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terça-feira, 30 de novembro de 2021

Ferido com 7 facadas, pit bull morre após ser resgatado na Serra do Saubal, em Santarém, PA

 


Um cachorro da raça pit bull morreu em decorrências de graves ferimentos provocados por facada em Santarém, no oeste do Pará. O animal estava internado em uma clínica veterinária de uma faculdade particular após ser resgatado na Serra do Saubal, na grande área da Nova República.

De acordo com a equipe que atendeu o animal, ele foi ferido com duas facadas no pescoço e cinco na região torácica, que atingiram, inclusive, um dos pulmões do animal.

Como as perfurações eram graves e o pit bull perdeu muito sangue, ele não resistiu e morreu na sexta-feira (27). Vídeos do resgate e internação circularam na internet e causaram revolta .

Em um dos vídeos, um homem filma o cão logo após ser encontrado. “Deram umas facadas no bichinho, fizeram maldade com um animal desses. O bichinho está sofrendo, a gente não pode fazer nada porque não temos condições de cuidar do bichinho”, lamenta o homem.

Em outro vídeo, o pit bull aparece recebendo atendimentos médicos na clínica veterinária, mas ainda muito debilitado.

“Apareceu um anjo da guarda para dar uma força”, completou o homem.

A Comissão dos Direitos do Animais do OAB Subseção Santarém informou ao g1 que recebeu as primeiras informações referentes ao caso, mas precisa que a pessoa que fez o resgate registre o Boletim de Ocorrência para que a Polícia Civil inicie as investigações para identificar o autor, que deve responder pelo crime de maus-tratos.

A Comissão ressaltou que a pessoa será acompanhada durante o registro do Boletim de Ocorrência, procedimento necessário para posterior punição ao responsável pelo crime. A OAB disponibilizou o número 93 9231-9912 (somente WhatsApp) para receber mais informações sobre o caso.

Penalidade mais dura

Foi sancionada em setembro de 2020, sem vetos, a lei que estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão para quem praticar atos de abuso, maus-tratos ou violência contra cães e gatos.

O texto também prevê multa e proibição da guarda para quem praticar os atos contra esses animais.

A alteração será feita na Lei de Crimes Ambientais. Até então, a legislação previa pena menor, de três meses a um ano de detenção, para quem pratica os atos contra animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.

A pena é aumentada de um sexto a um terço se o crime causa a morte do animal – o que foi mantido no novo projeto. O termo “reclusão” indica que a punição pode ser cumprida em regime inicial fechado ou semiaberto, a depender do tempo total da condenação e dos antecedentes do réu.

Por Geovane Brito

Fonte e foto: G1

 


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