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As pessoas têm usado os animais há milhares de anos em corridas e eventos esportivos, apresentações de circos e espetáculos em arenas. Hoje, um número crescente de pessoas está se opondo a isto. As questões de proteção animal estão começando a ficar mais e mais proeminentes.
“Na Austrália, há uma grande corrida de cavalos todos os anos, a Melbourne Cup, que está se tornando cada vez mais controversa. Porque quase todos os anos naquela corrida, os cavalos caem, quebram as pernas e morrem”, diz Heather Browning.
Ela é professora assistente de filosofia na Universidade de Southampton no Reino Unido e trabalha com bem-estar animal e ética.
Em tais corridas, os cavalos são frequentemente dopados com drogas ou espancados com chicotes.
“Há muito dinheiro em jogo, e existem treinadores inescrupulosos ou veterinários que estão dispostos a forçar os cavalos até os limites da resistência”, explica Joanna Grossman, conselheira-chefe de políticas da organização americana de bem-estar animal, Animal Welfare Institute.
Os animais sentem dor e medo
Há muito tempo se discute o quanto os animais realmente sentem dor, sofrimento e medo. Isso, segundo Joanna Grossman, tem facilitado ainda mais sua “exploração”.
Nos últimos anos, uma comunidade interdisciplinar de pesquisadores tem se dedicado a estudar a capacidade dos animais de sentir alegria e dor.
“Todos assumem que os mamíferos, como cães e cavalos, sentem dor da mesma forma que nós, humanos. Eles têm cérebros que são estruturalmente muito semelhantes aos nossos”, diz Browning.
Há agora um amplo consenso de que os pássaros e os peixes são seres sencientes.
Corrida de galgos proibida na maioria dos países
Algumas práticas populares que dependem do desempenho animal já são proibidas em vários países. Isto inclui as corridas de galgos, nas quais os cães perseguem uma isca mecânica.
Esta modalidade já atraiu mais espectadores do que as famosas corridas de cavalos e foi um entretenimento popular de massa por décadas.
Recentemente, no entanto, cresceram as críticas de que os animais vivem em gaiolas solitárias e que os métodos de treinamento são brutais. “O treinamento que garante o desempenho dos animais é muito duro e baseado em punição. E a maior preocupação é o que acontece com os animais quando eles não são mais úteis”, diz Browning.
As corridas de galgos ainda são permitidas em dez países em todo o mundo, incluindo a Grã-bretanha, onde as apostas são amplamente difundidas.
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Apresentações com animais selvagens estão perdendo popularidade
Apresentações tradicionais de circo com animais selvagens — como elefantes, tigres, girafas e leões — também têm sido alvo de críticas. O mesmo vale para golfinhos, orcas e baleias, cujas apresentações em shows com treinadores lotam arenas.
“Esses mamíferos são literalmente abusados para se comportarem como o treinador deseja. Um animal selvagem exótico, que deveria viver na natureza, não tem inclinação natural para fazer truques”, afirma Grossman. “Para que realizem esses truques, são espancados e forçados à submissão.”
O uso de animais selvagens em circos é proibido em muitos países, incluindo Bolívia, Costa Rica, Índia e Irã. Na Europa, no entanto, ainda é legal em muitos países.
Por isso, em 2021, um milhão de cidadãos europeus pediu a proibição das performances de animais em circos, depois que as pesquisas mostraram que quase 90% dos animais resgatados de circos europeus sofrem de distúrbios comportamentais, automutilação, ou têm vários problemas físicos.
Na França, os animais selvagens serão proibidos nas arenas a partir de 2028. O país já teve o maior número de animais de circo da Europa. Em janeiro de 2025, o famoso Dolphinarium de Antibes foi fechado após a entrada em vigor de uma nova lei em 2021.
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Na Alemanha, ainda é legal exibir animais selvagens em circos. No entanto, 75% da população já é favorável à proibição, à medida que mais pessoas tomam conhecimento das condições terríveis em que leões, ursos e outros animais são mantidos.
“Simplesmente não parece haver uma forma de oferecer aos animais um habitat suficientemente grande e complexo, e ao mesmo tempo transportá-los de um lugar para outro”, explica Browning.
Práticas sangrentas não têm futuro
Práticas sangrentas tais como touradas, em que um touro e um matador se enfrentam em frente a uma plateia durante um espetáculo público, são também altamente controversas hoje.
De acordo com dados da organização europeia de proteção animal, Humane Society International (HSI), cerca de 250.000 touros são mortos em touradas organizadas em todo o mundo todos os anos.
Grossman diz que a tourada é um “esporte cruel” baseado na brutalidade. “Se o objetivo é apenas aterrorizar o pobre animal e finalmente matá-lo, então para mim isso é um claro exemplo de sofrimento desnecessário e injustificado”.
A boa notícia é que tais esportes de sangue estão sendo proibidos em mais e mais países, acrescenta Grossman.
As touradas já foram proibidas em muitos países onde antes eram populares, incluindo Argentina, Canadá, Cuba, Itália e o Reino Unido. Ela é ainda legal em apenas oito países, incluindo Espanha, França e Portugal.
Embora, como observa Grossman, sempre existam pessoas que defendam a legalidade dessas práticas sangrentas, o número de críticas está crescendo.
Milhares de pessoas, por exemplo, na Espanha,têm protestado contra as touradas. “Tenho observado que o público está agora muito mais preocupado com a proteção animal”, ela diz.
Existe uso “responsável” dos animais?
“A forma como os animais são alojados e cuidados é fundamental. Eles não passam a maior parte da vida se apresentando. Muitos são simplesmente mortos quando deixam de ser úteis. Por isso, regulamentações adequadas são tão importantes”, afirma Browning.
Grossman destaca que as redes sociais também têm ajudado a revelar o que acontece por trás das portas fechadas. “O público vê nos vídeos como os animais são tratados”, diz ela.
Browning concorda. Quando as pessoas testemunham os abusos, muitas deixam de querer pagar por algo baseado no sofrimento e abuso de animais.
Tradução de Fátima C. G. Maciel
Fonte: Vijesti Online
Nota do Olhar Animal: Não existe exploração ética dos animais. São sencientes e isso significa que eles têm interesses próprios. E certamente não faz parte desses interesses serem usados para para qualquer finalidade humana. Animais não se oferecem para qualquer tipo de uso.
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