Mariana Dandara | Redação ANDA
Foto: Redes Sociais
A Comissão de Defesa dos Animais
da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu que a Delegacia de Meio Ambiente
investigue o caso da cadela da raça pit bull que havia dado à luz e foi morta
com um tiro disparado por um policial durante uma operação da Polícia Civil
realizada na terça-feira (30) na Rua do Giz, na região central do município de
São Luís, no Maranhão. Sem entender o que havia acontecido com a cadela, os filhotes da pit bull a
cercaram, buscando aconchego na mãe.
Imagens de câmeras de segurança
que flagraram o disparo foram entregues para os policiais. Para OAB, é
necessário investigar o policial por maus-tratos e por excesso, já que ele
efetuou o disparo em via pública.
O tiro foi disparado, segundo o
Batalhão de Polícia de Turismo, que participou da operação, enquanto dois
policiais civis trabalhavam para prender dois homens na região. Um dos agentes
baleou a cadela, que foi resgatada com vida por uma clínica veterinária, mas
não sobreviveu. Os filhotes também foram salvos e estão disponíveis para
adoção.
Após o resgate, os filhotes
ficaram sob a responsabilidade da fundadora e presidente da ONG Dindas
Formiguinhas, Karina Leda Borjas. Eles estão convivendo com outros cães
resgatados e estão sendo alimentados por meio de mamadeiras.
“Como eles são muito pequenos e
ainda estão mamando, precisam de um cuidado redobrado. Então, ontem eles
passaram o dia, a noite na “Quatro Patas’. Fizeram exames, foram vermifugados,
passaram por consulta veterinária pra poder ter a alta e assim seguir pra que a
gente faça os cuidados devidos até que eles estejam aptos pra adoção”, contou a
presidente ao G1.
Como havia dado à luz
recentemente, a cadela ainda tinha pontos da cesárea quando foi morta. O caso
comoveu o representante da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da OAB,
Sebastião Uchôa, que solicitou que sejam abertos um processo administrativo
contra o agente responsável pelo tiro e uma investigação policial.
“Inclusive encaminhei o projétil
que foi extraído do corpo da vítima, do animalzinho juntamente com as imagens
com o objetivo da delegada instaurar o inquérito policial para apurar o crime
ambiental demonstrado com o agravante de óbito e ao mesmo tempo o disparo de
arma de fogo em via pública dentro desse contexto”, disse Sebastião Uchôa.
“Em branco não pode ficar. Uma
coisa é certa. Pela natureza da descrição e aquele animal que tinha sido
cirurgiado já, estava gestante, tinha acabado de dar aquela cria, me parece
pelo que eu já levantei já preliminarmente, não colocava em risco a ninguém.
Precisa responder pelo excesso pra não gerar impunidade e que fique de lição
para os demais policiais que eles são protetores da sociedade e do meio
ambiente”, continuou.
Karina Leda também ficou
indignada com a violência cometida contra a cadela. “Como protetora não posso
aceitar. Porque você poderia dar um tiro pra cima, um tiro no chão, um tiro na
pata, mas não atirar de tal forma que rompesse toda uma coluna vertebral e o
animal entrasse em óbito na mesma hora. Não tem justificativa. Ela estava defendendo
as crias, é do instinto materno. É defender as suas crias, é proteger do
perigo, mesmo que pra isso ela pague com a vida”, desabafou.
Um inquérito foi aberto pela
Delegacia de Meio Ambiente, que irá investigar o caso e chamar os envolvidos
para prestar depoimento.
Fonte: anda.jor.br
NOTA DO SITE;
POLICIAL ASSASSINO, COVARDE, BANDIDO.

Nenhum comentário:
Postar um comentário