Germano Flores,
fundador da Burrolandia, abraça um burro em Otumba Foto de Carlos Jasso/Reuters
Os resgates da Burrolândia, no
México, estão interrompidos, e cerca de 70 casos de maus-tratos a estes animais
reportados estão paralisados.
Há animais que
nascem para sofrer, dos quais não se respeitam a vida. Um dos mais maltratados
são os burros, que habitualmente são usados como animais de carga. Mas, às
vezes, seus defensores lutam por seus direitos.
É o caso de Raul Flores, no Município de Otumba de
Gomez Farías, no Estado do México. Este Município teve um papel importante no
caminho do transporte no período colonial devido a conectar a Cidade do México
com a de Veracruz quando se comercializavam burros, mulas e cavalos, animais
que eram os principais meios para transportar mercadoria no período.
Nesta mesma localização, fica o santuário
Burrolândia México, que desde a sua fundação em 2006 se dedica ao
resgate, reabilitação e cuidado de burros maltratados e abandonados.
O santuário de burros paralisado pela Covid.
O santuário foi fundado quando um grupo de pessoas
de Otumba decidiu criar um lugar onde os asnos não tivessem obrigação de
trabalhar, estivessem longe de maus-tratos e fossem cuidados, e tivessem
assistência veterinária, assim como boa alimentação: um refúgio seguro para
viverem, explica Raúl Flores, administrador da Burrolândia.
Cada um dos 50 exemplares que vivem no recinto,
segundo explica Raúl Flores, foi vítima de agressões, exploração no trabalho de
carga ou outros problemas que afetam a qualidade de vida dos animais. A
associação já atendeu em Querétaro, Puebla, Tlaxcala, Hidalgo, Estado e Cidade
do México e San Luis Potosí, mas também tem recebido asnos doados por
proprietários que já não podem cuidar deles.
Segundo afirma o administrador do Santuário, como
consequência da pandemia da Covid-19, os resgates que a associação realiza
foram interrompidos, e aproximadamente 70 dos casos de maus-tratos reportados
destes animais tiveram que ser paralisados.
Nas imagens se pode apreciar o espaço paradisíaco em que vivem na Burrolândia.
Tradução de Maira
Lavalhegas Hallack
Fonte: Heraldo



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