Bruna Araújo | Redação ANDA
Foto: Divulgação
Os jornalistas espanhóis David
Beriain e Roberto Fraile foram sequestrados e assassinados em Burkina Faso, na
África. Eles filmavam um documentário denunciando a caça de animais selvagens
no país. Beriain era diretor e produtor do projeto e Fraile o cinegrafista. O
ministro das Relações Exteriores da Espanha, Arancha Gonzalez Laya, afirma que
os jornalistas foram atacados por terroristas “jihadistas” na última
segunda-feira (26).
Beriain e Fraile trabalhavam para
uma organização dedicada à proteção e à preservação do meio ambiente. O
primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez publicou uma nota de pesar em seu
perfil no Twitter. “A pior notícia foi confirmada. Todo o nosso carinho aos
familiares e amigos de David Beriain e Roberto Fraile, assassinados em Burkina
Faso. Nosso reconhecimento a todos aqueles que, como eles, praticam diariamente
um jornalismo valente e essencial em zonas de conflito”, diz a postagem.
O secretário-geral da organização
Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Christophe Deloire, também usou suas redes
sociais para homenagear os jornalistas, que tinham uma reputação impecável, e
alertar sobre o perigo que os profissionais correm ao se arriscarem em locais
perigosos para denunciar crimes contra à humanidade, aos animais e à natureza.
“Esta tragédia confirma os grandes perigos que os repórteres enfrentam no
Sahel”, afirmou em uma postagem no Twitter.
As autoridades de Burkina Faso
afirmam que investigarão o caso de forma ética e transparente e farão todo o
possível para identificar os responsável e levá-los à Justiça.
Fonte: anda.jor.br

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