Cães e gatos que vivem em situação de rua não escolheram essa condição. Muitos foram abandonados, perderam suas famílias ou nasceram em consequência da reprodução sem controle. No sábado, 15 de agosto, o Dia Internacional dos Animais em Situação de Rua volta a colocar essa realidade no centro do debate e chama atenção para uma responsabilidade que não pode ser transferida aos próprios animais.
A data é celebrada anualmente no terceiro sábado de agosto e foi criada em 1992 pela International Society for Animal Rights (ISAR). Desde então, organizações de proteção animal, profissionais da medicina veterinária, voluntários e comunidades de diferentes países realizam campanhas, mutirões de esterilização, ações de adoção e atividades de conscientização. Segundo a ISAR, a iniciativa já foi realizada em mais de 50 países e nos seis continentes. (ISAR)
A origem da campanha está ligada à reprodução indiscriminada de cães e gatos e à falta de lares capazes de acolher todos os animais que nascem. A ISAR defende há décadas programas acessíveis de esterilização e políticas que reduzam o nascimento de ninhadas que podem acabar abandonadas ou encaminhadas a abrigos sem condições de receber novos animais.
A vida nas ruas impõe riscos permanentes. Fome, doenças sem tratamento, ferimentos, atropelamentos, violência e exposição às condições climáticas fazem parte da realidade enfrentada por muitos animais. Filhotes são especialmente vulneráveis, porque dependem de cuidados e alimentação adequados para sobreviver.
O abandono também interrompe vínculos estabelecidos ao longo da convivência com seres humanos. Um cão ou gato acostumado a uma casa pode ser lançado a um ambiente em que precisa disputar alimento, encontrar abrigo e evitar perigos que não enfrentaria sob cuidados responsáveis. A situação não decorre de uma suposta incapacidade do animal de viver com humanos, mas de uma ruptura provocada por pessoas.
A reprodução sem planejamento é uma das questões abordadas pela campanha. Quando animais não são esterilizados e seus responsáveis não conseguem impedir novas ninhadas, o número de cães e gatos dependentes de adoção ou de atendimento por organizações de proteção pode crescer. A ISAR também aponta a criação comercial e amadora como fatores associados ao excesso de animais sem lares.
A responsabilidade, porém, não termina na esterilização. Garantir identificação, atendimento veterinário, alimentação adequada, segurança e cuidados durante toda a vida também faz parte da guarda responsável. Abandonar um animal porque os custos aumentaram, porque ele adoeceu ou porque a rotina da família mudou significa transferir para um ser senciente as consequências de uma decisão humana.
A adoção pode retirar animais de abrigos e oferecer a eles uma vida em família, mas não deve ser tratada como gesto impulsivo. Levar um cão ou gato para casa significa assumir uma relação de longo prazo, com despesas, cuidados veterinários, alimentação, tempo e compromisso. A própria ISAR inclui a adoção entre as principais ações associadas à data.
O trabalho de organizações e voluntários também merece atenção. Em muitos lugares, essas pessoas assumem tarefas que deveriam contar com políticas públicas permanentes, como resgate, tratamento veterinário, alimentação, esterilização e encaminhamento para adoção. A mobilização da sociedade pode salvar vidas, mas não substitui programas públicos estruturados para reduzir o abandono e garantir atendimento aos animais.
A data também tem um aspecto de memória. A ISAR promove vigílias em homenagem aos animais que morreram depois de serem abandonados ou submetidos à falta de cuidados. Em 2020, segundo a organização, mais de 100 iniciativas foram realizadas nos Estados Unidos e em outros 37 países, incluindo o Brasil, com ações de esterilização, campanhas educativas, arrecadação de recursos e apoio a abrigos.
No Brasil, onde milhares de cães e gatos dependem diariamente de redes de proteção, a discussão sobre animais em situação de rua precisa ultrapassar campanhas pontuais. Esterilização acessível, identificação, fiscalização do abandono, atendimento veterinário público e incentivo à adoção são medidas que precisam integrar políticas permanentes.
Neste 15 de agosto, ajudar pode significar apoiar uma organização que resgata animais, custear um atendimento veterinário, oferecer alimento, contribuir para uma campanha de esterilização ou adotar com responsabilidade. Também significa não abandonar.
A existência de animais em situação de rua não é um fenômeno natural. É consequência de escolhas humanas e de falhas que se repetem quando a vida desses animais é tratada como descartável. Proteger cães e gatos exige reconhecer que cada um deles é um indivíduo capaz de sentir dor, medo, prazer, apego e segurança. O compromisso começa antes do abandono e deve durar por toda a vida.
Fonte: anda.jor.br
GRATIDÃO POR ESTAR CONOSCO....... VOCÊ ACABOU DE LER UMA MATÉRIA EM DEFESA DOS ANIMAIS.
COLABORADORES(AS) DO BLOG:
CONSULTÓRIO VETERINÁRIO DR MACELO LINS EM MACEIÓ ( 82 99981 5415 ) & PET SHOOP KÃES & KÃES
MUNDO ANIMAL ANO XXVI na Mares do Sul FM 87,9 de Marechal Deodoro Alagoas aos sábados das 08:00h às 09:00h. E todos os dias às 10:00h. e às 16:00h., um boletim do Mundo Pet no www.gentedagente.maceio.br ( foto arquivo pessoal : gatinho Theodoro da minha amiga Gabriela Galdino )
TECA NELMA CANDIDATA A DEP. ESTADUAL 13444 : DEFENSORA DA CAUSA ANIMAL & VEGETARIANA ( foto: assessoria )
www.estudarparaoab.com.br ( VILAÇA CURSOS )
Clinica veterinária Clinshop Maceió ANO VI (82) 99675 8715 ( castração de felinos de 17 a 31 de agosto & internamento 24 horas ) FOTO: arquivo pessoal
OLIVIA TENÓRIO CANDIDATA A DEP. FEDERAL 1133 ( foto: assessoria )
TUBARÃO BEBIDAS E GALETERIA NA RUA VICENTE CELESTINO 628 NA SANTA LUCIA EM MACEIO ALAGOAS ( @tubaraofrangonabrasaoficial )

Nenhum comentário:
Postar um comentário