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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Casos críticos envolvendo animais domésticos atingem 87% nos fins de semana, diz pesquisa


 Foto: Freepik

Um latido mais fraco, a falta de apetite ou um comportamento diferente costumam ser os primeiros sinais de que algo não vai bem com um animal doméstico. Ainda assim, para muitos tutores, a ida ao veterinário acaba sendo adiada, e o problema só chega à clínica quando já se tornou uma emergência.

Um levantamento, feito pela WeVets, revela um cenário preocupante: 87% dos atendimentos de pronto-socorro realizados aos fins de semana e feriados são classificados como casos críticos. Os dados indicam um padrão de busca tardia por assistência veterinária no país.

Além disso, cerca de 14% desses atendimentos acontecem durante a madrugada, entre 22h e 6h, período associado a quadros mais graves e de rápida evolução clínica.

O que está por trás

A veterinária Carolina Marques afirma que o pronto-socorro tem se tornado a principal porta de entrada para o atendimento animal, especialmente fora do horário comercial. “Isso mostra que ainda há um espaço importante para evolução na cultura de prevenção e acompanhamento contínuo dos animais.”

Na prática, o dado expõe um comportamento comum entre tutores: a busca por ajuda apenas quando o quadro já está avançado. Entre os principais fatores que contribuem para esse cenário estão a rotina corrida, a dificuldade de acesso a clínicas fora do horário comercial e até a percepção de custo.

A profissional reforça que o resultado é uma sobrecarga dos serviços de urgência, que concentram a maior demanda justamente em noites, fins de semana e feriados, períodos em que estabelecimentos convencionais costumam estar fechados.

O impacto nos animais domésticos

Segundo a especialista, esse modelo reativo, além de pressionar o sistema, impacta diretamente o bem-estar dos animais. “Quando o atendimento acontece já em estágio avançado da doença, o tratamento tende a ser mais complexo, mais longo e mais custoso”, destaca.

“A medicina veterinária caminha, assim como a humana, para um modelo baseado em acompanhamento, protocolos e previsibilidade, e não apenas em intervenções emergenciais”, afirma.

Nesse contexto, o desafio é claro: transformar uma lógica baseada em emergências em uma jornada de cuidado contínuo. Mais do que tratar doenças, a proposta é evitá-las, garantindo mais qualidade de vida para os animais e menos sustos (e gastos) para os tutores.

Fonte: Metrópoles ( Julia de Mesquita )

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