Gente, conheçam essa jovem cientista, brasileira,
curitibana de apenas 24 anos, Taciana Pereira! Formada em bioengenharia
pela Universidade de Harvard, hoje, a cientista e ativista atua como diretora e
pesquisadora de bioengenharia na startup Allevi, da Filadélfia (EUA), empresa
que desenvolve soluções em 3D para curar doenças e eliminar a lista de espera
de órgãos.
Juntamente com a
empresa, ela pesquisa o uso da bioimpressão 3D para a construção de
tecidos e órgãos humanos como o caminho para a cura!
A Taciana explicou que o uso da bioimpressão 3D em
seus estudos teve início em 2017 com a proposta de testar medicamentos e,
futuramente, extinguir os testes que hoje são feitos com animais.
“Atualmente, já conseguimos imprimir modelos de
pele, ossos, fígado, tumores, entre outros tecidos. Isso não só agiliza a
aprovação de um medicamento, mas também diminui o custo de todo esse processo”,
informou.
Dentro da pesquisa, ela também
estuda o uso da tecnologia para a impressão de órgãos para transplante! Essa realidade
está a 10-15 anos de distância, mas mudará de vez a vida de muitas pessoas que
ficam anos na fila de espera por transplante de órgão.
“O sucesso disso não só acabará com a fila de
espera para transplantes, mas também diminuirá o risco de rejeição desses
órgãos, já que serão impressos com materiais biocompatíveis e células autólogas
(células do próprio paciente)”, disse. INCRÍVEL!
O olhar da jovem cientista sobre o cenário científico no
Brasil. “A cada ano temos mais e mais cortes dos fundos que são voltados à
pesquisa científica”
Taciana também é ativista, inclusive, luta para que
pesquisadores do país sejam reconhecidos!
“O nosso grande problema é não conseguir
providenciar as ferramentas necessárias para que mais de nossas pesquisas
estejam no topo do cenário tecnológico mundial. A cada ano temos mais e mais
cortes dos fundos que são voltados à pesquisa científica. Por conta dessa
instabilidade de investimento do governo para a ciência, devemos trabalhar em
aumentar as relações entre a indústria e a academia. Precisamos de mais
empresas presentes nas universidades, não só financiando projetos, mas também
licenciando tecnologias de qualidade”, afirmou.
Da infância simples à Harvard. “Vi na
bioengenharia a oportunidade de desenvolver tecnologias que podem salvar vidas”
Taciana veio de uma família simples, com mãe
professora da rede pública e pai funcionário da rede pública de saúde. Foi
jogando bola com o irmão mais velho que se apaixonou pelo esporte e através
dele, acabou ganhando uma bolsa-atleta na Escola Internacional de Curitiba do
7º ano até a conclusão do Ensino Médio.
Nessa escola, aprendi a falar
inglês e comecei a sonhar com a possibilidade de fazer graduação no exterior.
Tirei os diplomas brasileiro, americano, internacional e fui aceita para
estudar em Harvard, com bolsa de mais de 90%. O que me trouxe à engenharia
de tecidos foi um amor muito grande por matemática e um sentimento de
impotência que senti quando vi todos os meus avós morrerem de câncer”, contou.
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Por Jéssica Souza
Fonte: Razões para Acreditar (
fotos: arquivo pessoal )



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