O único centro de triagem de animais silvestres do Ibama do Rio
de Janeiro fechou as portas na quarta-feira (15).
A decisão pelo fechamento foi tomada há uma semana pela própria
Superintendência Estadual do instituto, em comunicado dirigido aos órgãos
ambientais do estado, prefeituras, polícia ambiental e Corpo de Bombeiros.
A nota assinada pela chefe da diretoria técnica, Hevila Peres da
Cruz, informa apenas que o Cetas permanecerá fechado por tempo indeterminado
até que sejam restituídas as condições mínimas de funcionamento, e que o Ibama
está enviando esforços para resolver o problema.
A nota não informa o que acontecerá exatamente com os 1,5 mil
animais que estão abrigados no Cetas e, principalmente, como fica a situação
dos aproximadamente 11 mil mil animais silvestres levados a cada ano para a
unidade.
A maioria chega doente ou machucada. São animais apreendidos em
operações contra o tráfico ou levados pela própria população, quando
encontrados nas cidades.
Sem a opção do Centro de Triagem do Rio, restariam a esses
animais serem encaminhados para outros estados. Os centros de triagem mais
próximos ficam em Juiz de Fora, em Minas Gerais, Lorena, em São Paulo, e Serra,
no Espírito Santo.
A atual administração do Ibama no Rio está envolvida em várias
irregularidades. No início do ano, o RJ2 mostrou que o centro de triagem estava
à beira do colapso.
Pelo menos 600 animais morreram no Cetas por falta de
tratadores, alimentos e remédios.
Na época, logo após a exibição da reportagem, o superintende do
Ibama no Rio, indicado pelo ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o
contra-almirante da marinha Alexandre Dias da Cruz, assinou a contratação da
empresa terceirizada encarregada de cuidar dos animais.
Na semana passada, mais um problema. Um documento do próprio
Ibama relatava que o bloco principal do Cetas estava sem energia elétrica e com
isso equipamentos de informática e rede, além de geladeiras e freezers, não
estavam funcionando.
Além disso, o próprio instituto reconhecia em nota que o Cetas
contava com apenas um terço dos servidores necessários.
Os Ministérios Públicos Federal e do Estado Eio encaminharam na
quarta-feira (15) à Justiça um pedido para que o Ibama se responsabilize com a
realização de obras em caráter emergencial no Cetas, e que o centro de triagem
tenha de condições de reabrir as portas em no máximo 60 dias.
Entre as exigências, a ação civil pública pede à Justiça que em
cinco dias haja a apresentação de um projeto que resolva a pane na parte
elétrica do Cetas.
Pede ainda que os animais sejam reintroduzindos na natureza após
os devidos cuidados e que não sejam transferidos para outros centros de
triagem.
O RJ2 perguntou à Superintendência do Ibama no Rio se existe um
cronograma de obras, e qual o prazo para reabertura do Centro de Triagem, mas
não tivemos resposta.
Por André Trigueiro
Fonte e foto: G1
Nota
do Olhar Animal: É
uma VERGONHA o governo federal ter permitido que o centro de triagem chegasse a
essa situação. O desmonte ambiental continua a todo vapor.
Programa Mundo Animal na
rádio Mares do Sul 87,9 de Marechal Deodoro Alagoas das oito as nove aos sábados.( está no
aplicativo rádios net e no
www.mundoanimalmaceio.com.br)
” Quem não ama os
animais jamais vai amar o semelhante”.
Colaboradores do blog:
Vereadora Teca Nelma deseja um FELIZ NATAL para todos
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