Pages - Menu

sábado, 8 de maio de 2021

DESGOVERNO: ONGs publicam carta de repúdio ao plano de Bolsonaro para a Amazônia

 

Giovana Miroslava | Redação ANDA


Uma carta escrita por ONGs que atuam no ativismo ambiental repudia o”Plano Amazônia 2021/2022″. O documento foi assinado pelo Greenpeace Brasil, Instituto de Estudos Econômicos (Inesc), Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Instituto SocioAmbiental (ISA), Observatório do Clima e SOS Mata Atlântica.

O “Plano Amazônia 2021/2022” foi publicado pelo vice-presidente Hamilton Mourão no dia 9 de abril destacando as ações de proteção que serão realizadas na região.

As organizações também criticaram o discurso feito pelo presidente Jair Bolsonaro na Cúpula do Clima, no dia 22 de abril, no qual representantes de 40 países convidados discutiram propostas para impedir a elevação da temperatura média do planeta acima de 1,5 grau neste século.

Contradição entre discurso e ação.

O documento publicado pelo vice-presidente e o discurso de Jair Bolsonaro durante a Cúpula do Clima foram utilizados como estratégia para convencer a comunidade internacional de que o governo federal tem um bom plano de enfrentamento ao desmatamento da Amazônia.

Entretanto, as entidades apontam que o governo atua em sentido contrário à proteção do bioma e expõe dados que contradizem o discurso político levantado por Bolsonaro nesse momento.

“O Plano Amazônia 21/22 e o discurso na cúpula climática expressam a falta de competência, credibilidade e compromisso com resultados efetivos de combate ao desmatamento, que comprometerão não apenas a saúde ambiental do Brasil e da Amazônia brasileira, como também a economia nacional, que ficará manchada pelo impacto climático e socioambiental desse desgoverno. Oferecer recursos ao Brasil, neste contexto, seria entregar um cheque em branco que aumentará a violência e a destruição da Amazônia”, diz o documento.

Na última semana, um dia após dizer que iria ampliar os investimento na área ambiental, o governo Bolsonaro havia apresentado uma proposta de redução de valores que seriam repassados ao Ibama e ao ICMBio. Após repercussão negativa, Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, apresentou um pedido de suplementação de R$ 270 milhões ao Ministério da Economia, que, segundo Salles, se comprometeu em atender.

“É com essa atuação na contramão do combate ao desmatamento, com um plano vazio e uma carta de intenções ao presidente Joe Biden que o governo brasileiro espera convencer a comunidade internacional de que precisa de recursos para trabalhar”, afirmam as ONGs.

Fonte: anda.jor.br/// foto: ilustração

Nenhum comentário:

Postar um comentário