“Vou
levando a vida devagar”. Esta é a filosofia do pescador aposentado Nivaldo de
Jesus, que há 15 anos vive em um barco, na cidade de Salvador. A “casa” de
Nivaldo não tem velas ou motor, é uma simples casa flutuante, que não sai do
lugar, atracado em um dos mais belos cartões postais da capital baiana: o mar
da Ribeira.
O
pescador, entretanto, conta que não se sente solitário. Ele divide a casa com
13 cachorros que ele resgata da rua e adota. Além disso, muitos amigos costumam
visitá-lo. “Meus amigos chegam aqui, e a gente bate um papo. E vou levando a
vida devagar”, diz.
Para
chegar à casa do pescador, os visitantes utilizam um pequeno barco, que fica
amarrado à “residência” de Nivaldo. Ele conta que, após 20 anos trabalhando
como pescador, se aposentou, deu a casa que tinha para os filhos e decidiu
viver no barco.
O dinheiro
para sobreviver vem de pequenos serviços que ele faz nos barcos da
“vizinhança”. A casa é simples: na parte de cima há um pequeno fogão de duas
bocas, um botijão de gás, algumas panelas e pratos, além de uma pequena caixa
que ele usa como armário. Na parte de baixo do barco, o quarto. Lá ficam um
colchão, travesseiro e alguns pertences do pescador.
A casa de
Nivaldo não possui energia elétrica. A luz no local é de vela, e o único
contato com o mundo externo é o velho rádio de pilha.
Velho lobo
do mar, ele diz que o balanço da embarcação não atrapalha o sono em nada. “Já
estou acostumado. Eu andei 20 anos embarcado, onde tem grandes ondas. Aqui eu
durmo à vontade. Tranquilo”, fala o pescador.
Fonte: G1( fotos: TV Bahia )
Nota do Olhar Animal: Que ótima
atitude do pescador ao resgatar os cães. São menos 13 abandonados, o que não é
pouco especialmente considerando a vida simples que leva. Difícil imaginar, mas
quem sabe um dia se sensibilize também com os peixes, tão sencientes quantos os
cães.
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