Por Bárbara Alcântara,
ANDA
Administração Trump tem tentado
revogar uma lei criada no governo Obama que proíbe a caça de ursos
fêmeas em presença de filhotes (nem os próprios filhotes) e o uso de cães como
iscas para os ursos no Alasca (EUA).
A regulamentação impede ainda a morte
de coiotes e lobos
durante o verão, e é veementemente contrária à caça de renas utilizando lanchas
enquanto os animais se banham.
Reprodução | The Guardian
Outra prática desencorajada pela lei
é a utilização de cães ou luzes artificiais para encontrar ursos ou atraí-los
com iscas das mais variadas.
Essas medidas adotadas no período em
que Barack Obama estava na presidência do país foram necessárias como uma
maneira de impedir a redução artificial do números de predadores no local,
impulsionando o crescimento da quantidade de preás e, consequentemente,
desestabilizando o ecossistema da região do Alasca.
Seguindo a lógica de seu predecessor,
Donald Trump, os dados apresentados anteriormente são “inconsistentes”, e que
ursos e lobos mortos aumentam significativamente a quantidade de renas disponíveis
para a caça.
Obviamente, grupos de
conservação ambiental tiveram uma reação nada positiva diante das
colocações do presidente. A maioria encara essa postura uma ação bárbara
e retrógrada, que permitirá que os caçadores utilizem técnicas absurdas para
assassinar os animais.
O Departamento do Interior dos
Estados Unidos, ao qual o Serviço de Parque Nacional está submetido, tem
forçado cada vez mais a expansão dos “direitos de caça” em território nacional,
a despeito de inúmeras lutas de ativistas pelos direitos animais.
Como indicativo desta guinada ao
retrocesso, o secretário de interiores Ryan Zinke assinou uma série de ordens
neste sentido no ano passado. O próprio Zinke chegou a dar entrevistas e dizer
que pretende garantir que a tradição da caça e pesca possa ser passada de “pai
para filho”.
A revogação da lei de caça entra
agora em um período de 60 dias para comentário do público e, com sorte,
ativistas e organizações em defesa dos animais selvagens se mostrarão
contrárias à medida. Com sorte, será possível barrar este retrocesso.
Fonte: anda.jor.br

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