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terça-feira, 20 de outubro de 2026

Antigo lixão vira reserva com mais de 200 animais de 15 espécies diferentes em São Luís (MA)

 


Foto: Reprodução/TV Mirante

Uma área antes degradada pelo descarte de resíduos no bairro do Calhau, em São Luís (MA), abriga hoje a Reserva do Congo, iniciativa voltada à proteção de animais e à educação ambiental. Desde 2015, o espaço passa por um processo de recuperação e recebe crianças de escolas para atividades de campo sobre a natureza, conduzidas por um biólogo.

Segundo a organização, o projeto começou com a recuperação da área para a criação legalizada de psitacídeos, grupo de aves que inclui papagaios, com foco na reprodução para evitar a extinção. Com o avanço dos trabalhos, a reserva incorporou atividades educativas destinadas a aproximar as crianças da biodiversidade e estimular o respeito pelos animais e pelo ambiente.

Atualmente, o local abriga mais de 200 animais de 15 espécies, entre elas o flamingo-vermelho, também conhecido como flamingo-americano. A reserva não recebe visitantes espontâneos, mas mantém as portas abertas para escolas interessadas em proporcionar aos alunos uma experiência de aprendizagem fora da sala de aula.

Durante as visitas guiadas, as crianças observam plantas e animais e aprendem sobre os cuidados necessários para preservar a natureza. Algumas levam papel e caneta para registrar as descobertas. Outras utilizam câmeras fotográficas para observar os animais com mais atenção.

Benício, que visitou a reserva pela terceira vez, levou uma câmera para fotografar os animais. Segundo a mãe, os conhecimentos adquiridos pelo filho já influenciam seus hábitos cotidianos, como economizar água e não jogar lixo no chão.

“Esses pequenos ensinamentos todos, ele já está tendo essa plantinha, essa sementinha aí de conscientização”, afirmou.

A equipe da reserva considera a experiência direta com a natureza uma ferramenta para despertar a curiosidade das crianças e incentivar atitudes de preservação. Um representante do projeto descreveu o espaço como uma extensão das escolas, onde os estudantes podem aprender em contato com o ambiente natural.

“A gente tem uma sala de aula viva. Nós somos uma extensão das escolas, onde as escolas trazem as crianças para uma aula em campo”, explicou.

A transformação de uma área degradada em um espaço dedicado à proteção e à educação ambiental abre oportunidades para discutir a responsabilidade humana na proteção da biodiversidade. Ao conhecer diferentes espécies e compreender a importância dos ecossistemas, as crianças podem desenvolver uma relação com a natureza baseada no respeito à vida, e não apenas na utilização de seus recursos.

A educação ambiental também pode contribuir para que os animais sejam reconhecidos como seres vivos que merecem proteção, e não como objetos de exploração. Para que essa compreensão se consolide, é importante que as atividades educativas valorizem as necessidades próprias de cada espécie, sua liberdade e a preservação dos habitats naturais.

A recuperação de áreas degradadas e a formação de novas gerações comprometidas com a proteção ambiental são caminhos importantes diante da perda de biodiversidade. A continuidade dessas iniciativas pode ajudar a construir uma cultura de respeito aos animais e de responsabilidade pela proteção da natureza.

Fonte: anda.jor.br


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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Três anos da morte de Fox: tutora transforma dor em causa animal

 


 Foto: Divulgação

Três anos após a morte de Fox Guerreiro, o cão da raça spitz alemão que mobilizou o país após sofrer um ataque em São José dos Campos (SP), a cantora Sakura, uma das tutoras de Fox, mantém o compromisso de transformar a dor em ações pela proteção animal.

Idealizada em 2025, a Fundação Fox nasceu como uma forma de honrar a memória do cachorro e ajudar a evitar que outros animais passem por situações semelhantes.

“Assim como eu disse no anúncio do falecimento dele, eu iria honrá-lo. Então, o sentimento que eu carrego, além da saudade, é o dever de fazer jus ao seu legado. Sinto que ele me deixou a missão de prevenir novos casos do tipo”, afirma Sakura.

A fundação atua nos bastidores da causa animal, oferecendo suporte financeiro e visibilidade a organizações que trabalham diretamente no acolhimento e na proteção de animais em situação de vulnerabilidade.

Segundo a cantora, a proposta é fortalecer quem está na linha de frente, permitindo que essas instituições continuem desenvolvendo suas atividades.

“Eu denomino a Fundação Fox como a retaguarda da causa animal, porque nós não atuamos de forma direta, mas sim nos bastidores. Então, nossa principal função é fornecer recursos para aqueles que estão na linha de frente da proteção animal, de forma que eles possam continuar esse trabalho tão necessário no nosso país”, explica.

Fundação

A Fundação Fox é uma associação sem fins lucrativos que concede subsídios e ajuda a ampliar a visibilidade de instituições brasileiras de proteção animal.

De acordo com os números divulgados pela organização, a iniciativa já apoiou 16 projetos ou instituições, destinou R$ 17 mil à causa, reúne uma comunidade de 93 mil seguidores e mantém três projetos.

A estrutura é financiada principalmente pela própria Sakura, que utiliza recursos pessoais para sustentar as atividades. A fundação não recebe doações diretamente, mas conta com uma iniciativa que conecta a produção artística independente à filantropia.

O projeto Arte Beneficente reúne artistas que disponibilizam conteúdos exclusivos gratuitamente ao público. A arrecadação ocorre por meio das visualizações dos vídeos no YouTube, e os recursos são destinados às ações de apoio. Em outubro de 2026, a organização indicada para receber os valores é o Patinhas Unidas, de Tubarão, em Santa Catarina.

A proposta também abre espaço para profissionais de diferentes áreas, como música, dança, teatro, literatura, fotografia, artes visuais e audiovisual. A intenção é transformar a produção cultural em uma ferramenta de mobilização e apoio financeiro à causa animal.

Mobilização nacional

Fox foi atacado em 9 de outubro de 2023, em São José dos Campos. Segundo as informações reunidas sobre o caso, o cão sofreu ferimentos gravíssimos após um ataque atribuído a um Bull Terrier. O cachorro perdeu parte do focinho e precisou de atendimento veterinário intensivo.

Após 16 dias de luta, Fox morreu em decorrência da gravidade das lesões. O episódio provocou comoção nacional e deu origem à campanha #JustiçaPeloFox, mobilizada pela família e por apoiadores que cobravam responsabilização pelo ocorrido.

A repercussão também trouxe à tona discussões sobre a guarda responsável de animais, a prevenção de ataques e o endurecimento das punições para casos de maus-tratos.

Em 2 de novembro de 2023, uma mobilização nacional reuniu, segundo a Fundação Fox, 200 mil assinaturas em defesa de mudanças na legislação, com a realização simultânea de 17 passeatas.

Lei Fox

A morte de Fox também inspirou o Projeto de Lei 5.225/2023, apresentado na Câmara dos Deputados em 26 de outubro de 2023. A proposta prevê alterações na legislação para aumentar as penas por maus-tratos a animais, elevar multas relacionadas à falta de cautela na guarda e estabelecer outras medidas de responsabilização.

Entre os pontos previstos estão o agravamento de punições em determinadas situações e restrições à tutela de animais considerados ferozes para pessoas condenadas por violência doméstica e familiar contra a mulher.

O projeto foi apresentado pelos deputados Delegado Bruno Lima (PP-SP), Delegado Matheus Laiola (União-PR), Fred Costa (Patriota-MG) e Marcelo Queiroz (PP-RJ), a partir de sugestões relacionadas ao caso.

Segundo a Câmara dos Deputados, a proposta está pronta para pauta na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara. Isso significa que ainda depende de tramitação para avançar no Congresso.

Condenação

Em julho de 2024, a Justiça condenou Umberto Vieira Ghilarducci, tutor do Bull Terrier envolvido no ataque, a 13 dias de prisão simples, em regime aberto, e ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais.

A condenação foi baseada na Lei das Contravenções Penais, que prevê punição para quem deixa animal perigoso em liberdade ou não toma os cuidados necessários para mantê-lo sob controle.

Umberto havia sido preso em dezembro de 2023, em Pouso Alegre (MG), após ser localizado em um sítio. Em março de 2024, obteve liberdade provisória enquanto o processo seguia na Justiça.

O caso também envolveu uma investigação sobre supostas ameaças contra as tutoras de Fox. Em março de 2025, Umberto foi absolvido da acusação de coação no curso do processo por falta de provas.

A condenação foi baseada na Lei das Contravenções Penais, que prevê punição para quem deixa animal perigoso em liberdade ou não toma os cuidados necessários para mantê-lo sob controle.

Umberto havia sido preso em dezembro de 2023, em Pouso Alegre (MG), após ser localizado em um sítio. Em março de 2024, obteve liberdade provisória enquanto o processo seguia na Justiça.

O caso também envolveu uma investigação sobre supostas ameaças contra as tutoras de Fox. Em março de 2025, Umberto foi absolvido da acusação de coação no curso do processo por falta de provas.

O amigo dele, Vinícius Rodrigues Marques, também respondeu à acusação, mas aceitou uma proposta de suspensão condicional do processo apresentada pelo Ministério Público.

Memória de Fox

Para Sakura, a criação da fundação representa uma maneira de dar continuidade à mobilização provocada pela morte do cachorro. A iniciativa busca manter o caso em evidência não apenas como uma tragédia, mas como um alerta sobre a necessidade de prevenção, conscientização e proteção jurídica dos animais.

A cantora defende que a violência contra animais não seja tratada como algo normal e que a sociedade participe da construção de uma rede de apoio às instituições que atuam nessa área.

“Eu não precisaria esperar ter o muito para começar, porque o meu possível seria gradualmente suficiente”, afirma Sakura, ao resumir a motivação que orienta o trabalho da fundação.

Três anos depois da morte de Fox, a saudade continua presente, mas a missão assumida por Sakura se traduz em iniciativas de apoio, mobilização e conscientização. A expectativa é que o legado do cachorro ajude a prevenir novos casos de violência e fortaleça a luta por mais proteção aos animais.

Por Xandu Alves

Fonte: Primeira Página


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Câmara dos Deputados avança com projeto que proíbe penas e plumas de origem animal em fantasias


 A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou o parecer favorável a uma proposta que proíbe a confecção, a venda e o uso de fantasias e adereços produzidos com penas e plumas de origem animal. O texto prevê multas de R$5 mil a R$1 milhão para quem descumprir a regra. A proposta ainda precisa passar por outras etapas legislativas antes de se tornar lei.

O avanço do Projeto de Lei 1.097/2019, que reúne outras três propostas apensadas, amplia o debate sobre a utilização de materiais de origem animal e os limites entre práticas tradicionais, interesses econômicos e proteção animal.

Para Arthur Regis, especialista em políticas públicas da Sinergia Animal, a discussão evidencia a importância de incorporar a proteção animal à formulação de políticas públicas.

“A proteção animal precisa ser considerada nas decisões que orientam a sociedade. Preservar manifestações culturais não significa que todas as práticas associadas a elas devam permanecer inalteradas. É possível buscar alternativas que respeitem os animais sem comprometer a criatividade, a identidade e a riqueza das nossas expressões culturais”.

O texto aprovado prevê exceções para situações em que a extração das penas ou plumas não provoque sofrimento animal, conforme regulamentação futura, além do reaproveitamento de materiais já utilizados antes da entrada em vigor de uma eventual lei.

“O avanço da legislação é importante, mas também precisamos olhar para a implementação. Regras claras, critérios verificáveis e mecanismos de fiscalização são fundamentais para que a proteção prevista no papel se traduza em mudanças concretas”.

A proposta ainda será analisada pelas demais instâncias legislativas competentes. O acompanhamento de sua tramitação será importante para compreender o alcance definitivo das regras e seus efeitos sobre a produção de fantasias e adereços.

A Sinergia Animal atua na defesa de melhores condições de vida para animais criados para consumo e acompanha debates sobre políticas públicas relacionadas à proteção animal.

Por Alberto Alves

Fonte e foto: Blog do Alberto Alves

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Pombos foram reverenciados por milênios, mas hoje pagam o preço da convivência que os humanos criaram


 Foto: Ilustração | Pixabay

Poucos animais ilustram tão claramente as contradições da relação humana com outras espécies quanto o pombo. Reverenciado por antigas civilizações, associado a divindades, usado para salvar vidas em guerras e criado como companheiro por séculos, ele acabou reduzido ao estigma de “rato com asas”, um rótulo que a ciência considera profundamente exagerado.

A história dessa mudança revela menos sobre as aves e mais sobre a forma como os humanos abandonaram uma espécie que eles próprios domesticaram.

A pomba-das-rochas (Columba livia), ancestral dos pombos urbanos, figura entre as primeiras aves domesticadas pela humanidade. Evidências arqueológicas encontradas em Chipre indicam que, por volta de 1400 a.C., esses animais já conviviam intimamente com comunidades humanas. Ossos de pombas encontrados em contextos de banquetes rituais apresentam sinais de que elas compartilhavam uma alimentação muito semelhante à das pessoas.

Segundo o zooarqueólogo Anderson Carter, da Universidade de Groningen, essa descoberta sugere que as aves ocupavam um lugar muito mais relevante do que o de simples recurso alimentar. Os resultados foram publicados na revista Antiquity.

Companheiros da história humana

A convivência entre humanos e pombos atravessou civilizações inteiras. Além de fornecer carne e guano usado como fertilizante, essas aves adquiriram profundo significado simbólico.

Na Grécia Antiga, eram associadas à deusa Afrodite. Na tradição judaico-cristã, o pombo enviado por Noé tornou-se símbolo de renovação após o dilúvio, enquanto o Espírito Santo aparece como uma pomba no relato do batismo de Jesus. A tradição islâmica também atribui aos pombos um papel de proteção ao profeta Maomé.

Sua extraordinária capacidade de retornar ao próprio ninho transformou essas aves em mensageiras indispensáveis durante milênios. Muito antes da compreensão científica de que utilizam o campo magnético terrestre para se orientar, navegadores exploravam esse instinto no Mediterrâneo.

Egípcios transmitiam notícias sobre as cheias do Nilo. Gregos anunciavam resultados dos Jogos Olímpicos. Júlio César enviava informações de campanhas militares por meio de pombos-correios. Séculos depois, a notícia da derrota de Napoleão em Waterloo chegou rapidamente a Londres graças a uma dessas aves.

Um dos episódios mais conhecidos ocorreu na Primeira Guerra Mundial. Em 1918, o pombo-correio Cher Ami atravessou cerca de 40 quilômetros gravemente ferido para entregar um pedido de socorro que contribuiu para salvar 194 soldados aliados. A ave recebeu posteriormente a Cruz de Guerra francesa.

O abandono após a perda de utilidade

A reputação dos pombos começou a desmoronar na metade do século XX.

Com o surgimento do telégrafo, do telefone e, posteriormente, de outras formas modernas de comunicação, eles deixaram de exercer a função de mensageiros. O desenvolvimento dos fertilizantes sintéticos reduziu o valor econômico do guano, e a criação industrial favoreceu aves maiores, como galinhas e perus.

Segundo o sociólogo ambiental Colin Jerolmack, da Universidade de Nova York e autor de The Global Pigeon, os pombos tornaram-se “detritos históricos”, sobreviventes de uma relação que a sociedade preferiu esquecer.

Domesticados durante séculos para viver próximos das pessoas, continuaram ocupando os espaços urbanos onde sempre encontraram alimento, abrigo e segurança relativa.

A construção do “rato com asas”

O crescimento das populações urbanas de pombos coincidiu com campanhas que passaram a responsabilizar essas aves por diversos problemas sanitários.

Jerolmack afirma que elas se tornaram bodes expiatórios convenientes.

O apelido “rato com asas”, hoje amplamente difundido, surgiu em Nova York na década de 1960, durante um projeto de revitalização do Bryant Park. Autoridades municipais descreveram os pombos como uma ameaça à saúde pública, e a expressão acabou sendo reproduzida em jornais por todo o país antes de ganhar popularidade na cultura pop.

A narrativa, porém, não corresponde ao consenso científico atual.

O infectologista Arturo Casadevall, da Universidade Johns Hopkins, explica que as fezes de pombo podem abrigar fungos responsáveis por doenças como criptococose e histoplasmose, mas o risco costuma estar associado à inalação de grandes quantidades de excrementos secos dispersos no ar, situação típica da limpeza de pombais.

A transmissão direta por um pombo é considerada extremamente rara.

“Mosquitos e carrapatos são animais muito mais perigosos do que pombos”, afirma Casadevall.

Redescobrindo uma antiga convivência

Nos últimos anos, iniciativas culturais e grupos de resgate têm ajudado a transformar novamente a percepção sobre essas aves.

Em 2024, Nova York instalou a escultura monumental Dinosaur, do artista colombiano Iván Argote, um pombo de quase cinco metros de altura que despertou amplo interesse público. Embora temporária, a obra inspirou uma petição com milhares de assinaturas e antecedeu o Festival dos Pombos realizado na cidade em 2025.

O movimento também cresce entre pessoas que passaram a adotar pombos resgatados.

Abby Jardine, moradora do Brooklyn, acolheu um filhote encontrado na rua acreditando que seria uma solução provisória. Anos depois, a ave chamada Pidge tornou-se presença constante em seus vídeos nas redes sociais, onde conquistou dezenas de milhares de seguidores.

Na Califórnia, a organização Palomacy mantém centenas de pombos resgatados e incentiva a adoção responsável. Sua diretora, Cynthia Bardouka-Large, afirma que muitas pessoas mudam completamente de opinião depois de conviver com esses animais.

Ela descreve os pombos como companheiros leais, inteligentes, dóceis e profundamente sociáveis.

A trajetória dessas aves revela uma ironia difícil de ignorar. Durante milhares de anos, os humanos selecionaram pombos para viver ao seu lado. Quando sua utilidade econômica desapareceu, eles permaneceram onde sempre pertenceram, enquanto a sociedade passou a tratá-los como invasores.

Hoje, parte desse passado começa a ser recuperada por pesquisadores, cuidadores e defensores dos animais que lembram uma verdade frequentemente esquecida. Os pombos das cidades não escolheram tornar-se nossos vizinhos. Foram os próprios humanos que os transformaram em companheiros de jornada.

Fonte: anda.jor.br

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