Foto: João Pedro Stephen
O dia
internacional da capivara foi celebrado na quinta-feira (14/09), sem a presença
de duas conhecidas famílias que viviam à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas. Os
animais deixaram de ser alvo apenas da curiosidade e dos cliques de moradores e
turistas e passaram a sofrer com atos de violência. Até o início deste ano,
dois roedores adultos batizados Armando e Margarida viviam junto aos seis
filhotes. Em março, a fêmea foi encontrada morta às margens da Lagoa, no trecho
em frente ao campo de beisebol, na altura do Corte do Cantagalo, com sinais
aparentes de que teria sido apedrejada. O macho foi visto com ferimento
nas costas quatro meses depois, após uma possível briga entre capivaras,
aponta o biólogo Mario Moscatelli. Os filhotes nunca mais foram flagrados na
região.
— A
situação não é boa na região por conta do desaparecimento da família e o
histórico recente de violência. Em dois anos e meio, perdemos os oito animais
originais. A primeira família apareceu há quatro anos e teve os filhotes ali.
No fim de 2022, um novo casal de capivaras jovens, batizado como Boris e
Judite, apareceu na Lagoa e, no momento, só temos observado a presença do macho
— diz o biólogo.
Foto: João Pedro Stephen
Moscatelli
destaca que uma lagoa é, de forma primitiva, o ambiente natural de capivaras,
mas a espécie se afastou da região pelo crescimento da urbanização. Com a
recuperação da qualidade da água e dos manguezais, elas voltaram a ser vistas
nas redondezas.
O
especialista critica o comportamento de parte da população carioca que, por
conta de uma cultura que ele classifica de “bastante atrasada”, acredita que a
natureza tem como função apenas servir ao ser humano. Essa postura pode estar
por trás do sumiço do animal na região.
— Sabemos
que as capivaras vêm desaparecendo ou sendo mortas na região. Algumas versões
apontam que elas estão sendo apedrejadas. Também se fala que existem grupos que
se juntam para caçá-las, mas ainda não podemos bater o martelo sobre a causa
disso tudo — diz Moscatelli.
O biólogo
ressalta ainda que animais como a capivara e o jacaré são assassinados nas
proximidades das lagoas da baixada de Jacarepaguá, na Zona Oeste, com o intuito
da carne ser comercializada, o que, segundo ele, traz riscos para a saúde
humana.
— A carne
desse tipo de caça está contaminada, já que os animais vivem em águas repletas
de cianobactérias tóxicas. Não há forma de preparo que elimine essas toxinas.
Observamos um crime ambiental e um contra a saúde pública — explica Moscatelli.
Maior roedor do mundo
Com cerca
de um metro de comprimento e peso de até 50 quilos, a capivara é o maior roedor
do mundo. A espécie vive em bandos e não costuma ser dócil, como explica Daniel
Balthazar, veterinário especialista em animais silvestres e professor da
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O macho é dominante e
vive com um grupo de fêmeas organizadas “em um sistema de creche”, no qual elas
não amamentam apenas os seus filhotes.
— A espécie
é herbívora e agressiva quando se sente ameaçada. As capivaras não toleram
muito a proximidade com o ser humano e dão um grito de alerta quando observam
um ser estranho. Também é comum que elas briguem entre si, principalmente
quando filhotes machos começam a crescer e a desafiar a hierarquia imposta, mas
os embates não chegam ao ponto de provocar mortes — detalha Balthazar.
Daniel Balthazar acredita que a Lagoa Rodrigo de Freitas não
oferece o suporte alimentar necessário para garantir a sobrevivência de um
grupo grande de capivaras. Por conta disso, levanta a possibilidade de a falta
de recursos ter impedido a produção de leite suficiente para Margarida manter
os filhotes vivos, o que poderia explicar o sumiço dos filhotes.
— As capivaras costumam ser encontradas nas regiões de baixada
mais preservadas, como Itaguaí, Seropédica, Paracambi, Santa Cruz, além de
bairros da Zona Oeste, como a Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Guaratiba —
explica o professor.
A capivara se tornou um símbolo não oficial da UFRRJ, já que os
lagos da universidade são moradia de 40 roedores. Segundo o veterinário, o
animal tem um papel essencial para o equilíbrio ecológico.
— A capivara é um consumidor primário por se alimentar
principalmente de capim e leguminosas, servindo, portanto, como uma presa.
Observamos um crescimento exagerado da espécie pelo fato do seu principal
predador, a onça-parda, estar em falta, o que provoca um descontrole na cadeia
alimentar — aponta Baltazhar.
Fonte: O
Globo
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