Mariana Dandara | Redação ANDA
Foto: Reprodução
Um homem gerou revolta nas redes
sociais após prender um gambá em um rojão e ascender o explosivo, que foi
lançado em direção ao céu. O caso foi denunciado à Polícia de Segurança Pública
(PSP) e à Guarda Nacional Republicana (GNR) pela Associação de Defesa dos
Animais e Plantas do município de Olhão.
Seguro de que poderia cometer
tamanha atrocidade, o agressor do animal filmou o ato. O vídeo foi divulgado
nas redes sociais. Nas imagens, é possível ouvi-lo xingando o gambá. “Peguei
você, falei para você parar de bagunça que eu ia pegar você. Seu danado. Seu demônio.
Aqui não. Falei que não queria você aqui. Está louco? Como vocês perturbam!
Agora, vamos dar a volta no planeta. Vai com Deus!”, diz o homem.
Desesperado, o gambá se debate
tentando se libertar, mas não consegue se soltar da fita que o prende ao rojão.
Em seguida, o explosivo é lançado em direção ao céu. O vídeo foi publicado na
internet por um morador do município português de Faro que, embora negue ser o
autor das imagens, foi veementemente criticado nas redes sociais após publicar
o vídeo, que foi apagado pouco tempo depois. Independentemente da autoria da
gravação, a postura do homem ao publicar as imagens configura apologia aos
maus-tratos a gambás.
“Que horror, não havia
necessidade. Maldade pura”, comentou uma mulher indignada com os maus-tratos.
“Que doente”, escreveu outro internauta. Os comentários, no entanto, não
convenceram o homem, que deu risada e escreveu: “Se tens pena é só dizer que eu
levo vários para a tua casa”.
Diante de tamanha crueldade, a
Associação de Defesa dos Animais decidiu recorrer às autoridades, embora saiba
que, por não ser um animal doméstico, o gambá”não está protegido pela lei”.
Apesar disso, a entidade afirmou ao jornal local Nascer do Sol que “é preciso
apurar se o indivíduo tinha na sua posse licença para ter e usar fogos de
artifício”. A instituição afirmou ainda que não foi a única a se posicionar
contra o caso, já que “houve mais pessoas na causa animal a mexerem-se” em
busca de punição para o crime.
“Não sabemos se o vídeo foi
captado por aquela pessoa, mas foi publicado. Ele diz que o vídeo não é dele,
mas caberá as autoridades apurar a veracidade da situação”, concluiu um membro
entidade que preferiu não ser identificado.
Fonte: anda.jor.br

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