Mariana Dandara | Redação ANDA
Foto: Pixabay
Um cachorro foi morto com um tiro
em Balneário Camboriú (SC) após escapar de sua casa e latir para uma
motociclista, que se desequilibrou e caiu da moto. Depois do acidente, a mulher
foi socorrida pela tutora do cachorro e, logo o marido da motociclista foi até
o local e atirou no animal, que morreu na hora.
O crime aconteceu na tarde do
último sábado (6) no bairro Rio Pequeno. Por volta das 15h30 a Polícia Militar
foi acionada e, após fazer um cerco na rua Rio Paraguai, prendeu o agressor do
cão.
A tutora do cachorro informou ao
portal NSC Total que levou a motociclista para dentro de sua casa após a queda
e que a ajudou. No entanto, após a mulher ir embora, seu marido teria voltado,
identificado o cachorro e atirado contra ele usando uma espingarda. Em seguida,
o homem entrou em um carro e deixou o local, mas foi pego no cerco feito pelos
policiais.
Ao ser questionado pelos
militares, o agressor confessou o crime e disse que atirou no cachorro porque o
animal teria mordido sua esposa. Ele também mostrou onde havia escondido a
espingarda. Junto dela, nove cartuchos intactos foram encontrados e
apreendidos.
Preso em flagrante, o homem
responderá pelos crimes de disparo de arma de fogo, porte ilegal e maus-tratos
a animais. Após ser preso, ele foi levado para a Central de Polícia de
Balneário Camboriú.
Lei Sansão
Sancionada no final de 2020, uma
nova lei de proteção animal aumentou a pena para crimes cometidos contra
cachorros e gatos no Brasil. Antes, esses crimes eram punidos com, no máximo,
um ano de detenção, pena que era convertida em alternativas como a prestação de
serviços à comunidade.
A legislação recebeu o nome de
“Lei Sansão” em homenagem ao pit bull Sansão, que foi brutalmente torturado em
Minas Gerais, tendo as duas patas traseiras decepadas. Paraplégico, ele não
apenas se recuperou e provou o quão forte é capaz de ser, como serviu de
incentivo para a aprovação da lei.
Com o aumento da pena, os
criminosos que submeterem cachorros e gatos a maus-tratos poderão ser presos
por um período de dois a cinco anos. Eles também poderão ser punidos com multa
e com a proibição de tutelar outros animais.
A medida, no entanto, não protege
os animais de outras espécies, excluindo a fauna silvestre e animais que são
explorados pela sociedade, como galos, porcos, bois e galinhas.
Fonte: anda.jor.br

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