Mariana Dandara | Redação ANDA
A tutora de uma galinha espetou a ave na haste do portão de sua vizinha, em Campo Grande (MS), após uma desavença. O animal agonizou até a morte. Moradoras do bairro Piratininga, as mulheres teriam discutido após a cadela de uma delas morder a galinha da outra.
Ao relembrar o caso, a tutora da cadela afirmou que
“foi uma cena horrorosa”. “Minha filha de 10 anos ficou horrorizada com essa
cena”, afirmou a autônoma de 48 anos, que preferiu não ser identificada, em
entrevista ao portal Campo Grande News.
Moradora do bairro há 40 anos, ela afirma já ter
vivido outros atritos com a tutora da galinha por conta de um muro que separa
as casas. Segundo ela, as raízes de uma árvore plantada no terreno da vizinha
invadiu seu quintal, fazendo o muro quebrar. Como não houve acordo para o muro
ser reparado, a autônoma usou tijolos e tábuas para impedir que seus cães
passassem para o outro terreno.
As barreiras, entretanto, foram ultrapassadas pela
cadela Nina, que acabou mordendo, de maneira instintiva, a galinha. Aos gritos,
ainda segundo relato da autônoma, a vizinha teria pego a ave e espetado-a no
portão.
“Gritou com
minha mãe, que tem 72 anos, falava que queria R$ 30 pela galinha e que não ia
fechar buraco nenhum porque não foi ela quem abriu”, contou. “Não tinha
problema em pagar pela galinha, mas ela poderia ter vindo conversar, mas
desrespeitou minha mãe, fez escândalo”, completou.
No meio desse caos, a tutora da galinha entrou em um
carro e deixou o local. A ave, por sua vez, ficou agonizando presa à grade do
portão, sem receber socorro.
Chocada com a atitude da vizinha, a autônoma acionou a
Polícia Militar, que a orientou a registrar um boletim de ocorrência por
injúria. Em seguida, ela retirou a ave do portão, colocou em um saco plástico e
deixou na lixeira.
(Foto: Henrique Kawaminami)
Fonte: anda.jor.br
Nota da
Redação: a ANDA lamenta
profundamente o crime de maus-tratos praticado contra a ave, que deveria ter
recebido atendimento veterinário logo após ser mordida pela cadela – que agiu
de maneira instintiva, sem qualquer maldade em seu ato. O fato da galinha não
ter sido socorrida após ser mordida já configura negligência, mas a situação fica
pior quando a ave, já ferida, passa por sofrimento ainda maior ao ser empalada
viva. O caso também acende um alerta sobre a falta de preparo da Polícia
Militar, que deveria ter socorrido a galinha e agido para que o caso fosse
registrado na delegacia como crime de maus-tratos ao invés de apenas orientar a
tutora da cadela a registrar um boletim de ocorrência por injúria.




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