Felipe Cunha | Redação ANDA
Arte: Cristina Kashima | Superinteressante
A maioria dos
membros da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou no
último dia 7 um parecer favorável sobre o projeto de lei que apoia a clonagem
dos animais. O parecer do deputado José Mário Schreiner, do DEM-GO, recebeu
oito votos a favor e sete contra.
Segundo informações
do portal Vegazeta, a decisão referente ao Projeto de Lei 5010/2013, da
senadora Kátia Abreu, do PSD-TO, se deu após parecer de Ricardo Izar, relator
do PP-SP, que se manifestou contra proposta, porém, perdeu por diferença de
quatro votos.
“Regulamentar as
questões relativas ao uso comercial de técnicas como a clonagem trará segurança
jurídica ao agronegócio”, disse em comemoração o deputado Schereiner.
Alegando que o
“Brasil ainda impõe restrições às relações comerciais e ao uso desse tipo de
biotecnologia, não contemplando a realidade vigente de prestação de serviços no
campo e do segmento de produção e comercialização de material genético animal”.
Ainda segundo
informações do portal Vegazeta, Schreiner diz que sobre o processo de
reprodução definido no projeto é assexuado, realizado artificialmente, e
baseado no uso de material genético animal de um único indivíduo. Segundo ele,
a conservação animal é outro benefício que “transcende o uso comercial” da
clonagem.
Ricardo Izar,
opositor da proposta, relata que existem questões problemáticas que envolvem o
campo da moral e da ética sobre a clonagem de animais. Ele cita o caso da
ovelha Dolly, que desenvolveu uma doença degenerativa e incurável nos pulmões.
“Ainda hoje, os problemas de saúde de Dolly suscitam manifestações no mundo
todo”.
Segundo ele, embora
a clonagem esteja avançada nos tempos atuais, há casos que são necessários
muitos embriões e gestações para produção de clonagem, apontando que muitos
clones apresentam anomalias, lesões hepáticas, tumores e baixa imunidade, o que
agrava e evidencia o sofrimento imposto a eles.
Izar destaca que
“além disso, a expectativa de vida de clones frequentemente é baixa, ou seja,
eles vivem menos tempo do que os demais indivíduos. Também apresentam
deficiências e não são aptos para se reproduzir. Justamente essa dificuldade
reprodutiva é um dos fatores determinantes para excluir a clonagem das
alternativas para aumentar a população de animais ameaçados em seu habitat”.
E frisa que “os
ambientalistas brasileiros temem que a criação em cativeiro de animais raros
possa vir a desencadear uma grande procura por esses bichos no mercado,
desvirtuando assim o objetivo de proteger habitats. Não se pode deixar de
comentar que animais clonados perdem o seu valor genético levando ao
enfraquecimento das populações selvagens quando misturados a ela, mais um ponto
que deixa dúvidas sobre a necessidade de se clonar esses animais.”
O PL, aprovado pela
Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, será avaliada
agora pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento
Rural e Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: anda.jor.br
Programa Mundo Animal na
rádio Mares do Sul 87,9 de Marechal Deodoro Alagoas das oito as nove aos sábados.( está no
aplicativo rádios net e no
www.mundoanimalmaceio.com.br)
” Quem não ama os
animais jamais vai amar o semelhante”.
Colaboradores do blog:
Vereadora Teca Nelma deseja um FELIZ NATAL pata todos
Consultório veterinário dr Marcelo
Lins 99981 5415
@defesaanimalemacao
Comissão do Bem Estar Animal da OAB
Alagoas- presidente dra Rosana Jambo
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