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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Aprovado projeto que proíbe ‘eutanásia’ em cães e gatos saudáveis no Amazonas

 


Foto: Divulgação

Projeto de lei de autoria da deputada estadual Joana Darc (PL) que revoga a eutanásia em cães e gatos saudáveis foi aprovado na Aleam, e aguarda sanção governamental. O PL nº 730/2019, suspende o parágrafo único do artigo segundo da Lei Promulgada nº 170, de 30 de agosto de 2013, que “dispõe sobre a regulamentação da reprodução e eliminação da vida de cães e gatos”.

O artigo revogado explicita que, em caso de mordedura injustificada e recolhimento, se o animal não fosse adotado em 90 dias, o mesmo poderia ser eutanasiado.  “Essa é uma vitória para causa animal. Com a nossa propositura, fica proibida qualquer forma de eutanásia de animais que estejam saudáveis. Agora não haverão mais brechas para que qualquer pessoa possa querer utilizar desse artigo da lei para fundamentar algum gesto de maldade contra  animais saudáveis”, comemorou a deputada.

De acordo com a justificativa do projeto, esse artigo incentivava até a entrega de animais considerados bravos para eutanásia. A forma correta seria a promoção da adaptação desse animal e o pedi,Jo de apoio de organizações não-governamentais, Associações e entidades da causa promovido pelo próprio centro de Zoonoses para se promover a tentativa da reinserção desse animal e não promover um prazo próprio para a eutanásia. “A forma correta seria a promoção da adaptação desse animal e o pedido de apoio de organizações Não Governamentais, Associações e entidades da causa promovido pelo próprio centro de Zoonoses para se promover a tentativa da reinserção desse animal e não promover um prazo próprio para a eutanásia”, justifica texto do PL.

A parlamentar explica que existem diversas alternativas para se cuidar de um animal que apresente problemas de temperamento. “Um animal que de repente agrediu alguém, ou está mordendo de forma injustificada, ele tem solução, ele pode ter acompanhamento, pois existem diversas alternativas e tratamentos que podem melhorar esse comportamento. Além de que muitas vezes, esse comportamento agressivo, pode estar relacionado a forma com que ele está sendo criado, e esse animal não pode se penalizado com a eutanásia”’ reforçou a parlamentar.

O projeto foi aprovado no dia 02 de setembro e aguarda sanção governamental.

Por Adriano Santos

Fonte: Portal Politizei (texto e informações da Assessoria de Comunicação – Deputada Joana Darc)


Nota do Olhar Animal: Na realidade, o que o projeto de lei proíbe não é a “eutanásia” e sim o EXTERMÍNIO de cães e gatos para controle populacional, ação promovida comumente pelas prefeituras, tecnicamente equivocada e eticamente indefensável, e que é bem diferente da eutanásia. A eutanásia é um ato de caráter misericordioso e que deve atender aos interesses de quem o sofre, e não aos interesses de quem o pratica. Só pode ser chamado de “eutanásia” o ato de abreviar a vida de um animal com doença incurável e em estado irreversível de sofrimento. Portanto, não cabe a definição de eutanásia quando a morte é causada a animais saudáveis. Os órgãos públicos de saúde disseminaram o entendimento errado do termo “eutanásia” a fim de tentar minimizar a IMORALIDADE de suas ações de extermínio. Infelizmente, até mesmo protetores usam erradamente esta terminologia.

 

Após ser abandonado pelos donos, cão recebe abraço de consolo de gato de rua

 


A fotografia de um gatinho em situação de rua abraçando um cachorro que havia acabado de ser abandonado pelos próprios donos virou um símbolo e uma prova viva de que os animais podem ser excelentes exemplos de empatia e sensibilidade com o próximo.

A atitude gentil do felino comoveu milhares de pessoas na internet após ser compartilhada pelo rapaz que gravou o encontro em uma cidade oriental, cujo nome não fora divulgado.



Segundo os moradores da rua, o cãozinho ficou completamente perdido e atônito após ser covardemente abandonado.

Pouco depois, um gato de rua ‘veterano’ apareceu para confortá-lo, como se ele mesmo já tivesse passado por uma situação semelhante antes.



Daquele momento em diante, eles começaram a andar juntos por onde quer que fossem e construíram uma bela amizade: na rua, eles racionam a água e a comida, dormem juntos e se ajudam nas confusões do cotidiano.

Comovidos com a situação da dupla, moradores do bairro passaram a alimentá-los todos os dias. A rotina desses animais permaneceu quase intocada por vários meses, até que um centro de resgate levou-os para um abrigo.

Eles foram oferecidos para adoção e acreditamos que, muito em breve, serão acolhidos por um lar amoroso!

Foto: Reprodução Youtube / Kritter Klub

Fonte : amomeupet.org

Acesse esse guia no www.mundoanimalmaceio.com.br



Cadela cega e vítima de maus-tratos é resgatada no sul catarinense

 


A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Delitos de Trânsito e Divisão de Crimes Ambientais (DTCA) de Tubarão, em conjunto com a Unidade de Vigilância de Zoonoses, resgatou uma cadela vítima de maus-tratos.


 Após denúncia anônima, os policiais civis foram até o local e constataram a situação de abandono em que se encontrava o animal.

 De acordo com o resultado da diligência, tratava-se de uma cadela já idosa e cega que fora abandonada por seus donos há cerca de três meses. Nos recentes dias de chuva, ela permanecia ilhada sem saber para onde ir.

Além disso, o animal não tinha comida, ficando a cargo da bondade de vizinhos fornecerem a pouca alimentação que dispunha.

 Após o resgate, o animal foi recolhido à UVZ para tratamento e futura adoção. Os donos do animal responderão a procedimento policial por maus-tratos.

Fonte e foto: OCP News 

 

Mulher abandona cão filhote em área verde de Limeira, SP

 


Um caso de abandono de animal foi flagrado em Limeira. Imagens de câmeras de segurança mostram uma mulher estacionando em frente a uma área verde e, ao sair do veículo, deixa no local um cachorro filhote.


O caso foi registrado na segunda-feira (14), às 7h12, no Residencial Victor D’Andrea. O caso é apurado pela Alpa (Associação Limeirense de Proteção Animal) e um boletim de ocorrência será registrado. Segundo a Alpa, que postou o vídeo nas redes sociais, o cão tem três meses e já foi adotado e microchipado. A mulher já foi identificada e poderá responder por crime de maus-tratos.

 Por Nani Camargo 

Fonte e foto: Educadora AM

 

Criadores querem a liberação da cruel corrida de galgos no Brasil. E financiada com dinheiro público


Os criadores de cães raça galgo no sul do Brasil planejam a liberação das corridas com apoio político local e o de criadores de outros países sul-americanos. Obtiveram verba federal para a construção de um canódromo em Bagé (RS) e pretendem dar início a sua construção.

Existe uma relação muito próxima entre galgueiros do Brasil e os de países vizinhos já que, com a proibição das corridas no Uruguai e Argentina, Bagé acabou atraindo criadores destes países para realização de disputas internacionais. Também há registros de provas em Santana do Livramento, Quaraí e Uruguaiana. Os galgueiros sul-americanos apoiam as tentativas dos brasileiros alcançarem apoio junto aos políticos locais para promover corridas.

O prefeito Divaldo Lara (PTB) da cidade de Bagé, Rio Grande do Sul, conseguiu uma verba de R$ 251 mil reais do Governo federal via emenda parlamentar do deputado Marcon (PT) diretamente do Ministério do Turismo para construir o canódromo de Bagé. A obra para fazer o ‘Centro de Eventos da Pista de Galgos’ foi aprovada e a empresa FQC Construções deu uma previsão de quatro meses para que seja erguido no Parque do Gaúcho, o canódromo, com uma estrutura de 150 metros quadrados com salão, cozinha, banheiros e churrasqueira. 

Bagé já tem um pista de corridas desde 2012, onde os criadores do município treinam e competem seus animais nos finais de semana. Uma lei sobre as corridas foi aprovada por unanimidade em Uruguaiana, tornando as corridas de galgos um ‘patrimônio cultural’. Porém, a felizmente ela foi vetada pelo prefeito Ronnie Mello (PP).



A raça galgo é relativamente dócil, o que facilita o manejo e a grande quantidade necessária de reproduções forçadas. São necessários centenas de filhotes para garantir um vencedor, já que a raça tem uma lista grande de problemas de saúde e tempo de vida reduzido devido aos excessos das corridas. Filhotes e adultos são treinados para correr, mas ‘corridas’ não tem sentido na cabeça canina, portanto os criadores precisam de diversas técnicas (violência, eletrochoques, inanição, drogas e agulhas ou faquinhas para estimular o disparo na pista) para ‘convencer’ os cães a correr desembestados atrás de uma lebre ou avestruz (nem sempre mecânica) para chegar na frente dos outros cães, todos correm de focinheira para não morderem uns aos outros e as pessoas que os obrigam a correr. Esses cães corredores nem sempre sobrevivem até sua próxima corrida, morrem ali mesmo na pista, ou depois dentro das suas baias.



A corrida de galgos é legalizada em 8 países, Reino Unido, Irlanda, Nova Zelândia, Austrália, Estados Unidos, Vietnã, China e México, mas está em declínio. Não há público suficiente e depois da regulamentação e obrigatoriedade de cuidados com os cães, o alto lucro desaparece e a maioria dos criadores e pistas de corrida não ganham o suficiente para manter o negócio. 

Nos países de primeiro mundo, o número de apostadores hoje é tão pequeno que pouco se houve sobre corridas de cães na mídia ou mesmo no próprio local das corridas. Apenas em países de terceiro mundo, devido a clandestinidade é que existe um maior interesse em ganhar dinheiro com esse tipo de negócio.



Ano passado, na Inglaterra, morreram mais de 1.000 cães, dentro e fora das corridas. E os cães que não tem mais valia são mortos pelos criadores. Alguns dos sobreviventes ainda são explorados como reprodutores e os mais “sortudos” acabam em abrigos especializados na raça.

A raça galgo é sensível e tem muitos problemas de saúde, por isso são necessários milhares de cães para conseguir manter a prática.

Alguns do problemas de saúde incluem; doenças do coração, artrite e artrose, doenças graves de pele devido ao constante atrito com as barras de metal nas baias de corrida, degeneração ocular, queda de pelo, alergias de pele e inflamações crônicas devido a anatomia corporal magra com ossos proeminentes, graves calosidades e ressecamento de pele, doenças vasculares, câncer de variados tipos e graves problemas intestinais, como o ‘inchaço estomacal’ que leva o cão a morte em algumas horas. Os criadores conhecem esses problemas e mesmo assim continuam a forçar a reprodução



O Movimento Galgo Livre Brasil, Galgo Libre Chile, Galgo Libre Uruguai e Proyecto Galgo Argentina estão unidos e têm feito um trabalho pioneiro na América Latina. Alguns já tiveram êxito na proibição das corridas em seus países.

Galgo Livre é uma campanha que iniciou a partir da Lei n. 27.330 que proibiu as corridas de galgos na Argentina e seguiu em países do Mercosul como Uruguai, Chile e agora no Brasil.

O objetivo dessa campanha é abrir os olhos da sociedade para impedir a mudança de lei no Brasil, bem como ajudar no resgate e posterior adoção dos galgos evitando maus-tratos, abusos e a crueldade a que a espécie é submetida, juntamente com os outros animais (iscas) usados nos treinamento para as corridas.

Além da crueldade animal, essa campanha também ajuda a impedir a cultura do meio das apostas como ocorre e ocorreu nos outros países sul-americanos como jogo clandestino, tráfico de drogas, corrupção, parasitismo, exploração de menores, movimentação de dinheiro de origem espúria. Os galgueiros procuram disfarçar seu negócio como ‘tradição ou patrimônio’ nos países participantes. 

Como é a vida dos cães corredores? Eles passam a maior parte do dia trancados ou amarrados. Eles são drogados com uma miríade de substâncias, como arsênico, estricnina, cocaína, metanfetaminas, cardiotônicos, sildenafil, cafeína, etc. Esses medicamentos podem ser adquiridos nas mesmas pistas, nas redes sociais ou pelo correio. Portanto, ao proibir as corridas de cães em nível nacional, luta-se também contra o tráfico de drogas. Greyhounds (ou galgos) são treinados para correr cruelmente, amarrados a um veículo, em esteiras ou rodas de sangue, e também são forçados a viajar muitos quilômetros várias vezes ao dia. A crueldade se estende a outras espécies que são utilizadas como iscas: galinhas, corujas, cervos, peixes, lebres, javalis, porcos, emas, guanacos e filhotes de animais, estes vem da caça dos animais maiores com ajuda dos mesmos cães galgos. Por volta dos 3 anos, os galgos não conseguem mais correr, pois seus corpos foram explorados ao máximo. Esse estilo forçado de vida deixa sequelas como danos ao fígado, rins, tremores constantes e convulsões. Em seguida, os cães ‘inúteis’ são abandonados e deixados para morrer de fome. Apenas cães vencedores são usados como “sparring” em duelos. Raros são os casos de cães que atingem os sete anos de idade, e quando isto acontece é por interesse do galgueiro em obter uma “linhagem” através de reproduções forçadas.

Essas são as cidades gaúchas “galgueiras” como Bagé, Santana do Livramento, São Gabriel, Uruguaiana, Quaraí, Lavras do Sul, Santo Antônio da Patrulha, Rio Grande, Arroio Grande, Tupãnciretan, São Gabriel, Santa Maria, e outras, . Muitas outras cidades não aparecem na lista da rota galgueira mas mantém criadouros que atraem muitas pessoas que talvez ainda não conheçam a infinidade de crueldades que há por trás da “paixão por galgos”. E para atrair o fãs mais jovens, galgueiros experientes usam as redes sociais,

Vale lembrar que esta prática já se estende por outros estados do Brasil, como Santa Catarina e Paraná, onde os galgueiros conseguiram inclusive promover corridas nas cidades de Balneário Gaivota e Araranguá. Infelizmente essas cidades tem além dos adeptos da prática das corridas muitos galgos abandonados nas ruas, causando problemas para as cidades e seus entornos, que tem que arcar com as despesas, trabalho de adoção e cuidados com seus animais carentes. O galgueiros não se responsabilizam pelas consequências do seu negócio e deixam para a sociedade resolver.

O movimento contra as corridas alerta: “É necessário prestar muita atenção em quem são as pessoas e os políticos que incentivam essa prática abominável, uma atividade que não tem mais lugar em uma sociedade no século 21. A época das barbáries e disputas cruéis deveria ter ficado no passado mas ainda não conseguimos melhorar o suficiente como sociedade para enxergar o significado das coisas. E finaliza: “Diante dessa realidade incontestável, a sociedade deve ter a convicção e a força necessária para impedir a liberação das corridas de cães em todo o país. Esse é o único caminho para desmantelar a base desta indústria cruel e sangrenta.”

Por Flavia B. Bannister

Fonte e fotos: Olhar Animal 

 


Cãozinho chora após ser obrigado pelo próprio tutor a comer pimenta


Reprodução

Um cachorro da raça pastor alemão foi obrigado pelo próprio tutor a comer uma tigela repleta de pimenta durante uma transmissão ao vivo. Lamentavelmente, durante a pandemia, vídeos de tutores forçando e incentivando seus animais a comerem grandes quantidades de alimentos ou comerem coisas impróprias se tornaram populares nas redes sociais chinesas.

Os vídeos de maus-tratos surgiram como parte de um movimento de crítica contra uma política atual do governo chinês de reduzir o desperdício de alimentos. O pastor alemão foi obrigado a comer um prato típico chamado de Chongqing Chilli Chicken, uma refeição regional extremamente picante e cheia de pimentas cruas e vermelhas. Enquanto mastiga, o cão chora e o seu tutor ri.

Um outro vídeo que viralizou mostra dois cachorros sendo incentivados a comer 38 tipos de lanches e bebidas em um “desafio alimentar”. Outras imagens também feitas na China exibem um homem obrigando um husky siberiano a comer doces e fechando a boca do animal para obrigá-lo a engolir. É nítido que os animais estão sendo humilhados e abusados apenas por audiência em redes sociais.

Uma iniciativa que defende os direitos animais afirma que “esta é apenas uma nova maneira de abusar de animais. Eles não merecem ter animais domésticos, que bando de bastardos de sangue frio! Pobres animais, eles confiam em seus tutores incondicionalmente, mas os guardiões apenas os usam como vacas leiteiras [os tutores os enxergam como uma fonte de lucro]”.

O tutor do pastor alemão tentou justificar os maus-tratos afirmando que o cachorrinho gostava de comer pimenta, mas foi duramente criticado. Ele excluiu o vídeo. Ativistas em defesa dos direitos animais estudam pedir ajuda à Justiça para que o animal seja retirado da tutela do homem. 

Fonte: anda.jor.br

Discurso falacioso :Enquanto Pantanal arde em chamas, Bolsonaro diz que Brasil é país que mais preserva a natureza

 

Por

 Mariana Dandara 

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Ao mesmo tempo em que promove um desmonte ambiental, Bolsonaro afirma que o país preserva o meio ambiente.


DIEGO BRESANI/DIVULGAÇÃO

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse  que o Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente. A declaração, que ignora o recorde de queimadas que já destruíram quase 3 milhões de hectares do Pantanal, foi dada durante a inauguração de uma usina fotovoltaica na Paraíba.

“O Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente e, não entendo como, é o país que mais sofre ataques no tocante ao seu meio ambiente. O Brasil está de parabéns pela maneira como preserva o seu meio ambiente”, disse Bolsonaro.

Os dados oficiais, no entanto, desmentem o presidente. Além das queimadas no Pantanal, o fogo tem destruído outras regiões do país. De janeiro a agosto, o estado de São Paulo registrou 2.744 focos de incêndio, 53% a mais do que no mesmo período de 2019. Na Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, as queimadas registradas nos primeiros 14 dias de setembro já superaram o número de incêndios ocorridos em todo o mês de setembro de 2019. Até o dia 15, foram 20.485 focos de calor, ante 19.925 no ano passado. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

As provas de que o Brasil não preserva o meio ambiente como deveria, no entanto, não se restringem à devastação dos biomas. Isso porque é necessário levar em consideração o desmonte ambiental promovido pelo governo, que tenta esconder essa realidade com um discurso vazio que parabeniza o país por algo que não está sendo feito.

O governo Bolsonaro, através da ação do próprio presidente e de seu ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles, criou um órgão para perdoar multas ambientais; colocou militares sem competência técnica para chefiar o ICMBio e o Ibama; reduziu a fiscalização contra crimes ambientais; transferiu o Serviço Florestal Brasileiro do Ministério do Meio Ambiente para o Ministério da Agricultura, comandado por uma ruralista; atacou ONGs; contestou dados oficiais sobre desmatamento e queimadas; interrompeu o Fundo Amazônia, que financiava ações de preservação da floresta; exonerou funcionários de órgãos ambientais que possuíam perfil técnico e exerciam trabalho exemplar de proteção à natureza; liberou agrotóxicos de maneira excessiva; revogou decreto que proibia o avanço das plantações de cana-de-açúcar sobre os biomas pantaneiro e amazônico; entre tantas outras ações.


Foto: Ernane Júnior/Facebook

O resultado do desmonte é visto não só nas florestas que são derrubadas e ardem em chamas, mas também na redução de multas que deveriam punir criminosos ambientais. As penalidades aplicadas pelo Ibama em Mato Grosso do Sul sofreram queda de 22% em 2020, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em Mato Grosso, a redução foi de 52%, com 173 infrações relacionadas à natureza punidas em 2020, ante 361 em 2019.

Já em Mato Grosso do Sul, 50 multas foram aplicadas por crimes contra o meio ambiente neste ano. Em 2019, foram 64. A junção das penalidades registradas nos dois estados resultaram em 48% de queda.

A política ambiental desastrosa do Brasil já prejudica empresas brasileiras, que sofrem com a imagem negativa do país no exterior e perdem negócios. Esse cenário alarmante levou um grupo de países a enviar uma carta ao governo brasileiro na última quarta-feira (16) para pressionar Bolsonaro. O documento, assinado pelos governos da Alemanha, Bélgica, Dinamarca, França, Holanda, Itália, Noruega e Reino Unido, revela que a alta no desmatamento dificulta investimentos e transações comerciais com o Brasil.


Reuters/A. Perobelli

Em um trecho da carta, os países afirmam que “enquanto os esforços europeus buscam cadeias de suprimentos não vinculadas ao desflorestamento, a atual tendência crescente de desflorestamento no Brasil está tornando cada vez mais difícil para empresas e investidores [da Europa] atender a seus critérios ambientais, sociais e de governança”.

O manifesto cita ainda uma preocupação crescente por parte de consumidores, empresas, investidores e também pela sociedade civil europeia por conta dos recordes de desmatamento do Brasil.

Bolsonaro, no entanto, não cede à pressão internacional. Para ele, as críticas são desproporcionais. Enquanto outros países enxergam a imensa destruição ambiental a qual o Brasil foi condenado, com forte interferência do agronegócio que desmata para criar bois, o presidente segue de olhos fechados.

Fonte: anda.jor.br