Por Bárbara Alcântara,
ANDA
Rosie é uma cadelinha de nove anos
que nasceu com apenas um olho. Em 2015, infelizmente, ela precisou passar por
uma cirurgia para retirá-lo porque seu canal lacrimal tinha sido bloqueado
permanentemente.
Reprodução | Metro.uk
Assim que a notícia sobre a
necessidade de cirurgia de Rosie foi recebida pela sua tutora, Jadie Cooley,
muitos amigos e pessoas próximas disseram a ela que a cadela não teria futuro,
ou viveria uma vida infeliz.
Jadie foi contra todos os conselhos e
levou Rosie, sua companheira desde que foi resgatada de um abrigo com pouco
mais de um ano de idade, para a cirurgia da mesma forma. “Eu fiquei destruída
quando fui buscar Rosie depois da operação,” conta em entrevista ao portal
Metro.uk.
“Foi um choque muito grande vê-la sem
nenhum olho mesmo sabendo que isso aconteceria. Eu fiquei triste por ela,”
completa.
Reprodução | Metro.uk
Logo que a cadelinha voltou para
casa, no entanto, ela já estava alegre e saltitante pela casa – como se nada
tivesse acontecido. E ficou ainda mais grudada em Diesel, cão que foi também
foi resgatado de um abrigo por Jadie.
Mesmo antes da cirurgia, os dois já
eram muito próximos. “Ela estava perdendo a vista e isso estava machucando
muito ela. Diesel costumava se sentar ao seu lado e lamber o seu olhinho o
tempo todo para tentar fazer com que ela se sentisse melhor. Era muito fofo,”
conta Jadie.
Depois que o olho de Rosie foi
retirado e ela oficialmente não podia mais enxergar, Diesel virou sua espécie
de cão-guia.
Reprodução | Metro.uk
Diesel e Rosie dividem a casa com
mais dois filhotinhos, Mei e Henzo. Regularmente, Jadie visita sua mãe, que tem
mais quatro cãezinhos, Lily, Luna, Blaze e Eddie. Ela sempre leva Rosie e
Diesel para passear lá.
“‘Rosie e Diesel sempre foram
grudados, mas todos os oito cães são melhores amigos,” explica Jadie. Em sua
opinião, são os mais novos que trazem alegria para a vida de Rosie e, não fosse
por eles, ela não seria tão feliz.
Reprodução | Metro.uk
Ao perder a vista, os outros sentidos
de Rosie ficaram muito mais aguçados. Ela usa o olfato, por exemplo, para
seguir o seu companheiro para todos os lados – inclusive quando ele a leva para
longe demais de sua tutora.
Jadie conta ainda que encontrar
brinquedos para animais cegos é bem difícil, então ela precisa improvisar:
frequentemente, corta bolinhas de tênis e coloca sininhos dentro dela, para que
Rosie escute e corra atrás dela.
“Ela é uma ótima cadelinha e todo
mundo fica apaixonado por ela quando a conhecem. Ela é uma fofurinha,” diz a
tutora. “Ela é um ótimo exemplo de como cães podem lidar muito bem com a perda
da visão.”
Fonte: anda.jor.br




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