Foto: Reprodução/TV
Clube
A cadelinha Paty
está há seis anos na fila de adoção da Associação Piauiense de Proteção e Amor
aos Animais (Apipa). Ela não anda devido a uma lesão na coluna causada por
maus-tratos. Mesmo com 8 anos de idade e portadora de necessidades especiais, a
cachorrinha também é digna de um lar e amor como qualquer outro animal.
“A família antiga da Paty deu ela para o caminhão
de lixo levar quando ela estava grávida. Eles, ao invés de pegar a cachorrinha
e colocar em algum lugar, jogaram ela no caminhão. Quando ela caiu, já lesionou
a coluna”, contou Isabel Moura, tesoureira da associação.
Os filhotes que Paty esperava foram retirados por
meio de uma cesárea, porque morreram antes de nascerem. Segundo Isabel, como a
cachorrinha não caminha e permanece sempre deitada, é feito um revezamento de
lados. Na hora de comer, ela fica de um lado. Quando vai dormir, já é outra
posição.
Na Apipa, Paty recebe atendimento fisioterapêutico.
De acordo com Isabel, já se nota um avanço em seu estado de saúde. Agora ela já
consegue mover umas das patas.
Finais felizes
Foto: Divulgação /Apipa
Apesar das
histórias de maus-tratos, adoções de animais portadores de necessidades
especiais têm crescido na Apipa. Histórias com finais felizes como da
cadela Babi, que ganhou um lar após cinco
anos morando na associação.
A cachorra cega foi encontrada com poucos meses de
vida dentro de uma caixa em um lixão na Vila Irmã Dulce, Zona Sul de Teresina.
Ela foi resgatada e em janeiro encontrou uma família.
Outra história com final feliz é a do Moisés que
foi adotado pela professora Andreia Fortes. Mesmo com uma pata quebrada e idade
avançada de sete anos, Moisés ganhou um lar em dezembro de 2020.
“O Moisés é muito fofo, carinhoso, protetor, amigo,
ele me faz tanta companhia. Meu filho adora passar tempo com ele também. Ele é
especial de verdade”, falou a professora.
Andreia, recentemente, adotou outro amigo. Comovida
pela história, a professora adotou Sheldom que tem problemas neurológicos
devido a sequelas da cinomose.
“Porque no início é igual às crianças, tem que
tomar vacina. E no caso, ele não tomou a vacina para cinomose. Então a pessoa
fez a devolução como se fosse uma mercadoria, aí eu me emocionei com a história
dele e trouxe ele para cá”, disse Andreia.
Por Lívia Ferreira
Fonte: G1


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