Mariana Dandara | Redação ANDA
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Um homem foi
flagrado agredindo um cachorro na cidade de Mossâmedes, em Goiás. Um vídeo
mostra o momento em que o rapaz arremessa o cão contra o chão e o puxa pela
cabeça. Assustado e com dor, o animal chora e permanece deitado no chão. O caso
é investigado pela polícia.
De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu na
noite da última sexta-feira (26) no Setor Damiana da Cunha. O cachorro
violentamente agredido vive em situação de rua e é conhecido pelos moradores da
região. Testemunhas informaram que Botafogo, como é chamado o cachorro, é alimentado
pela vizinhança.
Sob investigação da Polícia Civil, o caso está nas
mãos do delegado Kristian Felipe da Rosa. Em entrevista ao G1, ele relatou que
o agressor do cachorro já foi identificado.
“A gente já identificou o autor e já tem procedimentos
instaurados. Não houve, a princípio, uma prisão em flagrante”, explicou o
delegado.
Nos próximos dias, o homem será intimado pelas
autoridades para prestar depoimento. Caso seja indiciado pelo crime de
maus-tratos a animais, ele será levado à julgamento e poderá ser punido com
pena de até cinco anos de prisão.
A Polícia Civil não tem informações sobre o estado de
saúde do cachorro e, por isso, não soube dizer se ele sofreu ferimentos,
tampouco se recebeu atendimento veterinário após a agressão.
Lei Sansão
Sancionada no final de 2020, uma nova lei de proteção
animal aumentou a pena para crimes cometidos contra cachorros e gatos no
Brasil. Antes, esses crimes eram punidos com, no máximo, um ano de detenção,
pena que era convertida em alternativas como a prestação de serviços à
comunidade.
A legislação recebeu o nome de “Lei Sansão” em
homenagem ao pit bull Sansão, que foi brutalmente torturado em Minas Gerais,
tendo as duas patas traseiras decepadas. Paraplégico, ele não apenas se
recuperou e provou o quão forte é capaz de ser, como serviu de incentivo para a
aprovação da lei.
Com o aumento da pena, os criminosos que submeterem
cachorros e gatos a maus-tratos poderão ser presos por um período de dois a
cinco anos. Eles também poderão ser punidos com multa e com a proibição de
tutelar outros animais.
A medida, no entanto, não protege os animais de outras
espécies, excluindo a fauna silvestre e animais que são explorados pela
sociedade, como galos, porcos, bois e galinhas.
Fonte: anda.jor.br


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