Pages - Menu

segunda-feira, 24 de março de 2025

Projeto de lei abre brecha para matar animais abandonados em Sete Lagoas (MG)


 Foto: Ilustração | Freepik

Um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal de Sete Lagoas, em Minas Gerais, propõe autorizar que cães e gatos abandonados taxados como “agressivos” pela sociedade sejam mortos. De autoria do vereador Ivson Gomes (PL), o PL 112/2025, que supostamente visa a “proteção e regulamentação da vida animal”, inclui um trecho que permite o assassinat0 de animais com “histórico de mordedura injustificada” caso não sejam adotados em 90 dias – uma medida cruel e inconstitucional.

Normas federais, como a Lei Federal 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e a Lei 12.916/2013 de Minas Gerais, restringem a eutanásia a casos terminais ou de sofrimento irreversível, nunca por questões comportamentais. O perfil @celagoamemes, que viralizou o debate, questionou: “Como definir ‘agressividade injustificada’? Um animal traumatizado deve ser punido com a morte?”

Diante da pressão, o vereador Ivson Gomes admitiu “erros grotescos” no texto, citando que a inspiração veio de uma lei similar em Alagoas. Prometeu revisar o trecho polêmico, mas manteve a defesa do projeto, alegando “benefícios para animais em situação de rua”. Enquanto isso, o prefeito Douglas Melo (PSD) posicionou-se publicamente contra a eutanásia, embora sem mencionar diretamente o PL.



O projeto deveria priorizar programas de reabilitação comportamental – prática adotada em cidades com políticas avançadas. Além disso, atribuir ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) a decisão sobre quais vidas merecem ser preservadas reforça uma lógica utilitarista, em que animais são descartados por falhas humanas.

O PL também contém incoerências, como a menção equivocada ao “Estado de Alagoas” no texto, evidenciando a falta de revisão cuidadosa. O sacrifício de animais por agressividade é um atalho cruel, que desvia o foco do real problema: a falta de investimento em adoção responsável, educação anti maus-tratos e estruturas de acolhimento.

Enquanto o projeto não for alterado para banir totalmente a eutanásia não terapêutica, Sete Lagoas corre o risco de aprovar uma lei que, em vez de proteger, legitimará a violência institucional contra os mais vulneráveis. A sociedade espera que as promessas de revisão não sejam apenas retórica, mas um compromisso real com a vida.

Nota da Redação: é inaceitável que, em 2025, ainda se discuta a morte de animais como “solução”. Um projeto que verdadeiramente os proteja deve investir em políticas de bem-estar, não em exceções que perpetuam a cultura do descarte. Sete Lagoas precisa avançar, não retroceder.

Júlia Zanluchi

Fonte: anda.jor.br

COLABORADORES (AS) DO BLOG :

 


VEREADORA TECA NELMA PRA MELHORAR MACEIÓ....DEFENSORA DA CAUSA ANIMAL


Mundo Animal ano XXV na  Mares do Sul FM 87,9 de Marechal Deodoro Alagoas aos sábados às 8h.  Todos os dias às 10:00h. e às 16:00h., um boletim do Mundo Pet no www.gente da gente.com.br  


CONSULTÓRIO VETERINÁRIO & PET SHOP DR MARCELO LINS EM MACEIÓ: (82) 99981 5415 ... 


www.estudarparaoab.com.br


Clinica veterinária Clinshop Maceió (82) 99675 8715 ( CASTRAÇÃO DE CANINOS E FELINOS DE 05 A 31 DE MARÇO.

Nenhum comentário:

Postar um comentário