Por mais que a situação possa parecer
uma questão menor para quem olha de fora, para os envolvidos há uma série de
sentimentos em jogo na hora de decidir quem ficará com o animal doméstico.
No caso do ex-casal formado pela
designer Polim Taveira, de 38 anos, e pelo bartender Ulisses Henrique de
Oliveira Filho, 38, a opção foi pelo bem-estar. Tutores do gato Café e da
cadela Dita, da raça dachshund, quando eles chegaram no consenso da separação
decidiram pela divisão dos animais. Ela ficou com a cachorrinha e ele, com o
gato.
“O ponto principal era o bem-estar
dos animais. A Dita é muito apegada na Polim e o melhor seria que as duas
ficassem juntas em prol da saúde da cachorrinha. O Café, assim como todos os
gatos, é mais independente e se adapta rápido em outro ambiente. Ele é mais
tranquilo. No entanto, a gente continua entendendo que os dois são
responsabilidade nossa”, lembra Ulisses. Os animais estão com o ex-casal – que
também não teve filhos durante o casamento e que se separou há pouco mais de um
ano – desde filhotes.
(Foto: Fábio Lima)
Apesar de cada animal viver em um
endereço diferente, os tutores nunca ficam muito tempo ser ver os animais. “É
uma guarda compartilhada, mas não tem pressão para visitar. Quando sinto
saudade, peço para o Ulisses trazer o Café e ele vem também visitar a Dita. A
gente não impôs uma regra. Se ele não tem com quem deixar o gato por conta de
viagem de trabalho, ele traz e eu fico com ele na boa”, comenta Polim. Os
tutores também deixaram combinado que cada um deve arcar individualmente com as
despesas dos mascotes.
Polim diz que é válida a discussão da
guarda dos animais domésticos chegar no Superior Tribunal de Justiça. “Como
muitos casais não conseguem se entender em relação aos pets, é necessário que a
Justiça entre no meio disso. Agora, quando é feito um acordo, como foi nosso
caso, tudo é mais saudável”, afirma. Ulisses também concorda com a discussão da
pauta no Judiciário. “É um assunto bastante delicado. Mesmo que pareça
superficial para muita gente, tem pessoas que criam os bichinhos como da
família mesmo”.
Fonte: O Popular

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