Mariana Dandara | Redação ANDA
Um cachorro deu uma verdadeira prova de lealdade e amor incondicional ao revelar sua triste história aos funcionários do Hospital de Messejana Carlos Alberto Studart Gomes, o Hospital do Coração, em Fortaleza, no Ceará. Embora não saiba falar, o cão contou sua história através de seus gestos ao passar dias perambulando pelos corredores do hospital à procura de seu tutor. O reencontro, no entanto, não será possível, já que o homem morreu após ser internado.
Na quarta-feira (17), ativistas da entidade Anjos da
Proteção Animal (APA) estiveram na unidade de saúde para resgatar o cachorro,
que foi levado a um lar temporário.
O Hospital do Coração informou que o Serviço Social da
unidade está tentando identificar familiares do paciente para informá-los sobre
a situação. Disse ainda que, caso a família tome conhecimento do caso e
reconheça o cão, basta solicitar o retorno do animal ao seu lar de origem
através do telefone da assessoria do hospital: (85) 3101- 4092.
Na última segunda-feira (15), imagens feitas pelo
técnico de laboratório Francisco Evanir mostram o cachorro deitado em frente a
uma das alas hospitalares do local.
“Ele chegou aqui em uma ambulância do Samu que trouxe
o tutor dele. O homem faleceu e, desde então, ele fica perambulando pelo
hospital em busca do tutor”, contou Evanir ao G1.
A triste história do cachorro emocionou os funcionários
da unidade hospitalar, que decidiram oferecer água e ração diariamente ao cão
para amenizar seu sofrimento. Apesar dos cuidados, o animal traumatizado não
entendia a ausência de seu tutor e reagia impedindo a aproximação das pessoas.
“Trabalho no
hospital há 12 anos e nunca vi nada parecido. Na verdade, a gente vê que ele
era muito amigo do tutor. É uma coisa que dá pena, a gente vê que ele está ali
esperando o tutor para ir para casa e a gente sabe que isso não vai acontecer”,
lamentou o técnico de laboratório.
Apesar dos traumas do cachorro, a insistência dos
voluntários da ONG Anjos da Proteção Animal garantiu que ele fosse resgatado em
segurança. Quando os ativistas chegaram ao hospital, o cão estava deitado perto
dos caixas eletrônicos de uma ala hospitalar e tentou se esconder ao notar a
aproximação humana, mas depois cedeu e se alimentou.
De acordo com informações divulgadas pelo Hospital do
Coração, uma técnica de enfermagem que trabalha no local ofereceu lar
temporário ao cão e informou que, caso a família de seu tutor não peça a guarda
dele, tem interesse em adotá-lo.
Foto: Hospital do Coração/ Divulgação
Fonte: anda.jor.br


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