Bruna Araújo
| Redação ANDA
Reforçando o seu compromisso com a ética, com a verdade, com a informação de qualidade e a luta contra às fake news, a ANDA agora é membro e a quarta agência de notícias a integrar a Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD), uma iniciativa que nasceu em 2019 a partir dos estudos de Pós-doutorado na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro realizado pela hoje coordenadora da Rede, Profa. Dra. Ana Regina Rego. O projeto começou a atuar ativamente há seis meses e já conta com 100 parceiros espalhados em todo o país. Todos comprometidos com a produção de conteúdos sérios, de qualidade, focados na apuração precisa e, principalmente, engajados em combater informações falsas que circulam no país.
Em entrevista exclusiva à
ANDA, Ana Regina Rêgo conta sobre os primeiros passos da RNCD. “A minha ideia
inicial era montar uma rede de monitoramento e checagem, pegando o país todo,
mas quando eu comecei a articular os parceiros eu vi que a atuação no combate à
desinformação era muito maior do que o nosso alcance na comunicação. Então nós
temos parceiros preocupados com o fenômeno em todo o país, em todas as áreas,
que são os braços da RNCD. A rede tem uma filosofia muito simples, é uma rede
de sinergia que interliga os parceiros em seus trabalhos, ela não acrescenta
mais demandas, ela estimula o combate à desinformação que cada parceiro já faz
na sua área”, afirma.
Ana Regina Rego é coordenadora do RNCD | Foto: Arquivo pessoal
Ela conta
ainda como foi receber a ANDA como parceira. “Para nós, foi uma grata surpresa,
primeiro conhecer o tamanho da ANDA, a história e o trabalho da organização, a
proporção da ANDA é muito grande e no meu ponto de vista a agência vem
justamente para agregar em uma parte temática que a gente não tinha cobertura
que é em relação aos direitos animais. Temos parceiros que trabalham focados no
meio ambiente e em outros campos. Nós temos parceiros engajados em direitos
humanos na pandemia, mas nos direitos dos animais a gente não tinha e, coincidentemente,
há alguns anos, alguns projetos meus dentro da graduação na UFPI foram
exatamente focados nessa área. Na época nós tínhamos dois ou três projetos em
articulação com associações de cuidadores de animais e foi uma grata surpresa,
gostei demais, acho que a ANDA vem pra agregar bastante à rede”, pontua.
E
completa: “Eu acho super importante, eu acredito que a gente tem que aprender
muito com a ANDA, sobretudo na parte do advocacy, porque nesse
momento eu acho de máxima importância, sobretudo por que nós temos um governo
que ataca sobre todos os lados, a gente está em uma outra frente, junto à
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) tentando praticar o advocacy para
as políticas públicas em relação às políticas cientificas, às agências de
fomento, ao MEC, entre outras coisas, que é uma outra questão e que a gente
está tendo muita dificuldade. Eu acho que a ANDA tem muito para colaborar
conosco nesse aspecto. Eu acho que aprendendo com a ANDA, de repente, podemos
aplicar no que concerne à questão da desinformação e de todo âmbito que a
desinformação termina por atuar desde os direitos humanos até o ambiente da
pandemia atualmente”.
A fundadora presidente da ANDA, a jornalista Silvana
Andrade, salienta o quanto é importante para a agência participar da RNCD. “É
com muito orgulho e alegria que a ANDA entra na Rede, uma iniciativa
absolutamente importante e necessária, principalmente neste momento tão difícil
do país. A Rede Nacional de Combate à Desinformação é um projeto corajoso que luta
pela ética do jornalismo brasileiro no momento em que as fake news ganharam tanto espaço. É uma
bússola para a mídia, para profissionais e para estudantes, porque todos
precisam modelos íntegros e comprometidos com a busca e a divulgação pela
verdade. A RNCD traz esperança, acolhimento e valoriza os princípios das boas
práticas jornalísticas. É uma iniciativa inspiradora. Ter nosso trabalho
reconhecido e integrar uma lista de parceiros que, assim como nós, têm a ética
como norte, como bússola para suas ações, nos traz mais responsabilidade e
compromisso na propagação da verdade dentro do universo dos interesses dos
animais humanos e não-humanos. Espero que ANDA possa contribuir bastante com a
RNCD, ampliando a conscientização sobre os direitos animais e sobre a proteção
do meio ambiente no Brasil e no mundo”, afirma.
Atualmente, Ana Regina Rêgo
coordena a rede com a ajuda de dois acadêmicos, um mestre e um mestrando. A
RNCD é totalmente independente e conta com o apoio de voluntários, projetos de
universidades federais e privadas, núcleos de pesquisa, coletivos, associações,
observatórios, laboratórios, museus, ONGs e muitas outas iniciativas. A rede
também conta com a ajuda de uma empresa de marketing que auxilia com as redes
sociais. Muitos dos parceiros que hoje integram a RNCD são iniciativas que Ana
já conhecia. Para a escolha de novos associados, a coordenadora analisa o
trabalho do veículo e toma como principais critérios a produção de qualidade e
a preocupação com o combate à desinformação.
Embora a Rede Nacional de Combate à Desinformação
tenha tido a atuação ampliada no contextos da Covid-19 e muitos parceiros
trabalhem com essa temática específica, Ana Regina acredita que mesmo após a
pandemia a RNCD continuará relevante e em constante crescimento, pois o aumento
das fake news estimulado pela
internet, redes sociais e aplicativos de mensagens é um desafio complexo de ser
combatido. “Acredito que os projetos que têm estabilidade, eles vão se manter
na rede, e acho que a RNCD tem potencial para ter uma vida perene, porque
acredito que nãos nos livraremos do fenômeno da desinformação de uma maneira
muito fácil”, conclui.
Para conhecer mais sobre a
Rede Nacional de Combate à Desinformação, solicitar parceria ou realizar uma
denúncia acesse o site , o Instagram e
o Facebook da
RNCD.
Fotos: divulgação
Fonte: anda.jor.br



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