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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

SEM PROTEÇÃO: Risco aos animais: Governo Trump quer acabar com a regra de áreas sem estradas em florestas nacionais


 A geleira Herbert é vista em 23 de abril de 2017, perto de Juneau, Alasca, na Floresta Nacional de Tongass. Foto: AP/Becky Bohrer, Arquivo

O governo de Donald Trump avançou com a proposta de revogar uma regra criada há 25 anos para proteger milhões de hectares de florestas nacionais nos Estados Unidos da abertura de estradas, exploração madeireira e outros empreendimentos. A mudança pode ampliar a presença humana em áreas preservadas e atingir diretamente os animais que dependem desses ambientes para viver, se alimentar e se reproduzir.

Conhecida como regra de áreas sem estradas, a norma foi adotada nos últimos dias da presidência de Bill Clinton, em 2001. Ela protege cerca de 59 milhões de acres, o equivalente a aproximadamente 24 milhões de hectares, ou 30% das terras administradas pelo Serviço Florestal dos Estados Unidos.

A proteção alcança territórios onde a ausência de infraestrutura favoreceu a permanência de habitats mais íntegros. Para a fauna, a abertura de caminhos e a retirada de vegetação podem fragmentar áreas de vida, facilitar a entrada de veículos e pessoas e aumentar a perturbação em regiões utilizadas para abrigo, alimentação e reprodução.

O governo Trump sustenta que a norma dificulta o manejo das florestas e impede ações destinadas a reduzir o risco de incêndios. A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, afirmou que o acúmulo de vegetação, a proliferação de insetos e doenças e outros fatores teriam transformado algumas paisagens em áreas altamente vulneráveis ao fogo.

Cientistas, porém, apontam que a intensificação dos incêndios florestais resulta de uma combinação de fatores, entre eles o aquecimento e o ressecamento provocados pelas mudanças climáticas e décadas de supressão do fogo. Para ambientalistas, retirar uma proteção criada para manter áreas florestais sem estradas não constitui uma resposta adequada à crise.

Alex Craven, gerente da campanha florestal do Sierra Club, também contesta a justificativa apresentada pelo governo. Segundo ele, a regra nunca impediu o Serviço Florestal de executar intervenções específicas destinadas a reduzir material combustível. Na avaliação da organização, a abertura de novas estradas pode, ao contrário, favorecer o surgimento de incêndios.

A proposta preocupa especialmente defensores da Floresta Nacional de Tongass, no Alasca. Maior floresta nacional dos Estados Unidos, a região abriga uma diversidade expressiva de animais e desempenha papel fundamental na migração de salmões. A integridade de seus ecossistemas também está ligada à sobrevivência de comunidades que dependem da pesca e de outras atividades associadas à floresta.

Emma Powell, gerente de assuntos governamentais da Alaska Wilderness League, descreveu Tongass como um patrimônio de importância global. Segundo ela, a floresta sustenta espécies, culturas, meios de subsistência e milhares de empregos relacionados à pesca, ao turismo e à recreação.

A trajetória da área já foi marcada por disputas durante o primeiro governo Trump. Na ocasião, o governo federal retirou as restrições à exploração madeireira e à construção de estradas em Tongass. A medida foi posteriormente revertida durante a administração de Joe Biden.

A possível revogação da regra também desperta críticas pelo custo de manutenção da infraestrutura existente. David Jenkins, presidente da organização Conservatives for Responsible Stewardship, afirma que o Serviço Florestal já enfrenta um déficit bilionário na conservação de sua malha viária, que soma cerca de 592 mil quilômetros.

Embora o fim da proteção não determine automaticamente o corte de árvores ou a construção de estradas, ambientalistas temem que a retirada da designação abra caminho para empreendimentos capazes de alterar habitats preservados. A perda de áreas contínuas pode deixar animais mais expostos à presença humana e reduzir espaços necessários à sua sobrevivência.

O Serviço Florestal abriu consulta pública sobre a proposta e sobre a versão preliminar da declaração de impacto ambiental apresentada ao Diário Oficial dos Estados Unidos. O prazo para manifestação termina em 21 de setembro.

Para organizações de defesa ambiental, a disputa ultrapassa a questão administrativa. Está em jogo a permanência de territórios onde animais ainda encontram condições para viver sem a transformação constante de seus habitats em áreas destinadas à exploração humana.

Fonte: anda.jor.br

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Foto: arquivo pessoal

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domingo, 23 de agosto de 2026

Cachorros são encontrados em meio a ratos e dejetos em canil municipal lotado e sem ventilação no ES

 


Foto: Divulgação / MPES

Mais de 30 cachorros foram encontrados em condições insalubres em um canil municipal em Domingos Martins, na Região Serrana do Espírito Santo. O local projetado para receber 13 cães estava superlotado, cheio de dejetos e infestado de ratos.

O caso foi divulgado pelo Ministério Público estadual nesta quarta-feira (19), após a Justiça determinar que a prefeitura adote medidas urgentes para cuidar e acolher os animais adequadamente.

Uma vistoria feita no local mostrou que faltavam profissionais e espaços para quarentena e isolamento de animais doentes. O canil também era pouco ventilado e mal iluminado.

Por conta do confinamento prolongado, já foram registrados alguns episódios de fugas, brigas, ferimentos e mortes.

Todos os cachorros deverão passar por avaliação veterinária e tratamento, caso seja necessário, com prioridade para os doentes ou feridos.

A decisão determina ainda melhorias na higiene, segurança e controle de pragas, além da correção de estruturas que possam causar fugas, acidentes ou agressões.

A Prefeitura de Domingos Martins terá dez dias para apresentar um plano para adequar a unidade e reduzir a superlotação.

Em caso de descumprimento, haverá multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 100 mil. O MPES acompanhará o cumprimento da decisão.

O g1 procurou a Prefeitura de Domingos Martins, que informou que está adotando as providências necessárias para atender às determinações e aos prazos estabelecidos pelo Ministério Público Estadual e pelo Poder Judiciário em relação ao canil.

Disse também que a própria equipe de Bem-Estar Animal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente já havia diagnosticado tecnicamente o limite da capacidade operacional do espaço e sinalizado a necessidade de medidas de contingência e readequação.


 Foto: Divulgação/MPES

A administração reforçou que atua em algumas frentes:

Monitoramento veterinário contínuo: os animais atualmente abrigados na unidade são devidamente cadastrados e frequentemente monitorados pela médica-veterinária vinculada à Secretaria Municipal de Meio Ambiente;

Esclarecimento sobre recolhimento e abandono: É imperativo destacar que o Canil Municipal não realiza o recolhimento ativo e nem o recebimento voluntário de animais. A grave superlotação constatada (com o registro de 53 cães e 12 gatos) é consequência direta da prática de abandono no município.

Intervenções emergenciais: A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos foi acionada em caráter de urgência para executar as intervenções físicas e sanitárias imediatas na estrutura atual.

Desocupação responsável: A Secretaria Municipal de Meio Ambiente intensificou o contato com abrigos e outros canis privados em busca de alternativas viáveis e seguras para a transferência de parte dos animais, visando à redução progressiva da lotação da unidade.

Construção do novo canil: Como solução estruturante e definitiva, o processo administrativo para a construção de um novo e moderno Canil Municipal está em andamento.

Por Carol Leal

Fonte: G1

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Leopardo recupera movimentos após ficar paralisado em atropelamento, mas não poderá voltar à natureza


 Foto: ExpressFoto: Express

Um leopardo que perdeu quase completamente os movimentos das patas traseiras após ser atropelado por um veículo recuperou a capacidade de ficar em pé e caminhar depois de mais de dois meses de tratamento veterinário e reabilitação. O animal sofreu uma grave lesão na coluna e ferimentos na mandíbula, mas voltou a apresentar postura e marcha naturais. Apesar da recuperação física, os veterinários consideraram que ele não reúne condições para enfrentar os desafios da vida livre e decidiram mantê-lo sob cuidados humanos.

O acidente aconteceu no fim da tarde de 19 de janeiro de 2026, na rodovia Kheracha-Khodambha, no estado de Gujarat, na Índia. Encontrado gravemente ferido, o leopardo foi resgatado pelo Departamento Florestal e levado para uma unidade da pasta, onde recebeu os primeiros atendimentos.

“Ele estava completamente paralisado em ambos os membros posteriores, não conseguia ficar em pé e era obrigado a arrastar a parte traseira usando os membros anteriores”, relatou BP Pati, diretor da Fundação GEER.

No dia seguinte ao acidente, a Divisão Florestal de Aravalli acionou a Fundação GEER. O felino foi encaminhado ao Centro de Referência e Complexo Clínico Veterinário de Ensino, em Rajpur, Himatnagar, administrado pela Universidade Kamdhenu.

Exames realizados após a anestesia do animal revelaram uma fratura-subluxação traumática na região lombossacral, entre as vértebras L7 e S1. A área lesionada concentra estruturas nervosas relacionadas aos movimentos dos membros posteriores, da cauda e a funções pélvicas. O quadro explicava a perda quase total dos movimentos da parte traseira do corpo.

A coluna, contudo, não era o único problema. O leopardo também apresentava uma lesão grave na mandíbula inferior, paralisia do lábio, danos extensos nos tecidos moles e uma infecção que atingia a boca e a gengiva. Nos primeiros dias, ele tinha dificuldade para comer e beber.

Tratamento com mínimo contato humano

O animal foi transferido para o Parque Natural de Indroda, em Gandhinagar, onde permaneceu internado no hospital veterinário da Fundação GEER. Para proteger a região lesionada e evitar novos danos, os profissionais construíram uma gaiola de tratamento especialmente adaptada, que restringia os movimentos do felino.

A equipe também reduziu ao mínimo o contato direto com o animal. O monitoramento era feito remotamente, uma medida adotada para diminuir o estresse e evitar intervenções desnecessárias.

A resposta ao tratamento começou a aparecer poucos dias depois. No terceiro dia, o leopardo voltou a comer e beber por conta própria. Dois dias mais tarde, recuperou a capacidade de urinar e defecar normalmente.

A evolução motora foi mais lenta. Por volta do 20º dia, o animal começou a erguer o corpo com o auxílio das patas dianteiras. No 40º dia, já conseguia permanecer sobre as quatro patas, embora ainda tivesse dificuldade para sustentar o próprio peso nos membros posteriores.

Cerca de dez dias depois, sua postura estava mais próxima do padrão natural. Após quase dois meses, ele começou a caminhar dentro do recinto de tratamento. Segundo Amit Naik, diretor adjunto da Fundação GEER, aproximadamente dois meses e 15 dias depois do atropelamento, o leopardo havia recuperado a postura corporal e a marcha.

Recuperação não significa retorno à liberdade

A recuperação dos movimentos não foi suficiente para permitir a soltura. Para um leopardo, a vida na natureza exige plena capacidade física. A caça depende de velocidade, equilíbrio, força e agilidade. Deslocar-se por terrenos irregulares, disputar território e escapar de ameaças também exige respostas rápidas do corpo.

Uma limitação que pode parecer pequena em um animal sob cuidados humanos pode representar uma diferença entre viver e morrer em ambiente selvagem. Por isso, o leopardo permanecerá no Parque Natural de Indroda, em uma área de características naturalísticas, com acompanhamento especializado.

O caso também expõe um dos riscos impostos aos animais silvestres pela expansão das rodovias e pelo trânsito de veículos em áreas de ocorrência da fauna. O atropelamento interrompeu a vida livre do leopardo e provocou lesões que exigiram tratamento prolongado para que ele recuperasse funções básicas.

A Fundação GEER informou que sua equipe veterinária realizou mais de dez operações de resgate, atendimento emergencial e reabilitação de animais silvestres em Gujarat em 2026. Entre os casos estão três leopardos adultos em condições graves e dois filhotes que precisaram de cuidados especializados.

A instituição também está construindo um hospital veterinário para animais silvestres no Parque Natural de Indroda. O projeto prevê equipamentos para diagnóstico por imagem, cirurgia, terapia intensiva, análises laboratoriais, cuidados neonatais e reabilitação.

Fonte: anda.jor.br

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Tratamento pioneiro contra o câncer salva cobra píton com tumor na mandíbula


 Foto: Universidade de Liverpool/ reprodução

Uma píton de 4,5 metros e 50 quilos se recuperou de um câncer após ser submetida, pela primeira vez em uma cobra, a um tratamento de eletroquimioterapia. Jodie Foster, de 23 anos, recebeu a terapia depois que um tumor começou a invadir o osso de sua mandíbula. A recuperação foi anunciada pela Universidade de Liverpool, na Inglaterra.

Jodie vive aprisionada no zoológico de Chester e começou a apresentar alterações no comportamento antes do diagnóstico. Ela passou a se alimentar menos e a permanecer mais recolhida, sinais que levaram os cuidadores a investigar seu estado de saúde. Exames identificaram um fibrossarcoma, tipo de câncer que se desenvolve a partir de células do tecido fibroso.

Uma primeira cirurgia foi realizada para retirar a massa, mas o tumor voltou a crescer. Diante da recorrência da doença, veterinários recorreram à eletroquimioterapia, procedimento empregado principalmente na medicina humana e também utilizado no tratamento de câncer em cães e gatos.

A técnica combina a retirada cirúrgica da massa com a aplicação de pulsos elétricos na região afetada. A corrente altera temporariamente a membrana das células e facilita a entrada de medicamentos capazes de destruir células cancerígenas que possam ter permanecido no local.

O tamanho de Jodie exigiu adaptações para a cirurgia. Segundo Ian Ashpole, veterinário do zoológico de Chester, duas mesas cirúrgicas precisaram ser unidas para formar uma superfície equivalente ao tamanho de uma cama de casal. Cobertores aquecidos e ar quente foram utilizados para manter a temperatura corporal da píton estável durante o procedimento.

A cirurgia durou cerca de 90 minutos. De acordo com o veterinário, Jodie apresentou uma recuperação rápida após a intervenção e, posteriormente, não foram identificados sinais do câncer.

O tratamento é uma nova possibilidade terapêutica para répteis com tumores malignos, grupo que ainda dispõe de menos opções oncológicas do que cães, gatos e humanos. A experiência também mostra como o conhecimento desenvolvido na medicina pode ser adaptado às particularidades fisiológicas de outros animais, ampliando os recursos disponíveis para proteger suas vidas diante de doenças graves.

Uma píton de 4,5 metros e 50 quilos se recuperou de um câncer após ser submetida, pela primeira vez em uma cobra, a um tratamento de eletroquimioterapia. Jodie Foster, de 23 anos, recebeu a terapia depois que um tumor começou a invadir o osso de sua mandíbula. A recuperação foi anunciada pela Universidade de Liverpool, na Inglaterra.

Jodie vive aprisionada no zoológico de Chester e começou a apresentar alterações no comportamento antes do diagnóstico. Ela passou a se alimentar menos e a permanecer mais recolhida, sinais que levaram os cuidadores a investigar seu estado de saúde. Exames identificaram um fibrossarcoma, tipo de câncer que se desenvolve a partir de células do tecido fibroso.

Uma primeira cirurgia foi realizada para retirar a massa, mas o tumor voltou a crescer. Diante da recorrência da doença, veterinários recorreram à eletroquimioterapia, procedimento empregado principalmente na medicina humana e também utilizado no tratamento de câncer em cães e gatos.

A técnica combina a retirada cirúrgica da massa com a aplicação de pulsos elétricos na região afetada. A corrente altera temporariamente a membrana das células e facilita a entrada de medicamentos capazes de destruir células cancerígenas que possam ter permanecido no local.

O tamanho de Jodie exigiu adaptações para a cirurgia. Segundo Ian Ashpole, veterinário do zoológico de Chester, duas mesas cirúrgicas precisaram ser unidas para formar uma superfície equivalente ao tamanho de uma cama de casal. Cobertores aquecidos e ar quente foram utilizados para manter a temperatura corporal da píton estável durante o procedimento.

A cirurgia durou cerca de 90 minutos. De acordo com o veterinário, Jodie apresentou uma recuperação rápida após a intervenção e, posteriormente, não foram identificados sinais do câncer.

O tratamento é uma nova possibilidade terapêutica para répteis com tumores malignos, grupo que ainda dispõe de menos opções oncológicas do que cães, gatos e humanos. A experiência também mostra como o conhecimento desenvolvido na medicina pode ser adaptado às particularidades fisiológicas de outros animais, ampliando os recursos disponíveis para proteger suas vidas diante de doenças graves.

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