A
petição online criada para pedir justiça para o caso da cadela morta no
Carrefour de Osasco, em São Paulo, tem alcançado um grande número de
assinaturas. Até o fechamento desta matéria, foram registradas mais de 1,6
milhão de adesões ao abaixo-assinado. A cadela – inicialmente divulgada como um
cão macho, sendo depois confirmado que tratava-se de uma fêmea – foi morta por
um segurança do supermercado. Imagens de uma câmera de monitoramento
confirmaram a agressão que levou o animal à morte. O caso repercutiu em todo o
país, revoltando a população.
O texto do abaixo-assinado solicita
que o responsável pela morte do animal seja preso e que a empresa responda
judicialmente por orientar funcionários a “se livrar do animal de maneira
cruel”.
Na companhia da ativista Luísa Mell,
o procurador de Justiça e deputado estadual Fernando Capez esteve na terça-feira
(4) na delegacia e no supermercado para buscar mais informações sobre o caso.
“O cachorro foi agredido, não há nenhuma dúvida. Teve hemorragia interna e teve
hemorragia externa com sangramento. Demorou demais para atender, morreu também
pela omissão de socorro. A abordagem não foi adequada e tem que ser
investigada, administrativamente, criminalmente e civilmente pelo Carrefour”,
disse Capez, que reforçou que a o animal foi “mal atendido pelo centro de
zoonoses, que demorou para chegar, e o corte foi muito profundo”.
Capez lembrou ainda que o crime é de
menor potencial ofensivo e que, por isso, o agressor não será condenado à
prisão. O jurista relevou também que além das imagens da câmera que já foram
entregues à polícia e divulgadas à sociedade, há outras imagens a serem vistas
de uma câmera que ainda precisa ser apreendida. Na ida ao supermercado e à
delegacia, Capez encontrou uma testemunha do crime que se comprometeu a prestar
depoimento sobre o caso. “Entrevistamos uma pessoa que socorreu o cachorro e
viu o corte profundo”, afirmou.
Luísa também se posicionou sobre o
crime de maus-tratos. Ela afirmou que quer justiça e contou ter pedido ao
Carrefour que treine os funcionários de todas as lojas do país para que casos
como esse não se repitam, além de ter solicitado que a empresa se comprometa em
ajudar financeiramente ONGs de proteção animal. “Não vai ficar impune. A gente
já cobrou do Carrefour também, que eles não podem ressuscitar esse animal, mas
eles podem ajudar milhares de outros”, disse.
Entenda o caso
Uma cadela morreu, após
ser brutalmente agredida no Carrefour de Osasco (SP), na última
quinta-feira (29). Relatos de que um funcionário da empresa, da área de
segurança, agrediu o animal foram confirmados por imagens de uma câmera de
monitoramento. Há, também, a suspeita de que ele tenha sido envenenado.
Havia uma expectativa de que um laudo
determinasse a causa da morte do animal. No
entanto, o corpo do cachorro foi cremado, o que fez com que ficasse difícil
comprovar se ele sofreu agressões ou foi envenenado. Segundo informações da
Folha de S. Paulo, o responsável por cremar o cachorro foi o Centro de Controle
de Zoonoses (CCZ) do município, que alega ter tomado tal providência por não
ter, no momento do resgate do animal, informações sobre os maus-tratos, mas
apenas a versão de que o cão havia sido atropelado.
Relatórios sobre o atendimento do
animal apontam sinais de envenenamento, segundo o delegado Bruno Lima, eleito
deputado estadual pelo PSL, e que está acompanhando a investigação sobre o caso
Fonte e foto: anda.jor.br

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