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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Dia Mundial do Gato: data reforça informação e convivência consciente


 Foto: Ilustração | Pixabay

O Dia Mundial do Gato, comemorado em 17 de fevereiro, serve como oportunidade para olhar para os gatos além dos estereótipos que ainda cercam a espécie.

A data convida à reflexão sobre respeito, informação e convivência responsável e destaca que os gatos possuem linguagem própria, limites bem definidos e necessidades específicas, que precisam ser compreendidas pelos responsáveis.

Vereadora por Maceió Teca Nelma


“Esta data serve para ajudar a quebrar preconceitos, trazer informação e lembrar que gato não é um ‘cachorro independente’. Ela também serve para tratar da conscientização e falar de temas como abandono, adoção responsável e respeito ao comportamento felino”, afirma Richardson Zago, especialista em comportamento da Zago Adestramento e fundador honorário do Patinhas Urbanas.

Para começar, segundo Zago, esses animais não gostam de imposição, não respondem bem a ambientes caóticos e sofrem quando são tratados como se tivesse que se adaptar ao humano o tempo todo.

“Por isso, a relação flui bem quando o responsável aprende a observar, respeitar sinais e oferecer um ambiente seguro, previsível e enriquecido”, explica.

Vereadora por Maceió Olivia Tenório 

O especialista ainda explica que a forma como os gatos se relacionam com os humanos é diferente porque tem raízes em um processo de domesticação muito diferente do observado em outras espécies.

Ao contrário dos cães, por exemplo, os gatos não foram moldados para obedecer ou servir, mas se aproximaram das pessoas por escolha.

“O gato se aproximou porque quis. Onde tinha comida, abrigo e menos ameaça, ele ficava. Onde não tinha, simplesmente ia embora. Essa autonomia, mantida ao longo do tempo, reflete diretamente no comportamento atual deles, que se relacionam com base na confiança, e não em hierarquia. Ele não precisa estar o tempo todo perto, mas quando está, é porque escolheu”, esclarece Zago.

Comportamentos naturais

Para garantir bem-estar e boa convivência, o fundador honorário do Patinhas Urbanas conta que é fundamental compreender as particularidades comportamentais dos gatos.

Arranhar, escalar, se esconder, dormir longos períodos e brincar simulando a caça, por exemplo, fazem parte da natureza da espécie e não devem ser vistos como problemas.



“Escalar oferece segurança e esconder-se ajuda na regulação emocional. Quando esses comportamentos são reprimidos, pode surgir ansiedade, agressividade e até problemas físicos”, alerta o profissional.

O ambiente doméstico, nesse contexto, exerce papel decisivo na saúde física e emocional dos gatos. Como dependem totalmente dos humanos para terem estímulos adequados dentro de casa, é essencial investir em enriquecimento ambiental.

Mitos antigos e benefícios da companhia

Apesar dos avanços na informação, muitos mitos sobre o comportamento felino ainda persistem.

“A ideia de que eles são frios ou excessivamente independentes têm origem em superstições antigas, que associavam os gatos a azar ou magia. Eles demonstram afeto de forma mais delicada, aproximando-se, ronronando, encostando no responsável ou ‘amassando pãozinho’”, comenta Richardson.


 Ainda de acordo com ele, quem convive com esses animais percebe rapidamente que esses animais criam laços profundos, reconhecem vozes, rotinas e constroem vínculos sólidos, mesmo respeitando o próprio espaço.

E com certeza, quando falamos de gatos, os benefícios vão além da companhia. A convivência também traz impactos positivos para a saúde emocional das pessoas.

Capazes de ajudar a reduzir estresse e ansiedade, sua presença favorece o relaxamento e contribui para a diminuição da pressão arterial. O ronronar, inclusive, tem efeito calmante, transmitindo sensação de conforto, segundo Zago.

“O vínculo estimula afeto, interação e rotina, especialmente para idosos ou pessoas que passam mais tempo em casa. Não é à toa que muitos definem os gatos como verdadeiros pequenos terapeutas de bigode”, destaca.

Por isso, para o profissional, a principal mensagem do Dia Mundial do Gato é clara: amar um gatosignifica respeitar sua essência.

“Não é tentar transformá-lo em um mini-humano ou em um cachorro. É compreender suas necessidades, oferecer um ambiente adequado e garantir carinho do jeito certo. Eles não precisam de menos amor, precisam do amor certo”, conclui.


 A história de uma gateira

Conhecida como Isa Gateira, Isabelle Romero é comportamentalista felina, criadora de conteúdo digital e natural da cidade do Rio de Janeiro. Aos 33 anos, ela já foi responsável por 24 gatos, sendo que oito já faleceram e 16 ainda estão com a carioca.

A gateira de plantão comemora a data e contou ao portal Cães&Gatos um pouco sobre sua história com os gatos.

“Quando eu nasci, minha família já tinha 16 gatos em casa, por isso digo que sou gateira de berço. Mas, naquela época, as coisas eram diferentes: os bichinhos viviam soltos, tinham acesso à rua e não eram castrados. Então, infelizmente, duravam pouco. Aos 17 anos, ganhei um filhote e decidi tentar fazer diferente, colocando tela na casa, mas tive muita dificuldade para convencer minha avó. Foi só depois de resgatar o Lucky e a Cookie (os primeiros dos 24) que consegui que não fossem para a rua”, relembra Isa.

Por descuido inicial da criadora de conteúdo, nasceram os primeiros filhotes dos animais resgatados. Mas esse momento também foi marcado por um ponto importante: a gateira passou a resgatar gatos em situação de rua e colocá-los para adoção.

“Desde então, foram mais de 100 adoções e muitas histórias lindas, até que chegamos ao número 24, paramos de resgatar e nunca mais conseguimos doar nenhum desses bichinhos. Eles são nossos filhos”, conta a carioca.

Mesmo amando todos os seus animaizinhos, Isa explica que a rotina com 16 é bem cheia.

“Eles ocupam boa parte do meu dia, já que estão sempre fazendo bastante bagunça pela casa. Entretanto, posso dizer que todo o trabalho é recompensado com muito amor e fofura. Brigas entre eles acabam sendo algo inevitável, mas, conforme fui estudando comportamento felino, foi ficando cada vez mais claro como lidar com cada situação”, diz a criadora de conteúdo.

Rotina intensa 

Com tantos animais sob seus cuidados, Isa conta como lidar com as mudanças de rotina e dá dicas para quem quer ter gatinhos em seu lar.

“Acho que a principal mudança na vida de quem tem muitos gatos é o ambiente e a rotina. A casa é dominada por eles, com a gatificação e arranhadores. E a rotina é completamente alterada, com muitas tarefas envolvendo a manutenção da casa para animais”, relata.

Além disso, o tempo do dia a dia é voltado para consultas com veterinários, medicações e observação da dinâmica entre todos. Por isso, ela sugere para quem quer ter um gatos não possuir cortinas, estofados, tapetes e vasos de plantas dentro de casa.

“Ter muitos animais não é tarefa simples, e eu sinceramente não recomendo que você busque isso como um objetivo de vida, a não ser que tenha condição financeira, muito espaço e rede de apoio para dar conta. Também diria que até cinco gatos é um bom número. Mais do que isso, já exige muito mais disposição, adaptação e conhecimento desse gateiro”, aconselha.

Despedidas são inevitáveis

Infelizmente, por já ter experimentado a situação, Isa compartilhou como lidou com o falecimento dos seus gatos.

“Perder um dos meus gatos sempre pareceu algo tão distante que eu evitava pensar sobre isso, até que aconteceu pela primeira vez, em 2020. A surpresa me deixou devastada. No ano seguinte, aconteceu mais duas vezes. Por serem perdas diferentes, os lutos foram bem distintos”, relembra a carioca.

Conforme conta, as perdas a atravessam todos os dias e, com isso, aprendeu a se despedir deles em vida e a registrar cada momento, em fotos, vídeos ou apenas na memória.

“Depois que eles se vão, esses registros são como abraços. E foi essa lição que me ajudou a enfrentar e elaborar o luto dos outros gatos que se foram”, conclui.

Fonte: Cães&Gatos

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