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segunda-feira, 3 de maio de 2021

Tatuadora denuncia uso de coleira de choque em cachorro: ‘ele parecia sentir dor’

 

Mariana Dandara | Redação ANDA


Foto: Karime Najjar/Arquivo pessoal

A tatuadora Karime Najjar passava por uma praça em Goiânia quando viu um adestrador usar em um cachorro o que aparentava ser uma coleira de choque. Embora não seja proibida a utilização do dispositivo no estado, um projeto de lei prevê a proibição por conta da crueldade do objeto, que causa estresse e dor nos animais.

A testemunha alegou que o cachorro se contorcia quando o dispositivo era acionado. Indignada, ela contestou o tutor do cachorro e o adestrador, que estavam juntos ao lado do animal e não deram atenção ao seu apelo. O caso é investigado pela Polícia Civil.

“Sempre que o cachorro se afastava do tutor, o adestrador acionava o choque, e o animal parecia sentir dor. Eu decidi registrar porque eu precisava fazer alguma coisa. Eu não conseguiria ver aquela cena e não fazer nada”, contou a tatuadora, que filmou a cena que presenciou.

O outro lado da história

O advogado Bruno Winicius Queiroz de Morais, que defende o adestrador e o tutor do cachorro, informou que, de fato, a coleira liberava um impulso eletrônico, mas não dava choque. Segundo ele, o animal também não se contorcia quando o dispositivo era acionado.

Apesar das alegações da defesa, o caso repercutiu negativamente, levando a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) a iniciar uma investigação. “Apesar de não existir uma lei estadual que proíba o uso desse tipo de coleira, existe uma lei federal para crimes de maus-tratos. O que vamos apurar é se essa coleira causou algum sofrimento a esse animal, o que pode configurar crime”, afirmou ao G1 o delegado Luziano de Carvalho.

Conforme explicado pelo delegado, não é proibido usar esse tipo de coleira em Goiás. Isso pode mudar, entretanto, caso um projeto de lei de autoria do deputado estadual Eduardo Prado (DC) seja aprovado e sancionado. A proposta proíbe a venda e o uso de coleiras de choque e impulso eletrônico “com o intuito de controlar o comportamento de animais, inclusive, para adestramento”.

Em tramitação, a proposta precisa ser avaliada pela Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e pelo Plenário. Caso seja aprovada, ela seguirá para as mãos do governador Ronaldo Caiado (DEM), que decidirá pela sanção ou pelo veto.

Fonte: anda.jor.br



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