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sexta-feira, 30 de abril de 2021

Após ser esfaqueado, homem em situação de rua pede que guardas cuidem de seu cão

 

Mariana Dandara | Redação ANDA


Foto: Divulgação/GM

Um homem em situação de rua que mora em Curitiba, no Paraná, provou que o que realmente importa na vida é o amor que nutrimos por quem divide a vida conosco. Após ser esfaqueado, ele se negou a ir ao hospital até ter certeza de que seu cachorro, o mais fiel amigo que ele possui, estaria em segurança.

Agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) que trabalham na região do Boqueirão ficaram comovidos com a amizade da dupla. De acordo com o guarda Couto, na última terça-feira (27), um dia depois de receber atendimento médico, o homem pôde reencontrar o animal. Quando agradeceu os guardas pelos cuidados ofertados ao seu companheiro de quatro patas, ele se emocionou.

Ao relembrar as cenas que presenciou, Couto disse que o homem pediu ajuda após ser assaltado. “Ele veio até a minha equipe cambaleando e pedindo ajuda. Disse que tinha sofrido um assalto e que tinha sido espancado e esfaqueado. Colocamos ele deitado, acionamos o Siate”, relatou ao G1.

No entanto, assim que percebeu que precisaria ir ao hospital, o tutor do cão se desesperou. “Ele começou a chorar e abraçar o cachorro, dizendo que não queria largar o animalzinho sozinho. Só aceitou ser atendido quando percebeu que nós iriamos cuidar do animal”, disse o guarda.

Encaminhado ao Hospital Cajuru, o homem recebeu atendimento médico enquanto seu cachorro ficava sob os cuidados da GCM. “Deixamos o cachorrinho em um cercadinho da quadra de esportes, para que ninguém fosse perturbar. Enquanto ele não voltou, demos água, comida e o bichinho ficou bem tranquilo”, disse a guarda Monique Figueira.

Logo após ser liberado do hospital, o tutor foi ao núcleo da Guarda Municipal e buscou o cachorro. “Confirmamos que era ele quando o levamos até onde estava o cachorrinho. Os dois se viram e o bichinho começou a pular, todo feliz. Nem tivemos dúvida de que era o dono mesmo”, comentou Monique.


Foto: Divulgação/GM

“Ele disse que, durante a tentativa de assalto, levaram o pouco do dinheiro que ele tinha e, além de o agredirem, bateram no cachorro também. Ele não estava preocupado com o dinheiro e sim com o animal, com o amigo. Nessas horas a gente vê que o que precisamos é de alguém ali com a gente”, completou.

Para Couto, esse é o maior exemplo de amizade presenciado por ele em 30 anos na Guarda Civil Municipal. “Soubemos que ele fica próximo a uma loja no Sitio Cercado. O pessoal da loja contou que todo o dinheiro que ele ganha no dia cuidando de carros, ele comprou a coleira e mantinha os cuidados com o bichinho. Quer melhor exemplo do que esse?”, disse.

“Muitos [pessoas em situação de rua] dividem o pouco que têm com o animal. Às vezes até deixam de se alimentar, para alimentar o animal. A gente vê tantas pessoas que têm tanto, mas que maltratam os animais, e quem tem pouco é feliz com o que tem”, concluiu.

Fonte: anda.jor.br


Neste sábado ao meio dia na rádio web cidadania programa Mundo Animal

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