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quarta-feira, 28 de abril de 2021

Cão fica cego ao ser alvo de violência e agressor confessa ter atirado no animal

 

Mariana Dandara | Redação ANDA


Foto: Divulgação/ Polícia Ambiental

Um cachorro ficou cego de um olho após ser baleado por um homem no bairro Santa Clara, na cidade de Jambeiro, no interior do estado de São Paulo. Detido na tarde da última terça-feira (27), o agressor foi liberado pela polícia e responderá pelo crime em liberdade.

Após ser acionada, a Polícia Militar Ambiental (PMA) esteve no local do crime para verificar a ocorrência e os agentes questionaram o agressor, que confessou o crime.

O homem de 64 anos disse aos policiais que fez um disparo com uma espingarda de pressão contra o cachorro porque o animal havia investido contra galinhas criadas em sua propriedade.

Encaminhado à delegacia pelos policiais, o homem foi multado em R$ 3 mil. Ele responderá em liberdade pelo crime de maus-tratos a animais e poderá ser punido, caso seja condenado pela Justiça, com até cinco anos de prisão, além de multa e da proibição de tutelar cães e gatos.

Após ser alvo de violência, o cachorro foi socorrido e levado a uma clínica veterinária, onde recebeu atendimento. De acordo com o profissional que atendeu o animal, o tiro disparado pelo agressor causou a perda da estrutura do olho direito do cão, fazendo-o perder a visão.

Lei Sansão

Sancionada no final de 2020, uma nova lei de proteção animal aumentou a pena para crimes cometidos contra cachorros e gatos no Brasil. Antes, esses crimes eram punidos com, no máximo, um ano de detenção, pena que era convertida em alternativas como a prestação de serviços à comunidade.

A legislação recebeu o nome de “Lei Sansão” em homenagem ao pit bull Sansão, que foi brutalmente torturado em Minas Gerais, tendo as duas patas traseiras decepadas. Paraplégico, ele não apenas se recuperou e provou o quão forte é capaz de ser, como serviu de incentivo para a aprovação da lei.

Com o aumento da pena, os criminosos que submeterem cachorros e gatos a maus-tratos poderão ser presos por um período de dois a cinco anos. Eles também poderão ser punidos com multa e com a proibição de tutelar outros animais.

A medida, no entanto, não protege os animais de outras espécies, excluindo a fauna silvestre e animais que são explorados pela sociedade, como galos, porcos, bois e galinhas.

Fonte: anda.jor.br

Nota da Redação: a ANDA repudia qualquer ato de maus-tratos cometido contra animais e reforça que o cachorro do caso noticiado agiu de maneira irracional e instintiva ao tentar morder as galinhas, já que seu ato é desprovido de qualquer maldade e não pode, em hipótese alguma, ser punido com violência. O humano, que é o ser racional da questão, é quem deve prover meios para proteger as galinhas sem que o cachorro seja penalizado por isso, especialmente de maneira cruel.

 

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