Na capital paulista, há entre 20 mil a
25 mil moradores de rua e um número incontável de cães compartilhando a vida
com essas pessoas, segundo o último censo da Fundação Instituto de Pesquisas
Econômicas (Fipe), de 2015. O Projeto Moradores de Rua e Seus Cães, criado em
2015 pelo fotógrafo Edu Leporo e que conta com 10 voluntários fixos, já
funciona há dois anos e meio fazendo ações mensais com essa população carente.
Para os cães o grupo oferece análise
veterinária, vacinação, vermifugação, banho, coleira carrapaticida, ração e
guias – tudo com o acompanhamento de duas veterinárias. Para os humanos o
projeto oferece alimentação, brinquedos, kit higiene, café da manhã e roupas.
Em cada evento na capital paulista são atendidas em média 200 pessoas e 35
cães. As ações sociais acontecem também em Belo Horizonte-MG, Natal-RN e Vila
Velha-ES. Mas o “plus” do Projeto é o carinho, dirigido a humanos e animais em
situação de rua.
A 25ª ação está marcada para o
próximo domingo, dia 27 de maio, no Centro de SP (vide cartaz), mas o grupo
sofre pressão por parte do departamento de eventos da prefeitura que estipulou
uma série de regras para que esse trabalho continue. Segundo Edu Leporo a
prefeitura propôs que o projeto fosse desenvolvido dentro dos CTAs – Centros
Temporários de Atendimento criados o ano passado (alguns com canis), mas sem
qualquer ajuda financeira ou estrutural para a realização dos eventos.
“Temos um custo de 2 mil reais em cada
ação conseguidos com doação das pessoas que acreditam no projeto. Além disso,
nosso trabalho atinge pessoas que não querem ou não podem ir até os CTAs por
várias razões. Alguns não têm como se locomover, outros não querem deixar a
barraca ou pertences, e outros às vezes possuem muitos animais, o que dificulta
uma ida até o CTA. Essas pessoas contam com nossa ajuda”, diz o fotógrafo.
Já é bastante tradicional o
oferecimento dos “sopões” aos moradores de rua por diversos grupos voltados a
ações sociais. Mas entre as exigências da prefeitura junto ao Projeto Moradores
de Rua e Seus Cães está, por exemplo, a “validação” das refeições servidas
pelos voluntários. Outras regras dizem respeito ao tratamento que, segundo a
prefeitura, “pode” ser oferecido aos cães. Entenda melhor o caso assistindo
matéria da Record.
Por *Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista
e atuante na causa animal.
Fonte: anda.jor.br ( fotos : divulgação )



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