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Quatro meses depois de ser encontrada intoxicada após ingerir 55 pedras de crack, a cachorrinha Antonieta teve o caso levado à Justiça. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou na terça-feira (18/08) a ex-tutora da buldogue francês por maus-tratos. A denúncia ainda aguarda análise do Judiciário.
Antonieta tinha cerca de três meses quando foi levada ao Centro Veterinário Floresta, na zona Sul de Joinville, em 17 de abril. A filhote apresentava um quadro grave de intoxicação e vomitou parte da droga logo após chegar à unidade. O relato da família sobre o que poderia ter provocado o mal-estar ajudou a equipe veterinária a identificar a origem do envenenamento.
Exames de ultrassonografia e raio-X indicaram que ainda havia material estranho no estômago. A filhote precisou passar por endoscopia, permanecer internada por um período prolongado e ser transferida para uma unidade de terapia intensiva veterinária, onde recebeu acompanhamento especializado.
A ingestão provocou convulsões recorrentes, tremores, rigidez muscular e alterações neurológicas severas. Antonieta também sofreu complicações respiratórias e gastrointestinais, consequências que colocaram sua vida em risco.
Segundo a denúncia, a ex-tutora teria mantido a droga em um local acessível à cadelinha e, conforme relatado ao MPSC, utilizado o animal para ocultar o entorpecente. A situação também mobilizou a Polícia Militar, que passou a investigar uma suspeita de tráfico. Durante a abordagem, a jovem teria afirmado que a droga lhe pertencia.
A Promotoria sustenta que a mulher tinha o dever de garantir a segurança de Antonieta e que a falta de cuidados permitiu o contato da cachorrinha com a substância. Para a promotora de Justiça Simone Cristina Schultz, responsável pela ação, a omissão expôs a filhote a sofrimento intenso e a um risco concreto de morte.
O MPSC pediu, além da condenação pelos maus-tratos, uma indenização mínima de R$ 38.362,02 pelos danos materiais e extrapatrimoniais causados à cadelinha. A Promotoria também requereu que a guarda de Antonieta seja retirada definitivamente da ex-tutora e destinada ao órgão competente de proteção animal.
A ação ainda descreve que a acusada mantinha 48 porções de substância semelhante à cocaína, com peso total de 16,06 gramas, supostamente destinadas à comercialização e sem autorização legal.
Fonte: anda.jor.br
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