Felipe Cunha | Redação ANDA
|Foto Marcio Isensee e Sá | Portal Vegazeta
Segundo informações
do portal Vegazeta, o Brasil, por não atualizar o Plano Nacional sobre Mudança
Climática, além de ser um país que tem agravado o desmatamento e
consequentemente o aquecimento da terra em prol dos interesses econômicos e
industriais, teve uma Ação Civil Pública protocolada pelo Observatório do Clima
(OC) na Justiça Federal do Amazonas.
A Ação Civil
Pública processa a União e o Ministério do Meio Ambiente devido às negligências
dos órgãos do governo federal contra o clima e o meio-ambiente.
O Plano Nacional
sobre mudança climática no Brasil foi lançado em 2008 e não foi atualizado
desde então, sendo um plano-base das políticas públicas de redução de gases de
efeito estufa no país.
A não atualização
do Plano Nacional vai na contramão do Acordo de Paris, que é um tratado
internacional contra as mudanças climáticas causadas pelo ser humano.
O principal
objetivo do Acordo de Paris consiste em combater o aumento da temperatura
global, isso significa impedir o aumento de, preferencialmente, 1,5°C na
temperatura global em relação à era pré-industrial e reforçar que os países
devam responder e atentar-se aos desafios em um contexto de desenvolvimento
sustentável.
O acordo foi
negociado em Paris durante a COP21 e aprovado em 12 de dezembro de 2015.
Um relatório do
painel do clima da ONU divulgou que, 1,07ºC do aquecimento dos 1,09ºC
observado, é fruto da ação humana, como o desmatamento ou queima de
combustíveis fósseis em prol de setores econômicos e industriais.
O Brasil está na
sexta posição dos países que mais produzem e emitem gases de efeito estufa no
mundo, com 3,2% do total.
No ano de 2019, as
emissões per capita do Brasil também saltaram aos olhos, ficando acima da média
mundial. A média bruta de CO2 por brasileiro foi de 10,4 toneladas, enquanto a
média mundial era de 7,1.
Uma das ações
emergenciais para reverter este cenário fatídico ao meio ambiente e ao Planeta,
é respeitar a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), instituída por
lei federal em 2009. A Política formaliza compromissos internacionais para a
redução de emissão de gases poluentes e objetiva o desenvolvimento
socioeconômico de maneira compatível com a proteção do sistema climático.
A execução do PNMC
se dá através de planos de ação para prevenção, controle do desmatamento,
planos setoriais de mitigação e de adaptação às mudanças climáticas.
Brasil: responsável pela crise climática em nível alarmante
Metsul Meteorologia | Agence France-Presse (AFP) | Carl de Souza
O portal Vegazeta
também noticia que no Brasil, a prática predatória do uso da terra –
desmatamento – por interesses econômicos e industriais, sobretudo ligados à
indústria da carne, são os principais responsáveis pela crise climáticas e
pelas emissões de gases de efeito estufa.
A consequência
dessa prática humana e industrial reflete nos 44% do total de emissões brutas
em 2019 segundo o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa
(SEEG) do Observatório do Clima.
A meta da Política
Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) para reduzir o desmatamento na Amazônia
em 80% em 2020 – em relação à média desmatada entre 1996 e 2005 – não foi
cumprida. Pelo contrário, durante o governo de Jair Bolsonaro o desmatamento
ficou 176% acima do tolerado por lei.
28% das emissões
brasileiras em 2019 foram ligadas à agropecuária.
O Plano Setorial de
Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma
Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC), parte da PNMC,
tem sido aplicado com recursos abaixo do necessário. Para a safra de 2021-2022
foram previstos 5 bilhões de um total de 251 bilhões do Plano Safra, portanto,
apenas 2% do crédito rural foi destinado a atividades que ajudam a redução das
emissões.
O governo atual
também retrocede no que diz respeito ao sistema nacional de proteção ambiental
devido ao: esvaziamento da participação de representantes em fóruns que tratam
da questão climática; do congelamento de recursos em fundos para investimento
em soluções, como o Fundo Clima e Fundo Amazônia; pelo enfraquecimento dos
órgãos de controle ambiental e climático (Ibama e ICMBio); pelo engavetamento
do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia e pela paralisação
do processo sancionador de autuações ambientais.
Marcio Astrini,
secretário-executivo do Observatório do Clima (OC), afirma que o governo foi
levado à justiça para “fazer o mínimo que qualquer governo deveria fazer, que é
proteger seus cidadãos dos impactos presentes e futuros da crise climática”.
E ainda reforça que
o Brasil, além de ser um dos vilões da mudança do clima, é também uma das
principais vítimas.
“Deveríamos ter um
plano de clima consistente com a urgência apontada pela ciência não para
cumprir obrigações internacionais, mas para ajudar a evitar tragédias como a
crise hídrica atual e impulsionar nossa economia”.
E complementa que
agir em prol do clima significa visar promover emprego e renda e que
“infelizmente não podemos esperar que o regime Bolsonaro e os líderes do atual
Congresso Nacional atuem em favor do país, então estamos recorrendo ao
Judiciário para isso”.
Fonte: anda.jor.br
Programa Mundo Animal na rádio Mares do
Sul 87,9 de Marechal Deodoro Alagoas das
oito as nove aos sábados.” Quem não ama os animais jamais vai amar o
semelhante”.
Colaboradores do programa Mundo Animal
ano XXI:
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Lins 99981 5415
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Nelma ( vegetariana )– foto assessoria
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