A Guarda
Civil denunciou um homem por alugar cães para passeios durante o confinamento.
“Aluguel de cães em adoção: por dois euros a hora, para custos de abrigo”,
dizia a publicação, que ofertava esse “serviço” mais que questionável. Se você
vir algo assim, denuncie.
O autor
da oferta é um morador de Corunha, na Espanha, que trabalha “como passeador”,
e, de acordo com a denúncia, colocou à disposição cães de raça para “alugar” e
poder sair de casa durante o confinamento por coronavírus.
A Guarda
Civil publicou um tuíte com a foto da denúncia e o seguinte texto:
“#NãoTemGraça Guardas civis de #Acoruña denunciam um homem que alugava seus
cães, via RRSS, para que outras pessoas passassem por cima da limitação de
liberdade de circulação para passear com os animais durante o Estado de
Emergência. #EsteVírusOParamosUnidos”.
“Me
ofereço para passear com humanos nestes 15 dias. Bali”, podemos ler em um
cartaz pendurado no pescoço de um dos animais, usado como propaganda nas redes
sociais.
Não
compartilhe, denuncie
Mónica
Cubeiro, do site Somos Pet Friendly, comenta que chamou a Patrulha Verde da
Polícia Local “e então me direcionaram para a Nacional. Apresentei a denúncia
no Serviço de Proteção à Natureza (Seprona) e entrei em contato com a
Prefeitura e com o Patrimônio Natural da Junta. O que não quero é que as pessoas,
ao fazerem capturas de tela para recriminar atos como este e compartilhar em
suas redes, como fizeram algumas clínicas veterinárias de Corunha, pois fazer
isso é dar mais publicidade”.
Não são
poucos os que se aproveitam da autorização especial para sair de casa e passear
com seus cães durante o estado de emergência para cometer um abuso e,
inclusive, algo tão questionável como o “aluguel” de animais de abrigos. “Há
alguns donos que se dedicam a sair 20 vezes ao dia com seus cães, como há os
que vão várias vezes para comprar cigarros”, acrescenta Cubiero.
Denúncias
e multas vão entre 500 a 5.000 euros
A Guarda
Civil denunciou o autor desta “oferta” por ir contra a norma imposta nesses
dias de confinamento e incentivar os cidadãos a quebrar a quarentena.
Entretanto, o denunciado publicou novamente nas redes socais outros anúncios
similares, e as denúncias serão direcionadas à Subdelegação do Governo por
descumprimento das normas do estado de emergência, assim como ao Departamento
de Meio Ambiente da Junta por descumprir a normativa de bem-estar animal.
As multas
para esse tipo de descumprimento oscilam entre 500 e 5.000 euros. E não somente
quem oferta esse serviço, mas quem faz uso dele, poderia enfrentar uma sanção.
“A prefeitura agora pede que você leve a documentação do cão e que justifique
que é o proprietário”, recorda Cubeiro.
E
lembre-se que ter um cão não é uma “carta branca” para sair à rua, ir passear
por vários quilômetros, correr ou aproveitar para “socializar” com outras
pessoas. A seguir, recordamos as normas e medidas de higiene que se deve manter
com o cão durante o estado de emergência.
Normas
para passear com cães
As normas
para passear com os cães são as seguintes:
1. Devem ser passeios curtos, o
estritamente necessário para cobrir as necessidades fisiológicas do animal.
2. Não se deve ter contato com
outras pessoas ou animais.
3. Levar uma garrada de água com
sabão para limpar a urina, assim como uma sacola para recolher as fezes.
4. Priorizar os horários de menor
tráfego de pessoas nas ruas.
Também há
normas concretas, publicadas pela Direção Geral de Direitos dos Animais, sobre
a alimentação dos outros animais domésticos, que você pode consultar aqui.
A
violação dessas normas pode acarretar multas, que podem ser agravadas pela
atitude em caso de desobediência ou desacato à autoridade. Na realidade, tratar
como caso omisso ou resistir às ordens dos agentes pode levar a mais uma multa
de 601 a 30.000 euros.
Não são poucos
os cidadãos que foram abordados por se encontrarem longe de seu domicílio, com
a desculpa de passear com o cão, ou transitando nos parques que foram fechados
por segurança, o que supõe multas de entre 100 e 600 euros.
Recomendações
a respeito dos animais de estimação
Apesar de
no momento não haver evidência científica confirmada que os animais domésticos
transmitam o COVID-19, eles estão sim proibidos de se aproximarem de outro
animal ou outra pessoa, como acontece com os humanos. Comportamentos que podem
ser considerados de risco ou dano grave para a saúde da população podem receber
multas entre 3.001 e 60.000 euros, ou até 600.000 euros se for considerado
muito grave. Recordamos, portanto, as recomendações gerais a respeito dos
animais de estimação:
No caso
de estar em quarentena (prevenção):
1. Lavar as mãos e evitar tocar
olhos, nariz e boca ao acariciar o animal.
2. Limpar com água e sabão
apropriado as almofadinhas das patas e o rabo do animal ao entrar em casa.
No caso de
pessoas positivas para o coronavírus:
1. Deixar, na medida do possível, o
cuidado do animal com outra pessoa que esteja saudável.
2. Utilizar utensílios novos para o
animal.
3. Se não consegue deixar o animal
com outra pessoa, lembre-se de limpar as mãos habitualmente, usar máscara e
evitar o contato físico.
4. Desinfetar os utensílios do
animal como guia ou outros materiais relacionados.
Fonte e
foto: Europa FM
Nota do Olhar Animal: Sim, os cães devem ser levados
para passear, mas mercantilizar a vida de um ser senciente, seja em forma de
aluguel ou de compra/venda, tratando-o o animal como um objeto, só merece
repúdio.

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