Cientes de que fotos de animais
selvagens são souvenires
desejados, operadores de turismo na Amazônia criam oportunidades para que
turistas façam selfies
com espécies como bichos-preguiça, tucanos e anacondas.
Reprodução | Nexo Jornal
O momento é eternizado e divulgado em
redes sociais como o Instagram, mas muitos dos animais sobrevivem poucos meses
ao cativeiro turístico.
Essa é uma das conclusões de um
relatório divulgado pela ONG conservacionista World Animal Protection. A
entidade realizou pesquisas nas redes sociais e enviou representantes a campo
para coletar exemplos de abusos em Manaus, no Brasil, e Puerto Alegria, no
Peru. O trabalho faz parte de uma campanha intitulada “Vida Selvagem, não
Entretenimento”.
No Brasil, a pesquisa analisou os
passeios de 18 agências de turismo em Manaus. Em 94% dos casos, as empresas
anunciavam que animais poderiam ser segurados e tocados para poses em fotos,
como se fossem “acessórios”.
Esse tipo de atividade é ilegal no
Brasil. O relatório cita a Operação Teia, realizada em novembro de 2016 pelo
Ibama após denúncias contra operadoras de turismo e provas obtidas por redes
sociais. Seis companhias foram multadas em cerca de R$ 1,34 milhão.
Veja íntegra no Nexo Jornal

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