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sábado, 8 de julho de 2023

Projeto traz direitos, natureza jurídica e reconhece a senciência dos animais domésticos

 


Foto: Reprodução

Um projeto de lei apresentado pela vereadora Thaís Souza (PP), na Câmara de Anápolis, tem sido considerado uma grande vitória para ativistas da causa animal em todo mundo, pois reconhece cães e gatos como seres sencientes, ou seja, com sentimentos, e também com direitos próprios.

A propositura estabelece ainda que esses animais possuem natureza jurídica própria, sendo a eles garantida tutela jurisdicional em caso de violação de seus direitos.

“O objetivo deste projeto, antes de tudo, é garantir dignidade e respeito aos animais, classificando os cães e gatos como seres possuidores de natureza jurídica própria”, escreve a vereadora na justificativa do projeto.

Thaís explica que o teor do seu projeto é uma tendência mundial. A França passou a considerar recentemente os animais como seres possuidores de direitos, e não mais como propriedades.

“Desta forma, naquele país, os animais não são mais definidos por valor de mercado ou de patrimônio. Em uma melhor análise, o governo francês deu aos animais direitos próprios de um ser vivente. Por centenas de anos, os animais receberam, na França, os mesmos status legal de uma mesa ou cadeira”, afirma a vereadora.

Thaís Souza frisa que o reconhecimento de que o animal é um ser senciente, deixa claro que ele sente sensações e sentimentos de forma consciente, como dor, medo ou alegria. A vereadora cita na sua justificativa uma declaração do ex-ministro da Educação da França Luc Ferry: “não se trata de transformar animais em sujeitos da lei, mas, simplesmente, de protege-los contra certas formas de crueldade”.

A partir da aprovação da lei, a vereadora afirma que serão “possíveis práticas até então impensáveis, como, por exemplo, determinações judiciais no sentido de guarda compartilhada de um animal doméstico, ou o direito de um tutor de animal atropelado reivindicar indenização pelo sofrimento causado pelo motorista imprudente”.

Além disso, afirma Thaís, a iniciativa ajuda a reduzir casos de maus-tratos e de adoção irresponsável, situações frequentes em Anápolis. “Responsabilidade e amor pelos animais serão, agora, fundamentais em qualquer situação, principalmente para quem quiser tê-los na família”, completa.

A vereadora lembra ainda que o Brasil possui uma das mais ricas e diversas faunas do planeta, portanto precisa acompanhar a constante evolução das leis mundiais sobre o tema, sobretudo quando o “espírito é garantir o bem-estar animal”.

“Verifica-se que a proteção e a defesa dos animais é pauta importante e os abusos contra a sua integridade física devem ser veementemente combatidos”, finaliza Thaís.

O texto precisa ser lido em plenário para dar início à tramitação nas comissões permanentes da Câmara de Anápolis. Depois disso, ele segue para votação em plenário e, caso aprovado, vai para sanção do prefeito. Só assim passa a ser lei na cidade.

NACIONAL

O debate que acontecerá na Câmara de Anápolis já existe em Brasília desde 2019, quando o Senado aprovou o PLC 27/2018, que faz com que animais deixem de ser considerados objetos e passem a ter natureza jurídica singular, como sujeitos de direitos despersonificados.

O texto reconhece nos animais a condição de seres sencientes e altera o Código Civil para que não sejam mais considerados bens semoventes (bem móvel que possui movimento próprio). Como a proposta teve início na Câmara dos Deputados e foi aprovada com alterações no Senado, o projeto retornou à primeira casa para nova análise (PL 6.054/2019).

Neste ano, a Câmara dos Deputados passou a discutir o PL 179/2023, que busca regulamentar a família multiespécie, que é definida como a comunidade formada por seres humanos e animais de estimação. Além disso, o projeto prevê uma série de direitos para os animais domésticos, inclusive pensão alimentícia e participação no testamento do tutor.

De acordo com esse projeto mais recente, os animais devem ser considerados filhos por afetividade e ficam sujeitos ao poder familiar. O que se propõe é que os pets tenham acesso à Justiça para a defesa de seus interesses ou a reparação de danos materiais e existenciais, casos em que caberá ao tutor – ou, na falta dele, à Defensoria Pública e ao Ministério Público – representar o animal em juízo.

Nota da Redação: O PL é realmente um avanço, mas esse direito deve ser estendido a todos os animais, pois todos são sencientes e devem ser respeitados e terem seus direitos reconhecidos.

Fonte: dmanapolis 

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