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terça-feira, 10 de março de 2026

“Eu Sou Orelha, Eu Importo”: produtora americana anuncia documentário internacional sobre o caso do cão Orelha com direção de cineasta brasileira

 


Foto: Divulgação

A história do cão Orelha, que foi morto na Praia Brava, em Florianópolis (SC), em janeiro deste ano, ganhará projeção internacional. O caso, que mobilizou milhares de pessoas no Brasil e no mundo, será contado no documentário “I AM ORELHA, I MATTER” (“Eu Sou Orelha, Eu Importo”).

O filme, produzido pela Andares Productions, dos Estados Unidos, e dirigido pela diretora e roteirista brasileira Kalina de Moura, deve transformar a trajetória de Orelha, marcada por afeto, liberdade e violência, em um chamado por justiça pelo caso.

Levando em conta o subtítulo “The Story of love, freedom and suffering of street dogs” (“A história de amor, liberdade e sofrimento de cães em situação de rua”), o documentário vai apresentar a realidade de Orelha e de outros milhares de cães comunitários, muitas vezes protegidos por moradores e voluntários, mas ainda vivendo no perigo das ruas. Ao levar o caso para o cinema, o filme amplia a visibilidade internacional do assassinato brutal do cão orelha.

Enquanto as investigações ainda não apresentam respostas definitivas nem responsabiliza os culpados pela violência que tirou a vida de Orelha, a mobilização da sociedade segue ativa. Pessoas indignadas com o caso continuam cobrando justiça nas redes sociais, em manifestações e em iniciativas que mantêm a memória do cão comunitário viva. Transformar sua história em documentário ajuda a impedir que o caso caia no esquecimento, aumentando a pressão para que crimes contra animais sejam devidamente punidos.

Relembre o caso Orelha

Orelha viveu por cerca de dez anos na Praia Brava, em Florianópolis, onde era conhecido e cuidado por moradores e frequentadores da região. Sem tutor fixo, o cachorro circulava livremente pelo bairro.

No entanto, no dia 5 de janeiro, ele foi encontrado gravemente ferido após desaparecer na madrugada anterior. Segundo relatos de moradores e registros policiais, Orelha foi agredido por um grupo de jovens. Levado a uma clínica veterinária, ele não resistiu à gravidade dos ferimentos e precisou ser sacrificado.

A morte do cão provocou uma onda de indignação nas redes sociais e nas ruas. A hashtag #JustiçaPorOrelha rapidamente se espalhou pela internet e motivou manifestações em diferentes capitais brasileiras, além de reacender o debate sobre a violência contra animais e a impunidade em casos de maus-tratos.

Até o momento, não houve prisões formais, e o processo corre sob segredo de Justiça devido à participação de menores de idade.

Fonte: anda.jor.br

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