Mariana Dandara | Redação ANDA
Foto: Divulgação/ Polícia Ambiental
Um cachorro ficou cego de um olho
após ser baleado por um homem no bairro Santa Clara, na cidade de Jambeiro, no
interior do estado de São Paulo. Detido na tarde da última terça-feira (27), o
agressor foi liberado pela polícia e responderá pelo crime em liberdade.
Após ser acionada, a Polícia
Militar Ambiental (PMA) esteve no local do crime para verificar a ocorrência e
os agentes questionaram o agressor, que confessou o crime.
O homem de 64 anos disse aos
policiais que fez um disparo com uma espingarda de pressão contra o cachorro
porque o animal havia investido contra galinhas criadas em sua propriedade.
Encaminhado à delegacia pelos
policiais, o homem foi multado em R$ 3 mil. Ele responderá em liberdade pelo
crime de maus-tratos a animais e poderá ser punido, caso seja condenado pela
Justiça, com até cinco anos de prisão, além de multa e da proibição de tutelar
cães e gatos.
Após ser alvo de violência, o
cachorro foi socorrido e levado a uma clínica veterinária, onde recebeu
atendimento. De acordo com o profissional que atendeu o animal, o tiro
disparado pelo agressor causou a perda da estrutura do olho direito do cão,
fazendo-o perder a visão.
Lei Sansão
Sancionada no final de 2020, uma
nova lei de proteção animal aumentou a pena para crimes cometidos contra
cachorros e gatos no Brasil. Antes, esses crimes eram punidos com, no máximo,
um ano de detenção, pena que era convertida em alternativas como a prestação de
serviços à comunidade.
A legislação recebeu o nome de
“Lei Sansão” em homenagem ao pit bull Sansão, que foi brutalmente torturado em
Minas Gerais, tendo as duas patas traseiras decepadas. Paraplégico, ele não
apenas se recuperou e provou o quão forte é capaz de ser, como serviu de
incentivo para a aprovação da lei.
Com o aumento da pena, os
criminosos que submeterem cachorros e gatos a maus-tratos poderão ser presos
por um período de dois a cinco anos. Eles também poderão ser punidos com multa
e com a proibição de tutelar outros animais.
A medida, no entanto, não protege
os animais de outras espécies, excluindo a fauna silvestre e animais que são
explorados pela sociedade, como galos, porcos, bois e galinhas.
Fonte: anda.jor.br
Nota da
Redação: a ANDA repudia qualquer
ato de maus-tratos cometido contra animais e reforça que o cachorro do caso
noticiado agiu de maneira irracional e instintiva ao tentar morder as galinhas,
já que seu ato é desprovido de qualquer maldade e não pode, em hipótese alguma,
ser punido com violência. O humano, que é o ser racional da questão, é quem
deve prover meios para proteger as galinhas sem que o cachorro seja penalizado
por isso, especialmente de maneira cruel.

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