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quarta-feira, 10 de março de 2021

Cão é morto com tiro por perseguir moto e agressor é preso em flagrante

 

Mariana Dandara | Redação ANDA


Foto: Pixabay

Um cachorro foi morto com um tiro em Balneário Camboriú (SC) após escapar de sua casa e latir para uma motociclista, que se desequilibrou e caiu da moto. Depois do acidente, a mulher foi socorrida pela tutora do cachorro e, logo o marido da motociclista foi até o local e atirou no animal, que morreu na hora.

O crime aconteceu na tarde do último sábado (6) no bairro Rio Pequeno. Por volta das 15h30 a Polícia Militar foi acionada e, após fazer um cerco na rua Rio Paraguai, prendeu o agressor do cão.

A tutora do cachorro informou ao portal NSC Total que levou a motociclista para dentro de sua casa após a queda e que a ajudou. No entanto, após a mulher ir embora, seu marido teria voltado, identificado o cachorro e atirado contra ele usando uma espingarda. Em seguida, o homem entrou em um carro e deixou o local, mas foi pego no cerco feito pelos policiais.

Ao ser questionado pelos militares, o agressor confessou o crime e disse que atirou no cachorro porque o animal teria mordido sua esposa. Ele também mostrou onde havia escondido a espingarda. Junto dela, nove cartuchos intactos foram encontrados e apreendidos.

Preso em flagrante, o homem responderá pelos crimes de disparo de arma de fogo, porte ilegal e maus-tratos a animais. Após ser preso, ele foi levado para a Central de Polícia de Balneário Camboriú.

Lei Sansão

Sancionada no final de 2020, uma nova lei de proteção animal aumentou a pena para crimes cometidos contra cachorros e gatos no Brasil. Antes, esses crimes eram punidos com, no máximo, um ano de detenção, pena que era convertida em alternativas como a prestação de serviços à comunidade.

A legislação recebeu o nome de “Lei Sansão” em homenagem ao pit bull Sansão, que foi brutalmente torturado em Minas Gerais, tendo as duas patas traseiras decepadas. Paraplégico, ele não apenas se recuperou e provou o quão forte é capaz de ser, como serviu de incentivo para a aprovação da lei.

Com o aumento da pena, os criminosos que submeterem cachorros e gatos a maus-tratos poderão ser presos por um período de dois a cinco anos. Eles também poderão ser punidos com multa e com a proibição de tutelar outros animais.

A medida, no entanto, não protege os animais de outras espécies, excluindo a fauna silvestre e animais que são explorados pela sociedade, como galos, porcos, bois e galinhas.

Fonte: anda.jor.br

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