Imagem: Yonhap
Na quarta (30), a primeira-dama Kim Keon Hee compareceu à uma
conferência de ativistas pelos direitos dos animais para defender seu
posicionamento pelo fim do consumo de carne canina na Coreia do Sul.
Nos últimos meses,
produtores de carne fizeram diversos protestos para que o governo não
interfiram em seus negócios alegando que isso seria um desrespeito ao direito
de liberdade individual de escolher o que comer. Atualmente, a Coreia do Sul é
o único país que possui fazendas de cachorros enquanto diversas nações – como
Hong Kong, Taiwan, as Filipinas, Tailândia e Singapura – já baniram totalmente
o consumo ou estão em discussões avançadas para fazê-lo.
Em seu discurso, Kim declarou:
Todos sabemos como estamos vindo aqui com os corações cheios de
tristeza e urgência. Aqui, todos vocês estão dando tudo de si para salvar essas
pequenas vidas, mas existem animais por aí morrendo de forma tão cruel e
intolerável que é difícil de ver. Virarei amiga desses indivíduos que lutam
incansavelmente até que o consumo de carne canina seja banido. Prometo.
Kim já havia
demonstrado sua opinião sobre o assunto até mesmo durante a campanha
presidencial. Após a vitória de Yoon Suk Yeol nas urnas, ela já se reuniu com a
Ministra das Relações Estrangeiras francesa Catherine Colonna e até mesmo com a
renomada bióloga Jane Goodall para transmitir sua preocupação sobre a questão.
Outros quatro
deputados também estiveram presentes no evento de quarta, tanto membros do
partido no poder quanto representantes da oposição. Alguns acreditam que o
envolvimento da primeira-dama na causa possa acelerar a proibição do consumo de
carne canina no país e até chamam a possível lei de “Lei Kim Keon Hee”.
[AVISO DE GATILHO] O
trecho a seguir contém termos sensíveis que podem servir de gatilho.
Recomendamos cautela ao prosseguir a leitura.
Na segunda (28), Kim
visitou uma delegacia em Seul para encorajar os policiais que estão lidando com
casos de suicídio no país. Segundo a primeira-dama, a maioria dos suicídios
estavam ligados à pressão social. Ela também destacou as altas taxas de casos
envolvendo mulheres e jovens.
Segundo Kim: “Para
criarmos uma sociedade saudável, precisamos pensar e apoiar (aqueles que
precisam) de várias maneiras. Jovens não deveriam estar tomando essa decisão
que é a mais solitária“.
A taxa média de
suicídios calculada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômico (OCDE) é de 11.1. Porém, as taxas registradas na Coreia do Sul
ultrapassam o dobro desse valor. Em 2022, a marca foi de 24.1 em cada 100 mil
habitantes. O país têm se mantido no topo desde 2003, só perdendo para a
Lituânia nos anos de 2016 e 2017.
Durante a visita à
delegacia, Kim conversou com policiais e ouviu relatos de resgates de pessoas
durante tentativas de suicídio. A primeira-dama elogiou os esforços: “Vocês
estão salvando as vidas daqueles que tentam cometer suicídio e ajudando-os a
encontrar um lugar na sociedade. Suas dedicações são louváveis“.
Além disso, Kim
também ouviu sugestões dos policiais de como prevenir novos casos de suicídio,
tais como aumentar o número de câmeras de segurança ao longo do rio Han,
garantir a disponibilidade de equipamentos de resgate e fornecer acompanhamento
psicológico para os resgatados.
Por Greyce Oliveira
Fonte: Koreain
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