Felipe Cunha | Redação ANDA
Foto Getty Images
Em 2013, o deputado
Ricardo Izar, do PP-SP, apresentou um projeto de lei visando à proibição da
morte de cavalos, jumentos, burros e mulas, e até hoje, esse projeto não é
tratado com prioridade e relevância na Câmara dos Deputados.
Segundo informações
do portal Vegazeta, a primeira oposição oficial ao PL 5949/2013 foi manifestada
em novembro de 2017, quando Newton Cardoso Jr, deputado do MDB-MG e relator na
Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, votou
pela rejeição da proibição, argumentando que há benefícios no abate desses
animais para fins de consumo.
Segundo o deputado:
“O aproveitamento dessa carne não implica mudança do objetivo de sua criação,
mas constitui aproveitamento complementar da espécie. Esta utilização resulta
num valor adicional do animal, podendo incentivar sua criação e evitar o
desperdício”.
Segundo Pedro
Lupion, deputado do DEM-PR, “o abate de equinos descartados, afastados do
trabalho ou da reprodução é uma medida aconselhável do ponto de vista humanitário
e também sanitário, por reduzir o risco de seu abandono e descuido na velhice,
e dessa forma evitar que passem fome ou se tornem vetores de doenças”.
Em maio de 2021,
Daniel Coelho, deputado do Cidadania-PE, foi escolhido como novo relator do
projeto de lei na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. No
entanto, desde então a proposta não foi mais avaliada.
Isso mostra que em
oito anos – desde que foi protocolado – o PL 5949/2013 está há quase sete meses
parado. A proposta, além disso, precisa passar ainda pela Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Segundo a
organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA), quatro milhões de
burros e jumentos são abatidos por ano para a produção do ejiao, uma gelatina
utilizada em bebidas, doces e na medicina chinesa.
Segundo a
organização The Donkey Sanctuary, nos países que os animais são vendidos ou
abatidos para localidades que permite o abate, há um declínio da população de
asnos. No Brasil, por exemplo, de 2007 em diante, houve uma queda de 28% da
população de jumentos, segundo a organização.
O triste percentual
tem associação com o aumento do abandono e da venda de asnos para abate, além
de exportação quando deixam de ser considerados úteis para atividades de tração
animal.
A preocupante e
cruel realidade que vem de décadas, atreladas à ausência da lei em prol dos
animais, sustenta a matança e extinção desses equinos e negligência a vida
animal.
Fonte: anda.jor.br
Programa Mundo Animal na
rádio Mares do Sul 87,9 de Marechal Deodoro Alagoas das oito as nove aos sábados.( está no
aplicativo rádios net e no
www.mundoanimalmaceio.com.br)
” Quem não ama os animais jamais vai amar
o semelhante”.
Colaboradores do blog:
Vereadora Teca Nelma
Consultório veterinário dr Marcelo
Lins 99981 5415
@defesaanimalemacao
Comissão do Bem Estar Animal da OAB
Alagoas- presidente dra Rosana Jambo
Mondo Pet: av. d. Constança 354 Jatiuca Maceió
Alagoas (@mondopet )
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