Devido ao grande número de animais abandonados e em
situação de rua, a vulnerabilidade da vida de um ser que não possui
um abrigo e nem alimentação é ainda maior. Na capital, as entidades
protetoras de animais recebem denúncias, tanto de agressão, quanto de
envenenamento de cães e gatos.
Algumas pessoas,
incomodadas com a presença desses animais, acabam agindo de forma cruel,
inserindo na comida ou na água veneno e outras substâncias que causam a morte
desses animais. É preciso lembrar que envenenamento e o maus-tratos de animais
são crimes previstos nas Leis Ambientais, que preveem prisão de três
meses a um ano por maus-tratos, além de multa. Em caso de morte do animal, a
punição é agravada.
Shayana Raianny é voluntária da ONG protetores de
Patinhas, que atua há cinco anos em Teresina, sem apoio governamental, e presta
serviços de resgate e cuidado com animais de rua e em situação de risco.
Rotineiramente, animais abandonados, e violentados são os casos mais recebidos,
segundo a voluntária.
“As denúncias de envenenamento reduziram bastante.
Há dois meses, tivemos dois casos. Um deles, foram gatos pequenos que foram
mortos em um condomínio, mas ninguém conseguiu identificar a pessoa que estava
provocando a morte daqueles animais”, falou.
Casos como atropelamento, violentados, doentes e
com demais problemas são resolvidos com o apoio de doações de toda a população
e com o preparo dos mais de 50 voluntários que prezam pela proteção dos
animais.
A professora Graça Alencar mora em condomínio da
zona Norte e relata que já teve dois gatos envenenados. “As pessoas, que não
gostam, acabam sentindo muita raiva de qualquer coisa que o animal faça e até
mesmo por causa de alguma superstição”. No prédio de Graça, a má intencionada
aproveitou que, no hall do estacionamento, são dispostos potes com ração e água
e misturou o veneno.
A ONG Protetores de Patinhas não
possui um abrigo fixo. O amparo dos animais é realizado por meio de
moradias temporárias, cedidas pelos próprios voluntários. Os veterinários,
remédios, ração e produtos de limpeza são possibilitados por meio de doações
recebidas por diversas pessoas que apoiam e abraçam as causas dos animais.
“Usamos nossas redes sociais, como Instagram e Facebook, onde a gente
interage com os seguidores, e são dessas redes sociais que conseguimos nos
manter, com doações das pessoas, seguidores, que nos conhecem, e conseguimos
doações para pagar clínica, ração, pois nos lares temporários, arcamos com
tudo, inclusive com os produtos de limpeza”, falou Shayany.
Nos cinco anos de atuação da ONG, foram inúmeros
casos de animais resgatados, além de pedidos de ajuda com tratamentos.
Hoje, cerca de 16 animais estão em abrigos temporários e 3 internados em
clínicas.
Por Ananda Soares

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