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segunda-feira, 28 de maio de 2018

O impacto e a crueldade de selfies com animais selvagens


Cientes de que fotos de animais selvagens são souvenires desejados, operadores de turismo na Amazônia criam oportunidades para que turistas façam selfies com espécies como bichos-preguiça, tucanos e anacondas.

Reprodução | Nexo Jornal
O momento é eternizado e divulgado em redes sociais como o Instagram, mas muitos dos animais sobrevivem poucos meses ao cativeiro turístico.
Essa é uma das conclusões de um relatório divulgado pela ONG conservacionista World Animal Protection. A entidade realizou pesquisas nas redes sociais e enviou representantes a campo para coletar exemplos de abusos em Manaus, no Brasil, e Puerto Alegria, no Peru. O trabalho faz parte de uma campanha intitulada “Vida Selvagem, não Entretenimento”.
No Brasil, a pesquisa analisou os passeios de 18 agências de turismo em Manaus. Em 94% dos casos, as empresas anunciavam que animais poderiam ser segurados e tocados para poses em fotos, como se fossem “acessórios”.
Esse tipo de atividade é ilegal no Brasil. O relatório cita a Operação Teia, realizada em novembro de 2016 pelo Ibama após denúncias contra operadoras de turismo e provas obtidas por redes sociais. Seis companhias foram multadas em cerca de R$ 1,34 milhão.
Veja íntegra no Nexo Jornal


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