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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Após gastar R$ 20 mil para se mudar com cães de rua para a Europa, ativista conscientiza sobre adoção responsável



(Foto: Eva Alice Astrid Leutenegger/Arquivo Pessoal)
Sem deixar nada para trás. Foi pensando assim que a cantora Eva Alice Astrid Leutenegger deu um jeito de encaixar “na mala” os 10 cães que havia resgatado em Itupeva (SP) na mudança que fez para a Espanha em 2014.
A protetora conta que, na época, a passagem aérea de cada cão custou US$ 250 e os gastos totais com o transporte dos animais foram aproximados em R$ 20 mil. “Vendi meu carro para pagar as despesas, tudo que eu tinha. Fiquei com 500 euros somente para vir para a Espanha.”
Quatro anos depois da viagem, Eva conta ao G1 que trabalha atualmente conscientizando sobre a importância de ter certeza antes de adotar um animal e da bandeira que levanta na Europa sobre adoção responsável.
“A adoção de um animal é muito séria e deve ser muito bem analisada, é uma grande responsabilidade, o adotante deve estar ciente que vai ter que ficar até o final da vida dele.”
Eva morou em Itupeva por 15 anos e se mudou para o país europeu com os dez cachorros, entre eles uma paraplégica que foi salva da eutanásia.
“Os cães e gatos abandonados foram se tornando parte da minha vida. Em nenhum momento pensei em doá-los”, explica.

(Foto: Arquivo Pessoal)
Requisitos
Sky, Star, Skip, Spaik, Spock, Stive, Dourado, Titi, Tutuca e Luana passaram por exames de sangue para obter atestado contra doenças como a raiva e tomaram diversas vacinas exigidas pela lei.
Além disso, os animais foram transportados em caixas com medidas adequadas para garantir o bem-estar e também receberam chips de rastreamento.
Eva não sabia como os cães, que viviam soltos pela casa, reagiriam ao transporte em caixas. A protetora ouviu os latidos dos cães durante a viagem. “Eu me sentia triste e preocupada, pois com certeza era um sofrimento para eles.”

(Foto: Eva Alice Astrid Leutenegger/Arquivo Pessoal)
Adoção consciente
A recomendação dos protetores é que a adoção de animais seja uma escolha analisada e com a consciência da responsabilidade.
“É um ser vivente que está entrando na família, um ser que sente alegria, dor, amor e tristeza como nós humanos.”
Eva explica que a saúde física e emocional do animal deve ter atenção dos donos. Fatores como ração, vacinas e cuidados médicos devem ser considerados antes de adotar os bichinhos, além de tempo para dar atenção ao animal.
“Para adotar um animal se deve estar convicto de que vai cumprir com todas as obrigações necessárias, caso contrário é melhor comprar um cachorro de pelúcia.”
A protetora ainda ressalta que o animal se torna confiante com o passar do tempo e a família passa a ser essencial emocionalmente para os cães e gatos.
A conscientização é o objetivo dos protetores para lutar contra maus-tratos de animais, além da aplicação das leis que coíbem este tipo de crime.
“Todo ser humano que tenha amor e responsabilidade pode adotar um animal. Ambos serão felizes, um por se doar com amor e o outro por receber e ser grato. A única saída para parar com maus-tratos é a conscientização da população.”
De acordo com o artigo 32 da lei federal 9.605, de 1998, “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos” é crime. A pena prevista é detenção, de três meses a um ano, além de multa.

(Foto: Eva Alice Astrid Leutenegger/Arquivo Pessoal)
Por Ana Beatriz Serafim (colaborou sob a supervisão de Ana Carolina Levorato)

Nota do Olhar Animal: Muita consciência sobre tutela responsável e uma demonstração de respeito para com os bichos isto de não os deixá-los para trás na mudança. A matéria não dá informações sobre a ave presa que aparece em uma das fotos, se está em algum processo de recuperação.


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