Giovana Miroslava | Redação ANDA
Uma carta escrita por ONGs que atuam no ativismo ambiental repudia o”Plano Amazônia 2021/2022″. O documento foi assinado pelo Greenpeace Brasil, Instituto de Estudos Econômicos (Inesc), Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Instituto SocioAmbiental (ISA), Observatório do Clima e SOS Mata Atlântica.
O “Plano Amazônia 2021/2022” foi publicado pelo
vice-presidente Hamilton Mourão no dia 9 de abril destacando as ações de
proteção que serão realizadas na região.
As organizações também criticaram o discurso feito
pelo presidente Jair Bolsonaro na Cúpula do Clima, no dia 22 de abril, no qual
representantes de 40 países convidados discutiram propostas para impedir a
elevação da temperatura média do planeta acima de 1,5 grau neste século.
Contradição entre discurso e ação.
O documento publicado pelo vice-presidente e o
discurso de Jair Bolsonaro durante a Cúpula do Clima foram utilizados como
estratégia para convencer a comunidade internacional de que o governo federal
tem um bom plano de enfrentamento ao desmatamento da Amazônia.
Entretanto, as entidades apontam que o governo atua em
sentido contrário à proteção do bioma e expõe dados que contradizem o discurso
político levantado por Bolsonaro nesse momento.
“O Plano Amazônia 21/22 e o discurso na cúpula
climática expressam a falta de competência, credibilidade e compromisso com
resultados efetivos de combate ao desmatamento, que comprometerão não apenas a
saúde ambiental do Brasil e da Amazônia brasileira, como também a economia
nacional, que ficará manchada pelo impacto climático e socioambiental desse
desgoverno. Oferecer recursos ao Brasil, neste contexto, seria entregar um
cheque em branco que aumentará a violência e a destruição da Amazônia”, diz o
documento.
Na última semana, um dia após dizer que iria ampliar
os investimento na área ambiental, o governo Bolsonaro havia apresentado uma
proposta de redução de valores que seriam repassados ao Ibama e ao ICMBio. Após
repercussão negativa, Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, apresentou um
pedido de suplementação de R$ 270 milhões ao Ministério da Economia, que,
segundo Salles, se comprometeu em atender.
“É com essa atuação na contramão do combate ao
desmatamento, com um plano vazio e uma carta de intenções ao presidente Joe
Biden que o governo brasileiro espera convencer a comunidade internacional de
que precisa de recursos para trabalhar”, afirmam as ONGs.
Fonte: anda.jor.br/// foto: ilustração

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