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sábado, 18 de janeiro de 2020

Timtim: Justiça vai definir o novo lar de cão deficiente abandonado duas vezes no mesmo dia


Está a cargo da Justiça a definição sobre o novo lar do cão Timtim. O cão que foi abandonado duas vezes no início do mês, está desde então sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Proteção Animal (SEMPA), aguardando a adoção.
Em entrevista coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (16) o prefeito Ary Vanazzi anunciou o fim das entrevistas para a adoção do cão, que tem deficiência nas patas dianteiras abandonado. A partir de agora, a lista de interessados e os desdobramentos ficarão a cargo da Justiça. “Concluímos nossa etapa de trabalho. Tomamos todos os cuidados e permanecemos com a guarda do Tintim até a decisão final”, explicou Vanazzi.
Mais de 50 foram recebidas pessoalmente para seleção. Uma lista de critérios fizeram parte do questionamento, entre eles, o tipo de piso da futura residência, que deve ser liso por conta da dificuldade de locomoção do Tintim e a origem do interesse pelo animal.
Um dos critérios definidos foi de que, fosse apenas pelo destaque midiático, a família era descartada. “Temos responsabilidade com a saúde dele, com seu bem-estar, sua segurança e, em especial, com sua limitação por conta da atrofia nas patas dianteiras”, destacou o secretário Anderson Ribeiro.
RELEMBRE O CASO
A história que chocou o Estado ainda aguarda um desfecho feliz. O cão que foi abandonado duas vezes no último dia 2 de janeiro, em São Leopoldo, está sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Proteção Animal (SEMPA), recebendo cuidados e aguardando um novo lar.
No canil municipal ganhou até um nome: Timtim. O animal não tem raça definida e possui deficiência nas duas patas dianteiras. Na manhã de ontem, o casal que o abandonou chegou a procurar a SEMPA para reaver o animal, porém teve o pedido negado. O secretário Anderson Ribeiro, inclusive, frisou que Timtim não voltará para os antigos donos ou qualquer amigo ou familiar que tenha ligação com o casal.
O abandono
O cãozinho foi abandonado duas vezes no mesmo dia por um casal. Na manhã do dia 2 de janeiro, uma mulher deixou o animal em frente a uma empresa de ônibus, no bairro Cristo Rei em São Leopoldo. Em seguida, um mecânico que trabalha na empresa se dirigiu ao SEMPA, dirigindo o veículo da empresa, e deixou o animal no local, alegando que havia encontrado em frente ao seu trabalho.
O SEMPA divulgou imagens do cão em redes social e chegaram a informação, através de internautas que responderam a postagem, que o cachorro pertencia a um mecânico que trabalhava em uma empresa de ônibus. Se descobriu então que o homem que deixou o cachorro na SEMPA era o verdadeiro dono.
Os agentes procuraram a empresa e não encontraram o funcionário, porém conseguiram seu endereço e no local encontraram a mulher que abandonara o cão inicialmente. Ela alegou que o funcionário era seu companheiro e que eles estavam briga todos.
Os responsáveis foram identificados e o caso foi registrado na Polícia Civil através de Boletim de Ocorrência online. O cão está abrigado no Canil Municipal de São Leopoldo até estar disponível para adoção.
Fonte e foto   Diário da Encosta da Serra


Covardia em Gravatá, PE: criminoso toca fogo em abrigo para animais de rua


A Polícia Civil de Gravatá deverá abrir procedimento investigado para apurar as causas de um ato de covardia registrado na manhã de quinta-feira (17) na área central da idade.
Um abrigo usado por gatos de rua foi consumido pelo fogo. Algumas pessoas que passavam pelo local registram o desespero dos animais e as chamas que destruíram tudo.

O local abriga centenas de gatos que todos os dias recebem comida, ração e água potável. O abrigo fica numa área desabitada localizada próximo da Estação Ferroviária da cidade.
Por Clebson Amsterdan       
Fonte e foto: Pernambuco Notícias


sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Decreto de Bolsonaro paralisa aplicação de multas ambientais


Desde que o decreto nº 9.760, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, entrou em vigor, em 8 de outubro de 2019, a aplicação de multas contra crimes ambientais foi paralisada. O decreto exige a realização de uma audiência de conciliação em todos os processos administrativos por infrações das leis ambientais, permitindo que o infrator parcele o valor da multa, diminua ou até mesmo converta a penalidade em serviços de prestação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente.
(FOTO: MARCOS CORRÊA/PR)
A paralisação na aplicação de multas foi exposta por um relatório da instituição Human Rights Watch, publicado na terça-feira (14). O documento analisa a situação dos direitos humanos em mais de 100 países. As informações são da CartaCapital.
De acordo com dados obtidos através de um pedido via Lei de Acesso à Informação e divulgados pela ONG, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) não realizou nenhuma audiência de conciliação até 7 de janeiro, o que indica que os processos estão suspensos.
O pesquisador da entidade César Muñoz, responsável pelo relatório brasileiro, afirmou que o MMA afirmou que uma falha técnica do sistema impediu a realização de audiências.
“Eles não exemplificaram quais eram os problemas técnicos. Isso é muito grave. As multas, se não forem aplicadas, podem prescrever”, explicou Muñoz, em entrevista à CartaCapital.
O relatório indica ainda que redes criminosas receberam carta branca para impulsionar o desmatamento e que esse incentivo ao desmate tem relação com a impunidade. As multas aplicadas pelo Ibama para punir o desmate caíram 25% de janeiro a setembro de 2019, quando o desmatamento aumentou 80% na Amazônia, em comparação ao ano anterior.
A diretora da Human Rights Watch no Brasil, Maria Laura Canineu, afirmou que o ataque feito pelo presidente contra as agências de fiscalização ambiental está ameaçando a Amazônia e os defensores da floresta.
“Sem nenhuma prova, o governo tem culpado ONGs, voluntários brigadistas e povos indígenas pelos incêndios na Amazônia e, ao mesmo tempo, fracassado em agir contra as redes criminosas que estão derrubando árvores e queimando a floresta para dar lugar à criação de bois e agricultura, ameaçando e atacando aqueles que estão no caminho”, afirmou.
O relatório mostra também que Bolsonaro não vai cumprir os compromissos do Brasil no que se refere às mudanças climáticas e que o presidente enfraqueceu as agências ambientais, reduzindo seus orçamentos, removendo servidores experientes e restringindo a capacidade dos fiscais ambientais de atuarem no campo.
A liberação de 382 agrotóxicos por parte do governo também preocupa a entidade, que realizou um estudo que concluiu que Bolsonaro não monitora adequadamente a exposição aos agrotóxicos e a presença de resíduos de defensores químicos na água e nos alimentos.
O Ministério do Meio Ambiente não se pronunciou sobre o relatório, que deve ser discutido em uma reunião, na próxima segunda-feira , entre integrantes da ONG e o ministro da pasta, Ricardo Salles.
Fonte: anda.jor.br

Burrinho é obrigado a transportar Gordon Ramsay e outros chefs em carroça


Por
Giovanna de Castro
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Fonte: Mirror (não achei de jeito nenhum o nome do autor da foto)
“É bastante desconcertante que ninguém envolvido tenha questionado isso”, disse o ativista Audrey Gaffney
Fonte: Mirror (não achei de jeito nenhum o nome do autor da foto)
Gordon Ramsay, Gino D’Acampo e Fred Sirieix, três chefs famosos no Reino Unido, participaram de um ato cruel enquanto gravavam um programa especial de Natal, o “Christmas Road Trip”, isso porque, durante as gravações, forçaram um pequeno burro a puxar todo o peso de seus corpos em uma corroça.
Os três chefes receberam bastante críticas de internautas nas mídias e redes sociais de celebridades e ativistas em defesa dos direitos animais.
Uma das críticas foi de Audrey Gaffney, da The Ethical Bucket List, órgão protetor dos direitos animais, que declarou: “É claramente inaceitável que um animal pequeno como este puxe quatro homens adultos em um carrinho. É bastante desconcertante que ninguém envolvido tenha questionado isso”.
O site Plant Based News questiona o fato de ninguém da ITV ter interceptado a ação, visualizando como uma falha “inaceitável” da principal emissora do Reino Unido.
Outra crítica pertinente partiu do também ativista em defesa dos direitos dos animais e apresentador de TV Jan Leeming que questionou: “Não passou pela cabeça deles que a carga era grande demais para a pobre criaturinha?”.
Ainda segundo informações do site, os integrantes queriam que o burro realizasse a atividade com mais agilidade e a ITV não se importou com o caso, apenas declarando que cuidaram do bem-estar animal durante as gravações.
Fonte: anda.jor.br

Chuva atinge ONG de proteção a animais e cães ficam submersos em Belo Horizonte


A manhã de quinta-feira (16) foi de limpeza na ONG Ministério Arca de Noé Proteção Animal, no bairro Caiçara, região Noroeste de Belo Horizonte. Por causa da chuva, a água entrou no imóvel e alguns cachorros ficaram submersos.
“Já são vários episódios nos anos anteriores com óbitos de animais. Ontem, nós tínhamos uma pessoa a noite, a água subiu rapidamente e começou a entrar. O bom foi que a chuva parou rápido e tivemos tempo de tirar os animais. Mas anteontem (terça-feira) foi pior, animais ficaram submersos, perdemos armários, móveis, equipamentos e ração. Foi uma catástrofe, algo que a gente não tinha visto igual”, contou a diretora da ONG, Paula de Castro Maia.
Segundo ela, voluntários conseguiram salvar os animais que estavam afogando. Entre eles, bichos recém-operados e em recuperação. A ONG funciona há mais de três anos na rua Antônio José de Carvalho.
“Hoje eu já saí do momento de choque que estava. Mas é triste ver tudo perdido, sendo levado pela lama, água de córrego. Nós ficamos expostos com essa água contaminada”, destacou a diretora. 
Atualmente, a ONG tem 70 animais, entre cães e gatos. “Temos despesas como toda ONG. 
Quem quiser apadrinhar pode entrar em contato com a gente, mas o nosso principal é a alimentação dos nossos animais. Precisamos também de armários, materiais de limpeza e ajuda voluntária, seja de pessoas para passear com os animais, dar banho. Toda ajuda é bem-vinda. E a gente faz um apelo para, quem puder, acolher um animal em casa”, destacou Paula. 
Quem puder ajudar a ONG pode entrar em contato pelo telefone (31) 4102-0020 ou pelo Instagram @ministerioarcadenoeoficial
Por Carolina Caetano 
Fonte e foto: O Tempo


Marquesa do Pombal: uma ave injustiçada


Dois anos atrás a ativista Fernanda Juliana abriu o jornal Pioneiro, de Caxias do Sul, e deparou com a notícia de que 5 mil pombas seriam removidas do Centro para áreas menos urbanizadas da cidade. A prefeitura argumentava que as aves provocavam doenças e sujavam as praças.
Indignada, Juliana rumou para a Praça Dante Alighieri, a maior da cidade gaúcha, onde filmou um canteiro repleto de sacolas plásticas. “Caxias é o único lugar do mundo onde as pombas vão ao mercado e depois disso, de tão mal-educadas, jogam tudo no chão”, relatou no vídeo, de forma irônica, antes de inquirir a prefeitura sobre quantos moradores haviam de fato adoecido por causa da ave. “Quero entender também por que o caxiense tem essa birra tão grande com as pombas. Os que têm um pouco de grana vão para a Piazza San Marco, na Itália, e fazem vídeos lindos dos bichos pousando nos braços dos filhos. Mas aqui não pode, aqui a pomba transmite doença.” O vídeo foi visto 65 mil vezes numa cidade de pouco mais de 500 mil habitantes.
Fernanda Juliana é uma mulher magra, de 39 anos, que tem a ascendência alemã marcada no cabelo liso e na pele clara. Vegetariana, milita pela causa animal “desde os 6 anos de idade”, quando começou a recolher cachorros e gatos nas ruas, levando-os para casa. Hoje divide o seu teto com cinquenta cães, um gato, duas pombas e um ser humano – no caso, sua mãe. Trabalha de segunda a sexta como gerente administrativa de uma empresa de metal. O grosso do salário e do tempo é doado à filial caxiense da ONG Sociedade Amigo dos Animais (Soama), que ela preside. “Só de ração é meia tonelada por mês.”
Juliana disse que as pombas nunca haviam lhe chamado especial atenção até o dia em que leu sobre o projeto de remoção. “A minha revolta era mais porque a cidade estava abandonada pelo poder público, e a prefeitura ia gastar verba do contribuinte com uma coisa tão absurda.” O sucesso do vídeo acabou por alçá-la, involuntariamente, à condição de especialista. “As pessoas me perguntavam sobre as pombas, e eu não sabia responder. Então fui pesquisar.” Descobriu protetores nos Estados Unidos, na Alemanha, em Portugal e na Espanha. “Aquilo encheu meu coração de esperança.”
À época, Juliana prestava trabalho voluntário para a Sociedade Amigo dos Animais, então presidida pela ativista Natasha Valenti, com quem ajuizou uma ação civil pública em defesa das aves (o processo seria arquivado um ano depois, mas as pombas permaneceriam nas praças). Em paralelo, ela fundou também um movimento chamado “Salvem as Pombas”, que hoje reúne 10 mil seguidores no Facebook. “O projeto Salvem as Pombas foi criado para despertar nas pessoas compaixão em relação a essas aves tão discriminadas pela sociedade”, diz o manifesto de fundação, que as define como membros “de uma comunidade moral e detentora de dignidade”. “Minha meta é convencer as pessoas de que a pomba é limpa, inteligente, amistosa e que não causa doenças”, resumiu Juliana, por telefone. “Se fizesse o mal que dizem que faz, as populações humanas de Veneza e Istambul já estariam dizimadas.”
Ohistórico de interação entre pombas e humanos está amparado em dois alicerces. O primeiro é de ordem alimentícia: pombas comem milho, trigo e outros tipos de grãos que passaram a ser estocados depois do surgimento da agricultura, cerca de 12 mil anos atrás. O segundo é de ordem habitacional: pombas nidificam não em árvores, como a maior parte das aves, mas em rochas – o que as torna mais adaptáveis à arquitetura urbana de muretas e telhados. Acabaram sendo domesticadas para uso na mesa (como comida), na guerra (como correio) e na geopolítica internacional (como símbolo da paz).
Já a má fama da pomba é algo mais recente, que Fernanda Juliana atribui ao cineasta americano Woody Allen. “Foi ele quem colocou um personagem dizendo, no filme Memórias, que as pombas eram ratos com asas.” A partir daí, disse ela, a ave passou a ser responsabilizada toda vez que um humano padecia de criptococose – doença causada por um fungo presente em matéria orgânica morta, e que, em casos raros, pode levar à morte.
Assim ocorreu no ano passado, quando a doença matou duas pessoas em Santos. “Estou tentando gritar para o mundo que Santos é uma das cidades mais sujas do Brasil”, exasperou-se Juliana. “São 60 toneladas de lixo despejadas por dia no mar. Tem pessoas vivendo em palafitas. Mas culpam as pombas, quando o que falta é zeladoria e higiene pública.” Para enfatizar seu ponto de vista, mostra um laudo da Sociedade Brasileira de Infectologia, que obteve durante o processo contra a Prefeitura de Caxias do Sul. “A presença de pombas per se não deve ser encarada como um ‘risco sanitário’”, diz o documento, acrescentando que o fungo responsável pela criptococose está presente nas fezes de várias outras aves.
O laudo é endossado, com ressalvas, pelo veterinário Ricardo Lustosa, que publicou uma tese de doutorado sobre pombas e criptococose pela Universidade Federal da Bahia. “Ele está certo ao dizer que o fungo se desenvolve em diversas fontes, mas as fezes de pomba são de fato um excelente substrato para o crescimento”, explicou Juliana. “Sou contra demonizar as pombas; a mídia muitas vezes as acusa sem provar o nexo causal, mas também não se deve subestimar a presença delas, ainda mais quando há superpopulação em ambiente urbano.”
Desde que iniciou sua incursão columbófila, Fernanda Juliana visitou diversos países para ver como as pombas são tratadas. Em Portugal, conheceu pombais que foram erguidos na área infantil dos parques. “É para mostrar que as pombas não causam doenças e são ótimas companhias para as crianças”, explicou. Na Espanha, visitou uma praça “impecavelmente limpa”, com comedouro para os animais. “Elas eram alimentadas com ração contraceptiva, que é a forma correta de fazer controle populacional.”
Na Inglaterra, viu pombas sendo usadas, com um sensor preso às costas, para medir a poluição de Londres. Na Alemanha, ouviu falar de bombeiros que fizeram massagem cardíaca em pombas retiradas de áreas incendiadas. “É o país que melhor os trata no mundo.” Ainda conheceu um museu, nos Estados Unidos, que homenageia os pombos-correio que serviram aos aliados na Segunda Guerra Mundial. “Salvaram milhares de vidas.”
No Brasil, por outro lado, permanece o desprestígio. “A moda do momento, quando os vereadores não têm o que fazer, é criar leis proibindo as pessoas de alimentá-las”, reclamou Juliana. “Assim as pombas buscam comida estragada no lixo, ficam doentes, e a população consegue o motivo para exterminá-las.”
Existem leis desse tipo em São Paulo, Campo Grande, Vitória, Juiz de Fora e, não por acaso, Caxias do Sul. “A prefeitura coloca cartazes nas praças alertando para a proibição”, contou Juliana, lembrando que isso não impediu uma senhora de 84 anos de continuar gastando sua aposentadoria para alimentar os animais. “O nome dela é dona Idiati. Já foi multada várias vezes, obviamente não pagou nenhuma. É uma lutadora.”
Por Roberto Kaz
Fonte e foto: Piauí Folha

Nota do Olhar Animal: O trabalho em favor das pombas mencionado no artigo pode ser acompanhando aqui: https://www.facebook.com/salvemaspombas/


Versace elimina o couro de canguru de suas coleções


Depois de dizer não às peles, a Versace anunciou que não usará mais couro de canguru em suas coleções. A marca de moda de luxo informou a decisão e disse que parou de usar couro de canguru a partir da coleção 2019 em um comunicado enviado à associação de proteção animal italiana, Lav. 
O anúncio segue a denúncia da associação que, em um dossiê divulgado em outubro do ano passado, revelou o massacre de cangurus na Austrália, onde há mais de 2,3 milhões de caçadores anualmente. A Lav lançou uma campanha pública pedindo às empresas italianas que importam produtos obtidos com a morte de cangurus que parem imediatamente de alimentar o massacre.
As empresas Diadora (roupas esportivas) e Pro-life (alimentos para animais) atenderam ao apelo da Lav e anunciaram que não irão mais usar derivados de canguru (respectivamente, couros e carnes) em seus produtos.
“Acolhemos com satisfação o anúncio da Versace que, depois de um histórico adeus ao uso de peles, confirmou que não usará mais couro de canguru”, declarou Simone Pavesi, líder do projeto Animal Free da Lav. “É um ato de responsabilidade e civilidade, alinhado à crescente sensibilidade dos cidadãos do mundo todo em relação a questões como respeito aos animais e sustentabilidade ambiental”.
“Um gesto importante, hoje mais do que nunca, uma vez que os incêndios estão devastando a Austrália”, ressaltou Simone Pavesi, completando: “os incêndios, somados à caça, têm consequências dramáticas para a população de cangurus. Por esse motivo, pedimos às empresas italianas que tomem uma posição em relação aos massacres e renunciem imediatamente ao uso de couro de canguru em suas produções. Um gesto simbólico e ao mesmo tempo extremamente concreto, para ajudar a salvar o animal que é símbolo do continente australiano de uma devastação sem precedentes”. 
Além de renovar seu apelo ao governo italiano para proibir a importação de pele de canguru, nos últimos dias, a Lav escreveu ao embaixador australiano na Itália pedindo para interromper a caça de cangurus, que já estão sofrendo com os incêndios, uma verdadeira catástrofe ambiental que corre o risco de dizimar muitas espécies de animais da face da Terra.
Por Adnkronos / Tradução de Novello Dariella
Fonte e foto: FashionNetwork via Notícias de Campinas

Nota do Olhar Animal: É curioso e trágico que as pessoas de forma geral não entendam o couro como PELE. E é bom ressaltar também que não há qualquer diferença moral entre explorar cangurus por seu couro ou explorar BOIS pelo mesmo motivo.