Pages - Menu

sábado, 22 de agosto de 2026

Acorrentado à caminhonete por 20 anos e obrigado a viajar com circo, Mufasa foi o último animal selvagem retirado dos picadeiros no Peru

 


CRÉDITO: Defensores dos Animais Internacional

Mufasa, um puma mantido por 20 anos acorrentado à traseira de um caminhão de circo no Peru, foi resgatado em 2015 após um impasse de oito horas. Depois de receber tratamento e recuperar a saúde, foi libertado na Reserva Ecológica de Taricaya, na Amazônia peruana, onde morreu um mês depois.

Mufasa passou cerca de 20 anos acorrentado à parte traseira de um caminhão enquanto integrava um circo itinerante no Peru. O puma foi retirado dessa situação em 2015 durante uma operação realizada pela Animal Defenders International (ADI) em conjunto com autoridades peruanas, depois que o país proibiu apresentações com animais selvagens.

As informações foram publicadas pela National Geographic em 21 de abril de 2016, em reportagem de Laurel Neme. O resgate fazia parte da Operação Espírito da Liberdade, criada pela ADI para localizar e retirar animais mantidos por circos após a mudança na legislação peruana.

Investigação de dois anos antecedeu proibição de animais selvagens nos circos

A Animal Defenders International realizou uma investigação durante dois anos sobre o tratamento dado a animais em circos da América Latina. O trabalho foi acompanhado por uma campanha pública que expôs casos de maus-tratos.

Em 2012, o Peru proibiu apresentações circenses com animais selvagens. A decisão, porém, criou um novo desafio: era necessário localizar os circos, confiscar animais de grande porte, encontrar locais para mantê-los e posteriormente buscar destinos adequados.

Governo peruano pediu ajuda para colocar a proibição em prática

O governo do Peru não possuía experiência suficiente para executar uma operação daquela dimensão e solicitou apoio da Animal Defenders International. A organização, sediada no Reino Unido e dedicada ao combate aos maus-tratos contra animais, então iniciou a Operação Espírito da Liberdade.

Jan Creamer e Tim Philips, cofundadores da ADI, participaram da organização da ação. O trabalho exigia acompanhar circos itinerantes que continuavam se deslocando pelo território peruano.

ADI mapeou seis circos itinerantes antes das primeiras operações

A organização utilizou informações obtidas durante sua investigação para fazer um levantamento dos seis circos itinerantes identificados no Peru. As equipes acompanharam os locais por onde eles passavam e fizeram um inventário dos animais.

As primeiras ações policiais começaram no fim de agosto de 2014. Caminhões eram posicionados próximos aos circos para permitir uma intervenção quando surgisse a oportunidade de recolher os animais.

GALERIA DE FOTOS :








Donos dos circos resistiram e esconderijos dificultaram os resgates

A operação levou mais tempo do que inicialmente esperado. Tim Philips relatou que a resistência dos proprietários dos circos, somada à existência de esconderijos em regiões de montanhas e florestas, dificultou o trabalho.

Os circos conseguiram evitar as autoridades durante meses. A natureza itinerante das companhias também obrigava as equipes envolvidas na operação a acompanhar os deslocamentos e reagir rapidamente quando novos locais eram identificados.

Informações recebidas em julho de 2015 levaram equipes ao norte do Peru

Em julho de 2015, a ADI recebeu informações sobre dois circos instalados em vilarejos no norte do país, próximos à fronteira com o Equador.

As autoridades peruanas e a organização foram até os dois locais. Uma das ações resultou no resgate de Hoover, um tigre do Circo Africano que era o único sobrevivente de um grupo que havia reunido 12 ou mais tigres.

Resgate de Mufasa exigiu impasse de oito horas com o Circo Koreander

Outra intervenção ocorreu no Circo Koreander e terminou somente depois de um impasse que durou oito horas. Foi nessa operação que as equipes conseguiram retirar Mufasa.

O puma estava acorrentado à traseira de um caminhão havia 20 anos. Sua situação era diferente da de um animal instalado permanentemente em um zoológico ou santuário: Mufasa acompanhava a estrutura itinerante do circo durante seus deslocamentos.

Vinte anos preso ao caminhão deram lugar a tratamento após o resgate

Mufasa recebeu cuidados depois de ser retirado do circo. O animal foi tratado até recuperar condições de saúde que permitissem uma mudança de ambiente.

O resgate representou o fim de duas décadas em que o puma permaneceu associado ao caminhão utilizado pelo circo. A etapa seguinte passou a ser encontrar um destino para o animal longe da rotina das apresentações e dos deslocamentos circenses.

Mufasa foi levado para a Reserva Ecológica de Taricaya

Depois do tratamento, Mufasa foi destinado à Reserva Ecológica de Taricaya, localizada no Peru, em área da floresta amazônica.

O puma foi libertado na reserva em novembro de 2015. A transferência permitiu que deixasse definitivamente o ambiente do circo depois dos 20 anos em que havia permanecido acorrentado ao veículo.

Operação também retirou Hoover, único sobrevivente de pelo menos 12 tigres

A mesma ofensiva contra circos peruanos também alcançou Hoover, então chamado de Juver no Peru. A ADI posteriormente alterou seu nome para Hoover.

O tigre havia passado quase seus 12 anos de vida realizando truques em um circo itinerante. Ele era o único sobrevivente entre 12 ou mais tigres que haviam pertencido ao Circo Africano.

Hoover recuperou peso e seguiu para um santuário na Flórida

Hoover estava debilitado quando foi resgatado, mas recuperou força e ganhou peso durante o período sob os cuidados da ADI. A organização considerava que, por causa de seu histórico, o tigre continuaria necessitando de acompanhamento.

Em abril de 2016, estava programado que Hoover viajasse de Lima para Miami em um voo de sete horas, acompanhado por Jan Creamer e Tim Philips. Depois, seguiria por terra até Tampa.

Tigre ganharia novo recinto no dia em que completaria 12 anos

A chegada de Hoover ao Big Cat Rescue, na Flórida, estava programada para a manhã de 23 de abril de 2016, data de seu 12º aniversário.

Seu novo espaço teria árvores, gramado e um lago abastecido por nascentes. A estrutura do santuário também incluía instalações veterinárias que foram avaliadas positivamente pela ADI antes da transferência.

Mufasa morreu um mês depois de ser libertado na Amazônia peruana

A permanência de Mufasa na Reserva Ecológica de Taricaya foi curta. Cerca de um mês depois da libertação, o puma morreu.

A causa informada foi insuficiência renal e outros problemas relacionados à idade. O animal havia conseguido deixar o circo e receber tratamento antes de ser levado à reserva, mas os problemas de saúde associados à idade limitaram o período vivido após a transferência.

Por Maria Heloisa Barbosa Borges

Fonte: Click Petróleo e Gás

GRATIDÃO POR ESTAR CONOSCO....... VOCÊ ACABOU DE LER UMA MATÉRIA EM DEFESA DOS ANIMAIS. 

COLABORADORES(AS) DO BLOG:

Foto: arquivo pessoal

    CONSULTÓRIO VETERINÁRIO  DR MACELO LINS  EM MACEIÓ ( 82 99981 5415 ) & PET SHOOP KÃES & KÃES 

    Foto: arquivo pessoal ( Gabriela Galdino )

    MUNDO ANIMAL ANO  XXVI na  Mares do Sul FM 87,9 de Marechal Deodoro Alagoas aos sábados das 08:00h às 09:00h. E todos os dias às 10:00h. e às 16:00h., um boletim do Mundo Pet no www.gentedagente.maceio.br  

    Foto: assessoria

     TECA NELMA CANDIDATA A DEP. ESTADUAL 13444  : DEFENSORA DA CAUSA ANIMAL & VEGETARIANA 

    Foto: arquivo pessoal

    www.estudarparaoab.com.br ( VILAÇA CURSOS )  

    Foto: arquivo pessoal

    Clinica veterinária Clinshop Maceió ANO VI (82) 99675 8715 ( castração de   felinos de 17 a 31 de agosto  & internamento 24 horas )  

    Foto: assessoria

    OLIVIA TENÓRIO CANDIDATA A DEP. FEDERAL 1133 

    Foto: arquivo pessoal

    TUBARÃO BEBIDAS E GALETERIA NA RUA VICENTE CELESTINO 628 NA SANTA LUCIA EM MACEIO ALAGOAS ( @tubaraofrangonabrasaoficial )

Nenhum comentário:

Postar um comentário