Mariana Dandara | Redação ANDA
Foto: Arquivo Pessoal
O Ministério Público Federal e a
Polícia Federal constataram diversas irregularidades no centro de tratamento de
animais silvestres do Ibama em Seropédica, no Rio de Janeiro. O local foi alvo
de perícia na tarde desta terça-feira (2) após mais de 600 animais silvestres
morrerem nos últimos meses no centro de tratamento.
A empresa terceirizada que
administrava o centro interrompeu os serviços em 2020. Um novo contrato de
emergência feito em seguida também foi rompido. A contratação de uma nova
empresa é de responsabilidade do superintendente do Ibama no Rio, o
contra-almirante da reserva da Marinha Alexandre Dias da Cruz, que está no
cargo desde março de 2019. A denúncia é do jornal RJ2.
Conhecido por ser um dos maiores
centros de tratamento de animais silvestres do país, 1,2 mil animais estão
acolhidos no local. Os que conseguem se recuperar, retornam à natureza. Outros,
no entanto, por conta das consequências do tráfico e dos atropelamentos, só
sobrevivem em cativeiro.
No entanto, a falta de cuidadores
para os animais levou à morte de mais de 600 deles, segundo um levantamento
feito por funcionários do local. Atualmente, quatro servidores públicos se
desdobram para tratar os animais, mas muitas vezes não dão conta nem de retirar
os corpos daqueles que morrem.
A polícia instaurou um inquérito
para investigar o centro por crime ambiental e maus-tratos a animais.
Funcionários da instituição devem prestar depoimento aos policiais federais no
decorrer desta semana, assim como o superintendente do Ibama no Rio,
contra-almirante da reserva da Marinha Alexandre Dias da Cruz.
Fonte: anda.jor.br

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