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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Voto Vegano: Vista-se lança plataforma para divulgação gratuita de candidaturas veganas


 Com as eleições de 2026 se aproximando, uma nova plataforma busca facilitar a identificação de candidatos que são declaradamente veganos e comprometidos com a causa animal. Criado pelo infoativista vegano Fabio Chaves, o Voto Vegano reúne inicialmente 25 pré-candidaturas de diferentes regiões do país e permite pesquisar os nomes por estado, cargo e partido. "Eu particularmente queria saber quais são realmente comprometidos com a causa animal a ponto de serem veganos", explicou Fabio.

A proposta não é restrita a uma corrente política. Segundo Fabio, candidatos de direita, esquerda ou centro podem participar, desde que sejam efetivamente veganos. "Essa plataforma não vai colocar só candidatos de esquerda", afirmou. A ferramenta também permite acompanhar quais estados, partidos e cargos concentram mais candidaturas veganas. Fabio reforça que a plataforma estabelece um critério específico para inclusão: ser vegano declarado. "Não basta ser ovolactovegetariano, não basta publicar fotos com animais", destacou. A iniciativa pretende oferecer aos eleitores uma forma mais direta de conhecer candidatos que adotam o veganismo e avaliar suas propostas durante o processo eleitoral. ACESSE: www.votovegano.com.br

Fonte: vista-se.com.br

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Menina de 10 anos ajuda a manter baleia-jubarte viva até a maré subir em praia

 


Foto: Facebook

Uma baleia-jubarte encalhada em águas rasas perto de K’gari, na Austrália, conseguiu retornar ao mar depois que uma menina de 10 anos ajudou a mantê-la hidratada enquanto a maré não subia. Scarlet estava com a mãe, Chantelle Smith, quando as duas encontraram a baleia próximo ao lado oeste da ilha.

A família passeava de jet ski pela região quando avistou a baleia sozinha, presa em uma área de pouca profundidade. Chantelle, que visita K’gari há cerca de duas décadas para observar baleias, decidiu ancorar perto do animal.

Scarlet começou a jogar água sobre o corpo da jubarte para evitar que a pele ressecasse sob o sol. A menina permaneceu atenta ao enorme mamífero marinho enquanto a mãe aguardava a chegada de ajuda.

“Ele estava falando conosco”, contou Chantelle. Segundo ela, a baleia mantinha a boca aberta e era possível observar suas estruturas filtradoras, conhecidas como barbatanas de queratina.

A família precisou deixar o local antes da chegada das autoridades, mas outro casal permaneceu junto ao animal. A ocorrência havia sido comunicada às equipes de fauna silvestre, que se dirigiram ao Wathumba Creek.

Quando os agentes chegaram, a maré começava a subir. Pouco depois, a baleia conseguiu se libertar e nadou de volta para águas mais profundas.

Para Chantelle, saber que o animal sobreviveu transformou completamente a experiência. Antes da confirmação do resgate, ela temia que a baleia não resistisse. “Muitas baleias morrem o tempo todo por encalharem”, afirmou.

O Departamento do Meio Ambiente, Turismo, Ciência e Inovação de Queensland confirmou que recebeu a chamada pouco depois das 9h de domingo e que o animal conseguiu retornar ao mar após a elevação da água.

K’gari, uma ilha de areia reconhecida como patrimônio mundial, abriga uma rica diversidade de vida marinha. Durante a maré alta, o sistema de riachos de Wathumba se transforma em uma grande área de água salgada frequentada por diferentes espécies.

Encalhes podem ocorrer por diversas razões. De acordo com a Whale and Dolphin Conservation (WDC) Austrália, quando uma baleia aparece sozinha na costa, as causas podem incluir idade avançada, doença, ferimentos ou desorientação.

Em encalhes coletivos, fatores sociais também podem influenciar. Baleias que vivem em grupos muito unidos podem acompanhar um indivíduo doente ou ferido até águas rasas, enquanto erros de navegação também podem contribuir para que animais inteiros acabem presos na costa.

No caso de K’gari, a combinação entre a presença de pessoas dispostas a ajudar e a subida da maré permitiu que a jubarte tivesse uma segunda chance de voltar ao oceano.

Fonte: anda.jor.br

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Brasil proíbe foie gras, mas mantém práticas de pecuária que submetem milhões de animais ao sofrimento

 




Foto: Reprodução/RPC

A proibição da produção e da comercialização de alimentos obtidos por alimentação forçada de animais, como o foie gras, entrou em vigor no Brasil em julho. A medida encerra uma das formas mais explícitas de violência praticadas contra patos e gansos, mas está longe de alcançar outras etapas da exploração animal. No país, ainda são permitidos o confinamento de galinhas e porcas em gaiolas, o descarte de pintinhos machos e o abate de vacas grávidas, além do transporte marítimo de gado vivo e do abate de jumentos.

O foie gras é produzido por meio da gavagem, procedimento no qual tubos de metal ou plástico são introduzidos na garganta dos animais para lançar grandes quantidades de alimento diretamente no estômago. A alimentação provoca o acúmulo anormal de gordura no fígado, que aumenta de tamanho e adquire a textura procurada pela indústria gastronômica.

A existência de uma proteção constitucional contra a crueldade não deveria permitir que práticas reconhecidamente violentas continuassem sendo tratadas como parte normal da produção agropecuária.

A médica-veterinária Carla Forte Maiolino Molento, coordenadora do Laboratório de Bem-estar Animal da Universidade Federal do Paraná (UFPR), também considera a gavagem uma prática dolorosa e cruel. A proibição, segundo ela, não elimina o problema mais amplo de um sistema produtivo que frequentemente coloca interesses econômicos acima das necessidades dos animais.

Entre as medidas que considera urgentes está o fim da matança de jumentos. A prática está relacionada principalmente à comercialização das peles desses animais para o mercado chinês e, segundo a especialista, ocorre sem monitoramento suficiente para dimensionar com precisão seus efeitos sobre as populações.

Outro ponto criticado é a exportação de animais vivos por via marítima. Bois, vacas e bezerros podem permanecer semanas em embarcações antes de chegar ao destino onde serão mortos, submetidos durante a viagem a espaços reduzidos, acúmulo de fezes e urina e condições que podem provocar lesões, doenças e mortes.

A permanência de vacas grávidas no sistema de matança também é um problema. Uma normativa do Ministério da Agricultura e Pecuária estabelece que, em condições normais, fêmeas nos últimos 10% da gestação não devem ser transportadas ou mortas. A própria regulamentação, porém, prevê procedimentos para situações em que a fêmea gestante chega ao matadouro.

Entre eles está a determinação de que o feto não seja retirado do útero antes de cinco minutos após o fim da sangria da mãe. Quando um feto maduro e vivo é encontrado, a norma determina que seja impedido de inflar os pulmões e respirar.

Para Molento, o fim das gaiolas teria impacto ainda maior pelo número de animais atingidos e pela intensidade do sofrimento imposto. Porcas podem permanecer confinadas em estruturas pouco maiores que seus próprios corpos durante períodos de reprodução e amamentação, com movimentos severamente restringidos.

O confinamento também atinge milhões de galinhas poedeiras. Criadas para a produção de ovos, elas podem passar praticamente toda a vida produtiva em gaiolas, durante cerca de 18 a 24 meses, antes de serem enviadas ao abatedouro.

A restrição de espaço pode provocar conflitos entre as aves e dificultar o acesso à água e à alimentação. Para reduzir ferimentos, a indústria utiliza a debicagem, procedimento que remove parte do bico por métodos mecânicos ou a laser. O recurso não elimina a causa do comportamento agressivo, mas altera fisicamente os animais para torná-los mais adaptados ao ambiente de confinamento.

Pintinhos mortos por não serem considerados rentáveis

A produção de ovos também expõe uma das formas mais silenciosas de descarte dentro da indústria animal. Pintinhos machos nascidos em linhagens selecionadas para a produção de ovos não põem ovos e, por apresentarem menor eficiência para a produção de carne, são considerados sem utilidade econômica para o setor.

George Sturaro, diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da Mercy For Animals, afirma que esses animais podem ser mortos por trituração, asfixia ou sufocamento logo após o nascimento.

“Eles são triturados porque não têm valor comercial”, explicou. “Estamos falando de um animal que nasceu, um ser vivo, senciente, que tem um sistema nervoso e que é capaz de sentir medo, dor, desconforto.”

A estimativa apresentada pela organização é de que cerca de 85 milhões de pintinhos machos sejam mortos dessa maneira todos os anos no Brasil.

Para Sturaro, o transporte marítimo de animais vivos e as condições impostas às aves estão entre as mudanças que deveriam avançar com maior urgência no país.

Congresso concentra disputa sobre proteção animal

A mudança nas regras sobre o foie gras ocorreu em um cenário de crescente pressão de organizações da sociedade civil para ampliar a proteção dos animais utilizados pela agropecuária. Mais de 500 proposições relacionadas à causa animal são acompanhadas por essas entidades no Congresso Nacional.

Em abril, organizações lançaram a Agenda Legislativa Animal 2026, que reúne 20 projetos considerados prioritários. Entre as propostas defendidas estão o fim do abate de equídeos, a proibição da exportação de gado vivo, a adoção da sexagem in ovo e a criação de regras de rotulagem para produtos de origem animal.

As ONGs também apoiam o PL 2881/2024, que pretende estabelecer o bem-estar animal como princípio da Política Agrícola. A proposta foi aprovada na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, mas ainda precisa ser analisada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, onde recebeu parecer contrário.

Na avaliação das organizações que elaboraram a agenda, a presença da pauta animal nos processos decisórios brasileiros ainda é pequena diante da dimensão dos problemas enfrentados pelos animais.

Parte da resistência está ligada à força política do agronegócio no Congresso. Segundo ele, mudanças também podem ser impulsionadas por exigências de mercados internacionais e pela pressão da sociedade sobre empresas, produtores e parlamentares.

A proibição da alimentação forçada de patos e gansos estabelece um limite para uma prática que submetia animais a um procedimento deliberadamente destinado a produzir uma alteração patológica em seus corpos. A permanência de outras formas de confinamento, descarte e matança, porém, mantém aberta uma questão maior sobre os limites éticos de um sistema que transforma seres sencientes em unidades de produção.

Fonte: anda.jor.br

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Cão comunitário Dorflex morre após ser atropelado e arrastado em Gramado, RS

 


Créditos: Divulgação.

A comunidade de Gramado está consternada com a morte de Dorflex, um cão comunitário que era símbolo de carinho e alegria no bairro Várzea Grande há oito anos. O relato foi compartilhado ao portal Acontece por Kerle Swaizer, que assumiu o papel de tutora responsável pelo animal e dedicou os últimos sete anos de sua vida aos cuidados diários do cãozinho.

Dorflex chegou ao bairro e passou um ano em uma farmácia. Diante da iminência de ser devolvido às ruas ou a um abrigo, Kerle decidiu acolhê-lo oficialmente. Desde então, a rotina incluiu alimentação adequada, limpeza, carinho e a administração contínua de medicamentos para controle de convulsões.

O impacto de Dorflex na vizinhança ia muito além dos cuidados básicos. O cão era conhecido por sua alegria contagiante e por atrair visitantes de outras cidades. Ele costumava descansar embaixo do estacionamento do Mercado Brobati ao lado de seu amigo Bob Caramelo, com quem dividia uma casinha. Além disso, circulava livremente por pontos tradicionais da região, como a Academia Rhino e a Escola Caramuru — onde alunos e professores brincavam que ele “estudiava” há anos, sendo extremamente querido por todos.

Histórico de união e o trágico atropelamento

A força da comunidade ao redor de Dorflex já havia sido testada em 2024, quando o cão foi sequestrado. Na ocasião, moradores se uniram em uma intensa mobilização que resultou no resgate do animal em Três Coroas após sete dias.

No entanto, o desfecho deste sábado, dia 8 de agosto, foi trágico. Segundo o relato de Kerle, um motorista atropelou Dorflex. Câmeras de segurança registraram o momento e capturaram a placa do veículo. O condutor já foi identificado e confessou o ato.

“Pelas imagens, a comunidade acha que pode ter sido proposital, pois o carro estava devagar, a uns 30 quilômetros por hora. O cão foi atropelado, o carro passou por cima, arrastou e fugiu do local. A gente vê que poderia ser evitado, não parou e não prestou socorro”, desabafou Kerle.

Segundo Kerle, ela chegou ao local apenas um minuto após o atropelamento e, embora tenha prestado socorro imediato, o condutor do veículo já havia fugido. O atropelamento foi por volta das 13h50.

O cão foi levado ao pronto atendimento em cerca de 15 minutos, onde foram constatadas fraturas graves nas patas e na costela, além de uma perfuração no pulmão. Infelizmente, Dorflex não resistiu à gravidade dos ferimentos e veio a óbito nesta segunda-feira, dia 10 de agosto.

Pedido de justiça e despedida

A Polícia Civil já recebeu o boletim de ocorrência registrado pelos moradores, que agora cobram a responsabilização do motorista para que tragédias semelhantes não se repitam, seja com animais ou com pessoas.

“Dorflex foi amor, sorriso, alegrou a comunidade e as pessoas. Está doendo bastante. Era muito amado, o amor da minha vida. Foram sete anos na rotina e na vida de toda a comunidade. Esperamos que a pessoa seja responsabilizada”, relatou Kerle, visivelmente emocionada.

Nos próximos dias, a comunidade da Várzea Grande organizará uma homenagem de despedida para celebrar a memória de Dorflex e honrar a trajetória de um animal que marcou a história e o coração de Gramado.

Fonte: Acontece Gramado

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Animais são retirados de áreas de risco e resgatados dos escombros após terremoto na Colômbia


 Foto: Clínica Veterinária EVI

Enquanto o terremoto de magnitude 7,4 fazia a Colômbia tremer na manhã de segunda feira(10), funcionários de uma clínica veterinária em Medellín correram para proteger os animais que estavam sob seus cuidados. Assim que perceberam o tremor, a equipe da Cimevet se mobilizou para retirar os pacientes do local com segurança. “São nossa prioridade”, escreveu a clínica ao compartilhar imagens da operação.

A cena registrada em Medellín integra uma série de casos envolvendo animais durante a emergência provocada pelo terremoto. Em diferentes cidades colombianas, cães e gatos ficaram expostos aos efeitos da destruição e alguns precisaram ser retirados de estruturas atingidas pelo tremor.

Em Rionegro, no departamento de Antioquia, a equipe da Clínica Veterinária EVI priorizou a retirada dos animais internados antes de deixar o prédio. Imagens da câmera de segurança mostram profissionais protegendo e transportando cães e gatos com agilidade durante a evacuação.

Em Cali, cães também foram encontrados sob os escombros de imóveis atingidos pelo tremor. Um deles foi localizado por moradores e retirado com vida durante uma operação de resgate que reuniu pessoas equipadas com cordas e equipamentos de proteção. O momento, compartilhado por Felipe Gomez, foi acompanhado por uma multidão, que reagiu com aplausos quando o cachorro finalmente deixou os destroços.

Outro registro divulgado nas redes sociais mostra um cão sendo retirado dos escombros de uma construção danificada. Segundo o relato do morador Santiago Henao, que publicou o registro no X, o cachorro tentava retornar ao local onde havia sido encontrado, provavelmente em busca de seu tutor, que está desaparecido.

Ainda não se sabe quantos animais morreram durante a tragédia e socorristas seguem procurando por sobreviventes. O governo colombiano declarou estado de desastre nacional para acelerar a mobilização de recursos e as operações de emergência.

Fonte: anda.jor.br