Imagem: Eric Reynolds por Pixabay
Para milhares de galgos explorados pela indústria das corridas na Nova Zelândia, a liberdade chegou tarde. Para Tiger Jane, chegou tarde demais. A cadela de cinco anos morreu após sofrer uma fratura grave durante uma corrida realizada em Christchurch, apenas três dias antes de entrar em vigor a lei que extinguiu definitivamente uma atividade há muito denunciada por organizações de defesa animal por submeter cães a riscos permanentes de lesões, sofrimento e morte.
A partir desta sexta-feira (1º), as corridas de galgos deixaram de existir em Aotearoa, nome maori da Nova Zelândia. A decisão representa uma das mais importantes vitórias recentes para os direitos animais e encerra décadas de exploração comercial de cães transformados em instrumentos de apostas e entretenimento.
O fim da atividade não foi resultado de uma mudança repentina. Ao longo de mais de nove anos, três revisões independentes concluíram que a indústria fracassou repetidamente em proteger os animais utilizados nas competições. Apesar das promessas de reformas feitas pelo setor, os índices de acidentes graves e mortes permaneceram elevados, levando o governo neozelandês a concluir que a continuidade das corridas era incompatível com padrões mínimos de bem-estar animal.
A morte de Tiger Jane evidencia essa realidade. Durante uma prova disputada no hipódromo de Addington, em Christchurch, a galga sofreu uma fratura catastrófica na perna esquerda e foi submetida à eutanásia em razão da gravidade dos ferimentos. Sua história tornou-se um retrato doloroso das consequências de uma atividade que expõe animais a velocidades extremas, curvas fechadas e colisões frequentes, colocando suas vidas a serviço de uma indústria multimilionária de apostas.
A legislação aprovada pelo Parlamento neozelandês não apenas proibiu as corridas, como também estabeleceu mecanismos para garantir a transição dos animais explorados pela indústria. O texto prevê a criação de uma estrutura responsável por acompanhar o futuro dos galgos e criminaliza o abate de cães registrados por razões econômicas durante esse processo, buscando impedir que animais considerados “sem utilidade” sejam descartados após o encerramento da atividade.
A exploração de galgos em competições é alvo de críticas em diversos países. Além dos acidentes nas pistas, organizações de proteção animal denunciam a reprodução intensiva dos cães, o confinamento, o descarte de indivíduos considerados improdutivos e o abandono de animais ao término de suas carreiras esportivas. Sob a perspectiva dos direitos animais, o problema não se resume ao número de mortes ou ferimentos, mas ao princípio ético de utilizar seres sencientes como mercadorias destinadas ao lucro e ao entretenimento.
Entidades como a SAFE e a Greyhound Protection League of New Zealand tiveram papel decisivo na mobilização que levou ao fim das corridas. Durante anos, essas organizações documentaram violações, pressionaram autoridades e demonstraram que ajustes pontuais jamais seriam suficientes para eliminar os riscos inerentes a uma atividade construída sobre a exploração de cães.
A decisão da Nova Zelândia também amplia a pressão sobre países que ainda permitem corridas de galgos, como a Austrália, onde organizações de proteção animal intensificam campanhas pelo encerramento da modalidade. A experiência neozelandesa reforça uma constatação que vem ganhando espaço no debate internacional. Quando uma atividade depende da exposição deliberada de animais ao sofrimento e ao risco de morte, medidas paliativas não resolvem o problema. A única resposta compatível com o reconhecimento dos animais como seres sencientes é o fim da exploração.
O encerramento das corridas de galgos em Aotearoa representa mais do que a proibição de um esporte. É o reconhecimento de que nenhuma tradição, interesse econômico ou forma de entretenimento pode prevalecer sobre o direito de um animal de viver sem ser tratado como um instrumento descartável. Para Tiger Jane, essa mudança chegou alguns dias tarde demais. Para milhares de outros galgos, ela significa a possibilidade de um futuro que, pela primeira vez, não será decidido pelo desempenho em uma pista.
Fonte: anda.jor.br
GRATIDÃO POR ESTAR CONOSCO....... VOCÊ ACABOU DE LER UMA MATÉRIA EM DEFESA DOS ANIMAIS.
COLABORADORES ( AS ) DO BLOG :
CONSULTÓRIO VETERINÁRIO DR MACELO LINS EM MACEIÓ ( 82 99981 5415 ) & PET SHOOP KÃES & KÃES
MUNDO ANIMAL ANO XXVI na Mares do Sul FM 87,9 de Marechal Deodoro Alagoas aos sábados das 08:00h às 09:00h. E todos os dias às 10:00h. e às 16:00h., um boletim do Mundo Pet no www.gentedagente.maceio.br ( foto arquivo pessoal : gatinho Theodoro da minha amiga Gabriela Galdino )
VEREADORA POR MACEIÓ TECA NELMA DEFENSORA DA CAUSA ANIMAL & VEGETARIANA ( foto: assessoria )
www.estudarparaoab.com.br ( VILAÇA CURSOS )
Clinica veterinária Clinshop Maceió ANO VI (82) 99675 8715 ( castração de felinos de 01 a 15 de agosto & internamento 24 horas ) FOTO: arquivo pessoal
VEREADORA POR MACEIÓ OLIVIA TENÓRIO ( foto: assessoria )
TUBARÃO BEBIDAS E GALETERIA NA RUA VICENTE CELESTINO 628 NA SANTA LUCIA EM MACEIO ALAGOAS ( @tubaraofrangonabrasaoficial )


Nenhum comentário:
Postar um comentário