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sexta-feira, 25 de maio de 2018

ATITUDE BÁRBARA : Trump pretende acabar com leis que proíbem caça no Alasca


Por Bárbara Alcântara, ANDA
Administração Trump tem tentado revogar uma lei criada no governo Obama que proíbe a caça de ursos fêmeas em presença de filhotes (nem os próprios filhotes) e o uso de cães como iscas para os ursos no Alasca (EUA).
A regulamentação impede ainda a morte de coiotes e lobos durante o verão, e é veementemente contrária à caça de renas utilizando lanchas enquanto os animais se banham.

Reprodução | The Guardian
Outra prática desencorajada pela lei é a utilização de cães ou luzes artificiais para encontrar ursos ou atraí-los com iscas das mais variadas.
Essas medidas adotadas no período em que Barack Obama estava na presidência do país foram necessárias como uma maneira de impedir a redução artificial do números de predadores no local, impulsionando o crescimento da quantidade de preás e, consequentemente, desestabilizando o ecossistema da região do Alasca.
Seguindo a lógica de seu predecessor, Donald Trump, os dados apresentados anteriormente são “inconsistentes”, e que ursos e lobos mortos aumentam significativamente a quantidade de renas disponíveis para a caça.
Obviamente, grupos de conservação ambiental tiveram uma reação nada positiva diante das colocações do presidente. A maioria encara essa postura uma  ação bárbara e retrógrada, que permitirá que os caçadores utilizem técnicas absurdas para assassinar os animais.
O Departamento do Interior dos Estados Unidos, ao qual o Serviço de Parque Nacional está submetido, tem forçado cada vez mais a expansão dos “direitos de caça” em território nacional, a despeito de inúmeras lutas de ativistas pelos direitos animais.
Como indicativo desta guinada ao retrocesso, o secretário de interiores Ryan Zinke assinou uma série de ordens neste sentido no ano passado. O próprio Zinke chegou a dar entrevistas e dizer que pretende garantir que a tradição da caça e pesca possa ser passada de “pai para filho”.
A revogação da lei de caça entra agora em um período de 60 dias para comentário do público e, com sorte, ativistas e organizações em defesa dos animais selvagens se mostrarão contrárias à medida. Com sorte, será possível barrar este retrocesso.
Fonte: anda.jor.br

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