(Foto: Eva Alice Astrid
Leutenegger/Arquivo Pessoal)
Sem deixar nada para trás. Foi
pensando assim que a cantora Eva Alice Astrid Leutenegger deu um jeito de
encaixar “na mala” os 10 cães que havia resgatado em Itupeva (SP) na mudança
que fez para a Espanha em 2014.
A protetora conta que, na época, a
passagem aérea de cada cão custou US$ 250 e os gastos totais com o transporte
dos animais foram aproximados em R$ 20 mil. “Vendi meu carro para pagar as
despesas, tudo que eu tinha. Fiquei com 500 euros somente para vir para a
Espanha.”
Quatro anos depois da viagem, Eva
conta ao G1 que trabalha atualmente conscientizando sobre a importância de ter
certeza antes de adotar um animal e da bandeira que levanta na Europa sobre
adoção responsável.
“A adoção de um animal é muito séria
e deve ser muito bem analisada, é uma grande responsabilidade, o adotante deve
estar ciente que vai ter que ficar até o final da vida dele.”
Eva morou em Itupeva por 15 anos e se
mudou para o país europeu com os dez cachorros, entre eles uma paraplégica que
foi salva da eutanásia.
“Os cães e gatos abandonados foram se
tornando parte da minha vida. Em nenhum momento pensei em doá-los”, explica.
(Foto: Arquivo Pessoal)
Requisitos
Sky, Star, Skip, Spaik, Spock, Stive,
Dourado, Titi, Tutuca e Luana passaram por exames de sangue para obter atestado
contra doenças como a raiva e tomaram diversas vacinas exigidas pela lei.
Além disso, os animais foram
transportados em caixas com medidas adequadas para garantir o bem-estar e
também receberam chips de rastreamento.
Eva não sabia como os cães, que
viviam soltos pela casa, reagiriam ao transporte em caixas. A protetora ouviu
os latidos dos cães durante a viagem. “Eu me sentia triste e preocupada, pois
com certeza era um sofrimento para eles.”
(Foto: Eva Alice Astrid
Leutenegger/Arquivo Pessoal)
Adoção consciente
A recomendação dos protetores é que a
adoção de animais seja uma escolha analisada e com a consciência da
responsabilidade.
“É um ser vivente que está entrando
na família, um ser que sente alegria, dor, amor e tristeza como nós humanos.”
Eva explica que a saúde física e
emocional do animal deve ter atenção dos donos. Fatores como ração, vacinas e
cuidados médicos devem ser considerados antes de adotar os bichinhos, além de
tempo para dar atenção ao animal.
“Para adotar um animal se deve estar
convicto de que vai cumprir com todas as obrigações necessárias, caso contrário
é melhor comprar um cachorro de pelúcia.”
A protetora ainda ressalta que o
animal se torna confiante com o passar do tempo e a família passa a ser
essencial emocionalmente para os cães e gatos.
A conscientização é o objetivo dos protetores
para lutar contra maus-tratos de animais, além da aplicação das leis que coíbem
este tipo de crime.
“Todo ser humano que tenha amor e
responsabilidade pode adotar um animal. Ambos serão felizes, um por se doar com
amor e o outro por receber e ser grato. A única saída para parar com
maus-tratos é a conscientização da população.”
De acordo com o artigo 32 da lei
federal 9.605, de 1998, “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar
animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos” é crime. A
pena prevista é detenção, de três meses a um ano, além de multa.
(Foto: Eva Alice Astrid Leutenegger/Arquivo Pessoal)
Por Ana Beatriz Serafim (colaborou
sob a supervisão de Ana Carolina Levorato)
Fonte: Mundo Pet / G1
Nota do Olhar Animal: Muita consciência sobre tutela responsável e uma demonstração
de respeito para com os bichos isto de não os deixá-los para trás na mudança. A
matéria não dá informações sobre a ave presa que aparece em uma das fotos, se
está em algum processo de recuperação.




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