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sexta-feira, 19 de março de 2021

Polícia prende suspeitos de esquartejar cachorro e comer a carne do animal

 

Mariana Dandara | Redação ANDA


Foto: Pixabay/Ilustrativa

A Polícia Civil de Crisópolis, município localizado a aproximadamente 212 quilômetros de distância de Salvador, na Bahia, foram presos na última quarta-feira (17) após serem apontados como suspeitos pela morte de um cachorro que foi esquartejado e teve sua carne consumida.

Diante do crime, a Justiça expediu um mandado de prisão temporária que foi cumprido pelos policiais. O caso foi descoberto após a dupla ser flagrada em um vídeo que registrou o crime de maus-tratos.

A Polícia Civil informou que um dos homens trabalha em um açougue e foi preso no momento em que exercia a profissão no estabelecimento comercial. Além da dupla, um terceiro envolvido no crime é procurado pelos policiais.

A ação que levou os dois homens à prisão foi realizada em conjunto pelas Delegacias Territoriais de Olindina e Itapicucu e pela 2ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Alagoinhas).

Após a polícia cumprir o mandado expedido pela Vara Criminal de Olindina, os homens foram submetidos a exames de corpo de delito e foram colocados à disposição da Justiça, que deve decidir se eles permanecerão presos até o julgamento.

Lei Sansão

Sancionada no final de 2020, uma nova lei de proteção animal aumentou a pena para crimes cometidos contra cachorros e gatos no Brasil. Antes, esses crimes eram punidos com, no máximo, um ano de detenção, pena que era convertida em alternativas como a prestação de serviços à comunidade.

A legislação recebeu o nome de “Lei Sansão” em homenagem ao pit bull Sansão, que foi brutalmente torturado em Minas Gerais, tendo as duas patas traseiras decepadas. Paraplégico, ele não apenas se recuperou e provou o quão forte é capaz de ser, como serviu de incentivo para a aprovação da lei.

Com o aumento da pena, os criminosos que submeterem cachorros e gatos a maus-tratos poderão ser presos por um período de dois a cinco anos. Eles também poderão ser punidos com multa e com a proibição de tutelar outros animais.

A medida, no entanto, não protege os animais de outras espécies, excluindo a fauna silvestre e animais que são explorados pela sociedade, como galos, porcos, bois e galinhas.

Fonte: anda.jor.br



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