De manhã cedinho,
Eros acorda e espera Cláudia ao lado da cama. O cachorro sabe que vai tomar
café da manhã na casa dos ‘avós’, comendo o prato preferido: frango com chuchu. Na comida, a ‘mamãe’ mistura a medicação que o pet
precisa tomar todos os dias para controlar a epilepsia. Há seis meses com ela,
essa é a rotina do cãozinho idoso – já por volta dos 8 anos de idade – desde
que foi adotado na Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida), em
Santos, SP.
A experiência de conviver com um cachorro com problemas de saúde
nunca foi um sacrifício para a coordenadora de projetos de 44 anos, Cláudia
Flores Furlan. “Pelo contrário, acho que isso pesou ainda mais na decisão. Eu
pensava nele lá, sozinho e só queria poder cuidar dele”.
O remédio que Eros toma duas vezes ao dia é o Gardenal,
medicação que não cessa as convulsões, mas as torna mais leves e esporádicas.
“Ele tem crises quando fica ansioso ou quando tem uma mudança muito brusca de
humor. Quando demoro um pouco mais para chegar, ele fica muito feliz e eufórico
quando eu chego. Essa mudança rápida faz com que ele convulsione às vezes”.
Mesmo com o problema de saúde, Eros tem muita qualidade de vida:
passeia com a tutora na casa dos ‘avós’, come a comida dos sonhos todos os
dias, brinca e dorme coladinho na cama de Cláudia. A personalidade do cão, por
mais que seja antissocial com outros pets, é só amor e ‘lambeijos’ com a
‘mamãe’.
“As pessoas têm receio de adotar cães adultos ou com problemas,
como o Eros, mas minha experiência foi ótima. Eles são muito companheiros, mais
tranquilos em razão da idade, fazem pouca bagunça e não dão trabalho. É legal
ir à Codevida conhecer, participar dos programas de passeio ou de Padrinho de
Fim de Semana. Eu sei que filhotes são mais visados, mas os velhinhos também
merecem uma chance”.
HISTÓRIA COM EROS COMEÇOU EM 2017
A história de Cláudia com Eros começou em 2017. Após voltar a
morar no Brasil, os pais dela foram viajar e a moça se sentiu sozinha no País.
Foi então que viu no jornal um anúncio sobre o programa da Codevida no qual os
voluntários levam os cachorros para passear e começou a fazer parte. Nesse
período, conheceu Eros, que na época ainda se chamava “James Brown”, e se
apaixonou por ele à primeira vista.
Mesmo que já estivesse com vontade de levar o peludinho para
casa, Cláudia não podia. Na época, ela tinha um cachorro idoso também com
problemas de saúde e não podia adotar mais um. Depois disso, ela precisou ir
embora do Brasil novamente, mas, quando retornou a Santos, em março de 2021, o
primeiro pensamento foi de que essa seria a hora de levar James para casa, já
que seu antigo pet havia morrido.
“Eu liguei na Codevida perguntando por ele, rezando para que já
tivesse sido adotado, porque já estava lá há cinco anos, mas, ao mesmo tempo,
torcendo para que ele ainda estivesse esperando por mim”. Ao receber a notícia
de que Eros ainda se encontrava disponível para adoção, pediu para que a equipe
não deixasse que ele fosse adotado por outra pessoa, pois ela estava se
instalando em Santos e, em breve, o levaria para casa.
“Não me arrependo. Ele é meu ‘grude’, meu companheiro. A gente
conversa bastante e ele está sempre comigo, onde eu vou, ele vai atrás”. “Como
todos os animais da Codevida, sei que ele era muito bem cuidado lá, mas nada
como uma casa para chamar de lar”, finaliza.
ANIMAIS COM PROBLEMAS DE SAÚDE TÊM MENOS CHANCE DE SEREM
ADOTADOS
Com a saída de Eros, restaram ainda dez animais com problemas de
saúde na Codevida (conheça-os abaixo), todos esperando uma chance de serem
adotados e receberem o amor de uma família, o que não é fácil.
“Na escala de adoção, os animais com deficiência ou que
necessitam de tratamentos de saúde específicos são os últimos da fila”, explica
a coordenadora da Codevida, Karoline Castro.
Para a chefe do abrigo da Codevida, Flávia Barros Feitosa, a
adoção desses animais proporciona uma melhora significativa na qualidade de
vida deles, uma vez que, vivendo em família, o animal recebe toda a atenção que
merece, sem ter que compartilhar os cuidados com vários outros animais do
abrigo. Em alguns casos, uma ração específica já é o suficiente, em outros,
medicação contínua e exames periódicos são necessários”.
“A pessoa que adota um bichinho com necessidades específicas vê
nesse ato a chance de proporcionar maior conforto e alguns anos de uma vida
plena e feliz, algo que dificilmente aconteceria na rua ou em um abrigo”,
completou.
RELAÇÃO DE ANIMAIS COM PROBLEMAS DE SAÚDE QUE AINDA ESTÃO
DISPONÍVEIS PARA ADOÇÃO NA CODEVIDA
Cães idosos com
problemas articulares (artrite/artrose):
– Cabral
– Naruto
– Ferrari
– Lucky
– Street
São medicados diariamente com condroprotetor (Pro-Cart).
Cães cardiopatas:
– Lucky
– Mirtes
São medicados diariamente com maleato de enalapril.
Cão com problema
intestinal:
– Amadeu
Medicado diariamente com lactulona.
Gato com hiperestesia
felina:
– Teco
Medicado diariamente com amitriptilina.
Gato com doença do
trato urinário inferior dos felinos:
– Jason
Come ração Urinary.
Gatos FIV positivos
(Aids felina):
– Jason
– Joy
Não tomam medicamentos, mas possuem uma condição especial.
COMO ENTRAR EM CONTATO COM A CODEVIDA
A Codevida (Avenida
Francisco Manoel s/nº – Jabaquara) atende de segunda a sexta-feira, das 8h às
17h. Os telefones de contato são (13) 3203-5593 e (13) 3203-5075. Também é
possível contatar a Coordenadoria pelo
e-mail codevida-semam@santos.sp.gov.br ou pelos perfis nas redes
sociais: Animais para adoção – Codevida Santos, no Facebook e no Instagram.
Fotos: Carlos
Nogueira/PMS
Por Kauany Priscila da Silva
Fonte: Prefeitura de Santos
Programa Mundo Animal aos
sábados das oito as nove a partir de novembro na rádio Mares do Sul 87,9 FM (
no aplicativo rádios net)
Colaboradores:
Consultório veterinário dr
Marcelo Lins 99981 5415
@defesaanimalemacao
Mondo Pet av. d. Constança
354 Jatiuca Maceio
Clinshopmaceio 99675 8715
Vereadora Teca Nelma – foto
assessoria
Nenhum comentário:
Postar um comentário