(Foto:
GOR/Divulgação)
Uma farra do boi
foi encerrada pelo Grupo de Operações e Resgate (GOR) no bairro Sertão do
Trombudo, em Itapema, na madrugada de domingo (16). Havia cerca de 50
pessoas no local e o animal estava com vários ferimentos pelo corpo.
Com a chegada da equipe do GOR, que foi acionada
pela Polícia Militar, os participantes se dispersaram e não foram
identificados.
O animal foi capturado e será encaminhado à
Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), que
deve sacrificar o boi, seguindo o procedimento que é tomado nos casos em que o
animal não possui identificação e, portanto, está irregular no Estado, o que
pode causar risco sanitário.
Segundo a Cidasc, os rebanhos catarinenses são
vacinados contra a febre aftosa desde os anos 2000, o que os diferencia dos que
são encontrados em outros estados brasileiros. De acordo com o órgão, um animal
doente pode acabar com toda a produção de suínos e bovinos, além de suspender a
exportação de carnes.
O caso será encaminhado para a Polícia Civil, que
deve tentar identificar os suspeitos.
A farra do boi é considerada crime ambiental. Em
Santa Catarina a lei estadual 17.902 de 2020 proíbe a prática com multa de R$
10 mil a quem divulgar e promover esse tipo de evento e de R$ 1 mil a quem
participar.
O que fazer ao encontrar uma farra do boi
A orientação é acionar a Polícia Militar, pelo
telefone 190.
Por Giulia Machado,
sob supervisão de Augusto Ittner
Fonte: NSC Total
Nota do Olhar Animal: Os bois
resgatados das farras há anos são abatidos com a conivência de
pseudo-protetores que se apresentam como interlocutores do movimento de
proteção animal, porém sem jamais terem se oposto à matança. Felizmente,
protetores verdadeiros têm, nos últimos anos, lutado para impedir esta
destinação dos animais.

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