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terça-feira, 3 de novembro de 2026

SVB lança campanha cinematográfica para divulgar o veganismo


 Para marcar o Dia Mundial Vegano, celebrado em 1º de novembro, a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) lançou um vídeo publicitário sobre uma falsa oportunidade de emprego em um matadouro. A produção traz os atores Emiliano D'Avila e Angel Ferreira em uma encenação na qual um candidato começa animado com a possibilidade de conseguir trabalho, mas muda de reação ao conhecer as atividades que teria de realizar.

Fabio Chaves elogiou a qualidade da produção e destacou a importância de iniciativas como essa para divulgar o veganismo no Brasil. Segundo ele, vídeos com esse nível de elaboração são mais comuns em campanhas de organizações internacionais. Fabio recomenda assistir à produção completa e compartilhá-la com amigos e familiares para ampliar a discussão sobre a exploração animal. ASSISTA COMPLETO: https://www.youtube.com/watch?v=KvHUjnNibGU

Fonte: vista-se.com.br


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Baleias enfrentam risco de atropelamento por navios que cruzam santuário marinho em alta velocidade


 Foto: Mario Gabualdi/Tethys Research Institute

Uma investigação do The Guardian identificou milhares de horas de navegação acima de velocidades consideradas perigosas para cetáceos no noroeste do Mediterrâneo. Apesar da recomendação internacional para reduzir a velocidade das embarcações, grandes empresas de transporte marítimo continuam atravessando áreas fundamentais para a sobrevivência de baleias ameaçadas de extinção.

O som de cliques captado por um hidrofone instalado no navio de pesquisa Pelagos anuncia a presença de uma baleia-cachalote. A bióloga marinha Alice Barbarioli, responsável por uma expedição de ciência cidadã organizada pelo Instituto de Pesquisa Tethys, prepara a câmera e aguarda o animal aparecer na superfície.

Quando a baleia emerge, os pesquisadores observam sua respiração e registram imagens. Ao retornar às profundezas, ela arqueia as costas e deixa a cauda à mostra. É nesse momento que Barbarioli identifica uma lesão na nadadeira caudal esquerda. Pela precisão da marca, a pesquisadora suspeita de uma colisão com uma embarcação.

O ferimento ilustra uma ameaça que acompanha as baleias no Mediterrâneo há décadas. Colisões com navios estão entre as principais causas de morte provocadas pela atividade humana para baleias-cachalote e baleias-fin, espécies ameaçadas de extinção na região.

Uma investigação publicada pelo jornal britânico The Guardian identificou que grandes embarcações de passageiros e carga operadas por Grimaldi Group, Corsica Ferries, Baleària e Moby Lines atravessam frequentemente áreas protegidas do noroeste do Mediterrâneo a velocidades de 15 nós ou mais, mesmo em regiões reconhecidas como habitat essencial para os cetáceos.

Os dados utilizados pelo jornal, fornecidos pela empresa de inteligência marítima Veson Nautical, apontam que essas velocidades aumentam drasticamente o risco de colisões fatais. Estudos indicam que impactos envolvendo embarcações a 15 nós ou mais quase sempre provocam ferimentos letais em baleias. Abaixo de 10 nós, a probabilidade de morte em uma colisão é consideravelmente menor.

O problema atinge uma região de importância fundamental para a sobrevivência das populações de cetáceos. O trecho marítimo entre Valência, na Espanha, e Gênova, na Itália, abriga aproximadamente dois terços das baleias-fin do Mediterrâneo e mais de um quinto das baleias-cachalote.

Parte desse território integra o santuário Pelagos, criado para proteger mamíferos marinhos no noroeste do Mediterrâneo. Em julho de 2023, a Organização Marítima Internacional (OMI) também estabeleceu uma Área Marítima Particularmente Sensível (PSSA, na sigla em inglês) na região.

A organização recomendou que embarcações com arqueação bruta igual ou superior a 300 toneladas navegassem entre 10 e 13 nós no local. A orientação, entretanto, tem caráter voluntário.

O levantamento do The Guardian, que também utilizou dados da Global Fishing Watch, identificou que navios com números de identificação da OMI acumularam mais de 280 mil horas de navegação a 15 nós ou mais dentro da área protegida em 2025. Em mais de 6 mil horas, as embarcações ultrapassaram 25 nós.

Os números indicam a dificuldade de proteger os cetáceos quando as medidas de conservação dependem da adesão voluntária das empresas. Análises anteriores da organização Oceancare e da empresa Quiet-Oceans já haviam apontado que a maioria das embarcações mercantes não respeitava os limites recomendados. Em 2023, 80% das viagens realizadas na área ocorreram acima de 10 nós.

A concentração das velocidades mais elevadas em determinadas companhias também chamou a atenção dos pesquisadores. Em 2022 e 2025, embarcações do Grupo Grimaldi, entre elas o Cruise Roma, com mais de 250 metros de comprimento, figuraram entre os navios que permaneceram por mais tempo acima de 15 nós no habitat dos cetáceos.

Em 2025, apenas sete embarcações, quatro balsas rápidas da Baleària e três balsas de cruzeiro da Grimaldi, responderam por 70% das horas registradas acima de 25 nós. Os sete ferries de cruzeiro da Grimaldi também concentraram aproximadamente 8% de todo o tempo de navegação acima de 15 nós contabilizado na área naquele ano.

O jornal conversou com seis capitães, cinco ainda em atividade e um aposentado, que navegaram pela região após sua designação como área marítima particularmente sensível. Profissionais que comandaram embarcações da Grimaldi e da Moby Lines afirmaram que suas empresas não adotaram medidas para estimular a redução da velocidade.

Um capitão da Grimaldi afirmou que a recomendação voluntária não seria suficiente para mudar a operação das companhias. Segundo ele, os ferries continuam navegando a aproximadamente 25 nós, especialmente os que transportam turistas, porque precisam cumprir horários comerciais.

Thomas Folegot, diretor-executivo da Quiet-Oceans, também apontou dificuldades econômicas para a redução da velocidade nos serviços de transporte de passageiros. Segundo ele, alterações nos horários e na duração das viagens poderiam comprometer a competitividade das empresas.

A Comissão Baleeira Internacional informou ao The Guardian que registrou seis ocorrências na área desde julho de 2023. Foram cinco quase colisões e uma colisão. O número, porém, não representa necessariamente a dimensão do problema, já que grande parte dos impactos envolvendo embarcações e cetáceos não é registrada.

Para Simone Panigada, presidente do Instituto de Pesquisa Tethys e de um comitê científico dedicado à conservação de cetáceos, é necessário substituir progressivamente as recomendações voluntárias por regras obrigatórias.

A pesquisadora defende que exigências vinculantes estabeleceriam condições iguais para todas as empresas e impediriam que a proteção das baleias dependesse exclusivamente das decisões comerciais de cada operadora.

A Corsica Ferries afirmou que apoia pesquisas sobre a megafauna marinha do Mediterrâneo e adota medidas para reduzir colisões, como monitoramento, treinamento das tripulações e desenvolvimento de ferramentas de alerta. A empresa também declarou orientar seus capitães a navegar com cautela na área protegida e a reduzir a velocidade para 10 a 13 nós.

A companhia, entretanto, afirmou que seus capitães relatam dificuldades para evitar cetáceos que aparecem repentinamente na trajetória dos navios quando eles navegam em velocidades menores, em razão de uma suposta redução da capacidade de manobra.

A Baleària declarou que trabalha para proteger a biodiversidade marinha por meio de treinamento das tripulações e sistemas de monitoramento em tempo real, que permitem ajustar a velocidade e a rota das embarcações. A empresa também informou que nenhuma de suas balsas rápidas registrou colisões com cetáceos e citou sua participação em iniciativas de conservação, como os projetos Life Conceptu Maris e Life Intemares.

Grimaldi e Moby Lines foram procuradas pelo The Guardian, mas não responderam.

Embora o tempo de navegação acima de 15 nós tenha diminuído 11% entre 2022 e 2025, a redução não pode ser atribuída à recomendação da OMI. Olivia Watkins, diretora associada da Veson Nautical, afirmou que mudanças nas rotas provavelmente explicam parte da queda. Segundo ela, não há indícios de que a orientação voluntária tenha contribuído significativamente para o resultado.

Wei-Jun Mun, diretor de políticas públicas do Conselho Mundial de Navegação, declarou que o setor está comprometido com as medidas de proteção da área, mas apontou dificuldades operacionais e comerciais relacionadas à redução da velocidade, incluindo a possível necessidade de acrescentar embarcações para manter os horários dos serviços.

Fonte: anda.jor.br

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Fonte: Deisy Nascimento - jornalista e ativista da causa animal


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Jaguatirica resgatada em área urbana de Penedo é devolvida à natureza

  


Foto: Assessoria

Uma jaguatirica resgatada em uma residência no município de Penedo, no interior de Alagoas, foi devolvida à natureza após passar por avaliação veterinária. O animal, um macho jovem, havia sido encontrado em uma área urbana e foi capturado por equipes do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), da Polícia Militar de Alagoas.

Após o resgate, o felino foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), unidade gerida pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). No local, o animal recebeu acompanhamento especializado para verificar suas condições de saúde e avaliar a possibilidade de retorno ao ambiente natural.

Durante o período de observação, a jaguatirica também recebeu alimentação adequada. A avaliação é uma etapa importante para garantir que animais silvestres resgatados apresentem condições de sobrevivência em seu habitat.

De acordo com a médica veterinária e consultora do IMA/AL, Ana Cecília Pires, trata-se de um macho jovem. O aparecimento de jaguatiricas em áreas urbanizadas pode estar relacionado à busca por alimento, abrigo ou novos territórios.

“O animal foi avaliado e permaneceu em observação, sem a necessidade de contenção física, para evitar um estresse ainda maior. Como se trata de um felino, esse cuidado é fundamental. Durante os dias em que esteve sob acompanhamento, reforçamos sua alimentação e constatamos que ele apresentava boas condições de saúde. Com isso, foi possível realizar seu retorno à natureza”, explicou a médica veterinária.


A jaguatirica é um felino silvestre que desempenha um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas, especialmente no controle populacional de pequenos animais. Sua preservação contribui para a manutenção da biodiversidade e dos ambientes naturais.

O IMA/AL orienta que, ao encontrar animais silvestres em áreas urbanas, a população evite qualquer tentativa de aproximação, captura ou manuseio. A recomendação é manter distância e acionar os órgãos competentes para garantir a segurança das pessoas e dos animais.

O Batalhão de Polícia Ambiental também recebe denúncias e solicitações de atendimento pelos telefones (82) 98833-5879, 190, 181 e (82) 98752-2195 (Copom/BPA), além do e-mail bpa@pm.al.gov.br .

Fonte: tribuna hoje com ascom IMA


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