamados órgãos-em-chip, dispositivos que reproduzem funções de tecidos humanos em microescala, culturas tridimensionais de células humanas, modelos avançados de tecidos e sistemas baseados em inteligência artificial capazes de prever efeitos toxicológicos e farmacológicos.

Pesquisadores e organizações favoráveis à substituição da experimentação animal argumentam que essas ferramentas podem oferecer resultados mais diretamente aplicáveis à fisiologia humana em determinadas áreas da pesquisa, além de reduzir o uso de animais e responder a preocupações éticas relacionadas ao sofrimento provocado pelos experimentos.

ONGs como a PETA defendem que a adoção dessas tecnologias seja acompanhada por mecanismos regulatórios claros, financiamento adequado e revisão dos critérios científicos que ainda favorecem modelos experimentais baseados em animais.

Fonte: anda.jor.br

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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Meses após Billie Eilish viralizar ao dizer que “não dá para comer carne e amar animais ao mesmo tempo”, comentários de Millie Bobby Brown geram debates


 Fotos: Taylor Hill / Getty Images

Entre muitas coisas, Millie Bobby Brown ficou muito conhecida por seu amor pelos animais. Para contextualizar, Millie é dona de 62 (!!!!!) animais. Ela contou à BBC Radio 1 no ano passado: “Tenho 25 animais de criação, com mais 23 cães acolhidos, 10 cães de estimação e 4 gatos.”

Millie também coordena uma organização sem fins lucrativos chamada Joey’s Friends que trabalha com o resgate de animais, especialmente cães, provenientes de abrigos high-kill, que sacrificam seus animais. Este ano, a atriz de Stranger Things realizou a primeira festa de inauguração da Joey’s Friends, que ela descreveu no Instagram como “uma tarde incrível cheia de comunidade, compaixão e propósito”.

“O mais importante é que conscientizamos as pessoas sobre cães resgatados e a importância de dá-los uma segunda chance. Essa missão sempre foi fruto do amor e ela continua enquanto trabalhamos para dar a todos os cães os lares que merecem”, ela acrescentou.

Tendo isso em consideração, talvez não seja surpreendente que Millie pareceu confusa ao ser questionada sobre seu amor por animais e a prática de comer carne durante um teste de detector de mentiras junto a Louis Partridge, estrela coadjuvante na série de filmes Enola Holmes.



No teste, que foi filmado com a Vanity Fair, Louis perguntou a Millie: “Você se alimenta de algum dos animais que cuida?” Ela respondeu: “Nunca”.

Depois, Louis esclareceu: “Não falo dos mesmos exatos animais. Digo, você criaria um cordeiro para depois comer carré de cordeiro na janta?”

Millie pareceu nervosa com a pergunta e disse: “Existem certos animais que não como”. Louis respondeu: “Não foi isso o que perguntei”.

Millie então perguntou: “É sobre cordeiro, especificamente?” e Louis replicou com outra pergunta: “Existe algum animal que você cuida e que também comeria em um restaurante?”

“Eu não comeria alguns dos animais que tenho. Eu como frango”, disse Millie, antes de esclarecer, a pedido de Louis, que ela tem uma criação de galinhas.

Louis concluiu: “Então a resposta é sim”. Millie respondeu com rapidez: “Sim, mas eu não comeria carne de ovelha ou de cavalo. Entende o que estou dizendo?”

Louis acrescentou: “Estou com vontade de continuar o assunto, mas não vou”. Millie respondeu com certeza, soltando uma risada: “Melhor não!”

A resposta “incômoda” que Millie deu à pergunta de Louis serviu para estimular o debate sobre a ética de ser um defensor dos animais e consumir carne ao mesmo tempo. Para a sua informação, todo ano, bilhões de animais de produção industrial nascem para se tornarem alimento, e muitos desses animais são abatidos quando viveram apenas uma fração do seu tempo natural de vida, sob condições muito restritivas.

Algumas pessoas, como Billie Eilish, acreditam que é hipocrisia afirmar ser amante dos animais enquanto os consome como alimento e dá dinheiro à uma indústria que lucra com o abate. Em resposta aos comentários de Millie, uma pessoa escreveu a seguinte mensagem: “Qual é a diferença entre um cavalo e um frango, aos seus olhos? Não entendo essa ‘hierarquia’ que as pessoas tem com os animais, como se fosse certo comer um tipo de carne mas não os outros. É hipocrisia, e afirmo isso enquanto uma pessoa que come carne”.

“Parece que ela entende que é absurdo amar os próprios animais, mas comer aqueles que foram criados em condições horríveis por outra pessoa para serem abatidos e colocados no prato. Quanta confusão em esclarecer quais animais você come, quais você condena à miséria e quais você ama”, comentou outro usuário, enquanto muitas outras pessoas classificaram as falas de Millie um “exemplo perfeito de dissonância cognitiva”.

Ao mesmo tempo, muitas pessoas argumentaram que não é produtivo impor “opiniões preto e branco sobre moralidade em relação ao que comemos”. Uma pessoa afirmou: “Você pode amar os animais, participar do ativismo a favor dos animais e dar prioridade às escolhas que evitam os maus-tratos, tudo isso sem comprometer o poder de ir a qualquer lugar onde seus amigos desejam comer. Se, algumas noites, a única refeição que parece segura e previsível para você são nuggets de frango, é melhor do que não comer nada. Se você não sente segurança em voltar a ficar examinando rótulos no mercado para saber se é ‘permitido’ comer algo, isso não é necessário. Não é preciso fazer tudo ou nada”.

“Ela é uma grande defensora da proteção dos animais. Todos nós temos alguns comportamentos que não são totalmente alinhados à versão de nós que queremos ser. Devemos dar mais compaixão e aceitação. Ela não é perfeita, como nenhum de nós é”, escreveu outra pessoa no Instagram.

No geral, muitas pessoas concordaram que sempre vale a pena questionar a origem dos nossos alimentos e considerar o impacto de nossas escolhas. “Não acho que é razoável julgar só a Millie, mas acho que é bom mostrar a dissonância que existe em comer animais. A única resposta sensata que um onívoro pode dar é: ‘Sim, eu como animais e sei que, eticamente, não devia, mas ainda não dei esse passo difícil’. É uma resposta que, no mínimo, tem juízo”, sugeriu um comentarista.

“Acho que uma das coisas mais compassivas que um ser humano pode fazer é entender a origem dos seus alimentos e respeitar o sacrifício do animal”, afirmou outra pessoa.

Outro usuário acrescentou: “As pessoas são tão inconsistentes e cegas com as próprias regras ao tratar do que é certo ou errado em comer um animal. Faz bem destacar a inconsistência dela. É como a Billie Eilish disse, você não pode dizer que ama os animais se você come animais. Isso é exatamente o oposto de amá-los.”

Por Leyla Mohammed / Tradução de José Arthur da Costa e Silva

Fonte: BuzzFeed

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